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domingo, 21 de agosto de 2011

Como guardar medicamentos

Remédios guardados de forma errada perdem o efeito e podem colocar a saúde em risco

O que o calor ou o frio extremo podem fazer com medicamentos? Temperaturas extremas podem ter um efeito enorme, tanto em remédios prescritos, quanto em medicamentos de balcão.

Os fabricantes farmacêuticos recomendam que a maioria de seus produtos sejam armazenados a uma temperatura controlada de 20 a 25 graus Celsius, afirma Skye McKennon, professora assistente de clínica na Escola de Farmácia da Universidade de Washington.

Na verdade, essa é faixa de temperatura na qual os fabricantes garantem a integridade do produto. Segundo a especialista, qualquer marca entre 14,5 e 30 graus ainda é adequada.

“Durante ondas de calor ou de frio, os locais de armazenamento podem ficar acima ou abaixo desses intervalos adequados de temperatura, fazendo com que os medicamentos mudem fisicamente, percam potência ou até mesmo ameacem a saúde”, diz McKennon.

Para pacientes com doenças crônicas como diabetes ou problemas cardíacos, uma dose danificada de um remédio crucial, como insulina ou nitroglicerina, pode ser uma ameaça de morte. Mas até mesmo remédios comuns podem mudar e adquirir potenciais efeitos danosos, e não é sempre que você pode dizer que houve algum problema apenas olhando para a pílula ou para o líquido, diz Janet Engle, farmacêutica e antiga presidente da Associação Americana de Farmacêuticos.

McKennon conta que, quando alguns antibióticos decaem, podem causar danos ao estômago ou aos rins. A aspirina, quando comprometida, pode causar mais do que apenas um desconforto estomacal. A hidrocortisona pode separar-se no calor e se tornar ineficaz.

Qualquer tipo de fita para testes diagnósticos, como aquelas usadas para testar os níveis de açúcar no sangue, gravidez ou ovulação, é extremamente sensível à umidade. Se a umidade grudar nas tarjetas, ela dilui o líquido de teste e pode gerar leituras e resultados falsos.

Medicamentos para a tireoide, contraceptivos e outros que contenham hormônios são particularmente suscetíveis a mudanças de temperatura. Esses compostos frequentemente são baseados em proteínas e, quando as elas esquentam, mudam suas propriedades.

Cuidados especiais também deveriam ser tomados com insulina, medicamentos para convulsões e anticoagulantes, diz McKennon. “Pequenas mudanças nas dosagens de remédios como esses podem fazer uma diferença enorme para a saúde”, diz.


Assim como o calor, o frio também pode ser um vilão. Remédios como a insulina podem perder sua eficácia caso congelem. O mesmo vale para qualquer um dos chamados medicamentos de suspensão, que precisam ser sacudidos antes do uso.

Para garantir que seus medicamentos continuem seguros, aqui estão alguns conselhos colhidos de farmacêuticos e outros especialistas.

Um lugar fresco e seco
Apesar do nome, o armário de remédios frequentemente é o pior lugar para guardar medicamentos, por causa da alta umidade sempre existente no banheiro. Em vez disso, reserve o espaço para curativos e pasta de dentes. Mantenha os medicamentos em local fresco e seco, como o armário de toalhas do corredor, o armário do quarto ou até mesmo no armário da cozinha, longe do fogão. Se crianças e animais forem capazes de alcançar esses espaços, considere prateleiras mais altas ou caixas trancadas a chave.

Embalagens especiais
Não se engane com caras embalagens especiais, desenvolvidas para 'proteger’ remédios, como plástico-bolha ou folhas de alumínio. Segundo McKennon, não existe evidência de que essas embalagens protejam remédios melhor do que qualquer vidrinho de pílulas normal. Assim sendo, nunca retire medicamentos de suas embalagens originais, onde possam estar mais expostos aos elementos naturais. Há apenas uma exceção: pessoas idosas ou pacientes com doenças sérias frequentemente precisam usar caixinhas de pílulas diárias, que ajudam a assegurar a precisão das doses. Essas caixinhas também precisam ser guardadas em locais frescos e secos.
 
 
Uma observação especial sobre a insulina: ela pode degradar-se facilmente se resfriada ou esquentada em excesso, diz Vivian Fonseca, médica e presidente eleita da Associação Americana de Diabetes. Recipientes de insulina ainda não abertos são mais bem conservados quando guardados na geladeira. Quando abertos, no entanto, devem ser mantidos à temperatura ambiente, o que também torna mais confortáveis as injeções.

Precauções para viajar
A temperatura interior de um carro pode transformá-lo num forno quando ele está parado em um estacionamento ou entrada de garagem, debaixo do sol. Por causa disso, a melhor coisa a fazer é manter os medicamentos em uma bolsa ou malinha separada ao viajar. Quando você deixar o carro, leve os medicamentos com você. Tome cuidado quando estiver dirigindo até uma farmácia, nos meses quentes do verão e nos meses gelados do inverno. Tenha certeza de ir direto para casa com sua preciosa carga.

“É fácil presumir que você vai direto para casa, depois de ir à farmácia”, diz Fonseca. “Mas você frequentemente se distrai, acaba indo cuidar de algumas pendências e, quando dá conta, já se passaram uma ou duas horas. Em um dia extremamente quente, isso não é bom”.

Se você precisa guardar medicamentos emergenciais no carro, como um aplicador de adrenalina ou uma dose de insulina, peça que seu farmacêutico recomende um recipiente de resfriamento, que irá manter o remédio específico na temperatura adequada.

Sempre carregue seus medicamentos com você, dentro do avião. Os compartimentos de bagagem não têm controle de temperatura e podem facilmente tornar-se frios ou quentes demais. Os procedimentos de segurança permitem que sejam levados medicamentos para a cabine, mas os passageiros talvez possam precisar de algum tempo extra para fazer o check-in.

Remédios danificados
Nunca tome nenhuma medicação que tenha se modificado em cor ou consistência, não importando qual seja sua data de validade. Também verifique possíveis cheiros estranhos. Jogue fora pílulas que estejam grudentas, lascadas ou que estejam mais duras ou mais moles do que o normal.

Nunca jogue remédios não utilizados pela descarga, onde poderiam encontrar o caminho até o abastecimento de água. Em vez disso, misture as pílulas ou líquidos a borra de café, areia de gato ou qualquer outro material que os torne intragáveis e coloque a mistura no lixo.

Além de tudo isso, muitos estados e municípios têm programas de coleta de remédios, em que os pacientes podem levar os medicamentos não utilizados para centros de coleta comunitários, para que sejam jogados fora de maneiras mais ecológicas.

Fonte IG

Antidepressivo pode reduzir calores da menopausa


Medicamento desponta como uma opção à terapia de reposição hormonal

Nova pesquisa mostra que o antidepressivo escitalopram pode reduzir a frequência e a severidade das ondas de calor da menopausa.
No início do estudo, as participantes sofriam aproximadamente 10 ondas de calor ao longo do dia, mas tais sensações foram reduzidas quase que pela metade no grupo de mulheres que usou o antidepressivo. O grupo-controle que se tratou com placebo apresentou cerca de 6,5 ondas de calor ao dia.

“Embora as ondas de calor sejam normalmente tratadas com hormônios, tratamento que se mostra eficaz, esta é uma opção para as mulheres que não querem correr os riscos potenciais da reposição hormonal”, disse Ellen Freeman, professora e pesquisadora do departamento de obstetrícia e ginecologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia e principal autora do estudo.

“Constatamos que, após oito semanas de tratamento com o escitalopram, as participantes apresentavam menor frequência das ondas de calor quando comparadas ao grupo-controle com placebo”, ela complementou.

Os resultados do estudo, financiados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, foram publicados na edição de janeiro da revista da Associação Médica Americana.

A reposição hormonal é o tratamento geralmente usado para aliviar as ondas de calor que fazem parte da menopausa. Porém, quando um estudo de 2002 da Iniciativa de Saúde da Mulher relatou que a terapia hormonal apresentava riscos, muitas mulheres decidiram que os benefícios não compensavam os possíveis danos.

Desde a descoberta, especialistas conseguiram identificar quais mulheres podem correr maiores riscos com a terapia hormonal e aquelas para quem os hormônios são uma opção.

“Para algumas mulheres, a reposição hormonal com estrógeno em curto prazo pode ainda ser uma opção viável. Neste caso, usamos dosagens mais baixas durante o período de tempo mais curto possível”, explicou a Dra. Judi Chervenak, endocrinologista especialista em reprodução da Montefiore Medical Center de Nova York.

“Mas, em mulheres para quem os hormônios não são uma opção, ou para aquelas que não querem tomar hormônios, os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina) são outra opção”, disse Chervenak.

Os ISRSs são medicamentos aprovados pelo FDA para o tratamento da depressão, mas os médicos muitas vezes os prescrevem para outros usos ainda não aprovados pelo órgão, tais como o tratamento de dores ou – como no estudo – para o alívio das ondas de calor. Dentre os ISRSs estão o citalopram, o escitalopram, a paroxetina, a fluoxetina e a sertralina.

Segundo informações do FDA, a versão genérica do escitalopram ainda não está disponível no mercado americano. O custo do suprimento mensal do medicamento é variável, mas a dose diária de 20 miligramas é de aproximadamente US$110 para 30 dias.

Participaram do estudo 205 mulheres entre os 40 e os 62 anos de idade, que estavam ou no início da menopausa ou na pós-menopausa há um ano. Para participarem do estudo, as mulheres deveriam apresentar, semanalmente, um mínimo de 28 ondas de calor – classificadas como incômodas ou severas. A maioria das participantes apresentava mais do que isso.

Durante oito semanas, as mulheres foram designadas, aleatoriamente, para receber ou o escitalopram (entre 10 e 20 miligramas ao dia) ou as pílulas de placebo.

Os pesquisadores constataram que 55% das mulheres sob uso do escitalopram relataram uma diminuição de pelo menos 50% na frequência das ondas de calor, comparadas aos 36% das que receberam placebo. O grupo sob uso do escitalopram também relatou a ocorrência de ondas de calor mais brandas.

Os pesquisadores observaram que, após três semanas de interrupção da medicação, as mulheres sob uso do escitalopram tiveram um aumento de 1,5 ondas de calor ao dia.

Freeman diz que os efeitos colaterais foram mínimos. Apenas 4% das mulheres sob uso do escitalopram abandonaram o estudo devido aos efeitos colaterais.

A especialista diz que ainda não se sabe exatamente como o escitalopram ajuda a aliviar as ondas de calor – que também são de causa desconhecida, ela ressaltou. “Estas sensações são tão incômodas para tantas mulheres que qualquer nova opção é bem-vinda. Este não é um tratamento definitivo, mas é uma opção que temos a oferecer a estas pacientes”, disse Chervenak.

Ela complementou que, para as mulheres que não quiserem tomar o medicamento, uma das melhores maneiras de reduzir as ondas de calor é fazendo um boletim diário dos sintomas para tentar encontrar a causa destas sensações e tentar evitá-las. Ela conta que muitas mulheres, por exemplo, sofrem uma onda de calor depois de tomarem vinho tinto. Outros disparadores do desconforto são a cafeína, o chocolate, as comidas condimentadas e as situações estressantes.

Fonte IG

Sintomas da menopausa: tratamento ainda está longe de um consenso


Pesquisas vêm mostrando que alternativas aos temidos hormônios não funcionam e mulheres seguem com poucas opções de alívio

Para as mulheres que esperavam conseguir combater os sintomas da menopausa com substâncias alternativas de venda livre, como suplementos de soja e linhaça, estudos recentes vêm se mostrando decepcionantes.

Este mês, uma pesquisa médica descobriu que a soja não funciona melhor do que um placebo para as ondas de calor e não exerce qualquer efeito sobre a densidade óssea. Essas descobertas ocorreram logo após achados semelhantes sobre o tratamento com linhaça para as ondas de calor.
“Gostaríamos de poder dizer às mulheres que elas funcionam”, afirma a doutora Silvina Levis, diretora do centro de osteoporose da Universidade de Miami, que liderou o estudo sobre a soja.

“Agora, nós demonstramos que isso não é verdade”, afirma.

Antes de 2002, as pacientes eram tratadas regularmente com estrogênio e progestina, hormônios sujeitos a receita médica que caíram em desuso rapidamente depois que o estudo de referência da Women’s Health Initiative revelou que nas pacientes idosas, os medicamentos levavam a um risco maior de sofrer ataque cardíaco e de ter câncer de mama.

Porém, alguns médicos estão defendendo que esses riscos não se aplicam às mulheres em geral com sintomas de menopausa. Mesmo alguns críticos de longa data da terapia hormonal estão sugerindo que eles sejam reconsiderados para as pacientes com sintomas severos.

Estudo após estudo, eles demonstraram que muitos dos tratamentos sem uso de medicamentos – como a erva-de-são-cristóvão, o trevo-violeta, remédios à base de vegetais e, recentemente, soja e linhaça – simplesmente não funcionam.

Os medicamentos prescritos, incluindo antidepressivos, o anti-hipertensivo clonidina e o medicamento contra epilepsia gabapentina, podem trazer alguns benefícios, porém muitas mulheres não toleram seus efeitos colaterais.

“Não existe tratamento alternativo que funcione muito bem, seja ele feito com medicamentos ou com preparados à base de plantas”, afirma a Deborah Grady, decana adjunta de pesquisa clínica e translacional da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Aproximadamente 75% das mulheres na menopausa sentem ondas de calor. Dependendo da pessoa, os sintomas podem ser leves (apenas algumas vezes por semana) ou moderados (diversas vezes ao dia).

Muitas mulheres com sintomas de leves a moderados enfrentam o problema sem precisar de outros tratamentos. Porém, para aproximadamente um terço delas, os sintomas são severos. Elas sentem de 10 a 20 ondas de calor por dia, que ocorrem de dia e de noite, atrapalhando o dia de trabalho e interferindo no sono.Com frequência, os médicos asseguram às pacientes que os sintomas passarão em alguns anos. Contudo, um relatório publicado em maio na revista Obstetrics & Gynecology revelou, como resultado de um estudo de longo prazo com mulheres na menopausa, que as ondas de calor ocorrem periodicamente por mais de dez anos, em média.

A onda de calor é geralmente descrita como uma sensação súbita de calor sentida primeiro na face e no pescoço. Ela pode causar vermelhidão na face da pessoa, levar à transpiração excessiva e depois, a calafrios. No site Minnie Pauz, mulheres descrevem ter sentido vertigens e torpor, junto com palpitações e ansiedade.“Um calor subido que inicia no interior do seu corpo”, é como descreve uma das mulheres. “O cabelo fica escorrido e você sabe que, mesmo se tirasse a roupa e corresse pelas ruas agitando os braços na tentativa de resfriar o corpo, isso não funcionaria, porque o calor está dentro e não fora”, relata ela.

A causa exata das ondas de calor é desconhecida, porém, acredita-se que a menopausa atrapalhe o funcionamento do hipotálamo, que é basicamente o termostato do corpo. Como resultado, mesmo alterações pequenas na temperatura do corpo que normalmente passariam despercebidas podem causar ondas de calor.Entre os tratamentos com medicamentos prescritos, o mais eficaz talvez seja o que utilize antidepressivos, que têm demonstrado reduzir as ondas de calor em quase 60%, segundo os médicos. Os antidepressivos são particularmente benéficos para as mulheres com câncer de mama ou distúrbios de coagulação do sangue, que não podem optar pelos hormônios.

Porém, alguns médicos afirmam sentir-se frustrados em relação ao recado transmitido a muitas mulheres para que procurem tratamento alternativo à reposição hormonal. Segundo Holly Thacker, diretora do centro especializado em saúde da mulher da Clínica Cleveland, para muitas os benefícios de um tratamento hormonal eficaz superam os riscos e elas não devem ter medo de considerá-lo.

“Seria como dizer a uma pessoa com diabetes e dependente de insulina que ela deveria usar outros medicamentos em vez de insulina”, afirma.

“Vejo as mulheres confiando em substâncias alternativas e chegando com muitas delas, sem saber o que estão colocando no corpo. Muitas das informações são erradas e elas estão confusas”.

Segundo Grady, crítica de longa data do uso generalizado de hormônios, médicos e pacientes parecem ser menos tolerantes em relação aos riscos associados aos hormônios do que a outras drogas, embora os sintomas da menopausa cheguem a ser tão intoleráveis quanto os da enxaqueca ou outros problemas de saúde.

“Nós estamos, de certo modo, dispostas a tomar remédios contra enxaqueca, com seus efeitos nocivos, porque eles funcionam muito bem, mas não estamos dispostas a tomar estrogênio”, afirma ela.

"Nós nos preocupamos em relação aos efeitos nocivos associados ao estrogênio, porém, importantes efeitos adversos são razoavelmente comuns. A questão é saber se as mulheres estão dispostas a correr esse risco em troca de um tratamento muito eficaz para sintomas que, se não fossem tratados, arruinariam suas vidas".

Fonte IG

sábado, 20 de agosto de 2011

Humor: Cotidiano - Na sede de um plano de saúde...



Fonte http://charges.uol.com.br/2011/07/15/cotidiano-na-sede-de-um-plano-de-saude/

Atelectasia pulmonar

O que é?
É o colapso de parte ou de todo pulmão. Ou seja, o pulmão "murcha" numa parte ou na sua totalidade por um bloqueio na passagem do ar pelos brônquios de maior ou menor calibre (brônquio ou bronquíolo, respectivamente). Os brônquios são tubos que dão passagem ao ar, espalhando-o por todo o pulmão.

Como se desenvolve?
A atelectasia pode surgir por mecanismos diferentes.

O acúmulo de secreções nos brônquios pode bloquear a passagem do ar, levando ao colapso parcial ou total do pulmão afetado.
Quando algum objeto, inadvertidamente, entra na via aérea e chega ao brônquio, a atelectasia poderá ocorrer. Isto costuma acontecer mais com as crianças, quando engolem algum brinquedo ou outro objeto pequeno.
Os tumores pulmonares podem crescer dentro de um brônquio ou pressioná-lo externamente, causando, em alguns casos, a atelectasia parcial ou total do pulmão.
Pacientes que sofrem uma anestesia geral, que tem alguma doença pulmonar crônica ou que ficam muito tempo acamados podem, eventualmente, apresentar uma atelectasia.

Num adulto, a atelectasia geralmente não é uma situação ameaçadora à vida, já que as partes do pulmão que não foram comprometidas fazem uma compensação da perda de função da área afetada. Por outro lado, a mesma situação num bebê ou numa criança pequena pode representar uma ameaça à vida.

O que se sente?
Os sintomas associados a essa situação podem estar presentes ou não. Dependerá, principalmente, do tamanho da área afetada do pulmão e da presença ou não de doenças concorrentes. A atelectasia pulmonar poderá estar acompanhada de dor torácica, tosse ou dificuldade para respirar.

Como o médico faz o diagnóstico?
Através de exames de imagem, como a radiografia ou tomografia computadorizada do tórax, o médico poderá fazer o diagnóstico. A atelectasia, ao exame físico do paciente, poderá ser suspeitada na minoria dos casos. Isto porque terá de haver um colapso pulmonar de uma área extensa do pulmão para que surjam alterações no exame físico.

A broncoscopia - exame que observa a parte interna dos pulmões através de um aparelho flexível dotado de fibras ópticas e lentes - é capaz de detectar o bloqueio da passagem de ar (do brônquio) e sua causa.

Como se trata?
O tratamento deverá ser escolhido de acordo com a causa da atelectasia, com o objetivo de expandir novamente ("inflar") o pulmão.

Nos casos de acúmulo de secreções, a fisioterapia pulmonar para a mobilização das secreções e a broncoscopia para a aspiração dessas será o tratamento mais indicado.

A fisioterapia poderá utilizar-se de exercícios respiratórios, tapotagem (pequenos golpes com os punhos nos pulmões), drenagem postural (colocando o indivíduo numa posição que favoreça a saída das secreções), cinesioterapia e vibradores.

Quando houver alguma infecção bacteriana (por bactérias) associada ao excesso de secreções, os antibióticos deverão ser indicados. Além desses, os mucolíticos (medicamentos que facilitam a expectoração das secreções) poderão ser utilizados nas infecções respiratórias, sejam elas virais ou bacterianas.

Nos casos de corpo estranho na via aérea (objetos), a broncoscopia deverá ser realizada para fazer a remoção. Se não for exitosa, a cirurgia deverá ser realizada.

Quando a causa da atelectasia for um tumor, o tratamento dele deverá solucionar a atelectasia.

Como se previne?
Manter os pequenos objetos longe do alcance das crianças é uma maneira de prevenir as atelectasias causadas por corpo estranho. Da mesma forma, os pais deverão ter cautela na escolha dos brinquedos que devem ser adequados à idade da criança.

Evitar longos períodos deitado na cama também é importante para prevenção das atelectasias, principalmente após cirurgias. Neste mesmo sentido, a fisioterapia também poderá ser necessária. Ela pode ser utilizada para a prevenção das atelectasias.

Nos adultos, principalmente idosos, deverão manter acompanhamento com dentista para que não ocorram aspiração de dente ou prótese mal fixada para os pulmões.

Complicações
A pneumonia é uma complicação que pode se desenvolver poucos dias após o surgimento de uma atelectasia. Portanto, é importante a resolução do problema.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico
A broncoscopia deve ser utilizada unicamente nos casos de atelectasia pulmonar por corpo estranho?

É possível resolver uma atelectasia pulmonar somente com o uso de fisioterapia respiratória?

Uma atelectasia pode causar febre?

Depois de resolvida uma atelectasia, esta poderá voltar a ocorrer pouco tempo depois?

Fonte ABC da Saúde