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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fiocruz suspende compra de software sem licitação para o SUS

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) suspendeu ontem (31) a compra sem licitação de um software, no valor de R$ 364 milhões, de um sistema de dados da empresa portuguesa Alert, visando à informatização do Sistema Único de Saúde (SUS).

O contrato, que previa a transferência de tecnologia, visava a integrar dados da rede pública de saúde e criar prontuários eletrônicos para os pacientes do SUS, que poderiam ser acessados pela internet. Segundo a assessoria da Fiocruz, a suspensão foi uma medida preventiva para que, em um prazo de até 120 dias, a auditoria interna do órgão conclua análise do processo de licitação para a compra do software.

A suspensão da compra será publicada na edição do Diário Oficial da União de hoje (1°).

A assessoria da Fiocruz informou que o contrato inicial seria no valor de R$ 155 milhões, podendo chegar aos R$ 364 milhões nos próximos cinco anos, dependendo de uma série de fatores contratuais.

O contrato com a empresa de informática portuguesa foi publicado na edição do Diário Oficial da União do último dia 8. A medida gerou um documento, elaborado pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), com um pedido público de esclarecimentos técnicos à Fiocruz e ao Ministério da Saúde, por se tratar da aquisição de elevado valor financeiro, de uma solução para o Sistema Único de Saúde, com recursos públicos, por meio de dispensa de licitação.

Fonte Agência Brasil

Aterosclerose

Definição

Aterosclerose é uma condição na qual há o acúmulo de material gorduroso nas paredes das artérias. Esse material gorduroso engrossa, endurece (forma depósitos de cálcio) e eventualmente pode bloquear as artérias.

A aterosclerose é um tipo de arteriosclerose. Os dois termos frequentemente são usados com o mesmo significado.

Nomes alternativos


Arteriosclerose; endurecimento das artérias; acúmulo de placas - artérias

Causas, incidência e fatores de risco

A aterosclerose é um distúrbio comum que afeta especificamente as artérias médias e grandes. Ela ocorre quando gordura, colesterol e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias e formam estruturas duras chamadas placas.


Foto: ADAM
Aterosclerose


Eventualmente, as placas podem deixar as artérias estreitas e menos flexíveis, dificultando o fluxo de sangue. Se as artérias coronárias se estreitarem, o fluxo de sangue para o coração pode ficar mais lento ou parar. Isso pode causar dor no peito (angina estável), deficiência respiratória, ataque cardíaco e outros sintomas.
Pedaços de placa podem se desprender e mover pela artéria afetada para vasos sanguíneos menores, bloqueando-os e causando dano ou morte do tecido (embolização). Esta é uma causa comum de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral. Os coágulos de sangue também podem se formar ao redor de uma laceração (fissura) na placa, gerando um bloqueio do fluxo sanguíneo.
Se o coágulo se mover para uma artéria no coração, nos pulmões ou no cérebro, ele pode causar acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou embolia pulmonar. Em alguns casos, a placa aterosclerótica está associada a um enfraquecimento da parede de uma artéria, levando a um aneurisma.
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Foto: ADAM
Produtores de colesterol


Os fatores de risco da aterosclerose incluem:

Sintomas

Geralmente, os sintomas não aparecem até o fluxo de sangue ficar restrito ou bloqueado.
Consulte a condição específica para obter mais detalhes sobre os sintomas:

Exames e testes

Um médico realizará um exame físico e auscultará o coração e os pulmões com um estetoscópio. A aterosclerose pode criar um som sibilante ou de sopro ("bruit") em uma artéria.


Foto: ADAM
Processo de desenvolvimento de aterosclerose


Os testes que podem ser usados para diagnosticar aterosclerose ou suas complicações incluem:
  • Índice tornozelo-braquial (ITB)
  • Arteriografia aórtica (angiografia aórtica)
  • Arteriografia
  • Teste de esforço cardíaco
  • Duplex de carótida
  • Angiografia das artérias coronárias
  • Arteriografia da extremidade
  • Ultrassom intravascular (USIV)
  • Arteriografia por ressonância magnética (ARM)
  • Arteriografia mesentérica
  • Angiografia pulmonar
  • Arteriografia renal

Tratamento

Para ajudar a prevenir a aterosclerose ou suas complicações faça as seguintes mudanças no estilo de vida:
  • Evite comidas gordurosas. Ingira refeições bem balanceadas com baixo teor de gordura e colesterol. Inclua várias porções diárias de frutas e verduras. Adicionar peixe à sua dieta pelo menos duas vezes por semana pode ser útil. No entanto, não coma peixe frito.
  • Não beba mais que uma ou duas doses de bebida alcoólica por dia.
  • Faça exercícios físicos regulares por 30 minutos diariamente se você não tiver excesso de peso e por 60 a 90 minutos por dia se você tiver excesso de peso.
Verifique sua pressão arterial a cada 1 ou 2 anos, especialmente se houver casos de hipertensão em sua família. Verifique sua pressão arterial com mais frequência se tiver pressão arterial alta, doença cardíaca ou se tiver tido um derrame.


Foto: ADAM
Prevenção de doença cardíaca


Converse com seu médico sobre a frequência com que você deve verificar sua pressão. As recomendações específicas dependem da sua idade e das leituras de pressão arterial.
  • Todos deveriam manter a pressão arterial abaixo de 140/90 mmHg
  • Se você tem diabetes, doença renal ou teve um derrame ou ataque cardíaco, sua pressão arterial provavelmente deve estar abaixo de 130/80 mm/Hg. Pergunte a seu médico como deveria estar a sua pressão arterial.
Verifique seu colesterol e faça tratamento se ele estiver alto. Adultos devem verificar seu colesterol a cada 5 anos.
Seu médico pode indicar ácido acetilsalicílico ou outro medicamento chamado clopidogrel para ajudar a impedir que coágulos de sangue se formem em suas artérias. Esses medicamentos são chamados de drogas antiplaquetárias. NÃO tome aspirina sem primeiro consultar seu médico.
Converse com seu médico sobre a segurança da terapia de reposição hormonal na menopausa.
As diretrizes não recomendam mais o uso de vitaminas E ou C, antioxidantes ou ácido fólico para prevenir a doença cardíaca.
Várias cirurgias são realizadas para ajudar a prevenir as complicações da aterosclerose. Algumas delas são:
  • Angioplastia e stent - coração - descarga
  • Angioplastia e substituição de stent - artérias periféricas
  • Reparo de aneurisma da aorta abdominal - aberto
  • Cirurgia de bypass da artéria coronária
  • Cirurgia da artéria carótida
  • Cirurgia cardíaca minimamente invasiva

Evolução (prognóstico)

Todos começam a desenvolver alguma quantidade de aterosclerose à medida que envelhecem. Em algumas pessoas, a condição pode causar complicações como um ataque cardíaco.

Ligando para o médico

Marque uma consulta com seu médico se estiver em risco de ter aterosclerose, especialmente se você tiver sintomas.
Fale com seu médico antes de iniciar um novo plano de exercícios, especialmente se você já foi diagnosticado com doença cardíaca coronária ou já teve um ataque cardíaco.

Referências

Fuster V. Atherosclerosis, thrombosis, and vascular biology. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007: chap 69.
A doença cardíaca pode ser prevenida por dieta saudável recomendada, exercícios regulares e a interrupção do hábito de fumar, se for o caso. Siga as recomendações de seu médico para tratamento e prevenção de doença cardíaca. 

Fonte IG

Queda brusca na temperatura eleva em 95% internações hospitalares

“Meteorologista da saúde” calcula impactos do clima. Idosos e crianças são maiores vítimas

A mudança brusca na temperatura acarreta prejuízos diretos aos hospitais. Micheline Coelho, meteorologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu uma ferramenta capaz de mensurar esse estrago: quando, no intervalo de 24 horas, os termômetros despencam 15 graus – de 25ºC para 15ºC, por exemplo – há um aumento de 95% nas internações por asma em São Paulo e 99% no Rio de Janeiro.

Para chegar ao modelo matemático que contabiliza o aumento do número de pacientes com crises respiratórias graves, Micheline analisou por mais de dois anos os registros diários do banco do Ministério da Saúde, chamado de DATASUS, e cruzou-os com as informações sobre o clima. A fórmula hoje é utilizada no Laboratório de Estudos da Poluição da USP e serve de base para várias pesquisas sobre aquecimento global e poluentes.

Segundo a pesquisadora, o modelo da "meteorologia da saúde" abrange apenas uma pequena parte dos danos provocados. “Apesar do aumento importante registrado nos três dias seguintes à alteração climática, apenas os casos que exigem internação são contabilizados”, pondera.

 “Ficam de fora as pessoas que vão ao pronto-socorro, fazem inalação e voltam para casa, por exemplo. Também não há estatísticas de quem apenas passa pela consulta médica”, informa Micheline.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, as informações de saúde sobre queda brusca de temperatura foram calculadas para Brasília (aumento de 85% nas internações por asma), Porto Alegre (acréscimo de 86%) e Florianópolis (85%).

Adaptação
O patologista Paulo Saldiva, pesquisador de Harvard, diretor do Laboratório de Poluição da USP e um dos principais médicos mundiais na área de clima e saúde, afirma que as crianças e os idosos são as principais vítimas das reviravoltas no tempo.

“São os pacientes que mais sofrem para se adaptar às condições climáticas abruptas. O organismo de todas as pessoas é acostumado a ficar em uma zona de conforto de temperatura. Existe um centro termorregulador que faz os ajustes necessários quando há alterações”, explica Saldiva.

“As crianças não têm o sistema imunológico muito desenvolvido para lidar com estes extremos de calor e frio. Já os idosos, perderam um pouco da capacidade de adaptação às novas condições. Por isso, sofrem mais.”

As ondas repentinas de frio e calor são ainda mais nocivas quando acompanhadas de excesso de poluentes ou de baixa umidade relativa do ar, características das grandes cidades. Quando o registro meteorológico fica abaixo dos 17 graus e, atrelado a isso, há alta concentração de ozônio, as internações hospitalares dão um salto de 76%. Sem a presença do gás tóxico em excesso, a ampliação é de 33%.

Outras áreas da medicina também já colecionam evidências sobre os efeitos ruins da poluição. Infertilidade,infarto e depressão são só algumas doenças associadas ao fenômeno, agravadas ainda mais em dias frios.

Pequenos pulmões
No grupo de risco mais vulnerável aos dias frios estão também os bebês prematuros. Para proteger os pulmões das infecções respiratórias graves, a Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) elaborou um calendário especial de vacinas para as crianças nascidas antes do tempo (veja aqui).

A chegada de uma massa de ar polar em São Paulo nesta quarta-feira (31/08) fez a Sociedade emitir um comunicado de alerta sobre a importância das doses para estes recém-nascidos. A iniciativa, justifica a Sbim, quer “levar a mensagem de conscientização e alerta aos médicos, pais, cuidadores de bebês e a população em geral para que um maior número de prematuros seja imunizado durante o período entre abril e setembro, época de maior circulação dos vírus, em especial, o VSR (Vírus Sincicial Respiratório)”.

Dicas para enfrentar mudanças bruscas no tempo
 - Beba muita água, já que a hidratação reforça o sistema de defesa do corpo

- Higienize bem os cobertores e blusas antes de usar, pois guardados eles cumulam ácaros e outros agentes infecciosos e alergênicos

- Alimente-se bem, de preferência a cada três horas- Atenção aos exercícios feitos ao ar livre, já que o corpo não está pronto para mais uma mudança brusca de temperatura

Fonte IG

Azeite de oliva e frutas secas diminuem lesões no coração

Pesquisa mostra que dieta mediterrânea reverte arterioesclerose em um ano


Uma dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem e com frutas secas pode reverter a aterosclerose nas artérias carotídeas em um ano, segundo teste da Universidade de Navarra (Espanha) e outros 19 centros espanhóis, com 187 voluntários.

O catedrático Miguel Angel Martinez Gonzalez, que dirige o departamento de Medicina Preventiva desta universidade, responsável pelo estudo, considera que a dieta é capaz de conseguir em um ano o que não se consegue com remédios em dois anos, informou nesta quarta-feira o centro acadêmico em comunicado.

Os participantes da experiência, maiores de 55 anos e com alto risco cardiovascular, se dividiram em três grupos aleatórios, dois dos quais receberam instruções detalhadas dos nutricionistas sobre como seguir a dieta mediterrânea adequadamente.

Um dos grupos que seguia o padrão de dieta mediterrânea recebeu 15 litros de azeite de oliva virgem a cada três meses, enquanto aos outros foram oferecidas frutas secas, com a ideia de que os voluntários consumissem 30 gramas ao dia de nozes, amêndoas e avelãs. O terceiro grupo recebeu simplesmente instruções e material para seguir uma dieta baixa em gordura. Foi medida a espessura da camada média da artéria carótida de todos os participantes, uma vez no início do estudo e outra após um ano.

"Observamos que os que já tinham arterioesclerose antes do estudo, tiveram a camada média da artéria engrossada, o que significa uma melhora considerável, e as pessoas que seguiram a dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem ou frutas secas, tiveram uma regressão das lesões", informou Martin-Gonzales.

No entanto, o médico afirma que esta melhora não se deu entre os que não apresentavam um engrossamento da parede da artéria no começo do estudo.

Fonte IG

Cientistas desenvolvem vírus que ataca células cancerígenas

Versão modificada de vírus foi administrada na corrente sanguínea e atacou exclusivamente as células doentes

O implante na corrente sanguínea de um vírus modificado que combate especificamente células cancerígenas pode ser a nova promessa da ciência no combate ao câncer. A descoberta é fruto de uma pesquisa internacional conjunta liderada pela Universidade de Otawa, no Canadá.

O estudo publicado pela revista Nature mostra que uma versão modificada do vírus vaccinia, intitulada JX-594, combate exclusivamente células doentes, deixando incólume o tecido saudável. A pesquisa ainda não é conclusiva, já que apenas 23 pacientes foram submetidos aos testes. Mas o artigo, assinado por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do Canadá e da Coreia do Sul, diz que a descoberta "transformará" de maneira efetiva o tratamento da doença do futuro.

O JX-594 (modificado a partir do vírus usado na vacina contra a varíola) foi aplicado em diferentes dosagens nos 23 pacientes, portadores de tipos de câncer que se espalham rapidamente por vários órgãos do corpo humano.

No grupo de oito pessoas que recebeu alta dosagem, o tratamento teve resultados positivos em sete pacientes, nos quais o vírus modificado atacou apenas as células cancerígenas após introdução via corrente sanguínea. Os pesquisadores observaram que o vírus interrompeu momentaneamente o crescimento dos tumores em seis pacientes após a aplicação. Por questões de segurança, apenas uma dose foi administrada.

Otimismo
Para o professor John Bell, da Universidade de Otawa, que liderou o time de pesquisadores, "a administração intravenosa (do vírus) é crucial para o tratamento do câncer porque permite atacar tumores espalhados pelo corpo". A terapia viral no combate ao câncer não é novidade. Até agora, no entanto, o vírus era diretamente aplicado no tumor, e não na corrente sanguínea.

"Estamos muito empolgados porque pela primeira vez uma terapia viral se mostrou consistente e efetiva com o vírus replicando no tecido cancerígeno após aplicação intravenosa em humanos", diz Bell.

Apesar do estágio inicial da pesquisa, o cientista diz acreditar que "um dia vírus e outras terapias biológicas podem transformar efetivamente nossa maneira de lidar com o tratamento do câncer".

Ouvido pela BBC, o diretor do Barts Cander Institute da Grã-Bretanha, Nick Lemoine, considera a descoberta "uma promessa real" para "cânceres de difícil tratamento".

"O estudo é importante porque mostra que um vírus previamente usado na vacinação contra varíola em milhões de pessoas pode, uma vez modificado, atingir o câncer por meio da corrente sanguínea, mesmo quando o câncer já se espalhou pelo corpo do paciente", diz.

Fonte IG