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domingo, 21 de agosto de 2011

Que os brasileiros adoram uma bunda não é nenhuma novidade. O que muita gente não sabe, porém, é porque temos essa saliência na parte de trás do corpo. Ela tem uma função que vai além da estética.

arte glúteos (Foto: arte / G1)


O Bem Estar desta sexta-feira (19) abordou o assunto, com a participação do ginecologista José Bento, consultor do programa. Outro consultor, José Rubens D'Elia, preparador físico, ensinou exercícios para os glúteos. Luís Mochizuki, professor de educação física, também esteve no estúdio.

Nós fomos à praia, no Recife, para comprovar que o bumbum é mesmo preferência nacional. E não são só os homens que ficam de olho das mulheres -- elas também admiram a beleza masculina.

Além de gordura, o bumbum tem três músculos de cada lado, que são os glúteos. Portanto, dá para exercitar a região e desenvolvero que a genética fez. No quadro ao lado, você vê onde se situam o glúteo mínimo, o glúteo médio e o glúteo máximo, e quais as características de cada um deles.


Os glúteos estão ligados a toda a musculatura das pernas. Por isso, quando eles estão fortalecidos, toda a estrutura da parte de baixo do corpo fica mais firme. Diminui o risco de lesões como torções no joelho e os movimentos ficam mais bem coordenados com os músculos do quadril e das costas.

Fortalecer esses músculos também evita a incontinência urinária, um problema comum em mulheres acima dos 40 anos. Isso acontece porque os glúteos trabalham conectados aos músculos do assoalho pélvico, que fica entre as coxas.

Aumentar o tamanho do bumbum com ginástica é difícil, mas é possível. Como qualquer músculo, eles crescem por meio de exercício. Porém, o processo é lento e exige paciência. No braço ou na coxa, colocar carga faz com que os músculos se desenvolvam mais rapidamente, mas é mais difícil pôr peso nos glúteos.



No quadro acima, você pode ver que tipo de exercício é mais indicado para essa parte do corpo. Se você não tem condições de pagar uma academia, a melhor dica é usar as escadas, sempre que possível. Subir e descer escadas e ladeiras trabalha a musculatura dos glúteos.


Querendo aumentar os músculos do dia para a noite, há quem apele para os anabolizantes. Nunca faça isso! Eles provocam efeitos colaterais, o crescimento dos glúteos é passageiro e não há benefícios para as pernas.O botox também não é recomendado. sua aplicação pode até deixar o bumbum mais durinho, mas, na verdade, o músculo está paralisado, e não fortalecido.

Fonte G1

Maus hábitos influenciam na saúde de casais estáveis


Estudo americano diz que quando um dos parceiros fuma, tem dieta desequilibrada ou é sendentário o outro acaba se "contaminando"

Os casais estáveis, tanto heterossexuais como homossexuais, tendem a adotar os maus hábitos de cada parceiro, seja fumar, seguir dietas pouco saudáveis ou mesmo a levar uma vida sedentária, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (19) pela Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos.

A pesquisa foi conduzida pela professora de sociologia Corinne Reczek que apresentará na próxima terça-feira na 106ª reunião anual da Associação Sociológica dos EUA, em Las Vegas (Nevada).

As conclusões contradizem a crença popular que "na alegria ou na tristeza, na saúde ou doença" a vida em casal contribui para reduzir os maus hábitos e promover tanto uma dieta mais saudável como passar a ir ao médico regularmente.

Corinne e seus colaboradores contaram com 122 pessoas que estão casadas em período de 8 a 52 anos. Dentre elas, 31 eram casais de heterossexuais que conviviam ou estavam casados; 15 eram de homossexuais e 15 eram de lésbicas.

No levantamento, 83% dos participantes heterossexuais eram brancos, 9% negros, um deles era de descendência asiática e dois eram latinos, sendo que um deles se identificou como "multirracial". No caso dos homossexuais, 63% eram brancos, 4% hispânicos ou latinos, uma pessoa se identificou como negra, uma como indígena hispano-americano e uma como sul-americana.

A idade média dos casais heterossexuais era de 53; de homossexuais - 49 anos e de lésbicas - 43 anos. A renda familiar dos participantes variava entre US$ 40 mil e US$ 120 mil por ano.

O tempo médio de casamento era de 25 anos para os casais de heterossexuais, 21 anos para os de homossexuais e 14 anos para os de lésbicas.

Foi perguntado individualmente sobre os hábitos de fumar, consumo de álcool, dietas, padrões de sono e descanso, atividade física e outras práticas relacionadas a saúde. Corinne indicou que os hábitos insalubres são promovidos dentro destas relações íntimas e a longo prazo devido à má influência direta de uma das pessoas, mediante o sincronismo dos hábitos de saúde e por meio da noção de responsabilidade pessoal.

Todos os casais, hetero e homossexuais, fizeram referências à "má influência", mas nos casais heterossexuais a "má influência" se atribui quase sempre ao homem.

"A conclusão que um dos parceiros é uma 'má influência direta' indica que os indivíduos convergem nos hábitos de saúde ao longo do curso de sua relação porque os hábitos insalubres de um deles influencia diretamente os do outro", acrescentou o estudo.

Um exemplo é que ambos os companheiros têm uma dieta pouco saudável já que os dois comem o que um deles compra ou cozinha. "Os casais de homossexuais descreveram, quase exclusivamente, como os hábitos de ambos os integrantes se influenciam simultaneamente devido à convivência", acrescentou Corinne.

Nestes casos pode ser que um deles não incorra por si só em um costume que considere pouco saudável, mas "quando sua inclinação por tal hábito se junta ao do seu parceiro, ambos compartilham a prática insalubre".

Além disso, os indagados recorreram ao argumento da responsabilidade pessoal para descrever como, quando observam que seu companheiro incorre em um hábito que não é saudável, não tentam mudá-lo, como acontece na situação inversa.

"Esta é uma questão que ocorre na maioria das vezes entre casais de heterossexuais", disse Corinne.

Fonte IG

Como guardar medicamentos

Remédios guardados de forma errada perdem o efeito e podem colocar a saúde em risco

O que o calor ou o frio extremo podem fazer com medicamentos? Temperaturas extremas podem ter um efeito enorme, tanto em remédios prescritos, quanto em medicamentos de balcão.

Os fabricantes farmacêuticos recomendam que a maioria de seus produtos sejam armazenados a uma temperatura controlada de 20 a 25 graus Celsius, afirma Skye McKennon, professora assistente de clínica na Escola de Farmácia da Universidade de Washington.

Na verdade, essa é faixa de temperatura na qual os fabricantes garantem a integridade do produto. Segundo a especialista, qualquer marca entre 14,5 e 30 graus ainda é adequada.

“Durante ondas de calor ou de frio, os locais de armazenamento podem ficar acima ou abaixo desses intervalos adequados de temperatura, fazendo com que os medicamentos mudem fisicamente, percam potência ou até mesmo ameacem a saúde”, diz McKennon.

Para pacientes com doenças crônicas como diabetes ou problemas cardíacos, uma dose danificada de um remédio crucial, como insulina ou nitroglicerina, pode ser uma ameaça de morte. Mas até mesmo remédios comuns podem mudar e adquirir potenciais efeitos danosos, e não é sempre que você pode dizer que houve algum problema apenas olhando para a pílula ou para o líquido, diz Janet Engle, farmacêutica e antiga presidente da Associação Americana de Farmacêuticos.

McKennon conta que, quando alguns antibióticos decaem, podem causar danos ao estômago ou aos rins. A aspirina, quando comprometida, pode causar mais do que apenas um desconforto estomacal. A hidrocortisona pode separar-se no calor e se tornar ineficaz.

Qualquer tipo de fita para testes diagnósticos, como aquelas usadas para testar os níveis de açúcar no sangue, gravidez ou ovulação, é extremamente sensível à umidade. Se a umidade grudar nas tarjetas, ela dilui o líquido de teste e pode gerar leituras e resultados falsos.

Medicamentos para a tireoide, contraceptivos e outros que contenham hormônios são particularmente suscetíveis a mudanças de temperatura. Esses compostos frequentemente são baseados em proteínas e, quando as elas esquentam, mudam suas propriedades.

Cuidados especiais também deveriam ser tomados com insulina, medicamentos para convulsões e anticoagulantes, diz McKennon. “Pequenas mudanças nas dosagens de remédios como esses podem fazer uma diferença enorme para a saúde”, diz.


Assim como o calor, o frio também pode ser um vilão. Remédios como a insulina podem perder sua eficácia caso congelem. O mesmo vale para qualquer um dos chamados medicamentos de suspensão, que precisam ser sacudidos antes do uso.

Para garantir que seus medicamentos continuem seguros, aqui estão alguns conselhos colhidos de farmacêuticos e outros especialistas.

Um lugar fresco e seco
Apesar do nome, o armário de remédios frequentemente é o pior lugar para guardar medicamentos, por causa da alta umidade sempre existente no banheiro. Em vez disso, reserve o espaço para curativos e pasta de dentes. Mantenha os medicamentos em local fresco e seco, como o armário de toalhas do corredor, o armário do quarto ou até mesmo no armário da cozinha, longe do fogão. Se crianças e animais forem capazes de alcançar esses espaços, considere prateleiras mais altas ou caixas trancadas a chave.

Embalagens especiais
Não se engane com caras embalagens especiais, desenvolvidas para 'proteger’ remédios, como plástico-bolha ou folhas de alumínio. Segundo McKennon, não existe evidência de que essas embalagens protejam remédios melhor do que qualquer vidrinho de pílulas normal. Assim sendo, nunca retire medicamentos de suas embalagens originais, onde possam estar mais expostos aos elementos naturais. Há apenas uma exceção: pessoas idosas ou pacientes com doenças sérias frequentemente precisam usar caixinhas de pílulas diárias, que ajudam a assegurar a precisão das doses. Essas caixinhas também precisam ser guardadas em locais frescos e secos.
 
 
Uma observação especial sobre a insulina: ela pode degradar-se facilmente se resfriada ou esquentada em excesso, diz Vivian Fonseca, médica e presidente eleita da Associação Americana de Diabetes. Recipientes de insulina ainda não abertos são mais bem conservados quando guardados na geladeira. Quando abertos, no entanto, devem ser mantidos à temperatura ambiente, o que também torna mais confortáveis as injeções.

Precauções para viajar
A temperatura interior de um carro pode transformá-lo num forno quando ele está parado em um estacionamento ou entrada de garagem, debaixo do sol. Por causa disso, a melhor coisa a fazer é manter os medicamentos em uma bolsa ou malinha separada ao viajar. Quando você deixar o carro, leve os medicamentos com você. Tome cuidado quando estiver dirigindo até uma farmácia, nos meses quentes do verão e nos meses gelados do inverno. Tenha certeza de ir direto para casa com sua preciosa carga.

“É fácil presumir que você vai direto para casa, depois de ir à farmácia”, diz Fonseca. “Mas você frequentemente se distrai, acaba indo cuidar de algumas pendências e, quando dá conta, já se passaram uma ou duas horas. Em um dia extremamente quente, isso não é bom”.

Se você precisa guardar medicamentos emergenciais no carro, como um aplicador de adrenalina ou uma dose de insulina, peça que seu farmacêutico recomende um recipiente de resfriamento, que irá manter o remédio específico na temperatura adequada.

Sempre carregue seus medicamentos com você, dentro do avião. Os compartimentos de bagagem não têm controle de temperatura e podem facilmente tornar-se frios ou quentes demais. Os procedimentos de segurança permitem que sejam levados medicamentos para a cabine, mas os passageiros talvez possam precisar de algum tempo extra para fazer o check-in.

Remédios danificados
Nunca tome nenhuma medicação que tenha se modificado em cor ou consistência, não importando qual seja sua data de validade. Também verifique possíveis cheiros estranhos. Jogue fora pílulas que estejam grudentas, lascadas ou que estejam mais duras ou mais moles do que o normal.

Nunca jogue remédios não utilizados pela descarga, onde poderiam encontrar o caminho até o abastecimento de água. Em vez disso, misture as pílulas ou líquidos a borra de café, areia de gato ou qualquer outro material que os torne intragáveis e coloque a mistura no lixo.

Além de tudo isso, muitos estados e municípios têm programas de coleta de remédios, em que os pacientes podem levar os medicamentos não utilizados para centros de coleta comunitários, para que sejam jogados fora de maneiras mais ecológicas.

Fonte IG

Antidepressivo pode reduzir calores da menopausa


Medicamento desponta como uma opção à terapia de reposição hormonal

Nova pesquisa mostra que o antidepressivo escitalopram pode reduzir a frequência e a severidade das ondas de calor da menopausa.
No início do estudo, as participantes sofriam aproximadamente 10 ondas de calor ao longo do dia, mas tais sensações foram reduzidas quase que pela metade no grupo de mulheres que usou o antidepressivo. O grupo-controle que se tratou com placebo apresentou cerca de 6,5 ondas de calor ao dia.

“Embora as ondas de calor sejam normalmente tratadas com hormônios, tratamento que se mostra eficaz, esta é uma opção para as mulheres que não querem correr os riscos potenciais da reposição hormonal”, disse Ellen Freeman, professora e pesquisadora do departamento de obstetrícia e ginecologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia e principal autora do estudo.

“Constatamos que, após oito semanas de tratamento com o escitalopram, as participantes apresentavam menor frequência das ondas de calor quando comparadas ao grupo-controle com placebo”, ela complementou.

Os resultados do estudo, financiados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, foram publicados na edição de janeiro da revista da Associação Médica Americana.

A reposição hormonal é o tratamento geralmente usado para aliviar as ondas de calor que fazem parte da menopausa. Porém, quando um estudo de 2002 da Iniciativa de Saúde da Mulher relatou que a terapia hormonal apresentava riscos, muitas mulheres decidiram que os benefícios não compensavam os possíveis danos.

Desde a descoberta, especialistas conseguiram identificar quais mulheres podem correr maiores riscos com a terapia hormonal e aquelas para quem os hormônios são uma opção.

“Para algumas mulheres, a reposição hormonal com estrógeno em curto prazo pode ainda ser uma opção viável. Neste caso, usamos dosagens mais baixas durante o período de tempo mais curto possível”, explicou a Dra. Judi Chervenak, endocrinologista especialista em reprodução da Montefiore Medical Center de Nova York.

“Mas, em mulheres para quem os hormônios não são uma opção, ou para aquelas que não querem tomar hormônios, os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina) são outra opção”, disse Chervenak.

Os ISRSs são medicamentos aprovados pelo FDA para o tratamento da depressão, mas os médicos muitas vezes os prescrevem para outros usos ainda não aprovados pelo órgão, tais como o tratamento de dores ou – como no estudo – para o alívio das ondas de calor. Dentre os ISRSs estão o citalopram, o escitalopram, a paroxetina, a fluoxetina e a sertralina.

Segundo informações do FDA, a versão genérica do escitalopram ainda não está disponível no mercado americano. O custo do suprimento mensal do medicamento é variável, mas a dose diária de 20 miligramas é de aproximadamente US$110 para 30 dias.

Participaram do estudo 205 mulheres entre os 40 e os 62 anos de idade, que estavam ou no início da menopausa ou na pós-menopausa há um ano. Para participarem do estudo, as mulheres deveriam apresentar, semanalmente, um mínimo de 28 ondas de calor – classificadas como incômodas ou severas. A maioria das participantes apresentava mais do que isso.

Durante oito semanas, as mulheres foram designadas, aleatoriamente, para receber ou o escitalopram (entre 10 e 20 miligramas ao dia) ou as pílulas de placebo.

Os pesquisadores constataram que 55% das mulheres sob uso do escitalopram relataram uma diminuição de pelo menos 50% na frequência das ondas de calor, comparadas aos 36% das que receberam placebo. O grupo sob uso do escitalopram também relatou a ocorrência de ondas de calor mais brandas.

Os pesquisadores observaram que, após três semanas de interrupção da medicação, as mulheres sob uso do escitalopram tiveram um aumento de 1,5 ondas de calor ao dia.

Freeman diz que os efeitos colaterais foram mínimos. Apenas 4% das mulheres sob uso do escitalopram abandonaram o estudo devido aos efeitos colaterais.

A especialista diz que ainda não se sabe exatamente como o escitalopram ajuda a aliviar as ondas de calor – que também são de causa desconhecida, ela ressaltou. “Estas sensações são tão incômodas para tantas mulheres que qualquer nova opção é bem-vinda. Este não é um tratamento definitivo, mas é uma opção que temos a oferecer a estas pacientes”, disse Chervenak.

Ela complementou que, para as mulheres que não quiserem tomar o medicamento, uma das melhores maneiras de reduzir as ondas de calor é fazendo um boletim diário dos sintomas para tentar encontrar a causa destas sensações e tentar evitá-las. Ela conta que muitas mulheres, por exemplo, sofrem uma onda de calor depois de tomarem vinho tinto. Outros disparadores do desconforto são a cafeína, o chocolate, as comidas condimentadas e as situações estressantes.

Fonte IG

Sintomas da menopausa: tratamento ainda está longe de um consenso


Pesquisas vêm mostrando que alternativas aos temidos hormônios não funcionam e mulheres seguem com poucas opções de alívio

Para as mulheres que esperavam conseguir combater os sintomas da menopausa com substâncias alternativas de venda livre, como suplementos de soja e linhaça, estudos recentes vêm se mostrando decepcionantes.

Este mês, uma pesquisa médica descobriu que a soja não funciona melhor do que um placebo para as ondas de calor e não exerce qualquer efeito sobre a densidade óssea. Essas descobertas ocorreram logo após achados semelhantes sobre o tratamento com linhaça para as ondas de calor.
“Gostaríamos de poder dizer às mulheres que elas funcionam”, afirma a doutora Silvina Levis, diretora do centro de osteoporose da Universidade de Miami, que liderou o estudo sobre a soja.

“Agora, nós demonstramos que isso não é verdade”, afirma.

Antes de 2002, as pacientes eram tratadas regularmente com estrogênio e progestina, hormônios sujeitos a receita médica que caíram em desuso rapidamente depois que o estudo de referência da Women’s Health Initiative revelou que nas pacientes idosas, os medicamentos levavam a um risco maior de sofrer ataque cardíaco e de ter câncer de mama.

Porém, alguns médicos estão defendendo que esses riscos não se aplicam às mulheres em geral com sintomas de menopausa. Mesmo alguns críticos de longa data da terapia hormonal estão sugerindo que eles sejam reconsiderados para as pacientes com sintomas severos.

Estudo após estudo, eles demonstraram que muitos dos tratamentos sem uso de medicamentos – como a erva-de-são-cristóvão, o trevo-violeta, remédios à base de vegetais e, recentemente, soja e linhaça – simplesmente não funcionam.

Os medicamentos prescritos, incluindo antidepressivos, o anti-hipertensivo clonidina e o medicamento contra epilepsia gabapentina, podem trazer alguns benefícios, porém muitas mulheres não toleram seus efeitos colaterais.

“Não existe tratamento alternativo que funcione muito bem, seja ele feito com medicamentos ou com preparados à base de plantas”, afirma a Deborah Grady, decana adjunta de pesquisa clínica e translacional da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Aproximadamente 75% das mulheres na menopausa sentem ondas de calor. Dependendo da pessoa, os sintomas podem ser leves (apenas algumas vezes por semana) ou moderados (diversas vezes ao dia).

Muitas mulheres com sintomas de leves a moderados enfrentam o problema sem precisar de outros tratamentos. Porém, para aproximadamente um terço delas, os sintomas são severos. Elas sentem de 10 a 20 ondas de calor por dia, que ocorrem de dia e de noite, atrapalhando o dia de trabalho e interferindo no sono.Com frequência, os médicos asseguram às pacientes que os sintomas passarão em alguns anos. Contudo, um relatório publicado em maio na revista Obstetrics & Gynecology revelou, como resultado de um estudo de longo prazo com mulheres na menopausa, que as ondas de calor ocorrem periodicamente por mais de dez anos, em média.

A onda de calor é geralmente descrita como uma sensação súbita de calor sentida primeiro na face e no pescoço. Ela pode causar vermelhidão na face da pessoa, levar à transpiração excessiva e depois, a calafrios. No site Minnie Pauz, mulheres descrevem ter sentido vertigens e torpor, junto com palpitações e ansiedade.“Um calor subido que inicia no interior do seu corpo”, é como descreve uma das mulheres. “O cabelo fica escorrido e você sabe que, mesmo se tirasse a roupa e corresse pelas ruas agitando os braços na tentativa de resfriar o corpo, isso não funcionaria, porque o calor está dentro e não fora”, relata ela.

A causa exata das ondas de calor é desconhecida, porém, acredita-se que a menopausa atrapalhe o funcionamento do hipotálamo, que é basicamente o termostato do corpo. Como resultado, mesmo alterações pequenas na temperatura do corpo que normalmente passariam despercebidas podem causar ondas de calor.Entre os tratamentos com medicamentos prescritos, o mais eficaz talvez seja o que utilize antidepressivos, que têm demonstrado reduzir as ondas de calor em quase 60%, segundo os médicos. Os antidepressivos são particularmente benéficos para as mulheres com câncer de mama ou distúrbios de coagulação do sangue, que não podem optar pelos hormônios.

Porém, alguns médicos afirmam sentir-se frustrados em relação ao recado transmitido a muitas mulheres para que procurem tratamento alternativo à reposição hormonal. Segundo Holly Thacker, diretora do centro especializado em saúde da mulher da Clínica Cleveland, para muitas os benefícios de um tratamento hormonal eficaz superam os riscos e elas não devem ter medo de considerá-lo.

“Seria como dizer a uma pessoa com diabetes e dependente de insulina que ela deveria usar outros medicamentos em vez de insulina”, afirma.

“Vejo as mulheres confiando em substâncias alternativas e chegando com muitas delas, sem saber o que estão colocando no corpo. Muitas das informações são erradas e elas estão confusas”.

Segundo Grady, crítica de longa data do uso generalizado de hormônios, médicos e pacientes parecem ser menos tolerantes em relação aos riscos associados aos hormônios do que a outras drogas, embora os sintomas da menopausa cheguem a ser tão intoleráveis quanto os da enxaqueca ou outros problemas de saúde.

“Nós estamos, de certo modo, dispostas a tomar remédios contra enxaqueca, com seus efeitos nocivos, porque eles funcionam muito bem, mas não estamos dispostas a tomar estrogênio”, afirma ela.

"Nós nos preocupamos em relação aos efeitos nocivos associados ao estrogênio, porém, importantes efeitos adversos são razoavelmente comuns. A questão é saber se as mulheres estão dispostas a correr esse risco em troca de um tratamento muito eficaz para sintomas que, se não fossem tratados, arruinariam suas vidas".

Fonte IG