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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Com a seca, a gordura das lágrimas evapora, inflamando os olhos

A inflamação das glândulas de meibomius, localizadas na região palpebral, a meibomite, pode se converter em Síndrome do Olho Seco mais facilmente quando a umidade do ar está baixa. Em Brasília, neste fim de semana, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet ) é de que ocorra névoa seca e os índices de umidade baixem para 20%.

A oftalmologista Maria Lúcia Rios explica que a relação baixa umidade e inflamação é consequência da falta da camada gordurosa da lágrima ocasionada pelo meibomite. “Sem a camada de gordura, a lágrima evapora mais facilmente e à época da seca, este processo agrava os sintomas da inflamação, causando a Síndrome do Olho Seco”, afirma,  ao chamar atenção para a avaliação oftalmológica antes de qualquer solução intuitiva ou automedicação, como o uso inadequado de colírios.

A meibomite ocorre quando as glândulas de meibomius, responsáveis pela produção da camada gordurosa da lágrima, acumulam essa gordura sem expeli-la e sofrem ação bacteriana. “Além do olho seco, é comum pacientes com meibomite apresentarem calázio, um nódulo localizado na pálpebra, por vezes confundido com o hordéolo (terçol)”, explica a médica. “As causas da meibomite estão diretamente ligadas a fatores genéticos e de idade, pessoas maduras apresentam a meibomite com mais frequência”, completa.

Para evitar o agravamento da meibomite durante a seca, Maria Lúcia salienta que é importante reforçar a higienização das pálpebras e ficar atento à alimentação. “O hábito de limpar as pálpebras pelo menos duas vezes por semana, aplicar lágrimas artificiais para hidratar os olhos e reduzir o consumo de alimentos gordurosos diminui o risco de agravamento da inflamação”, aconselha.

Fonte Saúde para todos

Para que um medicamento chegue ao consumidor, o processo leva 18 anos

Boston — A julgar pela oferta nas farmácias, há medicamentos para quase tudo. Dos mais “inofensivos”, vendidos sem receita, às pílulas de siglas quase impronunciáveis. O preço, via de regra, é diretamente proporcional à exclusividade da fórmula no mercado e, claro, ao tempo que levou para chegar a ser comercializada. Uma pode até ser mais rápida que a outra, mas geralmente o paciente pode sentar e esperar: o tempo médio para um medicamento chegar à sua mão é de pelo menos 18 anos para as drogas mais elaboradas e de seis se for um antiviral daqueles que um governo faria qualquer coisa para obter.

É a saga dos remédios: um longo e caro caminho que passa pela necessidade, pela descoberta, pelos testes e pela aprovação.

Dependendo da molécula que está sendo analisada, para se transformar numa potente droga capaz de curar uma trombose ou minimizar os efeitos do diabetes sobre o organismo, por exemplo, um laboratório pode chegar a investir algo em torno de US$ 300 milhões (cerca de R$ 460 milhões).

Sempre foi assim, mas terá que ser diferente no futuro. Kenneth Kaitin, diretor do Centro de Estudo e Desenvolvimento de Medicamentos da Tufts University, de Boston, nos Estados Unidos, alerta que o tempo é de desafios: nesse mercado extremamente competitivo, as patentes de alguns produtos de alta renda estão vencendo, o que tira do laboratório desenvolvedor a exclusividade de comercialização da fórmula. Só em 2011, a indústria farmacêutica americana está perdendo US$ 44 bilhões. Exemplo disso é o Lipitol, revolucionário medicamento do laboratório Pfizer para baixar o colesterol. Com o vencimento de sua patente, haverá uma perda representativa de US$ 12 bilhões. Isso tudo sem falar nos obstáculos para a regulamentação e no fato de somente três de cada 10 medicamentos cobrirem os custos de suas pesquisas.

Os prazos das patentes, claro, sempre venceram. A diferença, segundo Kaitin, é que agora as empresas não têm drogas tão fortes para substituir as que estão com a exclusividade acabando. E não é falta de investimento. “O problema é o número de aprovações, que hoje não é suficiente para gerar renda e sustentar o desenvolvimento de novas drogas”, alega. As autorizações diminuíram consideravelmente no ano passado. As gigantes Merck, Pfizer e Lilly tiveram aprovação zero em 2010. “Os laboratórios culpam a agência reguladora americana, mas acho que a indústria não desenvolveu um processo eficientes para desenvolver novos medicamentos”, opina o diretor da Tufts.

O grupo de Kaitin age para apresentar informações estratégicas tanto aos desenvolvedores quanto aos órgãos reguladores, como a norte-americana Food and Drug Administration (FDA), o que no Brasil corresponde à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ideia é fomentar o ambiente de inovação terapêutica e, consequentemente, favorecer a pesquisa básica: a fonte das descobertas

“É preciso aumentar a velocidade de desenvolvimento de novos medicamentos para diminuir custos e riscos”, defende. Parceria é a palavra de ordem nesse cenário. Grandes laboratórios, como Pfizer, Novartis, Genzyme, Sanofi e Janssen, correm para reinventar e agilizar seus processos de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. A maioria passa por alianças com grandes universidades.

Na longa saga de um medicamento, ainda será preciso esperar muito para ver os resultados.

Caminho tortuoso

* Pesquisa básica
* Descoberta
* Estudos pré-clínicos — apresentação da proposta de estudo clínico ao órgão regulador
* Estudos clínicos

ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS
Tudo começa em centros de pesquisa, com a descoberta de uma substância ou molécula. Se seu potencial terapêutico for confirmado em experimentos in vitro, na sequência, ela pode ser testada em animais. Essa fase dá informações iniciais sobre a eficiência e a segurança da substância/molécula em teste. Mais de 90% do que é testado nessa fase é eliminado, por não demonstrar atividade farmacológica/terapêutica suficiente ou por ser muito tóxico aos humanos.

Fase 1
Número de envolvidos: de 20 a 100 voluntários sadios
Período: aproximadamente 1 ano
O primeiro estudo em humanos é feito em pequenos grupos de voluntários sem a doença para a qual está sendo testado. São avaliadas diferentes vias de administração e doses, e feitos testes iniciais de segurança e de interação com outras drogas ou álcool. Nessa fase, já é possível apontar a maior dose tolerável, a menor dose efetiva, a relação dose/efeito, a duração do efeito, os efeitos colaterais e as etapas do medicamento no organismo, da administração à excreção.

Fase 2Número de envolvidos: centenas de pacientes com a doença
Período: aproximadamente 2 anos
No estudo terapêutico piloto, são feitos os primeiros testes controlados, já em pacientes com a doença ou com condições patológicas. O objetivo é obter mais dados de segurança, a curto e médio prazos, e começar a avaliar eficácia, diferentes dosagens e indicações do novo medicamento, assim como a velocidade com a qual a substância se torna ativa no organismo e a equivalência biológica esperada de duas preparações diferentes do medicamento.

Fase 3
Número de envolvidos: milhares de pacientes com a doença
Período: de 2 a 4 anos
Os estudos terapêuticos ampliados feitos em vários centros internacionais permitem um teste em larga escala e em diferentes populações. O objetivo é determinar o risco/benefício e o valor terapêutico, reunindo mais dados sobre segurança, eficácia e interação com outras drogas. São estabelecidas as indicações, as doses, a via de administração, as contraindicações, os efeitos colaterais e as medidas de precaução, tudo o que vai na bula. Também é demonstrada a vantagem terapêutica em relação a outro medicamento.

Fase 4
Número de envolvidos: milhares de consumidores do novo medicamento
Período: indefinido
Pesquisas realizadas depois da comercialização do medicamento, em busca de detalhes adicionais sobre a segurança e a eficácia. Também conhecida como farmacovigilância, essa fase visa detectar e definir efeitos colaterais previamente desconhecidos ou não completamente qualificados, assim como os fatores de risco relacionados. Também são feitos estudos para suporte ao marketing e comparativos com medicamentos competidores e novas formulações.

Fonte Gazeta Braziliense

Razão da longevidade é encontrada no DNA

Um estudo divulgado na quarta-feira nos Estados Unidos sugere que o segredo da longevidade pode estar na genética, e não no estilo de vida. Um relatório publicado na edição on-line da Revista da Sociedade Americana de Geriatria indica que um grupo de judeus askenazis, que viveram mais de 95 anos, não tinham hábitos e estilos de vida melhores que os da população em geral. Na realidade, os homens do grupo de longevos até bebiam, em média, um pouco mais e faziam menos exercícios que a maioria das outras pessoas.

Para os especialistas, a análise mostra que a genética é essencial para se ter uma vida longa. “Esse estudo sugere que os centenários podem possuir genes adicionais de longevidade que os ajudam a amortizar os efeitos nocivos de um estilo de vida pouco saudável”, explicou principal autor do estudo, Nir Barzilai, diretor do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento da Escola de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva de Nova York.

Participaram do estudo 477 judeus askenazis, de 95 a 122 anos, que viviam de forma independente. Deles, 75% eram mulheres. Todos se inscreveram em um estudo que busca descobrir os segredos da longevidade. Oriundos da Europa, foram eleitos porque são “geneticamente mais uniformes do que outras populações, razão pela qual é mais fácil detectar as diferenças genéticas presentes”, indicou o estudo. Em geral, esses idosos eram similares a pessoas da população geral, em termos de relação altura-peso, tabagismo, nível de exercício e dieta.

Os dados dos askenazis foram comparados com os de outras 3.164 pessoas, nascidas no mesmo período que os centenários, recolhidos entre 1971 e 1975 pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição. Cerca de 24% dos homens longevos bebiam álcool todos os dias, em comparação com 22% da população geral, enquanto 43% dos longevos faziam exercícios regularmente — contra 57% dos demais. As pessoas de ambos os grupos eram igualmente propensas a ter sobrepeso, mas os longevos tinham menos chances de alcançar níveis mais altos de obesidade.

Os cientistas pedem, no entanto, que as pessoas não confiem na genética e cuidem da saúde, mantendo um bom estilo de vida. “Embora o estudo demonstre que os centenários podem ser obesos, fumar e evitar os exercícios, esses hábitos de vida não são boas opções para a maioria de nós, que não temos antecedentes familiares de longevidade”, disse Barzilai. “Devemos vigiar nosso peso, evitar fumar e fazer exercícios, já que essas atividades provaram trazer grandes benefícios sanitários para a população em geral, incluindo uma vida útil mais longa.”

Fonte Correio Braziliense

Pessoas com gigantismo enfrentam problemas físicos e preconceito social


 (Reprodução Internet)
O excesso na produção de um hormônio pode fazer com que algumas pessoas ultrapassem os 2m

A vida pode ser bem complicada para quem não cresceu como a maioria. Mas os que passam da medida também sofrem, seja pela pequenez do mundo ou pelo preconceito. Vítimas de uma mal raro, as pessoas com gigantismo ainda são encaradas com espanto e, muitas vezes, têm poucas alternativas para barrar seu crescimento exagerado. Além do desconforto social, esse grupo carrega, literalmente, o peso do corpo nas costas. Sem controle da evolução do quadro, homens e mulheres com a patologia desenvolvem problemas ósseos e se tornam mais suscetíveis a doenças cardíacas, à hipertensão e ao diabetes (veja arte).

Basicamente, o gigantismo ocorre quando há um excesso de hormônio do crescimento no organismo. Essa substância, produzida na região cerebral, existe em quantidades variáveis ao longo da vida. Após os 2 anos e até o fim da adolescência, ela tem um papel essencial, pois garante que células localizadas nas cartilagens se reproduzam e façam o corpo esticar. Mas o HC, como é chamado, também é importante na fase adulta. “O hormônio do crescimento ajuda a manter a musculatura, diminui a gordura circulante e atua em aspectos mentais”, diz o endocrinologista Marcello Bronstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo, um centro de referência em anomalias do crescimento.

Pesquisas mostram que 10 em cada 1 milhão de pessoas desenvolvem o gigantismo — o que daria cerca de 70 mil pacientes com a doença nos dias de hoje. A gaúcha Kátia Rodrigues, 48 anos, é uma delas. Recentemente, ela foi notícia em jornais e sites, devido à sua altura impressionante e à dificuldade que tem para andar. Com 2,37m, Kátia pode entrar para o Guinness, o livro dos recordes, como ao mulher mais alta do mundo. A mulher, contudo, parece não estar muito interessada nesse tipo de reconhecimento. A reportagem do Correio tentou o contato com a mãe, Clari Rodrigues, mas a família preferiu o silêncio — uma reação natural entre as vítimas do gigantismo.

“Não há carros, ônibus, camas, cadeiras adaptadas. Isso sem falar nos efeitos psicossociais, de exclusão”, comenta Marcello Bronstein. O alagoano José Cristóvão da Silva, 26 anos, é outro brasileiro afetado pela patologia. Ele deixou a escola no fim da 8ª série do ensino fundamental, quando não conseguiu mais conciliar os estudos com a investigação sobre o que o fazia crescer tanto. “O pior é não saber o que você tem”, diz. Hoje, com 2,25m, ele voltou ao ensino médio. “Parei de estudar, a doença me atrasou muito. Meu sonho agora é terminar o colégio”, contou Silva ao Correio.

O rapaz tem o tipo mais comum de gigantismo, provocado por um tumor na região cerebral. O aglomerado de células, geralmente benignas, pressiona a glândula produtora do hormônio do crescimento, fazendo com que haja um descontrole na fabricação da substância. Os tumores podem ser tão grandes que passam a ameaçar outras partes do crânio. Silva, por exemplo, teve o nervo óptico atingido e chegou a perder a visão dos dois olhos. O problema foi resolvido quando ele retirou o tumor, em 2006. “Depois disso, eu parei de crescer, graças a Deus.”

A cirurgia, porém, não eliminou outros problemas da vida do jovem. Como ele ficou muitos anos com excesso de hormônio do crescimento, acabou se tornando vulnerável a doenças que afetam os órgãos internos. “Há dois meses, fui fazer um checape e o médico encontrou algo no meu coração. Não sei o que é, mas sei que vai ser uma burocracia para resolver”, prevê. Ao longo dos últimos anos, ele manteve viagens regulares de Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, a São Paulo, onde faz o tratamento. Como o processo é custeado pelo governo, Silva precisa enfrentar uma série de exigências para garantir que sua saúde continuará em dia.

Sem restrições

Para o jovem alagoano, o gigantismo começou na adolescência, justo quando ele passava pela fase em que os meninos mais crescem. É possível, porém, que a doença apareça na fase adulta. Nesse caso, ela muda de nome e de efeitos. A chamada acromegalia pode atingir pessoas em qualquer idade e provocar uma série de incômodos, principalmente por conta do aumento das extremidades do corpo. O aposentado Natalino Mingareli, 38 anos, convive com a patologia. Há 15 anos, ele começou a sentir dores de cabeça persistentes. “Os médicos diziam que era sinusite”, lembra. O diagnóstico veio por acaso, quando ele foi retirar uma hérnia na virilha e precisou fazer exames preventivos.

Depois de revelar a causa de suas dores, Mingareli enfrentou uma verdadeira via sacra. Primeiro, suas mãos e seus pés cresceram de forma absurda e corpo inchou. “Cheguei aos 200kg, com 1,75m. As pessoas tinham até medo de olhar para mim, eu parecia um monstro”, conta. De lá para cá, o aposentado passou por quatro cirurgias para análise e retirada do tumor, que voltava a crescer. O problema só foi controlado quando Mingareli entrou em um grupo de voluntários que testaram um novo medicamento contra a acromegalia. A cada 28 dias, ele toma uma injeção e medicamentos que evitam a evolução do tumor e estabilizam sua produção hormonal.

Além de intervenções cirúrgicas, o especialista pode administrar remédios que controlam o trabalho da hipófise. Isso é recomendado quando o tumor está em uma área delicada do cérebro ou quando a doença é descoberta precocemente. Outra hipótese é a radioterapia para eliminar as células que se replicam de forma anormal. “O problema é que essa técnica acaba atingindo também partes saudáveis do organismo”, pondera o endocrinologista Marcello Bronstein. Mas entre todos os desafios, o pior ainda é encarar o mundo sem ser visto como uma aberração. “É difícil, até mesmo, dentro de casa. Minha família não acreditava que eu sofria, eles achavam que eu estava apenas engordando”, lembra, triste, Natalino Mingareli, que hoje está com 100kg, tentando retomar a vida. “A gente fica com medo, porque não sabe o que vai acontecer. Mas agora estou melhor.”

O gigante de Alton
O maior homem de todos os tempos viveu na cidade de Alton, em Illinois, nos Estados Unidos. Robert Wadlow chegou a impressionantes 2,74m, com calçado número 70. Wadlow, que passou parte da vida trabalhando como vendedor de uma marca de sapatos, morreu aos 22 anos, dormindo, depois de uma infecção repentina.

Fonte Gorreio Braziliense

Estudo em ratos pode ajudar na infertilidade humana

Pesquisadores no Japão usaram células-tronco embrionárias de ratos para produzir espermas saudáveis desse animais em recipientes de laboratório, uma iniciativa que poderia ajudar no tratamento da infertilidade humana.

A descoberta, divulgada na publicação científica Cell, marca um novo passo no uso de células-tronco na medicina regenerativa.

As células-tronco são as células-mãe do corpo e fonte de todas as células e tecidos. Como podem se transformar em diferentes tipos de células, e se multiplicar, os especialistas esperam poder aproveitá-las para tratar doenças e disfunções, incluindo câncer e diabetes.

Cientistas da Universidade de Kyoto removeram células-tronco de embriões de ratos e conseguiram conduzi-las para um tipo de célula precursora conhecida por crescer tanto em óvulos como esperma de ratos.

Então, eles transplantaram essas células para testes de camundongos machos inférteis - que aparentemente foram levados a produzir esperma saudável. Os espermas foram removidos diretamente dos testes e fertilizados com óvulos (nos recipientes de laboratório), disse o líder do estudo, Mitinori Saitou, professor da Universidade de Kyoto.

"Depois da inseminação, fizemos dois conjuntos de embriões que foram transferidos para os úteros de fêmeas adotivas e, então, resultaram em camundongos saudáveis (que depois reproduziram normalmente)."

CRIAÇÃO DE ESPERMA HUMANO

O experimento mostrou aos cientistas como podem preparar células precursoras para eventualmente se transformarem em esperma ou óvulo.

"Temos um material enorme para trabalhar agora e... nós podemos acelerar nosso estudo na direção da causa da infertilidade humana," afirmou Saitou à Reuters por telefone.

A equipe de Saitou acredita que possa ser viável usar células-tronco de humanos adultos para produzir esperma humano.

"Nós possivelmente poderemos usar este conhecimento para induzir células germinativas primordiais de humanos (células que se transformam em óvulos ou esperma)", disse ele.

Segundo Saitou, será necessário realizar mais estudos por causa do abismo entre pesquisas com animais e humanos.

No momento, a equipe está tentando repetir sua proeza produzindo óvulos de ratos usando células-tronco, disse ele.

 
Fonte Estadão