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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ministério da Saúde de Israel importará maconha para uso médico


O governo de Israel aprovou no domingo (7) a normativa que regulará a importação e cultivo local de maconha para usos médicos, consumidos por milhares de pessoas no país.

"O gabinete aprovou as instruções e supervisão necessárias para a provisão de cannabis para uso médico e de pesquisa, em reconhecimento que ele é necessário em alguns casos", informou o escritório do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em comunicado.

"O Ministério da Saúde, em coordenação com a polícia israelense e a Autoridade Antidrogas supervisionarão ditas instruções e também serão responsáveis pela importação e o cultivo local (de cannabis)", acrescenta a nota.

Cerca de 6.000 pessoas consomem maconha para fins medicinais em Israel, segundo indica o jornal local "Ha'aretz", a maioria dos quais sofre de dores crônicas e doenças terminais.

O ministério planeja importar a erva, que contêm a substância ativa conhecida como THC (Tetra Hidro Cannabinol), de países como o Canadá e Holanda, "que demonstraram grande experiência no cultivo, controle de qualidade e supervisão dos ingredientes ativos", explicou o diretor-geral Boaz Lev.

Fonte Folhaonline

Cientistas dos EUA descobrem novo anticorpo da gripe


Cientistas dos Estados Unidos descobriram um anticorpo que age contra 30 das 36 cepas da gripe, o último avanço na busca de um tratamento universal e de uma vacina contra a doença, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.

O novo anticorpo amplamente neutralizante, denominado CH65, consegue aderir na superfície do vírus da gripe, denominada hemaglutinina, a qual sofre mutação a cada temporada, forçando os especialistas a projetar regularmente uma nova vacina.

Este anticorpo foi encontrado nas células de um voluntário, que tomou vacina contra a gripe desenvolvida para o ano de 2007, destacou o estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências.

"O que isto nos diz é que o sistema imunológico humano pode ajustar sua resposta à gripe e de fato produzir, embora com uma frequência baixa, anticorpos que neutralizam toda uma série de cepas", disse o autor principal do estudo, Stephen Harrison, do Hospital Infantil de Boston, Massachussetts (nordeste).

"Nosso objetivo é entender como o sistema imunológico seleciona os anticorpos e utiliza essa informação para fazer melhorias que contribuam para a elaboração de uma vacina que favorecerá a amplitude sobre a especificidade", emendou.

Na semana passada, pesquisadores britânicos e suíços anunciaram, na revista americana "Science", a descoberta do primeiro anticorpo humano capaz de eliminar todos os vírus da gripe.

Este anticorpo, denominado FI6, foi posto à prova nos subtipos de vírus da gripe A e sempre demonstrou eficácia contra a hemaglutinina, uma proteína frequentemente variável.

Fonte Folhaonline

Pesquisa mostra que um em cada cinco médicos receita placebo

Uma pílula de farinha pode curar a sua dor? Em alguns casos, sim, e parte dos médicos inclui esse tipo de terapia em sua prática clínica.

Uma pesquisa canadense, feita com 606 profissionais (psiquiatras e outros especialistas), mostra que um a cada cinco médicos receita medicamentos placebos para seus pacientes regularmente. O estudo, liderado pelo professor de psiquiatria da Universidade McGill Amir Raz, foi publicado no "Canadian Journal of Psychiatry". Os placebos são muito usados em pesquisas clínicas, para testar a eficácia de medicamentos. Se quem toma o remédio melhora mais do que quem toma a pílula de açúcar, a droga funciona.

Zé Carlos Barretta/Folhapress
Setor de embalagem de comprimidos no HC de São Paulo, que tem um centro de produção de remédios e placebos
Setor de embalagem de comprimidos no HC, que tem um centro de produção de remédios e placebos

Além das pílulas de farinha ou açúcar, os placebos podem ser remédios de verdade em doses subterapêuticas (insuficientes para fazer efeito), vitaminas, injeções salinas e suplementos fitoterápicos.

'EMPURRÃOZINHO'
De acordo com a pesquisa, os psiquiatras são os médicos que mais usam esse recurso. "Em doenças em que há controle mental mais direto, como dores crônicas, transtornos mentais e até condições neurológicas como mal de Parkinson, o efeito placebo será maior", afirma o psiquiatra André Brunoni, do Hospital das Clínicas.

Especialistas ouvidos pela Folha dizem que nunca deram placebos para pacientes, mas que isso pode ocorrer em situações "excepcionais". "O que os médicos fazem é dar um 'empurrãozinho' final com placebo, usá-lo como complemento em pacientes que eles já conhecem bem e em situações seguras", diz Marcelo Saad, fisiatra do hospital Albert Einstein. Ele cita o exemplo de um paciente que precisa fazer fisioterapia, mas que se sentiria mais seguro tomando também um remédio. Nesse caso, o médico poderia prescrever um analgésico.

Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, diz que não usa placebos fora de pesquisas. Mas, afirma, se um paciente internado acha que precisa de remédio para dormir, o médico poderia dar algo inerte, como água destilada, como teste, para mostrar que isso não é necessário.

O psiquiatra André Brunoni afirma que muitos médicos receitam drogas de efeitos inespecíficos em que uma resposta poderia ser decorrente de efeito placebo. "Mas acho que poucos dão placebo de forma intencional."

Segundo Desiré Callegari, primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina, é antiético dar um remédio sem efeito só para satisfazer o paciente. "Não se pode enganar o paciente por achar que ele é hipocondríaco. É preciso ser transparente e respeitá-lo."
Arte/Folhapress


Fonte Folhaonline

Pesquisa diz que contar calorias não basta para emagrecer

Ter em mãos calculadora e tabelinha de calorias não é a melhor forma de perder e manter o peso, de acordo com pesquisadores da Universidade Harvard que acabaram de publicar um estudo sobre o tema.
No artigo, que saiu na revista "New England Journal of Medicine", eles dizem que mais vale priorizar ou evitar grupos de alimentos do que ficar fazendo contas.

Para chegar à conclusão, a pesquisa acompanhou por 20 anos mais de 120 mil americanos saudáveis e dentro do peso normal.

De quatro em quatro anos, eles responderam questionários sobre hábitos alimentares e estilo de vida.

Resultado: muitos que comiam alimentos gordurosos e ricos em calorias, como nozes e leite, não engordaram; pelo contrário, emagreceram. Os que tinham o hábito de tomar iogurte foram os que mais emagreceram --370 gramas a cada quatro anos.

E mais: hábitos como fumar, beber ou ver televisão por várias horas influenciaram mais do que a ingestão ou não de alimentos calóricos.

Arte/Folhapress


MUDANÇA DE HÁBITO
Para a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Abran (associação de nutrologia), a pesquisa comprova que perder e manter o peso é questão de hábito, não de regime.

"Não adianta fazer uma dieta restritiva, com contagem de calorias, e ficar 'economizando' para continuar comendo o que gosta. Aí a pessoa passa fome e não muda o hábito. Quando o regime acaba, ela volta a comer como antes e recupera o peso perdido."

A nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (associação para estudo da obesidade), também não acredita em dietas que cortam calorias. De acordo com ela, o organismo não entende o corte de energia e, passado o período de privações, dá um jeito de recuperar o peso perdido.

"Há muitos estudos sobre isso. Quanto maior o tempo de restrição calórica, maior será o ganho de peso depois."

Para emagrecer, a nutricionista indica que as pessoas diminuam quantidades, mas obedecendo as necessidades diárias de energia. Nada de dietas de mil calorias se a necessidade diária são 1.800.

"Se eu como quatro colheres de arroz, vou passar a comer três. Se como batata frita todo dia, posso comer só uma vez por semana. É muito melhor para a saúde comer normal do que fazer regime."

Em média, a maioria das pessoas engorda cerca de 450 gramas por ano (quase dois quilos a cada quatro anos). Na pesquisa, engordou mais quem comia regularmente batata frita e chips de batata.

MATEMÁTICA IMPRECISA
O endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do serviço de obesidade do Hospital das Clínicas de SP e criador da dieta dos pontos, diz que os resultados são os esperados --e que nada muda nas dietas.

Segundo ele, ninguém pode negar que, no fim das contas, emagrecer é resultado de uma matemática negativa: gastar mais calorias do que ingerir.

"Para uma dieta, ainda vale essa ideia. Não tem como fugir disso. Uma coisa é emagrecer e outra é ter alimentação saudável."

De acordo com Halpern, o estudo isolou grupos alimentos. Para ele, isso pode valer para orientações gerais a um grupo grande de pessoas, mas não tem como ser uma orientação individual e isolada.

"Se a pessoa passar a comer nozes e iogurte, porque nesse estudo quem comia isso emagreceu, ela não vai emagrecer se não cortar calorias. O que deve ter acontecido nesse estudo é que quem comia esses alimentos saudáveis também comia mais frutas, legumes."

O endocrinologista Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia concorda com a matemática do cortar calorias, mas diz que é uma conta imprecisa.
"Depende de como o alimento é absorvido, metabolizado e dos hábitos da pessoa ao longo do tempo. É uma questão educativa."

Fonte Folhaonline

Escovar os dentes também protege o coração


Quem ignora a escovação tem risco 70% de doenças coronarianas

Você sabia que escovar corretamente os dentes faz bem ao coração? Além de evitar as cáries e combater o mau hálito, a higiene bucal pode proteger esse tão importante órgão do corpo humano.

Um levantamento feito na Escócia com 11 mil adultos e publicado no British Medical Journal aponta que quem escova os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode evitar problemas no coração.

A pesquisa avaliou informações como a prática de atividades físicas, hábitos de fumar e rotinas de higiene para a saúde bucal. Os participantes foram classificados de acordo com a limpeza dos dentes e a frequência de visitas ao dentista.

Foi observado o histórico médico pessoal e familiar em relação às doenças coronárias, bem como coletadas amostras de sangue.

Quando os dados foram ajustados para fatores de risco para o coração, como obesidade, fumo ou histórico familiar, os voluntários que escovavam os dentes com menos frequência tiveram risco 70% maior de desenvolver doenças coronarianas do que aqueles que escovavam.

Fonte R7