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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Maconha agora é remédio

Além de gerar a sensação de paz e amor que marcou a geração Woodstock, a cannabis sativa (nome científico da maconha) também é capaz de pôr fim à dor e de melhorar o sono de quem sofre de esclerose múltipla - revela um estudo independente feito no Reino Unido com um spray oral que poderia se confundir com um batom por seu tamanho, mas é composto por moléculas da controvertida planta.

Produzido pelo laboratório britânico
GW Pharmaceuticals a partir dos princípios ativos tetrahidrocanabinol e canabidiol, retirados diretamente da maconha, o Sativex se saiu muito bem no teste realizado pela equipe da neurologista Carolyn Young no Walton Centre for Neurology and Neurosurgery, de Liverpool. Em uma experiência controlada que durou cinco semanas, 66 pacientes em estágioavançado da esclerose múltipla - doença que consiste na destruição da mielina, um tipo de camada isolante que protege o sistema nervoso central - foram divididos em dois grupos: o primeiro teve acesso livre ao spray decannabis e o segundo recebeu apenas doses de um placebo.

De acordo com o que lhes foi pedido, borrifaram o líquido que tinham em mãos debaixo da língua ou na parte interna da bochecha o número de vezes necessárias para sentir um alívio na dor que lhes afligia. No final da pesquisa, a equipe médica constatou que aqueles que usaram Sativex tinham borrifado o líquido uma média de 9,6 vezes por dia, enquanto os outros haviam apertado o spray quase duas vezes mais, com uma média diária de 19,1 borrifadas de placebo. Os pesquisadores descobriram também que o nível de dor dos pacientes, medido por uma escala de um a onze ao longo do período avaliado, se situou em um patamar significativamente inferior entre os consumidores de Sativex, que, além disso, relataram melhoras substanciais na quantidade e na qualidade de seu sono.

Essas conclusões, encorajadoras para as vozes que sempre ressaltaram os benefícios terapêuticos da cannabis, foram publicadas pela revista britânica especializada
"Neurology" e andam servindo de munição para ajudar o Sativex a conquistar novos territórios. Apesar de produzido no Reino Unido, atualmente, o Canadá é o único país em que se pode comprar esse produto. O spray foi liberado pelas autoridades canadenses em abril de 2005 e é vendido nas farmácias desde junho. O vidrinho, que cabe perfeitamente na bolsa e tem 5,5 ml, permite 51 borrifadas e custa 124,95 dólares canadenses. Curiosamente, no entanto, apesar da globalização, o medicamento não pode ser comprado pela Internet. "Seu uso é, até agora, totalmente restrito ao Canadá", ressalta Lori Ann Hoorigan, gerente de comunicação da Bayer HealthCare, que o comercializa. Nos próximos dias, porém, o produto começará a ser usado experimentalmente na Espanha.

A vovó só não gosta do sabor

O laboratório GW Pharmaceuticals não parece nada desanimado com o futuro. O porta-voz da empresa, Mark Rogerson, tem certeza de que o Sativex é apenas o primeiro de uma gama de remédios vindos da cannabis sativa. Em sua opinião, muito em breve, a sociedade deixará de hesitar ante esse tipo de fármaco e se renderá a seus benefícios. "É perfeitamente possível ter uma substância segura e útil sendo usada pelos médicos ao mesmo tempo que é proibida nas ruas. O Sativex não tem nada a ver com os cigarros de maconha e não compra essa briga. É óbvio que se trata de uma substância polêmica, mas ela vem para o nosso bem, assim como a morfina, derivada do ópio. O fato de usarmos morfina nos hospitais hoje em dia não faz ninguém querer que o ópio seja legalizado nas ruas, certo?" - lembra o britânico a NoMínimo.

Aqueles que pensam que o spray de cannabis não passa de um cigarro de maconha líquido se engana redondamente. "É claro que, por se tratar de um remédio de auto-administração composto por canabinóides, pode provocar intoxicação, mas os pacientes com esclerose múltipla, para os quais o Sativex foi pensado e será prescrito, não estão buscando uma 'onda', mas, sim, tentando se livrar de uma dor insuportável", explica Rogerson.

Sobre a possibilidade de se viciar no spray, o porta-voz garante que não há por que se preocupar: "A cannabis não vicia, não gera dependência química e nunca matou ninguém de overdose. O corpo jamais vai exigir que a pessoa consuma cannabis ou enfrente uma crise de abstinência".

Outro ponto positivo do Sativex, segundo Rogerson, é que ele não apresentou níveis de tolerância, ou seja, sua dosagem não precisa ser elevada de tempos em tempos para se obter o mesmo efeito. "Em uma comparação um pouco forçada, funciona como a pílula anticoncepcional", exemplifica. Mas, como nada no universo consegue a perfeição absoluta, alguns pacientes que testaram o spray de cannabis notaram efeitos colaterais. Os mais comuns foram tonteiras, náuseas, sequidão na boca e ansiedade. "É fato que nenhum remédio é totalmente livre de efeitos colaterais. Os do spray, pelo menos, são pequenos e, o que é mais importante, cessam assim que seu uso é suspenso", arremata Rogerson.

A enfermeira britânica aposentada Carole Shipman, 63 anos, usa o Sativex desde 2001 e proclama com orgulho ter sido a 22a pessoa no mundo a testar o spray. Ele garante que a única atividade incompatível com as borrifadas de cannabis é dirigir. "Quando sei que vou estar ao volante, evito tomar Sativex pelo menos quatro horas antes. Ele reduz consideravelmente o tempo de reação do meu corpo, e eu não me sinto muito segura dirigindo", explica Carole.

Avó de quatro crianças, Carole relata a NoMínimo: "Descobri que sofria de esclerose múltipla há cerca de vinte anos e, quando fui convidada a participar da pesquisa, já tinha tentado sem êxito todos os remédios convencionais, analgésicos e relaxantes musculares possíveis para minimizar as dores nas pernas e nas costas. Topei na hora o desafio proposto e, até hoje, conto com o apoio da família."

Ela toma atualmente sete borrifadas de Sativex por dia e, sem usar outros medicamentos, afirma viver sem dor e não sente nenhum efeito colateral. "Se o gosto não fosse tão amargo, seria totalmente maravilhoso, e eu comeria menos balas de menta por dia", brinca. A enfermeira aposentada garante que o produto não tem aquele cheiro típico da maconha nem provoca mau hálito. "No começo, tive medo de ficar viciada e de que o remédio destruísse o que ainda havia no meu cérebro. Hoje, posso dizer que vivo feliz e aconselho todo mundo a experimentar as novidades da ciência. Elas funcionam!" -comemora.

Enquanto isso, no Brasil...

Os resultados do Sativex parecem, de fato, tão atraentes e promissores que o governo da Catalunha, na Espanha, decidiu colocá-los à prova. Até o fim novembro, 600 pessoas começarão a participar de um estudo-piloto que tem a autorização do Ministério de Saúde da Espanha e visa a avaliar se a cannabis é mesmo eficiente contra diversos quadros de dor - e não só o testado pela pesquisa feita em Liverpool.

Rafael Manzanera, diretor geral de Recursos Sanitários do Departamento de Saúde do governo catalão, anuncia: "Nós seremos os primeiros do mundo a testar o Sativex ante cinco tipos diferentes de dores. Observaremos, ao longo de um ano, como reagem à cannabis pacientes de esclerose múltipla, pessoas que têm dor neuropática central decorrente de outros problemas clínicos, gente que sofre com as náuseas e vômitos provocadas pelas sessões de quimioterapia e quem padece de anorexia e má nutrição decorrentes da Aids." Acredita-se que a dor neuropática afete atualmente 2,4% da população mundial. No universo de pessoas com esclerose múltipla, 52% padecem da dor neuropática central. Desse conjunto, 32% descrevem o que sentem como uma dor severa, freqüente e aparentemente incurável.

O primeiro passo rumo a esses testes com a cannabis foi dado pela Ágata (associação catalã de mulheres com câncer de mama), grupo que, nos anos 90, notou que o uso dessa substância poderia ser útil contra alguns sintomas indesejáveis da doença e que vem lutando desde então para que testes sejam feitos. Desse estudo-piloto participarão seis hospitais de Barcelona e 60 farmácias. Segundo o que ficou estabelecido, acrescenta Manzanera, tanto os médicos quanto os farmacêuticos deverão registrar suas constatações e as queixas dos participantes do programa para serem computadas na hora da apuração dos resultados.

Por enquanto, o estudo catalão não gerou nenhuma polêmica no universo acadêmico espanhol. "Nem o Colégio de Farmácia de Salamanca nem o de Barcelona, grandes centros pesquisadores do país, estão debatendo o uso da cannabis contra a dor. Infelizmente, esse momento importante de testes na Catalunha está passando despercebido", lamenta a farmacêutica Juana Obrero. "Ao consultar referências por aqui, você se dá conta de que realmente a discussão ainda não pegou e fica curiosa para saber se algum dia vai pegar", acrescenta a espanhola.

A liberação do Sativex no Canadá e as pesquisas na Catalunha ainda não tiveram repercussão no Brasil. O neurologista paulista Charles Peter Tilbery, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, conta que, em eventos internacionais, tomou conhecimento de que o Sativex é realmente eficaz contra a dor, mas ressalta que, no Brasil, não há nenhum grupo utilizando ou testando o produto. "Isso está assim porque o spray não deve ter sido aprovado por nossas autoridades ainda. Infelizmente, vivemos em um dos países mais ricos em termos de plantas e potencial terapêutico, mas não exploramos isso em sua plenitude", lamenta.

Para o neurologista, "as autoridades sanitárias brasileiras andam muito arredias em relação à liberação de medicamentos novos e, como nós só costumamos fazer aquilo que os EUA fazem, provavelmente teremos de ficar de braços cruzados enquanto o Sativex não for liberado por lá e, então, convencer algumas pessoas por aqui".

Tilbery confirma que o spray é um produto farmacológico que não tem substâncias alucinógenas nem provoca dependência química. "O Sativex, para quem ainda está na dúvida, não tem nada a ver com a maconha. Ele realmente não provoca onda, não tem tolerância nem vicia." Apesar disso, lembra, "não passa de um produto sintomático, ou seja, só minimiza os sintomas sem atacar ou aniquilar a doença em si".


Fonte: No Mínimo

Tipos de diabetes

Diabetes Tipo 1No diabetes tipo 1, ou insulino-dependente, as células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas.

Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a insulina é degradada, no estômago, em uma forma inativa.

Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as células produtoras de insulina do pâncreas. O transplante de uma pâncreas sadio ou, apenas, o transplante de células produtoras de insulina de um pâncreas sadio já foram tentados, mas ainda são considerados em estágio experimental. Portanto, a dieta correta e o tratamento com a insulina ainda são necessários por toda a vida de um diabético.

Não se sabe o que causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou o porquê do Diabetes aparecer em certas pessoas ou em outras. Fatores hereditários parecem ter o um papel importante, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado. Os diabéticos ou as pessoas com Diabetes na família, não devem ter restrições quanto à ter filhos.

Fonte: NovoCare - Novo Nordisk Diabetes Services.

Todos os diabéticos tipo 2 produzem insulina quando diagnosticados e, a maioria, continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de usarem toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica".

Os sintomas do diabetes tipo 2 são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais "brando" que o Tipo 1. O Diabetes Tipo 2 deve ser levado a sério, embora seus sintomas possam permanecer desapercebidos por muito tempo, uma vez que pode por em sério risco a saúde do indivíduo.

Fonte: NovoCare - Novo Nordisk Diabetes Services

Diabetes Gestacional

No Diabetes Gestacional, a mulher desenvolve o Diabetes somente durante a gestação porque produz uma quantidade insuficiente de insulina para ela e seu bebê.

Ao término da gestação, a mulher volta ao seu estado normal de produção de insulina. Isto ocorre porque, neste período, a placenta produz substâncias que bloqueiam a ação da insulina, o que pode provocar a elevação de glicose.

Mas não é preciso se alarmar. Essa é uma situação passageira em sua vida e seu bebê vai se desenvolver normalmente se forem seguidas todas as recomendações do seu médico.
Ao término da gestação a mulher volta ao seu estado normal e vai experimentar a emocionante tarefa de ser mãe.

Fatores de risco
• Idade acima de 30 anos;
• Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação;
• Parentes próximos com Diabetes;
• Gestação anterior com bebê pesando mais que 4 Kg ao nascer;
• Aborto ou morte fetal anterior (não-esclarecidos);
• Tratamento para "Pressão alta" ;
• Diabetes presente em gestações anteriores;
• Presença de glicose na urina.

Sintomas
• Urinar muito
• Ter sede exagerada
• Comer muito
• Perda ou aumento exagerado de peso
• Cansaço, fraqueza e desânimo.

OBS: O diabetes gestacional pode estar presente mesmo sem que a mulher apresente quaisquer desses sintomas

Mantendo os níveis de glicose em valores normais, a gestante evita todas as  conseqüências do Diabetes Gestacional.

Fonte: NovoCare - Novo Nordisk

Diabetes Mody
O que é diabetes tipo Mody?

A diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um subtipo da diabetes Mellitus, caracterizado por manifestação precoce (em geral abaixo dos 25 anos de idade) e com transmissão autossómica dominante (determinada em pelo menos três gerações). Corresponde a um defeito primário na secreção da insulina, associada a disfunção na célula β pancreática.

Assim, as premissas necessárias para o diagnóstico de diabetes tipo MODY são:
  1. Diagnóstico efetuado antes dos 25 anos de idade em, pelo menos, um membro da família.
  2. Transmissão autossómica dominante com, pelo menos, 3 gerações atingidas pela diabetes.
  3. Capacidade de controlo da diabetes sem recurso à insulinoterapia (e sem desenvolver cetose) durante um período de, pelo menos, 2 anos ou níveis significativos de péptido C.
De acordo com vários estudos realizados, a diabetes tipo MODY, corresponde a uma condição monogénica de elevada penetrância, no entanto com uma elevada heterogeneidade a nível clínico. Esta heterogeneidade permitiu, até ao presente a determinação de vários subtipos de diabetes tipo Mody, conhecendo-se atualmente seis genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença, permitindo a sua classificação em seis subtipos distintos: MODY 1, MODY 2, MODY 3, MODY 4, MODY 5 e MODY 6. É importante referir que deverão existir outros genes, ainda não identificados, que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de outros subtipos de diabetes tipo MODY, comummente referidos como MODY X.

A diabetes tipo MODY, descrita pela primeira vez em 1974, atinge cerca de 2% (1-5 %) do total de doentes diabéticos. Admitindo que em Portugal existem 600.000 doentes diabéticos, cerca de 12.000 destes doentes teriam aquele tipo de diabetes. Contudo, grande parte desses doentes acabam por ser classificados como diabéticos tipo 1 ou 2, consoante o subtipo de MODY. Dever-se-á suspeitar de diabetes tipo MODY em doentes tidos como diabéticos tipo 2 com início da doença em idades precoces e pesada carga familiar ou em doentes classificados de diabéticos tipo 1, mas controlados com baixas doses diárias de insulina ou com níveis de péptido C dosáveis.

Sabendo-se que a diabetes tipo MODY tem evoluções diferentes, consoante o subtipo em causa, a caracterização genética aumentará a informação relativa ao prognóstico. Além de permitir a estratificação quanto à probabilidade do desenvolvimento das complicações tardias da diabetes, a caracterização genética do subtipo de MODY em causa poderá ter implicações sobre o esquema terapêutico a adotar e sobre o grau de exigência relativo ao controlo metabólico.

O estudo genético dos restantes familiares (diabéticos ou não) permite a identificação dos membros da família em que a mutação está presente. Em membros da família em que a mutação esteja presente mas a diabetes não se tenha desenvolvido, sobretudo nos familiares em idades mais jovens, um maior incentivo à adoção de estilos de vida saudável poderia ter implicações em termos de retardamento no desenvolvimento da doença.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Diabetologia

O diagnóstico do Diabetes tipo LADA deve ser feito para pacientes, em geral, entre 35 e 60 anos, magro e com cetose. O pesquisador explicou que o LADA é um surgimento tardio da Diabetes Mellitus do tipo 1 e atinge de 2 a 12% dos casos de DM, ou seja, 1,4 milhão de pacientes no Brasil. No caso de suspeita, o primeiro teste a ser feito é o de anticorpo GAD.
Antecedentes familiares devem ser levados em consideração. LADA na família é o principal antecedente familiar. Diabetes Mellitus tipo 1 clássico, doenças de Hashimoto e Graves são outros antecedentes que devem ser pesquisados.

Não há consenso na literatura médica para o tratamento do LADA. O principal objetivo no tratamento, de acordo com o Dr. Lício Velloso, é manter o controle glicêmico. Um aspecto importante é que o paciente com LADA tem uma progressão lenta para a insulino-dependência. Além disso, esses pacientes têm mais risco de complicações cardiovasculares.
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Diabetes LADAEm um simpósio realizado no VI COPEM, o Dr. Lício Velloso, pesquisador da UNICAMP, abordou Diabetes tipo LADA, seus diagnóstico e tratamentos.
Conseqüências do aumento anormal da glicose para a mãe e o bebê• Macrossomia - a criança cresce muito e pode nascer pesando mais que 4 Kg;
• Parto cesariano em função do tamanho da criança ;
• Bebê com hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue);
• Morte fetal intra-útero;
• Infecções urinárias freqüentes na gestação;
• Parto prematuro em função de excesso de líquido amniótico no útero, causando, inclusive, aumento exagerado da barriga e do peso corporal.

Quando o Diabetes Gestacional for diagnosticado, seria ideal o acompanhamento de uma equipe composta por médicos obstetra e endocrinologista, nutricionista e enfermeira. Caso contrário, siga corretamente as instruções do seu médico.
Diabetes Gestacional é uma patologia que acomete subitamente mulheres não-diabéticas que engravidam.
Diabetes Tipo 2Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo 2, sabe-se que neste caso, o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no Diabetes Tipo 1. Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo 2; embora a obesidade não leve, necessariamente ao Diabetes. O Diabetes Tipo 2 é um distúrbio comum, afetando 5 - 10 % da população.

Disfunção erétil


DefiniçãoA impotência sexual ou disfunção erétil define-se como a incapacidade em obter ou manter ereção peniana suficiente para uma atividade sexual satisfatória. Prefere-se o termo disfunção erétil por ser mais apropriado e utilizado na literatura médica.

Prevalência
Entre 1987 e 1989, foi efetuado o Massachusetts Male Aging Study, em que foram entrevistados 1290 homens entre 40 e 70 anos, sendo que 52% relataram algum grau de disfunção erétil. Dentre estes, 10% se declararam com disfunção erétil, 25% com disfunção erétil moderada e 17% com disfunção erétil mínima.
No nosso país, pode-se citar um estudo realizado em São Paulo, em 1997, em que foram entrevistados 850 homens entre 20 e 75 anos sobre função erétil. Entre os 20 e 40 anos, 2% reportaram ereção insatisfatória; entre os homens de 41 a 50 anos, 12% mencionaram esta queixa; 18% entre os homens de 51 a 60 anos; 30% entre os 61 e 70 anos e 52% nos homens com mais de 71 anos.

Diagnóstico
A ereção peniana resulta da interação de vários mecanismos entre os quais: psíquicos, hormonais, vasculares e neurológicos, que podem estar alterados individualmente ou em conjunto, levando à disfunção erétil. A avaliação inicial do paciente visa determinar inicialmente se a impotência é de causa psicológica ou orgânica, sendo mais comum a de causa psicológica nos pacientes jovens e a de causa orgânica nos pacientes acima de 50 anos de idade.

A história clínica completa e o exame físico inicia são de suma importância para o diagnóstico de disfunção erétil, em que já se estabelece a seqüência de exames que o paciente necessitará, bem como o planejamento terapêutico pretendido.
Exames laboratoriais:Deve-se dosar a glicemia em todos os pacientes, para que seja afastada a hipótese de diabetes. A dosagem dos hormônio, testosterona e prolactina são realizados, embora sabe-se que estão alterados em somente 4 a 5% dos pacientes com disfunção erétil.

Uma história detalhada dos problemas sexuais deve ser obtida, se possível com a entrevista concomitante da parceira.

Se o paciente apresenta o início súbito dos problemas de ereção foi súbito, decorrente de algum acontecimento emocional recente, como troca ou morte da companheira, estresse financeiro ou profissional, fica sugerida a presença de uma causa psicológica para a disfunção erétil, sendo o paciente encaminhado para tratamento psicoterápico.

Por outro lado, se o paciente conta que sua impotência é de caráter progressivo e insidioso e que é portador de alguma doença crônica como diabetes, tabagismo, uso de drogas, hipertensão e cirurgias pélvicas, leva-nos a pensar que a disfunção erétil é de causa orgânica.

O exame físico deve ser o mais completo possível, incluindo a avaliação de possíveis anormalidades neurológicas, vasculares e endócrinas. O desenvolvimentos dos caracteres sexuais secundários (distribuição dos pêlos, aspectos dos genitais) fornecem uma avaliação da função hormonal do paciente. O exame neurológico primário consiste em avaliar os reflexos e sensibilidade cutânea na região genital e membros inferiores. A parte vascular é avaliada com a medida da pressão arterial, pulsos das artérias dos membros superiores, inferiores e do pênis, e a presença de aneurismas ou outras doenças arteriais.

Se após a avaliação inicial não for possível estabelecer uma causa da disfunção erétil, devemos prosseguir com a investigação diagnóstica, de forma criteriosa, individualizada para cada paciente. Vários exames estão disponíveis para essa finalidade, porém sua utilização varia em cada paciente.


Teste da farmaco-ereção: Consiste na injeção peniana de substâncias que causam ereções artificialmente. Quando o teste é positivo, ou seja, há ereção, descartam-se problemas vasculares para a disfunção erétil.

Teste da tumescência Peniana Noturna - Todo homem tem entre 3 e 5 ereções noturnas, durante o sono. A comprovação destas ereções afastariam causas orgânicas para o paciente em estudo. Pode ser realizado por equipamentos eletrônicos ligados ao pênis ou por exames mais simples, como fitas de rompimento progressivo com a ereção.




O homem sempre desejou dominar o mecanismo da ereção e melhorar o desempenho sexual. O uso de poções e plantas afrodisíacas é descrita há séculos. A procura de alguma medicação que tivesse a capacidade de induzir ou melhorar a ereção foi infrutífera até recentemente, quando se conheceu o real mecanismo da ereção, e foi possível criar uma medicação específica para melhora-la. Com o conhecimento de uma substância que existe no pênis e provoca a ereção, chamada de GMPc, foi possível a criação de medicamentos, que conseguem aumentar a quantidade e duração da atividade do GMPc durante a ereção. O primeiro destes medicamentos foi lançado em 1998. Neste ano, outras medicações deste grupo foram lançadas, entre elas, um novo tratamento que propicia ao paciente ampla janela de oportunidade para iniciar contato íntimo com sua parceira. Agora, o contato sexual pode ocorrer sem planejamento, sem restrições de horário.




Atualmente existem vários modelos de prótese. As mais simples e baratas são as semi-rígidas maleáveis , que são hastes de silicone com um fio de metal no interior, que permite a rigidez e flexibilidade necessária para uma relação sexual satisfatória. Também existem as próteses infláveis, que permitem ao paciente encher e esvaziar a parte peniana, através de um sistema de bombeamento de água a partir de um pequeno reservatório colocado cirurgicamente atrás de osso púbico ou no escroto. São prótese muito caras e sujeitas a mal funcionamento mecânico.

A cirurgia é realizada sob anestesia geral ou regional (peridural e raquiana) , em que as hastes das próteses são colocados dentro do pênis, por uma incisão situada no pênis ou no escroto. Deve-se dar antibióticos profiláticos ao paciente para evitar infecção da prótese, complicação mais comum (5-10%) e temida deste tipo de operação.
Cirurgias venosas:São cirurgias que objetivam reduzir a drenagem venosa para aumentar a ereção peniana. Atualmente pouco utilizadas pois seus resultados são imprevisíveis e descobriu-se que pacientes com o diagnóstico de "fuga venosa" podem ser tratados com medicações orais ou psicoterapia.

Prótese Peniana
As indicações atuais de colocação de prótese peniana incluem os pacientes em que nenhum método menos invasivo, como medicações orais ou intra-penianas, não tiveram bom resultados. O implante cirúrgico de próteses penianas existe há mais de 50 anos, porém a partir da década de 70, quando passou-se a utilizar o silicone para a construção das próteses, ficaram de uso mais freqüente.
Fonte: Eli Lilly Brasil
Aparelhos criadores de vácuo:Consiste em um cilindro de plástico que é colocado sobre o pênis e, ligado a uma fonte de vácuo, cria uma ereção artificial. Em virtude do custo e desconforto com o método, é pouco utilizado no Brasil.
Tratamento cirúrgico

Revascularização arterial:São cirurgias que visam aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis. Eram comuns no passado, porém os resultados a longo prazo são insatisfatórios, razão pela qual estas cirurgias são muito raras atualmente.
Auto-injeção com droga vaso-ativa:Pode-se utilizar várias drogas intra-penianas para a produção de ereções artificiais, que podem ser utilizadas, além do teste de ereção farmaco-induzida realizada em consultório, também em casa, para a obtenção de ereção para o ato sexual. Várias substâncias podem ser utilizadas para este fim, mais comumente a prostaglandina E1, a fentolamina e a papaverina. Atualmente, reserva-se este tratamento aos pacientes que não podem utilizar medicamentos orais ou quando estes medicamentos não têm eficácia.
Cavernosografia e cavernosometria:Exames em que injeta-se soro fisiológico ou contraste no pênis com a finalidade de estudar as veias penianas, atualmente não realizados pelos resultados duvidosos que eram obtidos.

Tratamento
Tratamento clínico:Antes do tratamento da disfunção erétil propriamente dita, deve-se tratar primeiro qualquer alteração clínica que pode levar à disfunção erétil. Portanto, é necessário tratar o diabetes quando presente, em geral com o auxílio de um endocrinologista. Se o paciente apresenta um distúrbio hormonal (testosterona e prolactina) também deverá receber tratamento médico específico.
Arteriografia peniana:Exame invasivo, realizado muito raramente, avalia detalhadamente as artérias penianas através de radiografias obtidas após injeção de contraste por uma artéria do membro inferior.
Ultra-Som Duplex Peniano:Trata-se de um exame ultrassonográfico em que se consegue analisar o fluxo-sangüíneo das artérias penianas.

Casais homossexuais do Paraguai são beneficiados por seguro de saúde em Itaipu

"Este é um avanço na tolerância e no respeito à opção de cada pessoa", disse diretor

O Paraguai reconheceu casais homossexuais no seguro de saúde de funcionários da hidrelétrica de Itaipu, compartilhada com o Brasil, que já admite esse direito a companheiros do mesmo sexo, anunciou nesta sexta-feira (12) Gustavo Codas, diretor nacional da usina.

– Este é um avanço na tolerância e no respeito à opção de cada pessoa. Considerando que a união de casais do mesmo sexo não tem legitimidade na legislação do Paraguai, esta medida tem como único efeito inclui-los como beneficiários do seguro de saúde particular dos funcionários e funcionárias após um procedimento administrativo.

Codas ressaltou que a medida simplesmente equipara em direitos os funcionários e funcionárias com seus pares do Brasil, onde há algum tempo os casais do mesmo sexo são beneficiados por esse regime.

Fonte R7

Turismo médico no Brasil ignora regra e atende estrangeiros sem visto específico

Paciente internacional que entra com visto de turista pode ser multado e deportado

O mercado de turismo médico no Brasil ignora uma resolução federal que determina a todo estrangeiro que venha ao país para fazer qualquer tratamento médico a necessidade de apresentar um visto temporário de saúde.

Conselho Federal diz que médicos não têm obrigação de pedir visto

Ele se enquadra na categoria VITEM 1 (Visto Temporário 1), expedido pelo consulado brasileiro no exterior, com base na resolução recomendada nº 02, de 5 de dezembro de 2000. Apesar de não ser uma lei, a resolução instituída pelo CNig (Conselho Nacional de Imigração), órgão do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), é baseada em uma lei, a 6.815/80, que define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil.

Desobedecê-la, portanto, implica possíveis sansões da Polícia Federal, que é quem recebe os estrangeiros nos aeroportos, segundo Paulo Lourenzatto, representante do Ministério da Saúde no CNig. Isto é, o estrangeiro que tentar entrar no país com visto de turista, mas com o objetivo de fazer tratamento médico, está cometendo uma prática irregular que pode levá-lo a pagar multa, ser “convidado” a se retirar do país, ou mesmo deportado, explica o conselheiro.

- Esse caso a gente enquadra como irregularidade. Em ocorrendo a verificação, uma denúncia, e se o visto não for objeto do processo, eles [PF] noticiam o estrangeiro a deixar o país em um determinado prazo. Obviamente se ele tiver feito um procedimento cirúrgico, não vão mandar embora uma pessoa acamada. Mas se estiver dentro da normalidade, ele vai recolher o valor da multa e deixar o país. Se não cumprir isso, ai pode inclusive ser deportado.

Falta de fiscalização impede números exatos

O valor da multa pode variar de R$ 165,55 a R$ 313,88, de acordo com a PF. Em nota ao R7, a Polícia Federal afirma que “nos casos em que não for possível identificar, no momento da entrada, estrangeiro com tal propósito e portando somente visto de turista, a PF, ao identificá-lo no interior do país, aplicará multa e notificará a deixar o país em oito dias”.

– O não cumprimento da notificação para deixar o país ensejará deportação do referido ádvena.

De acordo com Lourenzatto, o visto para quem vier se tratar é solicitado porque tem um prazo maior, de dois anos, podendo ser estendido em caso de complicações no tratamento, que o de turista, que é de cerca de três meses. E também para evitar que estrangeiros não residentes venham a usar o SUS (Sistema Único de Saúde), “tirando uma vaga de um brasileiro, que contribui com o sistema”.

O segundo ponto da resolução já levantou polêmica porque determina que os pacientes paguem de volta ao sistema público o valor do tratamento, o que geralmente não acontece.

A falta de fiscalização específica da entrada de estrangeiros com o visto e a leve punição que podem sofrer, se houver denúncia, faz com que as empresas e hospitais que trabalham no setor sequer avisem aos estrangeiros sobre a sua necessidade. Além de o ignorarem solenemente, a maioria recomenda o visto de turismo “para agilizar” a vinda.

O visto para tratamento médico é considerado bem mais burocrático do que o de turismo. O solicitante tem de apresentar ao consulado uma lista de documentos como pedidos médicos, comprovante de renda para arcar com as despesas do tratamento, seguro saúde, entre outros documentos, todos traduzidos para o português.

Um empresário do setor disse ao R7 que essa exigência torna seu negócio inviável.

- Tem que facilitar, nós estamos exportando serviços. Não temos que criar dificuldade. Para que o cara precisa tirar um visto especial médico se vem consertar o nariz? Isso é normal no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa, ninguém pega isso aqui.

Falta de planejamento atrapalha negócios

A empresa, com matriz em São Paulo e filiais no exterior, costuma trazer executivos americanos e europeus para hospitais particulares de São Paulo e cidadãos de Cabo Verde para Pernambuco.

Entre os pacientes, a “grande maioria vem fazer cirurgia plástica”, a custos de 30% a 40% menores do que nos Estados Unidos, de acordo com o diretor da empresa. E para ganhar tempo e dinheiro, “compensa” fazer mais de uma operação, segundo ele.

- O preço aqui fica atraente se for fazer um aumento de mama, uma abdominoplastia, que fica por R$ 20 mil. Nos Estados Unidos seria R$ 50 mil [só os procedimentos].

O Brasil atrai turistas para tratamentos médicos há pelo menos 20 anos, sempre com maior apelo para cirurgias plásticas, de acordo com Sáskia Lima, coordenadora-geral de Segmentação do Ministério do Turismo.

Mas nos últimos cinco anos, a procura pelo setor de turismo médico-hospitalar vem aumentando, de acordo com ela.

- Hoje o Brasil é referência em cirurgia cardíaca, bariátrica, em alguns tratamentos odontológicos e continuamos referência em cirurgias plásticas, o que fez com que crescesse muito o turismo hospitalar.

Apesar de envolver cirurgias, as plásticas geralmente estão vinculadas às propagandas e campanhas que chamam turistas para spas ou clínicas particulares, que também oferecem tratamentos estéticos, dificultando ainda mais a fiscalização do visto próprio.

Brasil fatura menos que asiáticos com turismo médico

Dados do Estudo da Demanda Turística Internacional, do Ministério do Turismo, apontam que apenas 0,6% de todos os turistas estrangeiros que cruzaram nosso território legalmente a cada ano vieram para fins médicos, no período entre 2004 e 2010. Isso mostra que setor está estagnado. Em números, equivale a 31 mil viagens por ano.

A Tailândia, líder mundial do setor, recebeu, só em 2006, 1,2 milhão de turistas somente para esse fim. E a Índia, segunda do ranking, 450 mil, em 2007, segundo dados da Deloitte Center for Health Solutions. Em todo o mundo, esse mercado movimenta ao menos R$ 97 bilhões (US$ 60 bilhões) por ano.

Para mudar esse quadro, o ministério se reúne periodicamente com associações médicas e hospitais privados, dos principais destinos desse tipo de turismo, na tentativa de detectar os gargalos e criar estratégias de crescimento.

Fonte R7