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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Contadores de história auxiliam no tratamento de câncer em SP

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) inicia na próxima segunda-feira (22) um trabalho de conto de histórias para adultos em tratamento na unidade.

Idealizado pelo Serviço de Hotelaria e Hospitalidade do Icesp, o programa tem como objetivo facilitar a abordagem de temas delicados para os pacientes e seus acompanhantes.

No último mês, período em que o hospital realizou projeto piloto da ação, 200 pacientes participaram da atividade. A aceitação é grande e tem demonstrado que este pode ser um poderoso aliado para intervenção da equipe de psicologia.

"Nosso objetivo é tirar o foco da doença. É uma forma de acolhermos o paciente e mostrar que nos preocupamos com ele", explica Vânia Pereira, gerente do setor responsável pelo programa.

Marcelo Cândido, articulador do projeto, diz que as histórias selecionadas possuem temáticas diferentes e são escolhidas conforme as necessidades de cada pessoa.

"Contação de história remete à infância, por isso os pacientes já se sentem acolhidos. Em um segundo momento, é a oportunidade de eles falarem informalmente sobre o problema. Esse bate-papo final é muito importante", diz.


Fonte Folhaonline

Jovem que namora sério fica menos violento, diz estudo

Jovens sexualmente ativos em um relacionamento romântico comprometido são menos propensos a ter um comportamento delinquente do que aqueles que fazem sexo casual, de acordo com uma pesquisa recente de psicólogos americanos.

O estudo, publicado na revista "Journal of Youth and Adolescence", descobriu que os adolescentes que namoravam e eram sexualmente ativos mostraram níveis mais baixos de comportamento antissocial se comparado aos virgens.

No entanto, os jovens que têm relações sexuais casuais mostraram níveis mais elevados de comportamento antissocial em relação aos outros grupos.

Enquanto políticos e pesquisadores comumente abordam as consequências negativas da sexualidade precoce, poucos estudos sondam os contextos e os benefícios potenciais das relações sexuais na adolescência, diz Paige Harden, da Universidade do Texas em Austin, autora principal da pesquisa.

GÊMEOS
Harden e sua colega, Jane Mendle, da Universidade de Oregon, usaram um questionário on-line com 519 gêmeos do mesmo sexo nos Estados Unidos, com idades entre 13 e 18.

Ao compará-los, os pesquisadores puderam controlar todas as variáveis genéticas e ambientais que os gêmeos compartilhavam.

Os gêmeos responderam a perguntas sobre sua atividade sexual e comportamentos delinquentes conduzidas pelo "National Longitudinal Study of Adolescent Health" (Estudo Nacional Longitudinal de Saúde do Adolescente), uma amostragem nacional representativa que acompanhou o grupo desde a adolescência até a idade adulta.

Os autores descobriram genes que influenciam significativamente o comportamento sexual entre os adolescentes jovens (idades entre 13e 15).

Genes relacionados à extroversão, impulsividade e puberdade precoce podem influenciar os adolescentes jovens a ter relações sexuais casuais. Esses mesmos genes também podem predispô-los a contextos de risco, segundo Harden.

No entanto, os adolescentes mais velhos (idades entre 16 e 18) são mais influenciados por fatores externos --tais como provenientes de famílias economicamente desfavorecidas, pouco envolvimento dos pais e sistemas escolares pobres-- para praticarem sexo casual.

"Considerando ao mesmo tempo ambos os contextos ambientais de experiência sexual dos adolescentes e do papel de predisposições genéticas, esperamos promover uma compreensão com mais nuances do impacto da atividade sexual do adolescente no desenvolvimento", diz Harden.

Fonte Folhaonline

Cientista negro sofre preconceito acadêmico nos EUA, diz estudo

Cientistas americanos negros têm mais dificuldade de conseguir financiamento para pesquisa, indica um levantamento na última edição da revista "Science".

O estudo, coordenado por Donna Ginther, da Universidade do Kansas (EUA), avaliou mais de 40 mil pedidos de verba para o NIH (sigla de Institutos Nacionais de Saúde, principal órgão federal de pesquisa biomédica no país).

A diferença aparece mesmo quando são comparados cientistas com características parecidas em detalhes como país de origem, treinamento, prêmios recebidos e universidade empregadora.

Em média, 29% dos pedidos de brancos são aprovados, contra 16% das propostas dos cientistas negros.

O NIH não contestou os dados e afirmou, em resposta na "Science", que vai procurar maneiras de corrigir as distorções de financiamento.

Fonte Folhaonline

Metade dos pacientes não controla hipotireoidismo

Quase metade dos pacientes (46,6%) que tomam remédios contra hipotireoidismo não controla a doença.

Esse é o resultado preliminar do primeiro levantamento em grande escala no Brasil sobre o tratamento da doença, apresentado no Congresso da Sociedade Latino-Americana de Tireoide em Lima, no Peru, neste mês.

O estudo foi feito com 1.231 pacientes com idade média de 53 anos, acompanhados em hospitais de quatro universidades: UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Unicamp, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Ceará.

O hipotireoidismo é um distúrbio caracterizado por uma menor atividade da glândula tireoide, que produz hormônios responsáveis por estimular o metabolismo e o trabalho celular.

Segundo o coordenador do estudo, Mario Vaisman, professor de endocrinologia da UFRJ, o problema é que muitas pessoas tomam o remédio fora do intervalo correto (30 minutos antes do café da manhã) ou o tomam junto com outros remédios, o que prejudica a absorção do hormônio.

Mas o grande problema, de acordo com Laura Ward, presidente do departamento de tireoide da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), é a falta de adesão ao tratamento.

A principal causa disso, diz a médica, é um dos sintomas da doença: o esquecimento. "O que vemos na prática é pessoas que tomam um dia sim e três não. Como não sentem dor, não levam a sério."

O problema, no entanto, pode ter consequências graves a longo prazo, como insuficiência cardíaca.

AUMENTO DE CASOS
Estudos apontam que há um aumento no número de casos de doenças da tireoide no mundo todo.

Um deles é um estudo italiano que mostra que, entre 1988 e 2007, o número de casos de tireoidite de Hashimoto foi multiplicado por 90. A doença autoimune é a principal causa de hipotireoidismo.

"Um dos fatores é o aumento de consumo de sal e, consequentemente, de iodo, pela população", diz Ward.

Mas, afirma, há outros fatores que têm comprovada relação com esse aumento. Entre eles estão a maior exposição à radiação ionizante (como a de raio-X).

No entanto, Ward diz que não há dados que mostrem que devemos reduzir o consumo de iodo, mesmo porque um estudo recente da USP de Ribeirão Preto mostrou que gestantes ingerem menos iodo do que o recomendado, o que aumenta o risco de o bebê ter retardo mental. "Deveria haver uma campanha para reduzir o consumo de sal, principalmente dos produtos industrializados, e não de iodo", afirma a endocrinologista.

Em novembro, o Ministério da Saúde deve divulgar os resultados de um estudo nacional sobre a quantidade de iodo ingerida pela população e, dependendo dos resultados, poderá reduzir o nível da substância no sal de cozinha.

Fonte Folhaonline

EUA aprovam nova droga para tratar linfoma de Hodgkin

A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) anunciou na sexta-feira a aprovação de uma nova droga para o tratamento do linfoma de Hodgkin.

A doença atinge células do sistema imunológico e pode ser curada na maioria dos casos.

A nova droga, chamada brentuximab vedotin, também vai servir para tratar o linfoma anaplástico de células T, um tipo mais raro de tumor.

De acordo com Jairo José do Nascimento Sobrinho, hematologista do Centro Paulista de Oncologia, a maioria dos linfomas de Hodgkin são curáveis com o tratamento atual. "Os que restam são muito difíceis de lidar. Essa medicação é uma das mais eficientes que já apareceu."

A droga, a princípio, vai ser usada em quem já tentou outros tratamentos e sofreu uma volta da doença. "Mas a tendência, no futuro, é que ela seja acoplada ao tratamento desde o início."

O remédio usa um anticorpo para direcionar a droga para o ataque das células do linfoma conhecidas como CD30.

Desde 1977 não surgia uma nova droga para tratar o linfoma de Hodgkin. O Instituto Nacional de Câncer estima que houve 2.870 novos casos da doença em 2009.

Os sintomas mais comuns são suores noturnos e aumento dos gânglios. Neste mês, o ator Reynaldo Gianecchini recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin, outro tipo de tumor linfático.

Fonte Folhaonline