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terça-feira, 23 de agosto de 2011

China: Onze pessoas morrem e mais de cem são internadas após tomar vinagre

Recipientes estavam contaminados por substância tóxica

Onze pessoas da localidade de Shangzu, na região autônoma de Xinjiang, no oeste da China, morreram envenenados após tomar vinagre procedente de recipientes utilizados anteriormente para armazenar um anticongelante altamente tóxico.

Além disso, segundo informou nesta segunda-feira (22) a agência oficial Xinhua, 120 pessoas tiveram que ser hospitalizadas e o número de mortos poderia aumentar dado o estado crítico de alguns dos afetados.

O motivo que tantas pessoas tenham sido afetadas, segundo as autoridades, foi estar na época do Ramadã, na qual a obrigação do jejum durante o dia faz com que os muçulmanos, maioria nesta parte do país, se reúnam em grandes grupos durante a noite.

Segundo as primeiras análises, o químico tóxico causador das mortes e de sintomas como diarreia e vômitos seria o etilenglicol, um líquido incolor com um sabor ligeiramente doce, que deve ser tingido para exatamente evitar intoxicações.

Além de uso como anticongelante nos motores de combustão interna, essecomposto é usado para fabricar solventes de pintura assim como materiais de imprensa.

Fonte R7

Estudo: obesidade causa anomalias no coração

Segundo pesquisadores, a obesidade causa mudanças na estrutura e tamanho do coração, além de alterar seu funcionamento

Pesquisadores revelaram que obesidade causa mudanças na estrutura e tamanho do coração, altera seu funcionamento e sua função elétrica, causando a fibrilação atrial.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, avaliou o impacto da obesidade na saúde do coração. De acordo com os pesquisadores, a obesidade causa mudanças na estrutura e tamanho do coração, além de alterar seu funcionamento e sua função elétrica, causando a fibrilação atrial (arritmia cardíaca).

A obesidade causa a expansão do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo, comprometendo a função cardíaca. O átrio esquerdo é responsável por receber o sangue rico em oxigênio dos pulmões e enviá-lo para o ventrículo esquerdo, que bombeia esse sangue para o corpo.

“Temos vários estudos científicos que comprovam os danos que a obesidade causa para a saúde do coração. Esse novo estudo é bastante relevante e mostra que o alargamento do átrio esquerdo aumenta o risco de arritmia cardíaca e fibrilação atrial”, afirma o cirurgião especialista em obesidade, Dr. Roberto Rizzi.

“A alteração no ventrículo esquerdo faz com que o coração utilize mais força para conseguir bombear o sangue, podendo causar insuficiência cardíaca. Ou seja, é mais uma constatação de que o excesso de peso é bastante nocivo para o coração.” diz.

O estudo diz que os danos no coração, causados pela obesidade, podem ser revertidos com a perda de peso. Outro estudo, realizado pela Universidade de Medicina da Geórgia, nos Estados Unidos, avaliou os benefícios da cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução do estômago, nas disfunções cardíacas causadas pela obesidade.

Os pesquisadores avaliaram 1156 pacientes obesos mórbidos, sendo que 733 pacientes foram submetidos a cirurgia bariátrica e 423 receberam tratamento clínico da doença. A idade média dos participantes era de 43 anos e o IMC (Índice de massa corporal) era de 47,9 no grupo cirúrgico e de 45 no grupo clínico.

Após dois anos, os pacientes foram avaliados novamente e aqueles que foram submetidos à cirurgia reduziram o IMC em 15,4, enquanto o outro grupo registrou uma redução de apenas 0,03.

“A perda de peso foi associada a uma estabilização ou reversão parcial das alterações cardíacas, que eram causadas pela obesidade. Os pacientes que passaram pela cirurgia também tiveram redução na pressão arterial, colesterol ruim e melhora na resistência na insulina, controlando também o diabetes tipo II dos pacientes”, destaca Rizzi.

A dilatação do átrio esquerdo não alterou nos pacientes operados, porém continuou evoluindo nos pacientes que foram submetidos ao tratamento clínico. Nos pacientes cirúrgicos também foram constatadas melhoras no funcionamento do ventrículo esquerdo e direito. “Esse novo estudo é maior e mais detalhado que os estudos publicados anteriormente”, ressalta o presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Bruce M. Wolfe, que avaliou o resultado do estudo.

No início e no final do estudo os pacientes passaram por uma avaliação de altura, peso, frequência cardíaca, pressão arterial, glicemia, colesterol e outros fatores. Os pesquisadores também avaliaram os movimentos e a estrutura do coração dos pacientes por meio de ecocardiografia e exames de ultrasom.

A cirurgia bariátrica é recomendada quando o índice de massa corporal (IMC) é maior que 40kg/m² em pessoas com idade superior a 18 anos, seja homem ou mulher. O procedimento pode ser recomendado, ainda, se o IMC estiver entre 35kg/m² e 40kg/m² e o paciente em questão tiver diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, hérnia de disco ou outras doenças associadas à obesidade.

“A cirurgia bariátrica é a última opção para o paciente que já tentou, sem sucesso, reduzir peso por métodos tradicionais. O padrão de qualidade da cirurgia é muito alto no Brasil, temos excelentes equipes e a taxa de mortalidade é muito baixa”, ressalta o especialista.

Fonte Band

Cirurgia bariátrica sobe 275% em 7 anos

Procedimento é cada vez mais procurado por aqueles que não conseguem emagrecer / ShutterstockPessoas buscam cada vez mais ‘curar’ a obesidade; saiba os pós e contras da redução de estômago

Nos últimos sete anos, além do aumento de obesos no Brasil, houve um crescimento de 275% no número de cirurgias bariátricas - popularmente conhecidas como redução do estômago - realizadas no país. O número de procedimentos pulou de 16 mil, em 2003, para 60 mil, em 2010, de acordo com a SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

A cirurgia é indicada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 35 ou 40 ou quando há presença de outras doenças associadas à obesidade. Os benefícios são a perda de peso, remissão da diabetes e hipertensão, diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade, melhora da empregabilidade e chance de estar em um relacionamento afetivo.

Mas, nem tudo é perfeito, pois existe o risco de aparecimento de quadros psiquiátricos ou neurológicos secundários a um eventual estado de desnutrição. Eles podem ou não ser revertidos com a normalização nutricional, de acordo com o presidente da Coesas (Comissão de especialidades associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), da SBCM, e diretor de psiquiatria e transtornos alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), Adriano Segal.

Confira abaixo as respostas da SBCM sobre os mitos e verdades da cirurgia:

Em um ano de pós-operatório, o paciente normalmente engorda?Mito.
Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como adotar dieta menos calórica e mais nutritiva e praticar exercícios físicos com regularidade.

Perde-se a mais peso nos primeiros seis meses?Verdade.
A perda mais significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses. Daí a importância de o paciente ser disciplinado quanto às recomendações médicas nessa primeira etapa do pós-operatório.

Quem faz a cirurgia bariátrica fica propenso a alcoolismo, uso de drogas ou comportamento compulsivo para compras?Mito.
Não existe nenhuma evidência científica de que, no pós-operatório, o paciente tenha tendência ao alcoolismo ou ao uso de drogas. Quanto à compulsão por compras, o histórico mostra que, ao perder peso, o paciente resgata a autoestima e passa a ter prazer em adquirir roupas e outros produtos de uso pessoal. Pode-se evitar o comportamento compulsivo por meio do acompanhamento psicológico.

A mulher pode engravidar no pós-operatório? Verdade.
Após 15 meses de resguardo pós-operatório, a paciente é liberada para engravidar sem riscos. Durante esse período, em que é proibido o uso de remédios anticoncepcionais, é prudente o uso de preservativos.

Sempre é possível fazer a cirurgia via laparoscopia?Verdade.
Somente em algumas situações especiais não é possível realizar a cirurgia por essa via de acesso, como em pessoas que foram submetidas a cirurgias abdominais prévias.

A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia?Mito.
Não existe uma tendência. Se o paciente ficar deprimido, isso pode se dever a outros fatores que precisam ser investigados por psicólogo ou psiquiatra.

Há tendência à anemia no pós-operatório?Verdade.
De fato, o paciente tende à anemia, sobretudo a mulher em função da menstruação, da perda de ferro e da pouca presença de carne vermelha na dieta. O quadro de anemia pode ser revertido com a reintrodução da dieta sólida, que permite a ingestão de alimentos ricos em ferro ou, se necessário, com a utilização de suplementos vitamínicos.

Depois da operação, é comum a intolerância a leite?Mito.
Não há reações adversas ao consumo de leite e derivados, que, ao contrário, são recomendados como fonte de cálcio, sobretudo para as mulheres.

O apoio da família e à família é importante?Verdade.
Por meio da máxima informação possível e consulta psicológica, se preciso, deve-se dar toda a assistência e orientação à família do paciente. Os novos hábitos a serem adotados pelo paciente devem ser compartilhados e estimulados por todos com quem convive.

A cirurgia causa problemas renais?Mito.
Não há tendência a problemas renais.

O paciente sente muitas dores no primeiro mês do pós-operatório?Mito.
Normalmente, as dores se manifestam somente no primeiro dia, por ser necessário inflar o abdômen com gás carbônico para possibilitar a melhor manipulação dos órgãos internos por videolaparoscopia.

O paciente pode ser operado mesmo que sofra de gastrite?Verdade.
Não há restrição médica ao paciente que tem gastrite.

Depois da cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva?Mito.Nem sempre é necessário fazer cirurgia plástica após o procedimento bariátrico. Cada caso deve ser avaliado criteriosamente pela equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento.

Às vezes, durante a laparoscopia, é preciso converter a cirurgia em procedimento aberto? Verdade.
Algumas situações exigem que o cirurgião converta a videolaparoscopia em procedimento aberto. Essa decisão é baseada em segurança e só pode ser tomada durante o ato operatório.

Fonte Band

Saiba os exames essenciais para as mulheres

Os dois exames essenciais para as mulheres seria o de câncer de mama e o de colo de útero, afirma ginecologista / Shutterstock/Divulgação
Médica alerta para a frequência dos exames preventivos

Geralmente as mulheres reclamam que os maridos não se cuidam e nunca procuram um médico para ver como anda sua saúde. Mas muitas delas não reconhecem que falham também e dificilmente estão com os exames em dia.

Para tirar suas dúvidas sobre os exames essenciais que as mulheres devem fazer, o Portal da Band entrevistou a ginecologista Milca Chade. A especialista alerta que muitas doenças poderiam ser detectadas por meio de um exame de rotina.

“Os dois exames essenciais para as mulheres seriam o de câncer de mama e o de colo de útero. Claro que a mulher deve complementar com outros exames, mas para rastreamento e prevenção os dois são os principais”, afirma.

Câncer de mama

O melhor exame é a mamografia, que ajuda a diagnosticar precocemente o câncer de mama. Ele é recomendado a partir dos 40 anos, uma vez por ano.

Citologia Oncótica (Papanicolau)

Exame de prevenção para o câncer de colo de útero.  Ele é feito como parte de um exame ginecológico de rotina, onde é removido algumas células do colo do útero, as quais serão mandadas a um laboratório para serem analisadas microscopicamente.

Ele deve ser feito anualmente, assim que a mulher inicia sua atividade sexual ou a partir dos 21 anos, o que ocorrer primeiro.

Fonte Band

CRM vai investigar médica que fixou seringas em condomínio de Brasília

Após ter sido denunciada por vizinhos, ortopedista poderá ter exercício profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) anunciou nesta segunda-feira que irá apurar a ação de uma médica que fixou seringas supostamente contaminadas pelo vírus HIV na grade de casa. O fato, denunciado por moradores do condomínio RK, em Brasília, era acompanhado por um cartaz "Muro com sangue HIV positivo - não pule".

Segundo o conselho, por meio de nota, após análise do caso, "a médica poderá receber penalidade, que vai desde a advertência à cassação do exercício profissional". A profissional é ortopedista do Hospital Regional do Paranoá.

A direção do hospital afirmou que investigará se a médica se apropriou do material utilizado em seu ambiente de trabalho e, caso seja confirmado, será aberto um processo de sindicância para apurar os fatos. Os servidores não têm autorização para retirar material médico-hospitalar da unidade de saúde.

O caso
Após estar "farta" de ter sua casa assaltada, a médica decidiu colocar dezenas de seringas ao redor de sua propriedade. Ele declarou que decidiu agir assim porque se sentia desprotegida. Vizinhos da médica reagiram indignados e denunciaram o caso à polícia. Porém, ao chegar no local, a polícia disse não poder fazer nada, pois se tratava de uma propriedade privada onde não há indícios de crime.

A Associação dos Moradores, baseada nas normas municipais, pediu para a médica retirar as seringas e lhe deu um prazo de cinco dias para fazer isso, sob ameaça de multa.
Fonte IG