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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Jovem morre com suspeita de hantavírus no Amazonas

Um jovem de 25 anos morreu com suspeita de hantavírus, doença transmitida por ratos, informou nesta segunda-feira a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. O caso aconteceu em julho no município de Manacapuru (80 km de Manaus).

Segundo o órgão, foram coletados sangue dos parentes dos jovem e de vizinhos dele para exames.

O primeiro diagnóstico de hantavírus no Amazonas foi registrado em 1995. Na ocasião, três oficiais do Exército foram contagiados pelo vírus --que causa febre hemorrágica-- em um treinamento de guerra na selva amazônica, a 60 km de Manaus (AM). Um oficial morreu.

Fonte Folhaonline

Brasileiros fazem mais cirurgias de redução de estômago


Junto com o aumento da obesidade no Brasil, a realização de procedimentos de redução de estômago --as cirurgias bariátricas-- tem registrado um crescimento exponencial no país, com um aumento de 275% nos últimos sete anos.

De acordo com a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), o número de procedimentos pulou de 16 mil, em 2003, para 60 mil, em 2010.

A cirurgia é indicada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 35 ou 40, quando há presença de outras doenças associadas à obesidade.

O procedimento extirpa uma parte do estômago ou do intestino e ainda pode recorrer a intervenções no aparelho digestivo (no Brasil, são aprovadas quatro modalidades cirúrgicas).

"O número de obesos aumentou, a informação sobre a cirurgia aumentou, e tivemos um grande avanço, que foram as operações por laparoscopia", diz Ricardo Cohen, presidente da SBCBM.

"Elas tornaram o processo mais confortável, com menos dor e uma volta mais rápida ao trabalho", acrescenta Cohen. "Tudo isso atrai mais procura."

Segundo o cirurgião, o país fica atrás apenas dos Estados Unidos no ranking mundial --os americanos estão de longe na frente, com cerca de 300 mil cirurgias do tipo realizadas em 2010.

Cohen diz ainda que, enquanto a crise econômica levou a uma queda no número de cirurgias nos Estados Unidos no ano passado, a tendência no Brasil é de crescimento, acompanhando a demanda.

FRACASSO
Apesar do aumento da procura, o salto no número de cirurgias também é visto com ressalvas.

Para o endocrinologista Gerson Noronha Filho, professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a situação reflete um "grande fracasso" no tratamento de obesos, que só deveriam ser encaminhados para cirurgia em casos extremos.

"É um procedimento radical, que corta uma área brutal do estômago", diz o médico. "Essas soluções finais, únicas, desumanizam o indivíduo. As soluções não devem ser únicas, devem ser múltiplas, pensadas diante do quadro que o indivíduo apresenta."

Noronha atende obesos mórbidos no centro de pesquisas clínicas (Clinex) da Uerj e ressalta a importância de conhecer a história por trás de cada caso.

"A grande razão do fracasso [no tratamento] é que o obeso nunca está sozinho", afirma. "Há sempre alguém que alimenta esse gordo, sempre um par magro. A medicina precisa trazer essa dupla para o tratamento, mas tem dificuldades em fazer isso porque envolve um tratamento multidisciplinar."

De acordo com a SBCBM, o tratamento clínico tem eficácia em 10% dos casos, enquanto a intervenção cirúrgica soluciona 85% deles. As estatísticas ajudam a explicar o interesse em torno do procedimento, inclusive em blogs, fóruns de discussão e redes sociais.

No Orkut, por exemplo, a comunidade "Cirurgia Bariátrica - Eu fiz!" tem mais de 7.000 membros. Já a "Cirurgia Bariátrica - Vou fazer!" tem pouco mais de 2.000.

O procedimento é caro. De acordo com a SBCBM, o custo varia de R$ 10 mil a R$ 15 mil (a cirurgia aberta) e pode chegar à faixa de R$ 15 mil a R$ 25 mil (videolaparoscopia).

Com internação e as cirurgias plásticas que precisam ser feitas posteriormente para reduzir a pele flácida, Noronha estima que o valor fique entre R$ 30 mil e R$ 50 mil.

FILA LONGA
Como a obesidade no Brasil também aumenta entre as classes mais desfavorecidas, o resultado é uma longa fila no SUS (Sistema Único de Saúde).

Moradora da Rocinha, Luiza Souza, 34, se inscreveu em 2005 no Hospital de Ipanema, da rede federal, esperando que fosse atendida em dois, talvez três anos. Em janeiro, na última vez que checou, ouviu do enfermeiro que deveria contar com mais seis a oito anos de espera.

"Já fiz tudo que é tipo de tratamento, mas os médicos me falaram que o meu caso agora só se resolve com cirurgia bariátrica", afirma ela, que está com 140 kg e atribui ao peso a dificuldade de conseguir emprego.

Assim como Luiza, cerca de 5.000 pessoas esperam na fila do Hospital de Ipanema. De acordo com o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, a unidade tem estrutura para uma cirurgia por semana. No ano passado, 37 foram realizadas.

"Muita gente morre na fila, e muita gente desiste, dá outro jeito de operar. Foi o que eu fiz", diz Aline Rodrigues de Souza, 31.

Em fevereiro deste ano, ela conseguiu realizar a cirurgia, sonho que acalentava desde 1999. Depois de se casar, uma melhora de renda permitiu que pagasse um plano de saúde, e só assim conseguiu concretizar seus planos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cirurgia bariátrica começou a ser feita na rede pública em 2003.

De lá para cá, o número de cirurgias realizadas pelo SUS aumentou 150%. Ainda assim, elas representam pouco mais de 7% do total brasileiro.

Em 2010, o ministério investiu R$ 24,5 milhões para a realização do procedimento pelo SUS, com um total de 4.437 cirurgias.

AUTOESTIMA
Aline se diz realizada. Dos 175 kg que tinha na época da cirurgia, perdeu 37 nos últimos cinco meses. Matriculou-se em um curso de maquiagem e está saindo mais de casa.

"Antes eu não caminhava, não estudava, saía pouco", afirma. "A gordura me tirava a coragem de enfrentar o preconceito."

Já Luiza afirma que está desiludida. Por causa do peso, parou de exercer a profissão faz tempo: era professora do ensino fundamental. Ela diz que, no início do ano, foi demitida do mercado onde trabalhava como caixa após faltar um dia por uma crise de hipertensão.

"Estou procurando emprego o ano todo, mas está difícil", afirma. "O pessoal diz que meu currículo é muito bom, mas, quando vou para a entrevista, falam que a empresa não tem nem uniforme para mim."
Enquanto não recebe a tão esperada convocação do hospital, Luiza tenta conciliar o sonho de concluir a faculdade de Letras que deixou pela metade e os planos para o futuro com os obstáculos criados pelo excesso de peso.

"Quero arrumar um trabalho, parar de tomar remédio de pressão, fazer bastante exercício, parar de fumar... E subir um pouco a autoestima, né? Porque quase não tenho."

Fonte Folhaonline

Unifesp busca voluntários para pesquisa sobre insônia e pilates

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) busca voluntários para o desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos nas seguintes áreas: portadores de glaucoma; dor em pacientes na pós-menopausa com fibromialgia; pilates, exercício e fibromialgia; tratamento de afta recorrente; tratamento de insônia; e orientação para pais de jovens usuários de drogas.

Veja:

PORTADORES DE GLAUCOMA
O Setor de Pesquisas Clínicas do Departamento de Oftalmologia da universidade recruta, com urgência, pacientes portadores de glaucoma que não usam medicamentos para a doença ou que utilizam apenas uma medicação.

Os interessados devem ligar para o setor para agendar consulta com Luci ou Ana no telefone (11) 5572-6443.

DOR EM PACIENTES NA PÓS-MENOPAUSA COM FIBROMIALGIA
O ambulatório da transição para a menopausa e pós-menopausa do Departamento de Ginecologia da Unifesp precisa de mulheres para participar de uma pesquisa para verificar a dor em mulheres na menopausa, portadoras de fibromialgia.

As interessadas devem ter entre 45 e 60 anos, com pelo menos um ano no período da pós-menopausa, portadoras de fibromialgia e não praticar nenhum tipo de exercício físico. Não serão aceitas mulheres que fazem uso de terapia hormonal, antidepressivos, anti-inflamatórios, diabéticas, hipertensas e com insuficiência renal.

Serão selecionadas 60 mulheres e o prazo de inscrição se estende até o preenchimento das vagas. Informações pelos telefones: (11) 3341-3608 ou pelo e-mail nelmamenezes@gmail.com. Falar com Nelma Menezes.

PILATES
A disciplina de Reumatologia busca voluntários com dor no pescoço há mais de três meses para participar de um estudo sobre o método Pilates de exercício físico.

Os voluntários podem ser de ambos os sexos, ter entre 18 e 65 anos e disponibilidade para participar duas vezes por semana dos encontros. Não podem ser voluntários os portadores de fibromialgia ou outras doenças musculares, deficiência visual ou auditiva que possam atrapalhar os exercícios, e usuários de remédio contra dores com tratamento iniciado a menos de três meses.

Para os praticantes de exercícios físicos, é recomendado que participem apenas os que iniciaram atividade regular há, no mínimo, três meses.

Os interessados podem entrar em contato com Luciana Araújo nos telefones (11) 6049-4514, (11) 5478-4476 e (11) 3083-4798 ou no e-mail lucianapilates@yahoo.com.br.

EXERCÍCIO E FIBROMIALGIA
A disciplina de Reumatologia recruta voluntárias para participar de pesquisa sobre exercícios e fibromialgia.

Podem participar mulheres com diagnóstico de fibromialgia com idade entre 18 e 60 anos e que saibam nadar. Estão disponíveis 30 vagas para o estudo.

Os encontros acontecerão três vezes por semana, por um período de 12 semanas. As interessadas devem entrar em contato com Giovana Fernandes pelo telefone (11) 84987581.

TRATAMENTO DE AFTA RECORRENTE
O Ambulatório de Estomatologia, do Departamento de Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço da Unifesp, recruta homens e mulheres com idade acima de 18 anos para participar de uma pesquisa sobre tratamento de afta recorrente.

Os interessados podem entrar em contato para agendar consulta pelo telefone (11) 5084-9965 ou pelo e-mail estomatologia@unifesp.br.

TRATAMENTO DE INSÔNIA
O Departamento de Psicobiologia busca voluntários com idade entre 20 e 64 anos, que tenham dificuldades para dormir.

Os participantes realizarão exames de sono, responderão a alguns questionários e farão exame laboratorial. O tempo de duração do estudo é de dois meses e, durante este período, eles deverão comparecer ao centro de pesquisa para quatro visitas.

As inscrições podem ser feitas pelos telefones (11) 5908-7094 / 7344 / 7121, em horário comercial.

ORIENTAÇÃO PARA PAIS DE JOVENS USUÁRIOS DE DROGAS
A Unidade de Dependência de Drogas oferece 70 vagas no Ambulatório de Orientação aos Pais de jovens entre 12 e 25 anos que consumam álcool em excesso ou qualquer outro tipo de droga, mesmo que não sejam dependentes. O ambulatório oferece oito sessões semanais gratuitas às quintas-feiras, em horário comercial.

Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 5549-2500. O serviço está localizado na Unidade de Dependência de Drogas, na rua Napoleão de Barros, 1038, próximo ao metrô Santa Cruz.

Fonte Folhaonline

Fumo ocasional aumenta entre jovens americanos

A restrição ao fumo em lugares fechados tem criado um novo perfil de fumante.

A prevalência do chamado fumante leve, ou "social" --que fuma de um a quatro cigarros diários e em dias alternados-- tem aumentado, enquanto a do fumo pesado e frequente diminuiu.

Essa é a conclusão de uma pesquisa que analisou os hábitos relacionados ao fumo de adolescentes americanos por 18 anos. A cada ano, de 10 mil a 16 mil jovens responderam a questionários.

Em 1991, 67% dos adolescentes fumantes se encaixavam no perfil "social". Em 2009, esse percentual subiu para 79%. A proporção de fumantes "pesados" (mais de 11 cigarros por dia) caiu de 18% para 8%.

O estudo do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) foi publicado no periódico "American Journal of Preventive Medicine".

No Brasil, a mesma tendência já tem sido observada por especialistas em tabagismo.

A cardiologista Jaqueline Issa, diretora do programa de tabagismo do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo), afirma que tem visto fumantes com esse perfil em sua prática clínica.

"A restrição social e familiar reduziram o consumo de cigarros, e esse novo fumante se adaptou às mudanças."

DEPENDÊNCIA
Mas Issa afirma que o menor consumo de cigarros não impede que esse fumante seja dependente, com muita dificuldade de parar de vez.

"Hoje só recebo pessoas que fumam pouco, cerca de dez cigarros por dia. Como ficou difícil fumar em casa e no trabalho, elas já eliminaram os cigarros que eram fumados automaticamente. Por isso, esses dez são muito bem fumados, e é muito difícil abandoná-los", conta.

Silvia Cury, psicóloga e coordenadora do programa de tabagismo do HCor (Hospital do Coração), também afirma que a forma de fumar mudou muito com a lei antifumo.

"Hoje, há muitos adultos que procuram tratamento para largar o cigarro, ainda que só fumem à noite ou quando vão para a balada, em geral porque associam o fumo ao álcool. Eles fumam com pouca frequência, mas, às vezes, em maiores quantidades."

Ela afirma que não há dados sobre o fumo entre jovens no Brasil, porque raramente eles procuram tratamento.

"Muitos ainda acham que fumar pouco não faz mal e não têm a percepção do perigo. Mas depois eles se acostumam ao fumo e aumentam as responsabilidades e o número de cigarros diários."

MENOR RISCO
A cardiologista Jaqueline Issa acredita que esse perfil de fumante será cada vez mais comum e, com isso, o impacto e o risco de doenças associadas ao tabagismo devem ser reduzidos.

No entanto, ela afirma que mesmo o baixo consumo faz mal à saúde. "O risco é menor, mas existe.

Diferentemente do álcool, por exemplo, não existe faixa de tolerância ou dose segura."

Cury concorda. "Se a pessoa fuma só um cigarro, o risco de doenças como câncer de pulmão existe."

Editoria de arte/folhapress

Fonte Folhaonline

México realiza primeiro reimplante de rosto em menino de 7 anos

O IMSS (Instituto Mexicano de Seguro Social) realizou com sucesso o primeiro reimplante de rosto no México em um paciente de 7 anos que foi mordido por um cachorro na cidade de Monterrey, informaram médicos da instituição nesta terça-feira.

IMSS/Efe
O garoto Raúl Carrizales Jaramillo após receber o reimplante de rosto
O garoto Raúl Carrizales Jaramillo após receber o reimplante de rosto

"O menor Raúl Carrizales Jaramillo foi mordido por um cachorro que praticamente lhe arrancou os lábios e 60% da bochecha esquerda", disse Juan Carlos Tamez Montes, diretor da clínica onde a cirurgia foi realizada em 26 de junho.

Ele revelou que um vigia noturno que presenciou o ataque do cachorro da raça pit bull recolheu os tecidos do menor, os envolveu em uma gaze e os guardou em uma bolsa de plástico que cobriu com gelo, o que permitiu aos médicos realizar o reimplante.

O diretor da clínica afirmou que a criança já se encontra em processo de reabilitação e que voltará a ter mobilidade e sensibilidade nos lábios e na bochecha.

Fonte Folhaonline