Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 23 de agosto de 2011

É melhor clarear os dentes em casa ou no consultório?

Conheça algumas das vantagens e desvantagens de cada procedimento

Os avanços na odontologia estética ampliaram e aperfeiçoaram os métodos de clareamento dental. Existem hoje procedimentos que podem ser realizados em casa ou no consultório, sendo que há vantagens e desvantagens em cada situação.

O clareamento caseiro é mais barato, por isso se popularizou mais rapidamente. “Inicialmente, ele era realizado com peróxido de carbamida”, recorda Carlos Francci, pesquisador em clareamento pela USP e membro da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD).

Mas essa substância tinha um problema sério. Ela precisava de longas aplicações para surtir efeito, nas quais o paciente chegava a passar a noite inteira com uma moldeira na boca.

Isso conferiu má fama ao procedimento. “Até hoje recebo pacientes que não querem fazer o clareamento caseiro por receio de passar muitas horas com a moldeira”, afirma Francci.

Mas isso deixou de ser necessário. O gel usado para clarear os dentes passou a ser o peróxido de hidrogênio. “Ele é igual ao gel usado no consultório pelos dentistas, mas em menor concentração”, explica.

A vantagem é que permite clarear os dentes em aplicações de 30 a 60 minutos. “Se o paciente vê novela, peço para ele usar a moldeira no período de cada capítulo”, recomenda.

Dentes sensíveis
O tratamento caseiro deve ser realizado diariamente, durante duas semanas. É ai que mora o perigo. Há risco do paciente sentir desconforto, ter sensibilidade nos dentes, o que forçaria uma interrupção do tratamento.

“A vantagem do laser é que ele tira a sensibilidade”, ressalta o dentista Linneu Cuffari, especialista em traumatologia bucomaxilofacial e odontologia estética. O clareamento, na verdade, não é feito apenas pelo laser e sim pela combinação dele com o gel clareador.

“O laser é como um acelerador do processo”, explica Francci. “Mas resolve o problema de pessoas que tinham sensibilidade no colo do dente, situação que inviabilizava qualquer outro clareamento”, afirma Cuffari.

A aplicação com o laser é feita com várias luzes ao mesmo tempo, o que permite uma sessão rápida. “O tratamento todo pode ser feito em apenas duas aplicações, com intervalo de uma semana entre elas”, comenta Cuffari.

Outro alerta do presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Newton Miranda de Carvalho, é que optar por fazer o procedimento em casa não indica que a supervisão do dentista pode ser descartada. “Os produtos utilizados, inclusive, precisam ser recomendados pelos profissionais. Existem substâncias comercializadas que nem sequer são registradas e podem prejudicar a boca”, afirma

Duração do resultado
A principal diferença entre os procedimentos está na duração dos resultados. O tratamento com laser clareia os dentes mais rapidamente, porém o resultado é menos duradouro.

Já o clareamento caseiro dura mais. Mesmo os dentistas que defendem e recomendam o clareamento com laser admitem ser melhor combinar o procedimento com o clareamento caseiro, para ter melhor eficácia.

A diferença na duração acontece por causa da profundidade do clareamento. “O gel clareador faz uma microlimpeza nos dentes”, explica Francci. Essa limpeza aumenta conforme o tempo de exposição ao agente limpador.

Por isso, outra questão que precisa ser considerada na opção de clarear os dentes com gel - seja no consultório ou em casa -  é que os custos, provavelmente, serão repetidos mais de uma vez. Com o passar do tempo a manutenção é uma necessidade. Neste processo, se por acaso o paciente não puder fazer o clareamento com gel ou laser por alguma contraindicação, existem outras opções. “A faceta ou a coroa”, exemplifica o presidente da ABO.

Alguns dentistas optam pelo clareamento com gel, complementado por outras técnicas. O ponto desfavorável nestes casos é o custo. No caso da faceta – uma espécie de unha postiça sem coloração para cada dente – os preços podem chegar até R$ 2 mil por dente “arrumado”.

O branco original
Francci explica que o desejo dos pacientes varia muito. “Alguns querem um branco natural, outros preferem o mais branco possível”, comenta. Mas o clareamento apenas devolve ao dente a coloração original. Isso significa que as pessoas que naturalmente têm uma pigmentação escura não vão ficar com o dente muito claro.

“Quando tratamos uma cárie, vendemos um resultado: o da cárie curada. Já com o clareamento é diferente, o que oferecemos é um procedimento, sendo que o resultado pode variar porque é um procedimento estético”, compara Francci.

Para manter o resultado por mais tempo, é bom evitar alimentos com corante e frutas vermelhas durante os três meses após o tratamento. Cigarros, café, vinho tinto e chocolates são grandes vilões para os dentes. Mesmo após os primeiros meses ainda é recomendado moderação.

Fonte IG

Vencendo o medo de dentista

Tecnologia e técnicas variadas auxiliam a perder o temor frente ao avental branco


Não é difícil para um dentista identificar pacientes com medo: o corpo fala.

Aquele que senta, cruza os pés, segura os braços da cadeira, tensiona os ombros e fecha os olhos quando abre a boca está dando todos os sinais de que não gostaria de estar ali.

Aprender a identificá-los é tão importante que virou matéria dada em sala de aula. “Na universidade os professores mencionam essas características, assim você já sabe como começar com o paciente: tentando deixá-lo tranqüilo”, afirma a dentista Erika Abreu Amaral.

De acordo com dados da Sociedade Americana de Odontologia três em cada 10 adultos têm medo de ir ao dentista. Não existe levantamento semelhante no País, mas Newton Miranda Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), acredita que os números devem ser semelhantes ou até maiores. “Aqui ainda temos o problema da falta de informação”, diz.

O receio de visitar o consultório preocupa especialistas, porque pode afastar uma pessoa com problemas bucais do tratamento correto e agravar ainda mais a situação. “Um homem veio me procurar com o rosto deformado de tão inchado, por conta de um dente quebrado”, conta Amaral.

Relatos como esse não são incomuns. “Eu tratava um veterano de guerra, que não conseguia sentar na cadeira sem tomar alguma droga”, descreve Carvalho. Pacientes que chegam a esse extremo são chamados odontofóbicos, ou seja, desenvolveram um medo exacerbado de ir ao dentista. Para esses casos, a recomendação é terapia.

O tratamento psicológico é indicado quando o medo acarreta muito sofrimento, quando a pessoa recusa tratamento por causa desse medo e quando sofre só de pensar que terá de enfrentar os procedimentos e não consegue superar sozinha seu sofrimento.

“Não é possível determinar quanto tempo uma pessoa vai precisar de tratamento, mas tende a ser uma terapia focada e breve, de curta duração. Em poucas sessões o paciente aprende que não corre perigo e que a dor imaginária ou real é suportável. Aprende a controlar a ansiedade”, diz a psicóloga Márcia Copetti, do Rio Grande do Sul.

Mas quando a sensação está mais para aquele suor frio, uma certa ansiedade, e não chega a ser impeditivo de consulta, tecnologia e técnica podem ajudar a melhorar a relação entre o dentista e o paciente.

Acupuntura e massagem
O medo reforça a sensação subjetiva de dor: quem já chega ao consultório nervoso está predisposto a passar por um tratamento mais doloroso. “Tive uma paciente que, ao sentar na cadeira, começou a ter palpitações. Outra começou a chorar. Muitas vezes é ansiedade da dor, o medo de senti-la”, acredita Erika. Para lidar com quem precisa de uma ajuda extra para encarar o tratamento, ela faz uso da acupuntura.

“Não é para anestesiar, só para acalmar. Faço com imãs, assim não há nem o receio das agulhas.” E os resultados dessa terapia prévia se mostraram satisfatórios desde o momento da anestesia. “Dificilmente esse paciente vai precisar de mais de uma aplicação, a injeção funciona melhor”, afirma.

Enquanto Rodrigo Bueno de Moraes, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Periodontologia, prepara os instrumentos que serão utilizados na consulta, o paciente é massageado. Na cadeira, há uma esteira vibratória que pode ser regulada por controle remoto.

“Só começo o tratamento depois que a pessoa está tranqüila. Sigo a abordagem da confiança, compreensão e conversa, isso já faz com que a pessoa fique relaxada”, assegura.

Show, música e gás hilariante
Para driblar o medo durante a consulta vale utilizar as mais diversas técnicas, de óculos 3D a óxido nitroso. Fones de ouvido com abafadores de ruído externo, para que o barulho dos instrumentos não perturbe o paciente, já foram ultrapassados por telas de LCD plugadas próximas à cadeira ou óculos 3D que transmitem o filme ou o show escolhido pelo paciente.

“Quando eu vejo a consulta já acabou”, diz Ariane Tavares. Nestes casos, os óculos funcionam distraindo o paciente, a atenção, antes voltada para o tratamento, passa a ter outro foco.

Mas se nem tecnologia resolve, é possível pedir a sedação consciente, feita com óxido nitroso, mais conhecido como gás hilariante. Muito utilizado no passado, esse método voltou aos consultórios de forma mais segura.

“Existem aparelhos que ministram o gás impedindo a superdosagem”, explica Miranda. Segundo os especialistas ouvidos pelo Delas, o efeito é muito bom, mas pode dificultar a ação do dentista já que a máscara é colocada no nariz, próximo a boca.

“Não há contra-indicações e não fica resíduo metabólico, ou seja, tirou a máscara, em poucos minutos a pessoa não tem mais o óxido no organismo”, afirma.

Hipnose
Outro recurso usado pelos dentista é a hipnose. Aprovada pelo Conselho Federal de Medicina, ela tem benefícios em relação à sedação tradicional. “Com a hipnose, a salivação diminui, a cicatrização melhora, o sangramento diminui e há o aumento de anticorpos no organismo. Isso já foi comprovado por vários estudos”, relata o presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, Luiz Carlos Motta Lima. A utilização da hipnose deixa o paciente consciente, existe apenas a sugestão de que ali não há dor.

Para que o profissional possa usar o método, no entanto, é preciso ter feito curso especializante em hipnose. Motta Lima também dá algumas dicas para que o procedimento funcione adequadamente. “Tem de fazer uma boa entrevista, tirar as histórias do paciente. É preciso sobrepor uma situação de medo por uma de segurança ", avalia.

Clara Carvalho resolveu testar o método depois de tomar três anestesias para tratar uma cárie profunda. Agora, jura que nunca mais quer ir a outro profissional. "Não senti dor na hora do tratamento, não senti nada. Percebi que ele estava mexendo na minha boca, mas foi só", relata.

Hi-tech
A evolução dos aparelhos usados no tratamento também contribui para que o receio seja deixado do lado de fora do consultório. O laser é uma das grandes apostas nesta área, substituindo o temido “motorzinho”, cujo barulho está muito associado à dor.

“É uma tecnologia que ainda não conquistou todos os consultórios porque é cara. Mas ela já existe. Para tratar cáries pequenas também temos o selante, um material transparente ou branco que, pincelado na superfície do dente, cria uma barreira contra as bactérias”, explica Carvalho.

Até as queixas mais simples estão sendo abolidas com ajuda da tecnologia. A picada da anestesia tem sido substituída por máquinas com agulhas ainda mais finas, tornando a aplicação simples e indolor. Para o presidente da SBO, com todas essas novidades, há muito a odontologia não pode ser mais relacionada à dor. "A fobia é mais de ordem cultural e de desconhecimento da realidade", diz.

Rodrigo Bueno ressalta também que o acompanhamento acompanhamento correto feito de seis em seis meses é capaz de prevenir possíveis problemas bucais e evitar tratamentos que possam envolver algum tipo de dor.

Dicas para se manter tranquilo durante uma consulta:

* Converse com o profissional antes de começar a consulta e fale sobre seu medo

* Se achar melhor, peça para que ele explique os procedimentos antes de começá-los

* Combine sinais para o caso de ter dor ou medo. Por exemplo, se você levantar a mão, ele para
* Tem receio do barulho dos aparelhos? Leve um rádio ou iPod com músicas relaxantes

* Procure sempre um profissional de sua confiança

Fonte IG

Os cuidados após extrair um dente

Medidas simples podem aliviar a dor e ainda acelerar a cicatrização

Cuidar da boca e evitar certos fatores de risco após a extração de um dente podem garantir alívio da dor e ainda acelerar a cicatrização

A Assoicação Americana de Saúde Bucal (American Dental Association) oferece as seguintes sugestões:

1) Não fume

2) Lave a boca com cuidado, evitando movimentos bruscos

3) Não utilize canudos para beber

4) Em caso de dor, use bolsas de gelo ou panos úmidos na parte externa

5) Escove bem os dentes e utiliza fio dental, com cuidado para não lesar a parte em que o dente foi extraído

Fonte IG

O segredo para evitar o efeito sanfona


Nutrólogo afirma que, após chegar ao peso ideal, é preciso mais três anos de controle

O médico Cristiano Merheb, especialista em Nutrologia e membro da Associação Brasileira de Nutrologia, compara o corpo humano a uma máquina perfeita.

Sendo assim, o organismo também precisa de programação e rotina, por isso, pode demorar para responder aos comandos dados por uma nova dieta e o início de exercícios físicos.

“Alguns estudiosos de nutrição humana acreditam que o organismo mantém uma espécie de memória metabólica, com a tendência a retornar ao estado anterior, após sofrer alteração”, explica Marheb.

“Então, após um programa de emagrecimento, a pessoa deve enfrentar um período prolongado (entre 2 e 3 anos) de reeducação alimentar, dando oportunidade ao corpo de esquecer os padrões anteriores para não recuperar o que emagreceu”, esclarece o nutrólogo.

Para ajudar a evitar o emagrece-engorda, processo chamado de efeito sanfona, o médico oferece 9 dicas:

1. Evite esquemas dietéticos muito rigorosos e prolongados. O ideal é enganar o corpo de modo que ele não sinta falta do que está perdendo

2. Estipule horários para todas as refeições e cumpra-os diariamente, realizando as principais refeições do dia (café da manhã, almoço e jantar) e fazendo pequenos lanches entre elas. O importante é não ficar com fome, o que fará com que você se alimente muito mais na refeição seguinte

3. Nunca deixe de incluir verduras e legumes às refeições, principalmente saladas cruas. São alimentos ricos em fibras e que ajudam a dar maior saciedade, fazendo com que você se alimente menos

4. Não há necessidade de cortar as guloseimas favoritas, como o chocolate ou o sorvete. Apenas estabeleça um dia da semana específico para isso e uma pequena quantidade

5. Evite o consumo de alimentos muito salgados. O sal gera inchaço e aumenta a sensação de peso

6. Beba sempre muita água ao longo dia! Evite as bebidas industrializadas, normalmente ricas em sódio e aditivos químicos, prejudiciais ao organismo. A água ajuda na função intestinal, na saúde da pele, na limpeza do organismo, na circulação e no emagrecimento saudável

7. Mastigue bem os alimentos, sem pressa. Isso ajuda a boa digestão, dando tempo suficiente para que o estômago envie uma mensagem ao cérebro informando que já está satisfeito

8. Faça sempre pratos variados, com um pouco de cada grupo alimentar. Ou seja, inclua sempre um pouco de carboidrato, proteína e gordura. Um prato de macarronada com carne e queijo, por exemplo, engorda menos que um prato de macarronada pura, isso porque as proteínas e gorduras ajudam a regular a digestão, reduzindo a absorção do amido presente no macarrão, além de proporcionar maior saciedade

9. As atividades físicas são imprescindíveis para quem quer manter um peso saudável, sendo uma das principais responsáveis em manter o metabolismo sempre ativo. Não deixe de incluir exercícios físicos na sua rotina!

Fonte IG

Quase sem efeitos: é possível amenizar incômodos da quimioterapia

Pacientes ainda temem esse tratamento contra o câncer, mas médicos garantem que hoje há como controlar maioria das reações

O susto e o medo que envolvem o diagnóstico do câncer – doença que já é segunda causa de mortes no Brasil – acompanham a maioria dos pacientes também em outras fases da enfermidade.
A quimioterapia, um dos principais tratamentos para a doença, ainda é fonte de traumas e pânico. Até bem pouco tempo, os relatos dos pacientes sobre os efeitos colaterais das medicações usadas na quimioterapia não eram nada animadores: enjoos, náuseas, vômitos, cansaço, tonturas e frequentes internações.

Os tratamentos evoluíram. Apesar de os efeitos colaterais provocados pelas medicações quimioterápicas ainda serem os mesmos, eles são mais controláveis e, cada vez mais, estão fora da rotina dos pacientes que lutam para se curar do câncer. Os oncologistas, médicos especialistas na doença, explicam que há medicamentos novos e outros antigos utilizados para combater as reações desagradáveis.

“O problema é que as pessoas que passam mal difundem mais a informação. Há quem passa tão bem que não conta que está fazendo o tratamento. Ainda há um estigma muito grande em torno da doença e do tratamento”, comenta o oncologista Marcello Fanelli, do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Na quimioterapia, cada paciente recebe uma combinação de medicamentos, em geral, diretamente na veia ou por meio de um cateter. Em alguns casos, os remédios são tomados por via oral ou aplicados no músculo ou na pele. É importante saber que existem centenas de combinações de medicações possíveis para o tratamento do câncer. Os médicos escolherão as melhores para cada caso individualmente. Esse é um dos motivos pelos quais os efeitos colaterais variam tanto de um paciente para outro.

“Além disso, cada organismo tem uma capacidade de metabolizar e receber os medicamentos e há uma diferença psicológica. Pacientes deprimidos têm uma tendência maior a sentir efeitos colaterais. Em todos os casos, mais da metade dos pacientes que se submete à quimioterapia tem reações muito menores do que imaginava”, afirma o chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Daniel Herchenhorn.

Terapias combinadas
As combinações quimioterápicas recebem classificações de acordo com o risco de causarem efeitos colaterais, que pode variar de baixo a alto. Os incômodos mais comuns são náuseas, enjoos, vômitos, fraqueza, diarreia, feridas na boca (aftas), constipação (prisão de ventre), infecções, anemias e queda de pelos e cabelos. Hoje, só não há solução para conter a perda dos cabelos.

Para Artur Katz, coordenador médico da Oncologia Clínica do Hospital Sírio-Libanês, os especialistas precisam se antecipar às dificuldades que os pacientes podem enfrentar a partir de cada tratamento. Alguns remédios para o combate às náuseas – chamados de anti-eméticos –, por exemplo, só funcionam quando combinados antes e após a aplicação da quimioterapia.

Gustavo Fernandes, diretor-técnico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês Brasília, explica que há três tipos de náuseas possíveis durante a quimioterapia: antecipatória, precoce e tardia. A primeira ocorre antes da aplicação, por causa da ansiedade do paciente. É combatida com ansiolíticos. A segunda ocorre até 48 horas após a aplicação e a terceira, até cinco ou seis dias depois.

Para os casos de alto risco de náuseas, inibidores cerebrais podem ser prescritos. Eles “bloqueiam” a memória do cérebro sobre enjoos ou “desconectam” a comunicação entre o cérebro e o estômago.

“Precisamos tratar as possibilidades de náuseas de maneira agressiva desde a primeira aplicação da quimioterapia, para que o paciente não tenha uma memória ruim daquele momento. Ele vai mais confiante para as próximas sessões”, afirma Fernandes.

Os oncologistas podem prescrever diferentes anti-eméticos para os pacientes, mais leves ou mais fortes, dependendo da situação. Corticóides e anti-ácidos também são usados para atenuar os efeitos.

Daniel Herchenhorn, do Inca, destaca que, além dos remédios, apoio psicológico e nutricional é fundamental para evitar as dificuldades. Uma alimentação balanceada evita constipações, azias, diarreias e outros tantos incômodos.

“O entendimento da doença e o cuidado geral com a saúde do paciente ajudam a combater esses efeitos indesejados. Não orientar o paciente é irresponsabilidade”, diz.

Falta de informação
O chefe da oncologia do Inca ressalta que a troca de informações entre pacientes e médicos é fundamental. Durante a consulta, todas as dúvidas devem ser esclarecidas. Cada novo mal-estar deve ser comunicado ao médico o quanto antes. Assim, ele pode ser combatido mais rápido e evitar problemas mais graves.

“Cuidados, alimentação, efeitos e remédios devem ser temas da consulta. Infelizmente, em muitos hospitais (em geral os públicos), as conversas costumam ser muito rápidas. O paciente não pergunta e médico não responde. O médico não orienta e, quando orienta, o paciente não entende o que foi explicado”, lamenta.

Para Fanelli, o objetivo do tratamento também precisa ser bem compreendido por quem enfrenta o câncer. Ele lembra que essa é uma doença grave e, em prol da cura, serão necessários sacrifícios.

“Até pouco tempo, as pessoas tinham receio de conversar sobre o câncer, sequer pronunciavam essa palavra. É preciso entender que ela é uma doença grave, mas como outra qualquer. Exige esforço no tratamento sim, mas em muitos casos é possível curá-la”, pondera.

Fonte IG