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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Portugal: Acordos na radiologia custam 140 milhões

O Estado gasta, anualmente, 140 milhões de euros em serviços convencionados de radiologia. Para reduzir em 12,5 por cento esta despesa, entra em vigor, já no dia 1 de Setembro, uma nova tabela de preços nos exames radiológicos, que aumenta em dez por cento o valor dos exames de raio-X. Desta forma, uma mamografia vai passar a custar cerca de vinte euros, uma radiografia à anca ascende aos quatro euros e um raio-X ao crânio supera os cinco euros.

"Trata-se de uma alteração da relação contratual entre o Ministério da Saúde e os prestadores convencionados", explicou ao CM Alexandre Lourenço, director coordenador da Unidade Operacional de Financiamento e Contratualização da Administração Central do Sistema de Saúde, sublinhando que os aumentos não implicam mais encargos para o utente. "Trata-se de um ajustamento de preços que não eram actualizados há cerca de 20 anos, não reflectindo os custos reais da produção e do aumento da eficiência das entidades prestadoras ", referiu.

Paralelamente, desce o valor convencionado das ecografias e tomografias axiais computadorizadas (TAC), exames mais complexos e mais frequentemente utilizados. A realização destes exames custa ao Estado 78 milhões de euros/ano, o que representa mais de metade (53,2 por cento) dos encargos do Serviço Nacional de Saúde com os convencionados na área da radiologia.

HOSPITAIS EVITAM PRIVADOS
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde são obrigados, desde a passada sexta-feira, a garantir a realização dos exames médicos e análises clínicas e a evitar o recurso às convenções, ou seja, às entidades com acordos com as Administrações Regionais de Saúde.

A medida foi acordada com a troika e provocou algumas críticas dos profissionais de saúde. Pilar Vicente, da Federação Nacional dos Médicos, acredita que "os hospitais nem sempre vão ter capacidade de dar uma resposta pronta", apesar de a FNAM defender a rentabilização dos recursos públicos.

O despacho determina que os hospitais públicos apenas podem recorrer a entidades externas especializadas do sector público e que serão pagos pela tabela de preços do sector convencionado, no caso de não terem capacidade para a sua realização. 

MAIS AJUSTE DE PREÇOS EM OUTRAS ÁREAS
O director coordenador da Unidade Operacional de Financiamento e Contratualização da Administração Central do Sistema de Saúde, Alexandre Lourenço, promete para breve o ajustamento de outras áreas da saúde. Numa das últimas revisões efectuadas pelo Ministério da Saúde, no início de 2011, recorde-se, foram aumentados os preços de algumas vacinas contra doenças tropicais, como a febre-amarela e a febre tifóide.

Algumas passaram de 15 cêntimos para 100 euros, o que levou um elevado número de viajantes a deixar de tomar as vacinas. O actual Governo voltou a mexer nesta tabela e acabou por baixar o preço das vacinas. Os novos valores variam entre os 15 e os 20 euros.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Benavente: Utentes unidos em defesa de consultas de especialidade na Misericórdia

A comissão de utentes de Benavente anunciou hoje que vai realizar, na terça-feira, uma concentração junto à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) em defesa da realização de consultas de especialidade na Misericórdia local.

“Vamos entregar uma primeira tranche com cerca de mil assinaturas para mostrar que não abdicamos de um direito e não aceitamos este tratamento discriminatório”, afirmou hoje à Lusa o porta-voz da comissão de utentes, Domingos David.

Os utentes estão impedidos, desde o dia 01 de julho, de usufruir das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no recurso às consultas da especialidade, exames e tratamentos na Santa Casa da Misericórdia de Benavente, apesar do acordo assinado em março entre a instituição e a ARS-LVT.

O problema é motivado por um procedimento administrativo que obriga os médicos a encaminharem os utentes do concelho de Benavente para o hospital de Vila Franca de Xira ou para hospitais de Lisboa quando necessitam de consultas de especialidade, exames ou tratamentos, ao contrário dos utentes dos concelhos vizinhos.

Uma reunião recente entre a direção da Misericórdia e a ARS conduziu ao desbloqueamento das consultas de dermatologia e fisioterapia, mas os utentes do concelho de Benavente reclamam a disponibilização de todas as especialidades que estavam estipuladas no acordo anteriormente assinado entre as duas entidades.

“O Presidente da República e o primeiro-ministro têm afirmado que uma medicina de proximidade passa por colocar as misericórdias ao serviço das populações”, frisou o porta-voz da comissão para reclamar: “só pedimos é que ajudem a resolver este problema que só vem onerar o SNS”.

Segundo Domingos David, “já há pessoas que deviam estar em tratamentos, mas como não têm dinheiro para se deslocar, estão a abdicar de um direito”.

A comissão de utentes assegura “não parar, enquanto o problema não for resolvido”.

Fonte Destak

Portugal: Indisponibilidade de centros de saúde prejudica rastreio ao cancro do colo do útero

A indisponibilidade dos maiores centros de saúde dos Açores para realizar citologias ginecológicas está a afetar a eficácia do programa de rastreio do cancro do colo do útero, alertou hoje Raul Rego, diretor do Centro de Oncologia dos Açores.
“Nos maiores centros de saúde dos Açores, nomeadamente Ponta Delgada, Ribeira Grande e Angra do Heroísmo, a situação não está a correr bem", afirmou Raul Rego, acrescentando que, pelo contrário, "na Praia da Vitória e na ilha do Pico está a correr muito bem e nos outros concelhos das restantes ilhas está a correr assim-assim”.

O responsável pelo Centro de Oncologia dos Açores frisou que, nos primeiros 14 meses deste programa, deveriam estar rastreadas 15 mil mulheres, com idades entre 25 e 64 anos, e apenas estão cerca de 9 mil, ou seja, menos 6 mil do que o previsto.

“Isto depende muito da força de vontade dos conselhos de administração e do desempenho dos profissionais, sobretudo dos profissionais médicos. Claro que há carência de profissionais médicos, sobretudo de médicos de família, e isso é uma limitação, mas também deveria haver um maior empenho de todas as partes”, afirmou.

A incidência de cancro do colo do útero é inferior nos Açores ao do cancro da mama, mas regista todos os anos 15 a 20 novos casos e cinco ou seis mortes, tendo Raúl Rego salientado que o rastreio vai além da deteção de casos de cancro.

“Cerca de 22 por cento dos casos das mulheres rastreadas são alvo de uma recomendação ao respetivo médico assistente, o que também é um ganho do ponto de vista da saúde”, frisou.

O responsável pelo Centro de Oncologia dos Açores assegurou que vai “reforçar as diligências junto dos centro de saúde para que aumentem o seu empenho”, numa altura em que faltam cerca de dois anos para terminar a primeira volta do programa de rastreio do cancro do colo do útero.

Fonte Destak

Portugal: Direcção-Geral assegura continuidade da Linha Saúde 24

A Direção-Geral de Saúde (DGS) decidiu fazer uma adenda ao contrato com a empresa que gere a Linha Saúde 24, cujo prazo termina quinta-feira, garantindo que o serviço prestado aos utentes não será interrompido.
O director-geral de saúde assegurou que “o serviço público prestado pela Linha Saúde 24 não vai ser interrompido”, uma vez que se decidiu "fazer uma adenda ao contrato" com a Linha Cuidados de Saúde (LCS).

Francisco George explicou que "foi feita uma avaliação à produção e à satisfação dos utentes e todos os indicadores revelaram o sentido de oportunidade da continuação da Linha Saúde 24”.

Feita a adenda, "a partir do dia 25 [quinta-feira] começa-se a preparar o concurso público" para encontrar uma solução a longo prazo.

Ainda relativamente à adenda, Francisco George revelou também que “permite que o Estado reduza em 10% os encargos que tem, sem beliscar a qualidade” do serviço prestado.

Fonte Destak

Portugal: Momografia posta em causa

As mamografias não são necessariamente método de prevenção do cancro da mama. A conclusão é de um estudo feito em seis países da União Europeia, e publicado no ‘British Medical Journal’.

Diz também o estudo levado a cabo na República da Irlanda, Irlanda do Norte, Bélgica, Holanda, Reino Unido e Suécia que a maior taxa de mortalidade causada pelo cancro da mama verifica-se em mulheres com mais de 50 anos e que nunca tinham realizado este tipo de exames.

Fonte Destak