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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Respiração lenta ajuda no combate à dor

O benefício se estenderia a portadores de alguns tipos de dor crônica

Respirar de forma lenta e controlada pode reduzir significantemente a sensação de dor, aponta uma pesquisa feita por cientistas do Instituto Barrow de Neurologia do Hospital e Centro Médico Saint Joseph, de Phoenix, no Arizona (EUA).

No estudo, pessoas que sofrem de dor crônica, especialmente fibromialgia, também afirmaram sentir menos dor ao respirar dessa forma – exceto em momentos de tristeza e depressão. A pesquisa foi feita em colaboração com o Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Arizona e publicada na publicação científica PAIN, da Associação Internacional para o Estudo da Dor.

As conclusões oferecem uma explicação para os já relatados efeitos benéficos da meditação Zen na redução da dor e da respiração dos iogues – os praticantes de ioga – na redução da sensação de tristeza comum da depressão. Os resultados ajudam a compreender também o papel da atitude positiva ou negativa de cada indivíduo em sua própria sensação de dor.

O estudo envolveu dois grupos de mulheres com idade entre 45 a 65. Um era composto de mulheres previamente diagnosticadas com fibromialgia, e outro grupo de mulheres saudáveis. Durante a pesquisa todas foram submetidas a pulsos de calor moderadamente dolorosos nas palmas das mãos, administrados quando estavam respirando com ritmo normal e quando reduziram pela metade o ritmo de respirações. Depois de cada pulso de calor, as participantes relataram o que sentiram de três maneiras: o quão forte foi a dor (intensidade), seu grau de desconforto e como se encontrava o humor naquele momento.

Depois de analisar as taxas de intensidade da dor e de desconforto, os pesquisadores observaram que as voluntárias saudáveis reportaram diminuição da dor nos períodos em que respiraram vagarosamente. Já as portadoras de fibromialgia reportaram sentir o mesmo apenas quando estavam se sentindo bem – as que se sentiam deprimidas ou tristes não reportaram redução da dor com a respiração lenta e ritmada.

Os resultados mostraram que as pacientes com fibromialgia como um todo não apresentaram diminuição da dor ao respirar devagar, mas as que não reportaram estar sentindo tristeza ou depressão relataram benefício com o experimento.

“Sabe-se que a fibromialgia está relacionada à depressão. O estudo mostra que as pessoas com a doença, mas que ainda têm reservas de energia positiva em suas ‘baterias mentais’ podem reduzir a dor que sentem respirando lentamente” afirma o autor da pesquisa, Arthur Craig.

Fonte IG

Você já teve dor no céu da boca?

Sensação provocada pelo contato de algo muito frio no palato atinge apenas um terço da população e ocorre em qualquer clima

Você já sentiu aquela dorzinha chata na cabeça ou no rosto ao colocar na boca uma grande quantidade de sorvete ou outra substância supergelada?

A “dor de cabeça do sorvete” pode não soar como um assunto para pesquisas médicas sérias, mas é algo intrigante e corriqueiro o suficiente para ter gerado estudos na literatura médica.

O fenômeno, também conhecido como “congelamento do cérebro”, ocorre quando uma substância muito fria toca a parte posterior do palato (céu da boca), causando uma rápida contração e dilatação dos vasos sanguíneos na cabeça.

Segundo alguns estudos, isso faz com que os receptores de dor estimulem o nervo trigêmeo, o maior condutor de informações sensoriais do rosto ao cérebro, resultando numa dor aguda no rosto ou na cabeça. Mas isso pode não afetar a todos. Pesquisadores descobriram que apenas um terço da população passa pelo fenômeno e que, apesar do mito originado em estudos anteriores, ele não ocorre somente nos dias quentes.

Num relatório publicado em 2002 na revista britânica British Medical Journal (BMJ), um cientista da Universidade McMaster, no Canadá, conduziu um estudo envolvendo 145 alunos do ensino médio durante dois meses do inverno. Todos eles – para seu deleite – receberam porções moderadas de sorvete. Alguns foram aleatoriamente instruídos a consumi-lo lentamente, enquanto outros tinham de devorá-lo em cinco segundos ou menos. Cerca de 30% dos estudantes no grupo de “alimentação acelerada” e 13% do grupo de “alimentação cautelosa” tiveram dor de cabeça.

“Ao contrário de estudos anteriores”, afirmou o estudo, “nossos resultados sugerem que a dor de cabeça do sorvete pode ser induzida no clima frio, mesmo naqueles que consomem seu sorvete num ritmo lento”.

Fonte IG

Dor intensa no rosto nem sempre é problema dentário

Problema neurológico conhecido como neuralgia do trigêmeo provoca crises de dor lancinante. Saiba como tratá-lo

Alduíza Pereira Gomes não conseguia comer direito, nem gostava mais de conversar. Fugia dos beijos da filha e da mão carinhosa do marido, tinha medo de pentear os cabelos, de se maquiar, de escovar os dentes e pânico de sair à rua.

O que transformou a figura constante e alegre das festas de família, na mulher que já não saia de casa nem para buscar os dois filhos na escola foi a dor.

“O rosto repuxava e eu sentia uma dor muito forte, lancinante. Não conseguia nem raciocinar. As crises foram ficando cada vez mais constantes. Pensei em me matar várias vezes e só não fiz isso por causa dos meus filhos”, relata Alduíza, diagnosticada há 4 anos com neuralgia do trigêmeo, condição descrita pela medicina como uma das dores mais graves e insuportáveis.

As crises desse distúrbio nervoso são caracterizadas por dores intensas, semelhantes a um choque, com curta duração e apenas em um lado do rosto.

“A pessoa pode ter o sintoma uma vez ao dia ou 20 vezes seguidas, o que dá a sensação de continuidade. A dor é rápida, sem aviso prévio e pode ser acionada com um simples toque nas zonas de gatilho”, explica o neurocirurgião Claudio Fernandes Corrêa, do hospital Nove de Julho, em São Paulo. Regiões do rosto como as bochechas, lábios ou língua são as mais comuns.

Não é raro que a nevralgia do trigêmeo, como também é chamada, seja confundida com dor de dente, o que leva a grande maioria dos pacientes primeiramente à cadeira do dentista. Alduíza, por exemplo, teve cinco dentes arrancados antes de finalmente procurar um médico.

“Como as pessoas apresentam dor na parte alta da face, é comum procurarem dentistas. Esse profissional precisa conhecer a doença e saber diferenciá-la, o que nem sempre acontece”, avalia Jayme Maciel, professor de neurologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na maioria dos casos, não há causa conhecida e os exames neurológicos têm resultados normais, diz Corrêa. O quadro é mais comum em mulheres, na proporção de 2 para 1, e em portadores de esclerose múltipla.

“Apenas em 5% dos pacientes são encontrados tumores ou má formação de vasos”, avalia.

Alívio
O tratamento inicial é medicamentoso, geralmente são prescritos anticonvulsivantes como a cardiomazepina e a oxicarbazepina, que controlam a dor e podem ser mantidos por tempo indeterminado. No entanto, na maioria dos casos, a doença evolui e o número de crises aumenta.

“Com o passar do tempo o paciente passa a ter dores mais vezes por dia e vai aumentando a dose diária de medicação. Às vezes os efeitos colaterais do remédio tornam o uso inviável”, afirma Claudio Corrêa.

O medicamento traz alívio, mas apenas durante seu tempo de ação. “Eu passei a tomar de quatro em quatro horas para evitar sentir dor constantemente. Tomava à meia-noite para poder dormir e acordava às 4h chorando. De manhã, tomava de novo. Estava usando 8 comprimidos por dia”, conta Alduíza.

De tanto usar remédios, eles pararam de fazer efeito. Com isso, controlar a sensação ficou mais difícil. Ainda mais reclusa, e sem saber como se livrar da dor, a ideia de tirar a própria vida passou a atormentá-la. Para o neurologista Jayme Maciel, o desespero deve ser um alerta para os médicos.

“Os pacientes precisam ser bem tratados e bem conduzidos, já que a doença afeta significativamente a qualidade de vida, aumentando o índice de suicídio”, opina.

Em casos mais graves, são indicadas medidas cirúrgicas. Existem cinco tipos clássicos de operação e o médico deve avaliar qual se encaixa melhor para cada caso. Para Corrêa, a técnica mais eficiente hoje é a cirurgia de compressão com balão do gânglio de Gasser. A intervenção é realizada ambulatorialmente: é feita uma punção nos rosto do paciente, uma agulha com o balão é introduzida na região e esse balão é inflado durante 50 segundos, pressionando e neutralizando a área de gatilho mais comum. O procedimento leva no máximo 10 minutos.

“Nessa técnica 98% dos pacientes já sentem o alívio logo após a cirurgia. Em 70% deles, o efeito dura para toda a vida. Para os demais, a técnica pode ser repetida quantas vezes for necessário”, afirma.

A dona de casa Alduíza Gomes passou por esse procedimento há um mês e se sente renovada. “Nunca pensei que alguém pudesse sofrer tanto como eu sofri. Assim que acordei da cirurgia, passei a mão no rosto, o que há tempos não fazia. Depois, quis sentir o carinho dos meus filhos. Foi como nascer de novo”, relata.

Fonte IG

Quanto tempo é preciso esperar depois de um aborto espontâneo?

Fatores como a causa direta do aborto, a idade gestacional e até as condições psicológicas da mulher são levadas em conta pelos médicos

Quando engravidou pela primeira vez, a especialista em recursos humanos Priscila Ajauskas, de 34 anos, não imaginava quão comum é passar por um aborto espontâneo durante o primeiro trimestre da gestação. Até o incidente acontecer com ela, depois que o embrião parou de se desenvolver logo nas primeiras semanas. O médico indicou a Priscila aguardar três ciclos menstruais para tentar de novo. Era realmente necessário esperar tanto tempo para ter outro bebê a caminho?

Priscila acabou engravidando depois de dois ciclos menstruais e deu à luz Rafael, hoje com cinco meses: “Eu não imaginava que fosse engravidar de novo rapidamente, mas os exames confirmaram. Fiquei com um pouco de medo, mas acabou dando tudo certo”. Segundo Osmar Colas, da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), não existe um período de espera padrão a ser recomendado. Tudo depende de uma série de circunstâncias.

Tempo de recuperação
Se uma mulher é diabética ou tem pressão alta, e estas complicações causaram o aborto, ela deve esperar até controlar as doenças. Se ela teve um mioma ou outra doença no útero, a mesma coisa.
Mas nem sempre o aborto espontâneo tem uma causa aparente. Nestes casos, Osmar recomenda esperar apenas um ciclo para tentar engravidar novamente. “No primeiro mês após o aborto espontâneo, o útero está se recuperando. Mas quando chega a menstruação, isso significa que as atividades hormonais já voltaram ao normal”, diz.

Para o ginecologista e obstetra Newton Eduardo Busso, da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), não há problemas em seguir essa ordem após os abortamentos de fase inicial, ocorridos entre 10 e 12 semanas de gestação. Quando ocorre, no entanto, um abortamento mais tardio, há uma preocupação maior.

“Se o aborto espontâneo ocorre no segundo trimestre, pode demorar um pouco mais para o útero voltar ao normal. Depende do tamanho que o feto já tinha”, diz Osmar. O período é variável, mas costuma levar no máximo 60 dias. Por conta dos hormônios envolvidos nessa fase da gestação, também pode demorar um pouco mais para o ciclo menstrual voltar ao normal.

A empresária Cynthia Salles, de 48 anos, sofreu dois abortos espontâneos entre os dois filhos que teve, Victória e Rafael. O primeiro ocorreu logo no começo da gestação, mas o segundo aconteceu aos quatro meses. “Nesta segunda vez foi mais complicado e eu tive que fazer curetagem”, conta. Ambas as vezes o aborto ocorreu por malformação congênita, e ambas as vezes a indicação feita pelo médico era esperar que o útero voltasse ao normal para tentar engravidar novamente. Isso costuma acontecer por volta de 40 dias após o aborto espontâneo, quando a mulher começa a menstruar novamente.

De acordo com Osmar Colas e o ginecologista e obstetra Ricardo Barini, especialista do Ambulatório de Perdas Gestacionais do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Unicamp, aproximadamente 15% das gestações sofrem uma interrupção espontânea. “Na maioria das vezes isso acontece por um problema na gravidez, e não por um problema com a grávida”, diz Ricardo.
“Em geral não há uma causa específica, mas se ocorrem três abortos espontâneos seguidos, então deve ser feita uma investigação”, afirma o ginecologista Cláudio Bonduki, da Unifesp. A hora de voltar a tentar, segundo ele, também vai depender de quanto tempo a gestação já tinha.
Mas, segundo Ricardo Barini, o período pode se espichar entre três e seis meses caso o especialista leve em consideração as questões emocionais. “O período se ajusta à espera pelos resultados dos exames e dá tempo para lidar melhor com o lado emocional”, diz.

Cynthia sabe o quanto perder um bebê desejado pode abalar psicologicamente a mulher. “Você fica muito receosa de perder novamente”, diz. O ginecologista e obstetra Newton observa que as pacientes só sentem seguras quando a nova gestação passa o número de semanas em que ocorreu o aborto da anterior. “Do ponto de vista fisiológico, isso não faz diferença. Assim que o ciclo menstrual é restabelecido, ela já pode engravidar novamente. Mas, se a mulher se sente insegura, é melhor esperar um pouco mais ou procurar um terapeuta”, finaliza.

Fonte IG

Saiba quais exames você deve pedir ao médico após uma separação

Momento é uma boa oportunidade para colocar a saúde em dia e se preparar para uma nova fase da vida

Alguns engordam demais, outros ficam muito tristes e uma parcela percebe que há anos não olha para a própria saúde.

Independentemente da sequela, o divórcio ou o fim de um relacionamento sempre acarretam mudanças no corpo e na mente.

As alterações negativas da separação já foram evidenciadas por algumas pesquisas. Uma delas, feita pela Universidade de Utah, mostrou que a tensão e a crise da separação aumentam nas mulheres os índices de colesterol, hipertensão, depressão e síndrome metabólica (o primeiro passo para o diabetes).

Um coração ferido também pode ser mais vulnerável ao infarto, alertam os cardiologistas, e o estresse e a ansiedade – típicos do período – são gatilhos de problemas desagradáveis como gastrite, dores no corpo, cefaleia e insônia.

Justamente por estarem no alvo de todos esses problemas, as pessoas nesta fase da vida devem utilizar o momento para cuidar mais de si. Visitar o clínico geral, o cardiologista, ginecologista e se preparar para uma nova fase, com mais saúde, pode até ajudar na recuperação do coração partido.

“Sempre que existe o fim de uma relação, há um período de luto, de transformação. Mas, principalmente, se há vontade de voltar a ter um outro relacionamento duradouro, pode ser um momento de revisitar a saúde e resgatar o autocuidado”, avalia o patologista e diretor do Laboratório Fleury, Nelson Carvalhaes.

A pedido do Delas, Carvalhaes indicou quais são os principais exames para compor um check-up a ser feito após o divórcio. “Todo e qualquer exame laboratorial precisa de prescrição médica. Então, não esqueça de procurar o especialista”, orienta o médico.

Exames básicos

Ecocardiograma

Colesterol total e frações

Curva glicêmica

Glicemia em jejum

Exames para DST

Sífilis

HPV

HIV

Exames para rastrear doenças

Colposcopia

Colonoscopia

Alterações na tireoide

Fonte IG