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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cabo de tesoura de poda perfura crânio de homem nos EUA

Um homem do Arizona de 86 anos teve o crânio perfurado pelo cabo de uma tesoura de poda em um acidente de jardinagem. Segundo seus médicos, ele deve se recuperar e não terá a visão comprometida.

Reuters
Raio-x mostra imagem do crânio do norte-americano perfurado pela tesoura de poda
Raio-x mostra imagem do crânio do norte-americano perfurado pela tesoura de poda

Enquanto trabalhava em seu jardim no dia 30 de julho, Leroy Luetscher deixou a ferramenta cair, declarou o Centro Médico da Universidade de Tucson em comunicado à imprensa.

A tesoura caiu apontada para baixo. Quando Luetscher se abaixou para pegá-la, perdeu o equilíbrio e caiu virado para baixo sobre o cabo, que perfurou sua órbita ocular e desceu para dentro de seu pescoço.

O homem foi levado de ambulância ao hospital, onde uma equipe de cirurgiões removeu a ferramenta, reconstruiu a cavidade ocular com uma malha de metal e salvou o olho.

Uma fotografia de raio-X divulgado pelo Centro Médico mostra a imagem da sombra da tesoura embutida no crânio com a lâmina encostada na testa.

"Só queria saber como o cabo da tesoura chegou lá. A alça estava sobre a artéria carótida externa no pescoço", disse Lynn Polonski, professor de oftalmologia.

O que restou do acidente foi um ligeiro inchaço das pálpebras superiores e inferiores e visão dupla no olho afetado, disse a universidade em comunicado.

Fonte Folhaonline

Veja o calendário da prova de revalidação de diplomas do exterior

Provas teóricas (objetivas e discursivas) serão aplicadas no dia 11 de setembro. No caso da prova de habilidades clínicas, agendada para 1º de outubro, a aplicação será feita em 15 de outubro

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira, (26), que as datas para aplicação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) – destinado a profissionais de saúde com formação no exterior – foram alteradas.

As provas teóricas (objetivas e discursivas) serão aplicadas no dia 11 de setembro. No caso da prova de habilidades clínicas, agendada para 1º de outubro, a aplicação será feita em 15 de outubro.

De acordo com a pasta, o exame será conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em colaboração com a Subcomissão de Revalidação de Diplomas Médicos, formada por representantes dos ministérios da Saúde, da Educação e das Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Fonte SaudeWeb

TI: Automação melhora a assistência à saúde em laboratórios inteligentes

Da entrada do paciente à liberação do laudo, saiba como a tecnologia padroniza processos e diminui erros

O cenário futurista com robôs separando tubos com material de exames faz parte da imaginação fértil apenas de quem desconhece o grau de automação atrás das portas dos laboratórios. Além das transformações do espaço de trabalho, os modelos padronizam processos e consequentemente diminuem erros na medicina laboratorial. Outros pontos importantes são o aumento de produtividade por redução nos desperdícios, menor consumo de recursos e melhoria da eficiência.

De acordo com os especialistas consultados pela revista FH, a automação é adequada para pequenos e grandes laboratórios. Nas últimas décadas, o processo cresceu tornando possível certo grau de automação em todas as fases laboratoriais: pré-analítica, analítica e pós-analítica.

Na primeira fase, por exemplo, que envolve coleta, manipulação, processamento e entrega das amostras aos analisadores, embora pareça a mais fácil, é onde ocorre mais de 65% dos erros em laboratórios, segundo o consultor da Formato Clínico, Gustavo Campana. Aqui, além de toda informação automatizada, é possível automatizar a gestão do processo com o material.

As inovações tecnológicas necessitam de soluções abrangentes (LIS/LAS, middleware, sistemas de interfaceamento) e equipes preparadas para manter e implantar os recursos. Entre os sistemas, destaca-se o Laboratory Information Systems (LIS) que gerencia desde a entrada do paciente até a liberação do laudo. Alguns mais completos, além da rotina de call center e logística, dispõem de recursos de gestão mais elaborados, como Business Intelligence.

Integração
Para entender como a solução funciona e suas possibilidades, o diretor técnico da Matrix Saúde, Renato Casella, lembra do período em que os desenvolvedores de LIS precisaram prover soluções de integração de seus sistemas aos equipamentos de automação laboratorial. “Dessa forma, nasceram empresas especializadas na solução, com sistemas que variavam de simples drivers de comunicação até middlewares completos”.

O middleware é uma evolução dos sistemas de interfaceamento, pois são capazes de gerenciar o controle interno de qualidade de forma integrada.

O Laboratory Automation System (LAS) nasceu como software para gerenciar a automação total. Mas há uma tendência de o LIS absorver esta função, segundo Gustavo Campana. O tipo de automação depende do modelo de negócio do laboratório, assim, é necessário realizar uma análise para identificar suas necessidades estratégicas.

No Brasil não há exemplos de automação total. O consultor explica que isto está relacionado com o perfil de exames. “O médico pede os exames que quer. Na Europa, onde se usa muito a automação total, o médico coloca sua hipótese diagnóstica e o laboratório faz os testes reflexos até chegar ao diagnóstico”.

Entre os modelos de automação, podemos destacar o modular, com dois padrões importantes: modularidade, capaz de integrar diferentes fases da automação e integração, e de acoplar perfis diferentes num equipamento. Outro tipo é o Task Target Automation (TTA) que é direcionado a processos. A automação é muito usada na fase pré-analítica em que distribui uma amostra baseada no processo pelo qual deve passar. “É bastante utilizada nos chamados laboratório de apoio”, explica Campana.

Ainda há outro modelo fundamental, o Stand Alone Automation (SAA). Ao invés de uma esteira integrando os equipamentos, por exemplo, há um equipamento automatizado. “Isto permite que o laboratório de pequeno porte tenha uma automação”.

Produtivos e eficientes
O aumento no número de exames realizados hoje mostra que o avanço da automação, dos equipamentos e da sua integração permite laboratórios mais produtivos.

A Dasa espera realizar 175 milhões de exames neste ano. “Nossos laboratórios foram projetados no passado para um teto de produção de exames e hoje com os processos de automação e a própria evolução dos equipamentos é possível produzir muito mais exames em áreas que tinham sido planejadas para uma produção menor”, diz o diretor de análises clínicas da Dasa, Claudio Pereira.

A redução no tempo de resposta do laboratório também é fundamental na qualidade assistencial. “O meio hospitalar é um dos lugares em que dá mais prazer ver a automação funcionando, pois você consegue de fato reduzir os tempos e as condutas”, ressalta Renato Casella.

Esta diminuição é mais um avanço que vai ao encontro de tendências atuais da área da saúde. Hoje o Turnaround Time (TAT), que é o tempo de entrada no laboratório até o tempo de liberação do laudo, é uma questão fundamental para a área. “Às vezes no processo manual o mesmo exame ou fica pronto muito rápido ou demora muito.

Quando há a automação, o TAT fica previsível, com desvio do padrão muito menor’, diz Pereira da Dasa. Também é possível ajustar, segundo ele, o TAT para ser mais rápido ou no tempo em que o cliente demanda. “Eu posso também ampliar a capacidade, porque quando integro os equipamentos num processo de automação, em geral, consigo utilizar mais os equipamentos do que quando estão sendo alimentados manualmente”.

Área financeira
Além do controle dos processos, é possível obter indicadores de forma automatizada para o controle da área econômica financeira da instituição. Segundo Genilson Simões Cavalcante, diretor da MV, com o controle dessas ações é possível criar uma base de dados que gerem informações para a área estratégica do negócio e medir com exatidão as demandas. “Posso gerar todos os indicadores necessários para o processo como um todo. Posso ter indicadores de interesses clínicos, financeiros, epidemiológicos, de tempo entre outros”, diz ele.

Fonte SaudeWeb

Um paciente que é uma celebridade!

Ser um profissional reconhecido por sua conduta médica, por suas habilidades cirúrgicas, por sua excelente capacidade de diagnosticar apropriadamente é muito diferente de ser um “médico de celebridades”

Tenho uma dificuldade pessoal com a palavra celebridade. É que até hoje, não consegui encontrar uma definição que se preste a retratar o que penso sobre o tema. Este artigo é um novo esforço neste sentido, pois na minha área de atuação, marketing e comunicação em Saúde, celebridades significam problemas…

Uma celebridade é geralmente alguém que é famoso ou reconhecido por um grande número de pessoas em uma sociedade ou cultura. Numa sociedade midiática, a fama é normalmente gerada pela imprensa, no entanto, às vezes, as pessoas podem se tornar celebridades, mesmo não estando na mídia.

O século 21 vive um “boom de celebridades”. Como resposta a esta “demanda social” também tem havido um aumento dos jornalistas “especializados em celebridades”, de tablóides, de paparazzis e de blogueiros, que tornam-se celebridades (é um círculo virtuoso). A tecnologia favorece e fomenta este comportamento. Hoje, podemos ver fotos e ler notícias sobre celebridades em uma ampla variedade de mídias diferentes, até mesmo sem querer…

Com este cenário armado, é compreensível o meu nível de estresse e preocupação ao saber que um dos meus clientes está atendendo uma celebridade. A orientação profissional, nestes casos, segue a regulamentação de publicidade médica e reforça os princípios do Código de Ética Médica .

É preciso entender que…
Celebridade é também paciente, e por isto tem o direito de ser atendido como uma pessoa comum, que têm sua privacidade resguardada. Assim sendo, é obrigação do médico e de todo o corpo clínico do estabelecimento de saúde, bem como dos demais profissionais que trabalham na clínica (recepcionistas, copeiras, manobristas…), zelar pelo atendimento prestado a este paciente.

Diante de uma celebridade que está doente, ou seja, de um paciente, é proibida a exposição pública da enfermidade e dos procedimentos médicos realizados; é imperdoável o vazamento de tais informações para a imprensa; é inaceitável a solicitação de fotos e autógrafos num leito hospitalar; é desumano se aproveitar deste fato para obter uma vantagem comercial.

O “selo de médico ou médica das celebridades” é um mau negócio no marketing em saúde. Este tipo de reconhecimento por parte do público, geralmente, indica que alguém falou demais e descumpriu todos os parâmetros éticos e médicos ao realizar o atendimento destes pacientes.

No futuro, “o selo” pode afastar novas celebridades e pacientes comuns da clínica, que zelam pela sua privacidade. Ninguém, em sã consciência, deseja abrir um site na Internet e se deparar com a notícia de que no dia tal, horário tal, ele esteve na clínica tal e retirou uma verruga do nariz. Isto se aplica a todas as demais moléstias, inclusive às mais graves, como o câncer.

Em alguns casos…
Quando o assunto é um paciente que é uma celebridade, há outra situação muito comum também que me tira do sério: a solicitação de permutas. Geralmente, a celebridade ou o assessor da celebridade entra em contato com a clínica e solicita a prestação de um serviço médico, oferecendo como contrapartida o seu “poder de divulgação do médico”.

Este acordo não é ético, não é apropriado, é um péssimo negócio em termos de imagens. Quantos peelings valem uma menção na imprensa? Quantas aplicações de botox valem uma foto com a personalidade na revista tal? Quantas entrevistas valem o risco de fazer uma cirurgia plástica ou outro procedimento mais complexo? O risco inerente associado a qualquer procedimento médico não vale nenhuma associação comercial ou algum tipo de escambo.

É completamente inadmissível que um profissional experiente, com anos de estudo se submeta a um acordo espúrio como este. Ao concordar com uma permuta de seus serviços, o médico se arrisca a perder muito mais do que a celebridade. Ele se arrisca a jogar no lixo anos de estudo e a ver escoar pelo ralo sua imagem e reputação, caso a celebridade fique insatisfeita com o ato médico.

Ser um profissional reconhecido por sua conduta médica, por suas habilidades cirúrgicas, por sua excelente capacidade de diagnosticar apropriadamente é muito diferente de ser um “médico de celebridades”. A linha de comunicação e marketing e principalmente, a filosofia de vida, são outras.

*Márcia Wirth é jornalista, consultora de comunicação em Marketing de Saúde.

Fonte saudeWeb

Players de outros países analisam a saúde no Brasil

Segundo o diretor médico da Bupa Latin América, Eddie Sollier, esse é o momento do País expandir a sua atuação no tratamento de pacientes estrangeiros

Mais do que um mercado em ascensão, o Brasil tem sido visto como um parceiro para o turismo de saúde. Esse é o posicionamento do diretor médico da Bupa Latin América, Eddie Sollier.

Segundo Sollier, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Brasil tem uma grande oportunidade de expandir a sua atuação no tratamento de pacientes estrangeiros. “É uma boa ocasião para as operadoras garantirem a saúde dos turistas”.

Em sua participação do 2º Medical Travel Meeting Brazil, realizado nesta segunda-feira, (29), em São Paulo, Sollier explicou que o Brasil possui muitas instituições de excelência com potencial para oferecer atendimento de qualidade.

Muitos de nossos clientes moram no Brasil e, quando necessitam de atendimento, são tratados no País, pois possui uma estrutura adequada, destacou. “Existe também o fato de que, dependendo do quadro em que o beneficiário se encontra, é um fator de risco transportá-lo para outro local”.

Além disso, o diretor médico da Bupa Latin América ressaltou que muitos médicos brasileiros estudaram em instituições conceituadas no exterior e isso seria mais uma característica capaz de agregar boas referências à medicina brasileira. “Quando os pacientes procuram uma segunda opinião sobre a medicina brasileira sempre recebem uma opinião positiva quanto ao diagnóstico.

No entanto, o palestrante destacou que um dos problemas que os pacientes estrangeiros encontram no País está ligado à burocracia dos procedimentos e o acúmulo de papel. “As ações de marketing que visam a divulgação do turismo de saúde no Brasil também precisam ser melhoradas para que os pacientes conheçam a conduta realizada aqui”.

Por último, Sollier destacou que o Brasil precisa investir mais no público de alto poder aquisitivo. “Com o envelhecimento da população, as pessoas estão procurando qualidade e aceitam investir na saúde para ter um bom atendimento.

Saúde no Canadá
No intuito de abordar as questões que norteiam a saúde no Canadá e discutir possíveis parcerias em saúde, o evento contou com a presença do representando da Universidade MCGill, no Canadá, Robert Babczal

Segundo Babczal, o Canadá investe U$S182 bilhões de dólares por ano em saúde possui um modelo de Sistema de Saúde Universal, possibilitando que esteja na ponta da evolução em saúde.

No entanto, assim como em todos os países, também apresenta falhas em seu sistema.“O tempo de espera em hospitais e filas para fazer exames no Canadá está além do estimado”.

Babczal disse que o País está avaliando o que pode ser incluído no atendimento da população. “Com a evolução médicas estamos pensando em como aprimorarmos assuntos como TI, internet, prontuários eletrônicos, oportunidades e riscos e diminuição do número de especialistas”.

Mercado latino americano
Para representar a medicina argentina e as oportunidades no mercado , o encontro contou com a participação do representante da Clínica Fleni, da Argentina, Juan Ithurelda.

Ithurelda contou que em nível global o turismo médico gera $60 milhões de dólares por ano. E chamou atenção para o fato de que um turista com finalidades médicas gasta 10 vezes mais que um turista convencional.

A partir desta premissa, Ithurelda explicou que a Argentina é considerada um potencial País para desenvolvimento do turismo médico. “Possuímos centros de qualidade, profissionais com boa formação e nosso turismo é atrativo aos estrangeiros”.

A maior busca pelos recursos de saúde argentinos são pacientes que procuram cirurgias estéticas e procedimentos odontológicos ou oftalmológicos. E, em menor escala, neurocirurgias, cirurgias cardiológicas e reabilitação em fase avançada.

O representante da Fleni avaliou que o sucesso do Turismo Médico está vinculado à capacidade das instituições de avaliar e selecionar pacientes estrangeiros a quem possam oferecer serviços de qualidade.

“Deve-se levar em consideração sua capacidade de oferecer a solução adequada vinculada ao destino turístico escolhido”.

Necessidades da Angola
A exposição do mercado da saúde na Angola foi feita pelo oncologista do Centro Nacional de Oncologia da Angola, Fernando Miguel.

Em sua participação, Miguel disse que o Brasil e a Angola são países irmão devido as suas semelhanças culturais e colonizadoras. E contou que, assim como o Brasil possui o Sistema Único de Saúde a Angola trabalha a saúde com o Sistema Nacional de Saúde.

Por ser uma nação subdesenvolvida, Miguel disse que a Angola ainda apresenta muitos problemas de ordem da saúde pública. “Uma das principais carências da Angola são os problemas com doenças infecto contagiosas”.

No entanto, o oncologista conta que, nos últimos 10 anos, doenças começou a haver um equilíbrio desse quadro com as doenças crônicas não transmissíveis.

Diante dessa realidade, Miguel explicou que a Angola tem como objetivo estabelecer parcerias para tratar doenças crônicas não transmissíveis com o mercado brasileiro.

Fonte Saudeweb