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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Entenda como pesadelos e sonambulismo podem se tornar transtornos mentais

Conhecidas como parassonias do sono, precisam ser diagnosticadas e tratadas

Distúrbios do sono como sonambulismo, bruxismo e pesadelos – quando se tornam frequentes - prejudicam a qualidade do descanso durante a noite. A isso se chama parassonias.

Esses distúrbios têm características diferentes, pois envolvem um dos três níveis do sono – do mais leve ao profundo.

Entenda como eles acontecem e como tratá-los com o médico especialista na medicina do sono, Pedro Rodrigues Genta. Segundo ele, pode ser necessário o uso de medicamentos controlados, em alguns casos.

Assista:


Fonte R7

Espera máxima de sete dias por consulta em plano de saúde entra em vigor em 30 dias


Novas regras da ANS foram publicadas em junho

Em 30 dias, beneficiários de planos de saúde não poderão esperar mais do que sete dias por uma consulta com especialistas das áreas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia.

Nas demais especialidades, o prazo de espera será até 14 dias. Para consultas e sessões com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas educacionais e fisioterapeutas, a espera será até dez dias.

As novas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde) foram publicadas em junho no Diário Oficial da União, por meio da Resolução Normativa nº 259. As operadoras têm 90 dias para se adequar, contados a partir da data de publicação.

Fonte R7

Pesquisa alerta para falta de diagnóstico de viroses

Hoje são conhecidos no país 210 tipos de arbovírus

Dores de cabeça, nos músculos e articulações, febre e erupções na pele não significam apenas malária ou dengue no Amazonas: há inúmeras possibilidades ainda desconhecidas da ciência. Pesquisa conduzida por cientistas da FMTM-HVD (Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado) com 631 pacientes com esses sintomas detectou que 33 tinham sido infectados por um arbovírus (vírus transmitidos por mosquitos) chamado Mayaro e outras 128 pelo vírus Oropouche. Já os 470 restantes também ficaram curados, mas nunca souberam qual doença tiveram.

A infectologista Maria Paula Mourão, uma das coordenadoras da pesquisa, afirmou:

– Temos muito mais agentes causadores de doença febril a estudar na Amazônia. Há muitos que ainda não somos capazes de diagnosticar.

Hoje são conhecidos no país 210 tipos de arbovírus, sendo que 40 provocam doenças nos homens. Desses, apenas dois arbovírus foram detectados nos pacientes estudados no Amazonas. Os outros permanecem desconhecidos. Os pesquisadores alertam que a maior parte dos casos ocorreu durante o período chuvoso na Amazônia, que ocorre de janeiro a junho.

Para a pesquisadora, a maioria dos casos de arbovírus no Amazonas não é diagnosticada, provavelmente por causa dos sintomas em geral serem leves e os pacientes se recuperarem depois de alguns dias.

– O problema é que casos mais graves podem ocorrer sem diagnóstico, especialmente por conta das longas distâncias até centros de saúde.

Dos 210 tipos de arbovírus no país, o vírus Oropouche é o segundo em número de casos e o Mayaro é o quarto em número de infectados. A dengue ainda é o principal. Desde o início deste ano, as febres por Mayaro e Oropouche foram incluídas pelo Ministério da Saúde na lista de doenças de notificação compulsória.

Fonte R7

Rio Grande do Sul é o Estado com mais obesos no país

63% da população está acima do peso no Estado

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 63% da população gaúcha está acima do peso. A cultura e a gastronomia, predominantemente alemã e italiana, contribuem para isso, segundo a pesquisa. Além da preferência pelo gorduroso churrasco.

O clima frio em boa parte do ano também pouco estimula a população a ficar na rua, contribuindo para o sedentarismo.

Saiba mais na reportagem abaixo.

Assista:


Fonte R7

Vacina contra HPV reduz riscos de câncer anal

VacinaCâncer é considerado raro e mulheres são mais propensas a sofrê-lo

Uma vacina, rotineiramente empregada na prevenção do câncer de colo do útero causado pelo papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês), também reduz os riscos de câncer anal entre as mulheres, destacou um estudo publicado na edição desta terça-feira (23) da revista científica The Lancet Oncology.

O teste foi realizado com 4.210 mulheres saudáveis com idades entre 18 e 25 anos na Costa Rica, imunizadas aleatoriamente, com a vacina Cervarix contra o HPV e uma vacina contra a hepatite para comparação.

Quatro anos depois, as mulheres foram submetidas a testes de infecção cervical e anal para os subtipos 16 e 18 do HPV, notoriamente relacionados ao câncer.

As mulheres que tomaram Cervarix demonstraram ter um risco 76% menor de desenvolver infecção cervical e 62% menor de infecção anal quando comparadas com outras que não tomaram a vacina.

A proteção foi ainda maior em um subgrupo de mulheres com mais propensão de não ter sido exposto ao HPV. Nesta categoria, a vacina demonstrou ser quase 89% protetora contra a infecção cervical para as duas cepas virais e quase 84% contra as infecções anais.

Embora o câncer anal seja raro - segundo algumas estimativas, a ocorrência é de apenas dois casos em 100 mil pessoas ao ano na população em geral -, as mulheres são duas vezes mais propensas a ter a doença do que os homens. A razão para esta incidência maior é desconhecida, embora a relação anal passiva possa ser um fator.

Uma condição denominada neoplasia cervical também pode predispor as mulheres ao risco de desenvolver infecção anal por HPV, independente de ter havido relação anal.

Na população em geral, os grupos com maior risco de desenvolver câncer anal são os homens que fazem sexo com outros homens. Entre os gays não infectados pelo HIV, a incidência é de 40 casos por 100 mil indivíduos ao ano e entre os soropositivos, de 80 por 10 mil.

Segundo uma pesquisa anterior, o HPV é a causa da maior parte dos cânceres anais. Quase quatro em cada cinco casos de câncer no ânus causados pelo HPV são provocados pelos subtipos 16 ou 18.

Em um comentário também publicado na The Lancet Oncology, os especialistas americanos Diane Harper e Stephen Vierthaler, da Escola de Medicina da Universidade do Missouri-Kansas City, afirmaram que o custo-benefício da vacina de HPV contra o câncer anal é nebuloso.

A grande pergunta é por quanto tempo a vacina se mantém eficaz, afirmaram.

- Sem duração de eficácia de pelo menos 15 anos, não se evitará, apenas se adiará o câncer em mulheres ou homens que fazem sexo com outros homens.

- Faltam testes de eficácia e a incidência do câncer anal é rara. Vamos usar nossos recursos sabiamente.

Fonte R7