Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Israelenses criam detector da droga 'boa noite cinderela'

Químicos da Universidade Tel Aviv, em Israel, patentearam um dispositivo capaz de detectar até pequenas concentrações da droga conhecida como "boa noite cinderela" ou "do estupro" em bebidas.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, em 2007, cerca de 200 mil americanas se queixaram oficialmente de terem sido agredidas sexualmente depois de ingerirem, sem saber, substâncias sedativas ou amnésicas durante festas.

Este é um fenômeno crescente no mundo todo, e especialistas acreditam que o número atual de incidentes seja mais que o dobro do registrado em 2007 só nos EUA.

As substâncias mais usadas são o ácido gama-hidroxibutírico (GHB, na sigla em inglês) e a cetamina. Potentes, incolores, insípidas e inodoras, elas são perigosas e de difícil identificação.

Na bebida, alteram o nível de consciência da vítima, deixando-a vulnerável para ser roubada ou violentada.

"CAMUFLADO"
A nova esperança de combate vem de Fernando Patolsky e Michael Ioffe, ambos da Escola de Química da Universidade de Tel Aviv.

Eles criaram um sensor de alta precisão que emite um sinal visual ao detectar a presença das drogas de estupro mais comuns.

Os dois já trabalham para miniaturizar a invenção para a produção em massa. Patolsky acredita que o aparelho custará menos que um drinque e, além de ser reutilizável, pode ficar o tempo todo dentro da bebida. "Ele se passaria por um misturador de drinques", exemplifica Ioffe.

Na fase de testes, bartenders preparam aleatoriamente vários drinques, com 50 deles contendo drogas. O detector identificou imediatamente essas 50 bebidas "batizadas".

De acordo com Patolsky, o objetivo é fabricar em massa um dispositivo do tamanho da cabeça de um alfinete, para que os clientes de clubes possam verificar as suas bebidas sem que ninguém perceba.

Fonte Folhaonline

Serviço on-line ajuda a detectar problemas auditivos

Chegou ao Brasil um serviço on-line que ajuda a descobrir danos auditivos em uma região específica do ouvido e ainda promete melhorar a audição.

O software Hearing Guardian V1 utiliza a tecnologia Earlogic, desenvolvida na Coreia do Sul após uma pesquisa conduzida no centro de Fisiologia Auditiva da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles). Ele estreou no país em julho.

De acordo com pesquisas da Faculdade de Medicina de São Paulo, 28 milhões de brasileiros sobrem de algum grau de zumbido e, segundo levantamento feito pelo Hospital das Clínicas, 35% dos casos diagnosticados estão ligados a ruído excessivo.

O software mapeia a frequência auditiva do usuário, diagnostica se há ou não algum problema e ajuda a descobrir qual é a região afetada. É indicado para pessoas de todas as idades.

"O programa protege a audição contra os barulhos do dia a dia e previne contra a danificação dos ouvidos", informa o pesquisador Sang Yeop Kwak, CEO da Earlogic.

Segundo Kwak, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Earlogic Auditivo comprovaram que o nível de som da estimulação sonora melhora a audição. Entre dez pessoas que utilizaram a tecnologia corretamente, de seis a sete recuperaram até 10 decibéis de sua audição.

Reprodução
Interface do software Hearing Guardian
Interface do software Hearing Guardian V1

COMO FUNCIONA?
"O usuário pluga um fone de ouvido no computador em que utilizará o software. Ele realiza uma espécie de audiometria onde testa as condições auditivas de frequências da cóclea (região interna do ouvido), divididas em nove níveis frequenciais. Após detectados os problemas, o software emite sons formulados e personalizados que protegem ou melhoram as células danificadas", explica o coreano.

Ainda diz que o Hearing Guardian V1 não é um tratamento e não precisa de prescrição médica. "Tratamento é um termo médico. Nós usamos o termo 'melhoria'."

A tecnologia Earlogic foi aprovada pelo FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) e está presente em centenas de hospitais na Alemanha.

O preço do serviço varia de R$ 9, por duas semanas, a R$ 100, por um ano. Mais informações no site.

Fonte Folhaonline

ProTeste detecta contaminação por agrotóxico em verdura orgânica

A ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) detectou, mais uma vez, resíduos de agrotóxicos ilegais ou acima do nível permitido por lei em frutas e verduras vendidas pelo varejo.

Foram analisadas nove amostras de pimentão, duas de pimentão orgânico, oito de uva, oito de couve, duas de couve orgânica, nove de alface e duas de alface orgânica em supermercados variados da cidade de São Paulo, para verificar a presença de resíduos de pesticidas nos alimentos.

No total foram verificados 294 diferentes tipos da substância.

O resultado revelou que 40% das amostras estavam contaminadas com algum tipo de agrotóxico. Das 34 não orgânicas, 15 continham resíduos e, das seis orgânicas, apenas uma continha rastros da substância.

Diferente do teste similar realizado em 2008 também pela ProTeste, esse ano não foram encontrados vestígios de DDT, BHC e nenhuma das outras substâncias cancerígenas proibidas pela legislação brasileira.

O que chamou a atenção, no entanto, foi a couve orgânica da marca Taeq, vendida na loja do Pão de Açúcar da Vila Mariana, em São Paulo, onde detectou-se o produto Ditiocarbamatos acima do limite permitido (86,8 mg/kg).

"Por ser cultivado de maneira distinta e dispensar o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, é preocupante que tenha sido encontrado resquícios de pesticida em uma amostra de alimento orgânico", afirmou a entidade.

Segundo Manuela Dias, técnica e nutricionista da ProTeste, a contaminação da couve orgânica pode ter sido pontual. Isso porque a entidade refez o teste com duas outras amostras de couve orgânica Taeq, e não foram encontrados resíduos químicos.

"O spray pode ser carregado pelo vento", diz.

Fonte Folhaonline

Desodorantes que prometem reduzir pelos são reprovados

Três marcas de desodorante vendidas com a promessa de reduzir os pelos das axilas foram reprovadas em um exame de eficácia feito pela ProTeste, entidade de defesa do consumidor.

O órgão analisou os produtos Dove Hair Minimising, Rexona Minimising e Avon Skin Soft Redutor de Pelos por 28 dias --prazo médio de duração de um frasco, segundo a ProTeste. No final do período, o uso de nenhum dos desodorantes causou redução significativa na espessura e na densidade dos pelos.

A ProTeste recrutou 60 voluntárias para aplicar todos os dias um dos três desodorantes em uma das axilas, e um desodorante genérico na outra axila. A depilação foi feita com uma lâmina de barbear.

Antes e depois do período de pesquisa, as participantes foram examinadas por dermatologistas e fotografadas. Nem os médicos nem as voluntárias sabiam qual desodorante prometia diminuir os pelos e qual era apenas para o controle.

Um software que avaliou as imagens para comparar o volume dos fios em cada uma das axilas não detectou diferenças estatisticamente relevantes. Mas 36% das participantes afirmaram estar satisfeitas com os resultados dos desodorantes redutores de pelos.

"No período de quatro semanas, não houve um resultado significativo", diz o químico Carlos Confort, que coordenou o teste.

Segundo ele, as empresas deveriam informar se há um prazo mínimo para que os efeitos apareçam.

"Pode ser que em um período mais longo faça efeito, mas se [a empresa] não passa isso ao consumidor, ele vai comprar um produto que acha que vai fazer efeito, mas não vai."

OUTRO LADO
A Avon divulgou nota afirmando que não pode avaliar a conclusão do estudo porque não teve acesso à metodologia de pesquisa usada pela ProTeste.

"A sua comercialização [do desodorante Avon Skin Soft Redutor de Pelos] é atestada por rigorosos testes e altíssimos critérios de qualidade assegurados por processos internos e aprovada pelas agências reguladoras globais e nacionais, como a Anvisa", informa.

A Unilever (responsável pelas marcas Dove e Rexona) também afirmou que desconhece a metodologia empregada e que seus produtos são testados e aprovados pela Vigilância Sanitária.

Em nota, acrescentou que tanto embalagens quanto materiais de comunicação informam sobre a necessidade do uso contínuo e que os benefícios só começam a ser percebidos em algumas semanas, "já que o período para obter o resultado de sensação de axilas recém-depiladas pode variar de consumidora para consumidora".

"A fórmula exclusiva HairMinimising oferecida pela Unilever trabalha no decorrer do tempo mínimo de seis semanas, reduzindo o aspecto e a sensação dos pelos das axilas, fazendo com que demore mais para ser percebido após a depilação ", diz o comunicado.

Fonte Folhaonline

Ranking: Brasil é 35º em lista de atendimento médico infantil

O Brasil ocupa a 35ª posição em um ranking de atendimento médico infantil compilado pela ONG internacional Save the Children em 161 países.

É a primeira vez que a organização lista os países onde crianças doentes recebem o melhor tratamento, com Suíça, Finlândia, Irlanda e Noruega no topo do ranking e Etiópia, Laos, Chade e Somália nos últimos lugares.

O índice levou em conta a proporção de funcionários do setor de saúde em relação à população, seu alcance e impacto, além do número de crianças vacinadas e de mães que têm acesso a cuidados emergenciais durante o parto.

Na América Latina, o Brasil ficou atrás apenas de Cuba (8º) e Uruguai (31º), mas bem à frente de países como México (65º), Argentina (77º) e Chile (80º).

FALTA DE MÃO DE OBRA É DE,5 MILHÕES DE PESSOAS
Segundo a análise dos dados, as crianças que vivem nos países que ocupam as últimas 20 posições na lista têm cinco vezes mais chance de morrer que aquelas que vivem em países no alto do ranking.

"A sobrevivência de uma criança depende de onde ela nasce no mundo. Nenhuma mãe deveria ter de ver seu filho ficar doente e morrer sem poder fazer nada, simplesmente porque não há ninguém treinado para ajudar", disse Ben Phillips, da Save the Children.

Segundo a ONG, em todo o mundo seriam necessários mais 3,5 milhões de médicos, enfermeiros e parteiras.

"Líderes mundiais têm de lidar com a escassez de trabalhadores do setor de saúde e perceber que a falta de investimento nisso vai custar vidas. Mesmo os países mais pobres da África podem fazer um progresso real se cumprirem a promessa de investir 15% de seus orçamentos em saúde."

Fonte Folhaonline