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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Óculos usados em filmes em 3D não prejudicam a visão, mas exigem cuidados

Confira dicas para que o recurso não cause incômodos com as crianças

Mães e pais que levam os filhos ao cinema 3D ou que compraram TVs com o recurso já devem ter se perguntado se essa nova tecnologia não pode causar danos aos olhos dos pequenos.

Segundo o oftalmologista Paulo Guilherme Horta Barbosa, não há nenhuma pesquisa que tenha comprovado que essa tecnologia provoque qualquer prejuízo à visão.

— O que se evidencia é que os óculos 3D exigem mais recursos dos olhos, da visão. Por isso, causa um cansaço maior e, por consequência, uma dor de cabeça. E isso ocorre com crianças e adultos — explica.

Barbosa exemplifica que, como o 2D exige menos dos olhos, a pessoa tem chance menor de ter uma dor de cabeça, por exemplo. É justamente isso que mostrou uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, já amplamente divulgada.

Os estudiosos analisaram 400 pessoas que assistiram a filmes em 2D e usando o óculos 3D. O resultado foi que a utilização dos óculos que viabilizam a terceira dimensão aumentam a chance de cansaço nos olhos e de dor de cabeça em até três vezes.

— Como a criança e o adulto ficam muito atentos aos detalhes do filme ou do programa, eles esquecem de piscar, o que exige mais dos olhos e provoca a sensação de peso e de cansaço — diz o oftalmologista.

Se a pessoa usar óculos ou lentes de contato e estiver sem eles, a fadiga ocular torna-se ainda maior. E sempre lembrando que ficar muito tempo diante da tela não é nada saudável para os pequenos (e também para os grandes).


Dicas para amenizar os efeitos do 3D:
:: Antes de colocar os óculos 3D, confira se eles estão bem limpos.

:: Tente manter a criança o mais longe possível da tela, seja no cinema ou em casa.

:: Tenha sempre um colírio lubrificante quando estiver assistindo a um filme no cinema ou à TV 3D em casa. A sugestão vale também para os pequenos que ficam muito tempo em frente ao computador. Hidratando a córnea, o cansaço dos olhos é amenizado, assim como diminuem as chances de uma dor de cabeça. A dica é usar a cada duas horas, no máximo.

:: Se a criança tiver algum problema durante a exibição do filme, peça para que ela tire os óculos e feche os olhos por alguns minutos. O efeito é o mesmo que o conferido pelo uso do colírio — a córnea é hidratada, e os olhos ficam menos cansados.

Fonte Zero Hora

Uso recreativo de medicamentos para impotência sexual preocupa médicos e psicólogos

Terapeutas afirmam que o efeito em homens jovens e saudáveis é mais psicológico do que fisiológicoCristina Vieira

O Brasil se tornou vice-líder mundial em vendas de remédios para impotência sexual em 2010. Entre agosto de 2010 e julho de 2011, o mercado movimentou R$ 621 milhões no país, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O número de comprimidos vendidos pulou de 19,5 milhões, entre maio de 2009 e abril de 2010, para 40,5 milhões no mesmo período de 2011, de acordo com números da IMS Health — empresa que faz auditoria no setor, divulgados pela Pfizer. Diante de dados pomposos, é lógico pensar: os brasileiros andam às voltas com dificuldades de ereção — logo o Brasil, um país famoso pelo fervor sexual.

Raciocínio equivocado. A mudança de comportamento entre jovens de 18 a 30 anos é um dos fatores que explica a expansão no mercado — o que significa que os rapazes não estão ficando broxas.

— Estava numa festa com uma garota. Um amigo me ofereceu. Tomei.
Otimiza bastante — contou um estudante de 28 anos do Departamento de Odontologia da UFSC.

O uso recreativo dos medicamentos para disfunção erétil é uma realidade, embora ainda não existam métodos de prevenção ou de alerta sobre o tema. Três estudos publicados recentemente comprovam a prática. A revista científica Saúde Pública publicou em 2008 um estudo da Faculdade de Farmácia, da Universidade Nove de Julho (Uninove), de São Paulo. A universidade investigou o uso dos remédios no campus. Questionários foram passados para um número de alunos que equivalem a 5% do total. Verificou-se que 14,7% dos entrevistados já haviam utilizado as pílulas, sendo que 83,5% usaram uma única vez e o restante pelo menos uma vez ao mês. O destaque é que nenhum dos entrevistados relatou dificuldade para ter ou manter a ereção. As motivações para o uso foram curiosidade (70%), potencialização da ereção (12%), ejaculação precoce (12%) e aumento do prazer (6%).

— O uso recreativo é comum no Brasil, e um alerta precisa ser dado logo. Isso acontece porque o governo brasileiro cedeu ao lobby dos grandes laboratórios e permite a venda sem receita. Em outros países, como EUA e na Europa, o controle é mais eficaz — afirma Eduardo Lopes, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

O urologista critica a apresentação do remédio em embalagens como a do recém-lançado Levitra ODT. A embalagem sugere um remédio “mais pop”, que derrete na língua, o que tende a ter mais apelo entre os jovens. Nelson Ambrogio, diretor da unidade de negócios Medicina Geral da Bayer, fabricante do Levitra, rebate a crítica, dizendo que estudos comportamentais mostram que homens com disfunção erétil têm certa resistência em assumir que precisam do medicamento.

— A nova apresentação traz mais conforto e discrição — completou.

Em 2010, a Sociedade Internacional de Sexualidade Humana veiculou artigo sobre o tema feito na Argentina. A pesquisa recolheu 400 depoimentos de homens entre 18 e 30 anos em universidades, academias e escolas. 21,5% dos entrevistados já haviam usado alguma pílula para disfunção erétil sem indicação médica. O que chamou mais a atenção é que as medicações foram usadas em 53,4% dos relatos combinadas com drogas ou álcool. Um estudo mais amplo foi publicado, em abril de 2010, pela Springer, publicação científica internacional. Nele, foram ouvidos 2 mil jovens de 497 instituições de ensino dos EUA — 4,5% usaram o remédio pelo menos um vez e, desses, 1,4% usam de forma recorrente. A publicação também identificou a falta de problemas de ereção entre os usuários e chamou a atenção para um comportamento de risco, pois os entrevistados usaram o remédio em relações sexuais sem camisinha e aliado ao uso de drogas. Os três trabalhos ressaltam a preocupação com a venda dos remédios sem receita e com a falta de estudos dos efeitos dos remédios em jovens saudáveis.

Dizem os terapeutas que o efeito do remédio em homens saudáveis é mais psicológico do que fisiológico. Não há trabalho de prevenção sobre o uso recreativo dos remédios.

“Viagra não é uma bala qualquer”, diz psicólogo

Segundo o urologista Jovânio Fernandes da Rosa, chegam próximo a 100% os casos de origem psicológica na dificuldade de ereção apresentada por pacientes com menos de 30 anos e que não têm os fatores de risco (diabetes, hipertensão ou algum tipo de cardiopatia).

— Viagra não é uma bala qualquer. Se não orientado médica e psicologicamente, sua dependência psicológica pode partir já do uso do primeiro comprimido. Na clínica, temos jovens que, aos 18 anos, já são dependentes dos potencializadores de ereção e não conseguem manter uma relação sexual satisfatória se não estiverem usando — afirma Marlon Mattedi, psicólogo, especialista em Sexualidade pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana e pela Fundação Sexpol, da Espanha.

Para Mattedi, as causas do uso estão associadas às dúvidas quanto à própria sexualidade:

— São jovens que não tiveram educação sexual, não conhecem o próprio corpo. Em geral, mantêm uma baixa autoestima, buscam no sexo a autoafirmação e projetam no Viagra a solução momentânea.

A educadora sexual e ginecologista Maria Inês Gasperini afirma que a prática tem origem em um contexto de sociedade que valoriza a performance excepcional, onde você tem que ser o melhor em tudo. Assim, a broxada passa a ser uma falha grave. Maria Inês chama a atenção para as relações sexuais antecipadas, antes de o casal ter afinidade, o que potencializa a insegurança masculina.

— São jovens e estão com os estímulos à flor da pele. Não precisam do remédio. Mas temos um problema grave. Ninguém sabe quais os efeitos colaterais do uso a longo prazo desses remédios. O mais antigo deles, o Viagra, só está no mercado há 11 anos. É pouco tempo para a medicina — afirma.

Jovânio explica que os efeitos colaterais comuns são transitórios e leves (veja no box acima). Há, no entanto, relatos de efeitos graves como priapismo (ereção ininterrupta e dolorosa que pode causar impotência) e queda da pressão arterial no uso associado ao álcool. Outros efeitos adversos considerados de maior gravidade estão relacionados à função cardíaca.

Os laboratórios ouvidos pela reportagem — Pfizer, Bayer, Elli Lilly e EMS — afirmaram que os remédios não foram testados em homens sem problemas de ereção e que são contra o uso sem indicação médica.

Efeitos colaterais comuns
:: Dor de cabeça, rubor facial, coriza ou crise de rinite, gastrite, refluxo, dor de estômago, pressão baixa e visão embaçada.

Indicação
:: Pessoas acima de 50 anos (com recomendação médica), com doenças como diabetes, hipertensão e cardiopatias. Usuários de remédios para depressão ou humor e pessoas que passaram por cirurgia de próstata

Precisa de receita, sim!
A  venda sem receita de remédios para disfunção erétil nas farmácias é tão frequente que virou lugar-comum dizer que não precisa de receita. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses medicamentos são de tarja vermelha, o que implica receita.

— De uns três anos pra cá, esses remédios viraram uma febre, uma modinha mesmo. Você pode comprar em qualquer farmácia sem receita. Não há controle. Isso é um risco e uma prática errada — afirma a farmacêutica Carolina Junkes, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos e assessora técnica do Conselho Regional de Farmácias.

A conclusão de um estudo publicado pela revista Saúde Pública, em 2008, sobre o uso recreativo dos remédios, priorizou a falta de controle na venda do remédio: “Um resultado de certa forma preocupante foi o fato de 100% dos usuários terem adquirido o medicamento sem receituário médico, indicando a ausência de diagnóstico para o consumo desses fármacos. Contudo, têm sido utilizados de forma inconsequente e em desacordo com os princípios do uso racional de medicamentos”.

Urologista com especialização em andrologia (a área que estuda a saúde sexual do homem) pela Escola Paulista de Medicina, Jovânio Fernandes Rosa defende um controle rígido na venda do remédio.

— Tem alguns rapazes que vem consultar só para ter a receita. Não sabem que, hoje em dia, é só chegar na farmácia e comprar — contou.

Carolina reforça que o papel do farmacêutico é essencial. É ele quem vai exigir a receita e orientar sobre o uso.

Fonte Donna DC

Estudo identifica mecanismo que transforma gordura ruim em boa

Novidade poderá auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias para tratar a obesidadeCientistas norte-americanos identificaram um mecanismo biológico que transforma a gordura ruim em gordura boa. Os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Ohio, nos EUA, afirmam que é possível mudar a gordura branca para marrom.

O que os especialista chamam de gordura branca é aquela cuja a função é acumular energia no corpo, associada a falta de exercícios e má alimentação. Já a gordura marrom é responsável por regular a temperatura do corpo, presente principalmente nos recém-nascidos.

Testes feitos em um modelo animal demonstraram que a mudança é possível graças à ativação de um nervo e de um caminho bioquímico, que começa no hipotálamo — área cerebral ligada ao equilíbrio energético. O trajeto segue até as células adiposas brancas.

Segundo os cientistas, a maior transformação de gordura branca em marrom foi associada a um ambiente fisicamente estimulante, mais do que à quantidade de alimentos ingerida.

A novidade, publicada na revista Cell Metabolism, poderá auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias para tratar a obesidade.

Fonte Zero Hora

Café da manhã é fundamental para garantir concentração e performance cognitiva

Quem pula a refeição provavelmente não consegue consumir diariamente a quantidade e a variedade ideais de nutrientes necessários ao organismo

O despertador toca, você acorda, levanta, lava o rosto, se veste, se arruma e sai de casa para trabalhar, estudar ou realizar alguma atividade. Se a sua rotina acontece mais ou menos desta forma todas as manhãs, você está esquecendo de uma parte fundamental do seu dia: o café da manhã. Talvez você não relacione fatos do cotidiano com as consequências da falta desta refeição, mas, sua ausência pode ser prejudicial em vários sentidos.

Segundo a nutricionista Camila Freitas, o café da manhã serve principalmente para quebrar o jejum depois de horas de sono e disponibilizar energia. Sem ele, você pode se sentir cansado e sem disposição ao longo do dia. Além disso, a mente também sente os efeitos da falta da refeição.

— Embora muitos não saibam, o café da manhã fornece energia também para o cérebro, que depende da glicose para funcionar — explicou, nesta terça-feira, durante o lançamento, em Porto Alegre, da campanha Café da manhã é + do que você imagina, da Nestlé.

Pesquisas recentes mostram que pessoas que fazem a refeição apresentam uma melhor performance cognitiva, o que inclui uma capacidade maior de recordar, memorizar e se concentrar. Um estudo específico com crianças revelou que além da memória, o café da manhã permite uma atitude mais positiva em relação à escola, uma pontuação melhor em matemática e leitura e índices menores de problemas de disciplina.

Além disso, de acordo com Camila, quem pula o café da manhã provavelmente não consegue consumir diariamente a quantidade e a variedade ideais de nutrientes necessários ao organismo.

— O cálcio, por exemplo, presente no leite e nos seus derivados (queijo, iogurte) é geralmente consumido nesta refeição — afirma.

Crianças
Se é fundamental para pessoas de todas as idades, a primeira refeição do dia é ainda mais essencial para as crianças, que estão em fase de desenvolvimento e formação dos hábitos alimentares. Por isso, o estímulo dos pais no sentido de cultivar o costume saudável é muito importante.

A atriz Julia Lemmertz, que participou do evento e é uma das madrinhas da campanha, acredita que o café da manhã deve ser encarado como um "cerimonial".

— Acho que é um hábito que se conquista e os pais tem que dar exemplo para os filhos. Muitas vezes é complicado, mas tem que conquistar as crianças - que acordam com sono e sem fome -, criar gostos, incentivar, colocar a mesa e comer com elas — disse.

Pesquisa
Embora a maioria das crianças brasileiras tomem café da manhã regularmente (83% das mães afirmam que seus filhos fazem a refeição todos os dias), muitas mães não estão satisfeitas com a qualidade da refeição. A constatação é de um estudo, realizado pela MarketTools a pedido da Nestlé, que entrevistou 207 mães de crianças com idade entre seis e 15 anos nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

O levantamento mostra que 40% das mães diz que é o filho quem escolhe o que vai comer no café da manhã. Contudo, de acordo com a nutricionista Camila Freitas, as mães precisam entender que quem apresenta os alimentos para os filhos e os disponibiliza são elas mesmas, ou seja, elas que colocam na mesa o que eles vão comer.

— A mãe deve oferecer um alimento para o filho pelo menos 10 vezes de formas diferentes para certificar-se de que ele realmente não gosta do item — exemplifica.

Confira outros resultados da pesquisa que analisou os hábitos em relação ao café da manhã:

:: 91% das mães entrevistadas gostaria que seus filhos comessem mais frutas ou alimentos feitos com frutas;

:: 90% queria que as crianças tivessem um café da manhã mais balanceado e 87% mais saudável;

:: 88% afirmou que gostaria que a refeição fosse mais rica em vitaminas e minerais;

:: 77% concorda plenamente que o café da manhã é muito importante para a saúde da criança;

:: 77% também não tem dúvidas de que comer pela manhã é fundamental para o desempenho escolar dos filhos.

Fonte Zero Hora

Caspa: como combater?

Xampus, alimentação e até laser entram na batalha contra essa doença

É muito comum encontrar uma pessoa com o pescoço ou o ombro cheio de casquinhas brancas. Ao ver essa situação, não pensamos duas vezes antes de dar o diagnóstico: é caspa. Essa doença é tão frequente e conhecida que é difícil uma casa não ter pelo menos um pote de xampu anti-caspa. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 40% da população mundial já teve ou tem o problema, sendo que os homens tendem a apresentar mais casos do que as mulheres. Mas, afinal, você sabe o que é caspa? Ela tem cura? Qual é o melhor jeito de tratar esse problema?

Segundo Gennaro Preite, especialista em saúde capilar, a caspa nada mais é do que uma pré-inflamação no couro cabeludo, que causa ruborização e descamações na área onde nascem os fios de cabelo. Quando a pele se solta é que começam a aparecer as incomodas crostas brancas na cabeça. Na maioria das vezes, a caspa é causada por um fator genético e a pessoa terá de conviver com o problema durante a vida inteira. Mas nem sempre os casos de caspa são irreversíveis.

De acordo com Gennaro, há casos em que a doença é causada por um fator de estresse ou uma mudança hormonal, ambos passageiros. "É comum que pessoas passem a ter caspa depois de uma cirurgia ou da perda de um ente querido. Essas situações alteram a produção de hormônios, o que causa um aumento da oleosidade na cabeça". Depois de um tempo, quando o organismo volta a ter níveis hormonais regulados, a caspa desaparece.

Se a doença não for tratada, pode evoluir para psoríase e, consequentemente, para uma infecção no couro cabeludo. "Como a caspa é mais vista como problema estético do que como doença, as pessoas demoram ou não procuram tratamento", diz Gennaro. Além das feridas na cabeça, a falta de tratamento e a higiene inadequada podem acelerar e até causar calvície, tanto em homens quando em mulheres, devido à dificuldade de respiração dos poros onde nascem os fios de cabelo.

Crianças
A caspa não tem idade para aparecer e também atinge muitas crianças. Os motivos para o aparecimento dessa inflamação são os mesmos que nos adultos - estresse, mudanças hormonais e fatores genéticos -, mas, nas crianças, a alimentação é um fator ainda mais importante.

"Crianças obesas normalmente apresentam quadros de caspa, principalmente quando estão chegando à puberdade, época em que há alterações muito grandes na produção de hormônios. Isso pode causar problemas psicológicos, já que na juventude os adolescentes sofrem com as brincadeiras dos colegas de escola", explica Gennaro.

Clima
De acordo com a dermatologista Flávia Addor, a caspa é mais frequente no inverno devido aos banhos quentes que são quase impossíveis de escapar no clima frio. "Isso estimula a produção do sebo e piora a descamação do couro cabeludo. Mas é bom lembrar que o banho quente sozinho não causa caspa, é preciso haver uma predisposição genética para desenvolver esse problema", afirma.

Além do banho quente, quando a temperatura está mais baixa, há uma menor quantidade de suor liberada pelo corpo, o que faz com que não haja uma limpeza na pele, inclusive no couro cabeludo. Isso também aumenta a quantidade de óleo nos poros que podem causar inflamações.

Tratamentos
O tratamento com laser é uma técnica relativamente recente no tratamento da caspa. "O laser é um método eficaz de tratar as descamações do couro cabeludo. Depois de uma sessão, é provável que o paciente fique livre da caspa entre uma e três semanas. Mas, depois disso, a pele volta e a pessoa precisa retornar para fazer mais uma aplicação", explica Gennaro.

Segundo Gennaro, o laser combate a caspa por esquentar e evaporar as camadas de pele que ficam acumuladas na parte superficial do couro cabeludo, antes que elas se soltem. Mas, quando novas descamações ocorrem, é preciso voltar a fazer aplicações de laser.

Xampus que combatem a caspa também são uma boa alternativa para controlar a caspa. "Essas loções costumam vir com um detergente mais forte, que limpa tanto as escamações que estão nos fios quanto as que se encontram no coro cabeludo. No entanto, o efeito só dura um dia, e é preciso ter um cuidado constante com o cabelo", explica Gennaro.

Alimentação
A mudança na alimentação também é uma forma eficaz, mas não tão simples de implantar na rotina. "Alguns alimentos reduzem as escamações devido à desintoxicação dos radicais livres que eles oferecem", conta o especialista.

Os chás de hortelã, abacate e camomila, que contêm substâncias antiinflamatórias e antioxidantes, são bebidas que controlam a escamação da pele solta no cabelo. A soja e seus derivados e o broto de bambu também ajudam no controle da caspa pelo mesmo motivo.

Por outro lado, o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares e lipídeos, aumenta as chances de o indivíduo sofrer com uma inflamação. Por isso, carne vermelha, bolachas, bolos e doces devem ter consumo controlado, principalmente, por pessoas que têm predisposição à caspa.

Fonte Minha Vida