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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mulher faz cirurgia para retirar tesoura da barriga

Médicos esqueceram uma pinça cirúrgica após cesariana

Há 28 anos, dona Sueli deu à luz ao filho caçula em um hospital de Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo. Ela saiu com os filhos nos braços e uma tesoura cirúrgica esquecida dentro de seu abdômen.

Na época, ela passou por uma cesariana. Quando teve alta, a vida estava mudada radicalmente para pior. Ela sofria dores intensas, não conseguia mais trabalhar e viu o casamento de 23 anos chegar ao fim.

- Quem é casado sabe que uma família tem que ter uma vida sexual ativa, né? E eu não podia ter. Isso acabou com minha vida, acabou com tudo.

Para recomeçar a viver, dona Sueli foi ao Hospital das Clinicas de São Paulo onde foi avaliada por uma junta médica, que fez uma bateria de exames para só então decidir se a tesoura poderia ser retirada.

De acordo com os exames de raio-X, a tesoura aparece do lado direito, perto de órgãos como útero, ovário e intestino. Dona Sueli conta que, logo depois do parto, passou por vários médicos, mas nenhum descobriu o que lhe provocava tantas dores.

- Eles diziam que era normal que podia ser algo que eu comi. Tudo que eles pediam pra fazer eu fazia e não dava nada [...] Nunca pediram raio-X.

A descoberta aconteceu por acaso, apenas três anos atrás. Durante uma visita a um parente em um presídio, Dona Sueli teve que passar pelo detector de metais. O alarme disparou e ela foi encaminhada para um exame de Raio-X. Ela disse que ao ver a tesoura de quase 20 centímetros passou mal e caiu. 
Por causa do objeto, tarefas simples se transformaram em desafios ou constrangimentos. Foram 28 anos assim, convivendo com a dor, sofrimento e angustia.

- A perda do casamento... Já pensou ficar sozinha com três filhos? Depois da descoberta, meu filho ficou se culpando, dizendo que se não tivesse nascido, eu não estaria sofrendo.

Apesar das esperanças, a junta médica diz que a retirada da tesoura não seria tarefa fácil. Mesmo assim, a paciente fez o procedimento e recebeu alta 21 dias depois. Ela conta que a cirurgia foi um sucesso.

- Eu mesma fiquei me tocando. Antes se apertasse doía, agora não.

Dona Sueli está processando o hospital onde deu à luz. Como prova, tem em casa a pinça cirúrgica esquecida em seu abdome.

Assista à reportagem:





Fonte R7

Indonésios deitam-se em trilhos para curar doenças

INDONESIA-rail

"Tratamento" consiste em receber pequenas doses de energia elétrica na coluna cervical

Uma legião de pessoas na Indonésia busca a cura de diversos males com o “tratamento do trem”, método que consiste em deitar nos trilhos de uma linha férrea para receber corrente elétrica.

Quem sofre de reumatismo, escoliose, artrite, hipertensão, insônia e outras doenças, acredita que a energia elétrica que passa pelos trilhos tem efeitos terapêuticos.

Ninguém sabe ao certo quem inventou esta inusitada maneira de arriscar a vida, mas há mais de um ano dezenas de pessoas deitam nos trilhos da estação de Cengkaren, em Rawa Buaya (nos arredores da capital Jacarta), para experimentar esse “tratamento” diariamente antes do entardecer.
  
A estação ficou tão popular com a propaganda boca-a-boca que até doentes procedentes de outros lugares passaram a frequentá-la.
Subiarsa, de 43 anos, um dos praticantes deste método, afirma que graças ao “tratamento do trem” ficou curado das dores que sofria na perna.

- As pessoas vêm aqui aliviar muitos males: diabetes, dores musculares, dor de cabeça. As descargas elétricas melhoram qualquer doença.

“Tratamento” revela condições precárias no acesso à saúde pública
Aqueles que creem no suposto poder curativo deste método também não sabem explicar o motivo pelo qual a estação de Cengkareng se transformou em centro de peregrinação, embora haja quem diga que não foi escolhida por suas propriedades únicas, mas por que por ela passam poucos trens.

Os incrédulos atribuem este fenômeno ao desespero, e culpam as autoridades pelo fato de que os indonésios mais pobres acabam recorrendo a estes métodos sem fundamentos científicos para buscar algum alívio.

Enquanto aumenta o fluxo de adeptos, as autoridades dizem ter feito vários alertas de que a prática é perigosa, e que não se trata de um tratamento terapêutico. Os apelos, no entanto, não funcionaram.
O chefe de estação de Cengkareng, Suari, disse que os funcionários também tentam repreender quem se arrisca.

- Todos os dias vários funcionários se aproximam das vias do trem para explicar às pessoas sobre o perigo e advertir que, inclusive, o que fazem transgride a lei.

Uma norma da rede estadual de ferrovias indonésias aprovada há quatro anos estabelece que ninguém pode utilizar a linha férrea para fins que não sejam de transporte. Contudo, as pessoas ignoram os avisos e sempre voltam.

Em um ambulatório improvisado que serve também de armazém, há travesseiros para os adeptos seguirem o tratamento mais confortavelmente, além de guarda-chuvas e água.

A Indonésia, país no qual grande parte de seus habitantes não tem acesso ao sistema público de saúde, gasta apenas 2,5% de seu PIB (Produto Interno Bruto) nesse setor.

Maternidades de SP apostam nas redes sociais para convocar mães a doar leite

Maternidades do Estado de São Paulo vão promover eventos voltados à Semana Mundial de Amamentação. A campanha conjunta chama a atenção para a necessidade de aproximação com as mães mais jovens e, paralelamente, busca valorizar o papel dos profissionais de saúde.

Na capital, a maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, da Secretaria de Estado da Saúde, vem incentivando os próprios funcionários a utilizar as redes sociais como ferramenta de comunicação com as mães mais jovens.

Na zona sul da capital, três hospitais estaduais (Maternidade Interlagos, Hospital Geral do Grajaú e Hospital Regional Sul) se juntaram para realizar palestras de conscientização, que acontecem no próximo dia 16, reunindo cerca de 300 profissionais.

Como fazer para doar
Mulheres de qualquer idade, que tenham bebês sendo alimentados exclusivamente com leite materno e que, ainda assim, tenham sobra do alimento, podem ser voluntárias e ajudar outros bebês.

As únicas exigências são de que as doadoras não estejam consumindo medicação, drogas ilícitas ou mais de dez cigarros por dia.

Mulheres que amamentam e doam o leite evitam o empedramento das mamas e têm recuperação da forma física de forma mais rápida.

A lista completa dos bancos de leite de São Paulo está disponível no portal.

Usuárias de medicamentos, drogas ilícitas e fumantes não podem participar das doações

Maternidades do Estado de São Paulo vão promover eventos voltados à Semana Mundial de Amamentação. A campanha conjunta chama a atenção para a necessidade de aproximação com as mães mais jovens e, paralelamente, busca valorizar o papel dos profissionais de saúde.

Na capital, a maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, da Secretaria de Estado da Saúde, vem incentivando os próprios funcionários a utilizar as redes sociais como ferramenta de comunicação com as mães mais jovens.

Na zona sul da capital, três hospitais estaduais (Maternidade Interlagos, Hospital Geral do Grajaú e Hospital Regional Sul) se juntaram para realizar palestras de conscientização, que acontecem no próximo dia 16, reunindo cerca de 300 profissionais.

Como fazer para doar
Mulheres de qualquer idade, que tenham bebês sendo alimentados exclusivamente com leite materno e que, ainda assim, tenham sobra do alimento, podem ser voluntárias e ajudar outros bebês.

As únicas exigências são de que as doadoras não estejam consumindo medicação, drogas ilícitas ou mais de dez cigarros por dia.

Mulheres que amamentam e doam o leite evitam o empedramento das mamas e têm recuperação da forma física de forma mais rápida.

A lista completa dos bancos de leite de São Paulo está disponível no portal.

Fonte R7

Brasil deve realizar implante de coração artificial até o final do ano

Dispositivo já passou por todos os testes em animais e só aguarda o aval do Ministério da Saúde


A primeira cirurgia para implante de um coração artificial desenvolvido no Brasil deverá ser realizada até o final do ano. Essa é a expectativa dos responsáveis pelo dispositivo, uma equipe formada por médicos, engenheiros, tecnólogos, biomédicos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo, da Escola  Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp), da Universidade São Judas Tadeu, da Faculdade Armando Álvares enteado, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos e da Faculdade de Tecnologia de Sorocaba.

O dispositivo já passou por todos os testes em animais e só aguarda o aval do Ministério da Saúde para ser implantado em humanos. Batizado de coração artificial auxiliar (CAA), ele deverá ser implantado no peito de pacientes com insuficiência cardíaca severa que aguardam na fila de transplante e será conectado ao coração natural. Esse é um diferencial fundamental em relação aos dois modelos de coração artificial total (CAT) em uso no mundo, os norte-americanos Abiocor e Syncardia, já implantados em cerca de 100 pacientes, que substituem completamente o órgão natural, removido do corpo do paciente.

A expectativa dos pesquisadores é de que o custo do aparelho nacional fique entre US$ 30 mil e US$ 60 mil. O preço final vai depender da demanda e se o Instituto Dante Pazzanese vai ou não se associar a uma empresa para a produção.

Após o aval do Ministério da Saúde, o coração artificial será implantado gratuitamente nos pacientes do instituto. Andrade acredita que, se tudo correr bem, o procedimento poderá ser realizado, em breve, em doentes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte Zero Hora

Vírus da febre do Nilo Ocidental é detectado pela primeira vez no Brasil

Pesquisador da Fiocruz encontrou evidências da existência do vírus em cavalos do Pantanal


A Fiocruz detectou pela primeira vez no Brasil a presença do vírus causador da febre do Nilo Ocidental. As evidências da presença do vírus, que é da mesma família que os vírus da febre amarela e da dengue, foram encontradas em cavalos do Pantanal.

O vírus, que pode infectar humanos e animais, é motivo de preocupação constante em países do continente africano e asiático. Ele é transmitido através da picada de mosquitos que tenham se alimentado de aves infectadas, geralmente migratórias.

Há registros de que a doença chegou ao continente americano no final da década de 90, nos EUA, e teria se espalhado para outros locais. Segundo a Fiocruz, existem relatos recentes da presença do vírus na Colômbia, Venezuela e, em especial, na Argentina, onde anticorpos do vírus já foram detectados em aves.

De acordo com o estudioso responsável pela pesquisa, Alex Pauvolid-Corrêa, não é fácil estabelecer qual é o risco deste vírus causar surtos ou epidemias no país, como já aconteceu no hemisfério norte. O pesquisador afirma que alguns fatores são favoráveis à ocorrência de casos da doença por aqui, principalmente em animais.

— Entretanto, considerando-se a ocorrência de ciclos de transmissão do vírus nos EUA, a vigilância da circulação em áreas urbanizadas no Brasil também precisa ser considerada — explica.

A doença
Conforme o Ministério da Saúde, a febre do Nilo Ocidental pode se apresentar nos humanos de forma branda ou severa. A primeira caracteriza-se por sintomas como febre, dor de cabeça e dores musculares.

Já a forma severa da enfermidade pode causar dor de cabeça, febre alta, rigidez na nuca, desorientação, tremores, coma, convulsão, fraqueza muscular e paralisia.
Fonte Zero Hora