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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Anvisa proíbe uso e venda de nove produtos fitoterápicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso e a venda de nove produtos fitoterápicos no país. Alguns indicados para tratamento de obesidade, celulite, impotência sexual e infecção renal, segundo os fabricantes. Nenhum dos produtos tem registro.

De acordo com a Anvisa, a suspensão já está valendo em todo o território nacional. A medida foi publicada ontem (14) no Diário Oficial da União. Quem tem um dos produtos suspensos deve interromper o uso, recomenda a agência.

Abaixo os fitoterápicos suspensos pela Anvisa:

1) Chá Sete Ervas (130g)
Empresa: Rouxinol Produtos Naturais (São Paulo)
Indicação: Obesidade, gordura localizada, celulite,colesterol

2) Xarope Flor da Índia (500 ml)
Empresa: Nutri Plantas (Manaus).
Indicação: Boca amarga, cólica de fígado ou rins, prisão
de ventre e dores de cabeça

3) Xarope Flor do Sertão (500ml).
Empresa: Elis Natu’s.
Indicação: Hepatite, úlcera gástrica, pedras na vesícula e ácido úrico

4) Flor da Catingueira (500 ml)
Empresa: Bonature Produtos Naturais (Belo Horizonte).
Indicação: Bebida com extratos vegetais e vitamina C

5) Umburana (500 ml).
Empresa: Não consta
Indicação: Infecções dos rins, fígado e vesículas

6) Nutri Plantas (compostas de ervas medicinais 500 ml)
Empresa: Nutri plantas (Manaus)
Indicação: Empachamento, úlcera, azia, boca amarga e
dores gástricas

7) Folha Santa (200 ml)
Empresa: Natureza Viva
Indicação: Evita derrame, palpitação no coração, tônico
do coração

8)Elixir de Pai João (250 ml)
Empresa: Não consta
Indicação: Dores de Barriga, impotência sexual, perda de
memória,

9) Tayu Caroba (Elixir natural composto de 250 ml).
Empresa: Não consta.
Indicação: Depurativo do sangue, elimina cravos, espinhas,
tumores e feridas

Fonte Agência Brasil

Dengue matou 130 pessoas no estado do Rio de Janeiro neste ano

Apesar da queda no número de casos de dengue, 130 pessoas já morreram vítimas da doença desde o início do ano no estado do Rio de Janeiro. O relatório, divulgado hoje (14) pela Secretaria estadual de Saúde, informa que de 2 de janeiro a 10 de setembro deste ano, foram notificados 156.541 de pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Segundo o relatório, os números vêm caindo gradativamente. O pico da dengue foi em abril com o registro de 51.732 casos.

O município do Rio de Janeiro foi à cidade com maior número de mortes, 50 vítimas e mais de 46 mil casos notificados até agora.

Preocupado com uma epidemia de dengue no próximo verão, o governo do estado anunciou uma série de medidas para conter o avanço da doença em 2012.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, destacou que uma das áreas mais preocupantes é a região serrana, onde a tragédia do temporal de janeiro, pode ter facilitado o surgimento de novos criadouros do mosquito transmissor da dengue.

Côrtes marcou um encontro para a próxima segunda-feira (19) com os 92 prefeitos fluminenses, no qual o estado pedirá que cada cidade elabore um plano de contingência para evitar o alastramento da dengue.

Fonte Agência Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tendência sustentável chega aos edifícios de saúde

Sinônimo de economia e qualidade, construções verdes são demandadas por bem-estar e segurança do paciente

Aspectos de bem-estar, segurança e produtividade aliados à redução de custos estão impulsionando a tendência sustentável também na construção dos hospitais brasileiros. Sistema de iluminação, condicionamento de ar, uso racional da água, entre outros recursos voltados ao conforto e controle de riscos aos pacientes já estão presentes em edifícios verdes certificados no País. Delboni Auriemo – unidade Dumont Villares, Fleury Medicina e Saúde e Hospital Israelita Albert Einstein já foram certificados e outros nove prédios estão em processo.

No Brasil, há duas metodologias de certificação: a Leed Healthcare e a Aqua. Em 2010, houve a aprovação do critério americano Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) para hospitais. Segundo Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil, que concede a certificação, a versão tem critérios específicos, por exemplo, em relação à qualidade do ar e à acústica.

O país já é o quinto no ranking mundial de construções verdes. Em 2006 havia oito projetos, em 2010 foram 231 e este ano a expectativa é de 350, sendo que a certificação sai até seis meses após o término da obra.

Com 35 edifícios aprovados, a Fundação Vanzolini lançou a certificação Aqua para empreendimentos hospitalares no final de 2010. Ela se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: ecoconstrução, ecogestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, o projeto, a construção e a fase de uso dos empreendimentos. A certificação ocorre simultaneamente com a realização do empreendimento. Há cerca de cinco clientes em processo de análise, mas que não autorizaram a divulgação.

Para Luiz Henrique Ferreira, presidente da Inovatech, consultoria especializada em projetos sustentáveis para a construção civil, a certificação não envolve apenas a questão ambiental. “Está na moda falar em hospital verde, mas o sustentável busca também elevados níveis de conforto para a saúde.”

Irreversível
Apesar do aumento na demanda, a sustentabilidade ainda é novidade para a maioria dos hospitais e serviços de saúde. “Na verdade, demorou bastante para a arquitetura hospitalar no Brasil entrar na mesma sintonia do resto do mundo. É gratificante ver algumas empresas formadoras de opinião estarem à frente de seu tempo”, ressalta Paola Figueiredo, vice-presidente executiva do Grupo Sustentax, especializado no tema para o universo corporativo.

Para Marcos Cardone, arquiteto superintendente da Cabe Arquitetura e coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos Hospital Arquitetura (Nupeha), ainda há um atraso conceitual no País que não permite a percepção de valor financeiro na sustentabilidade. “Como a oferta de recursos naturais diminui e encarece, a opção por ela será feita mais por necessidade do que por consciência ambiental.”

A aplicação na prática já mostra que o politicamente correto é mais lucrativo. Na hora de apresentar o projeto ao corpo diretivo, a princípio, a conversa gira em torno de quanto será gasto e de quanto será o retorno. Um bom argumento é se um hospital verde pode custar até 10% mais caro, também garante um custo operacional, em média, 15% menor.

“A tendência é sempre ver os impactos orçamentários e não os benefícios. Aqui temos o privilégio de o prefeito entender a importância e o benefício de um prédio eficiente”, diz diretor de projetos públicos da Secretaria Municipal de Política Urbana de Suzano, Elvis José Vieira.

Processo
A Unimed-Rio inaugura um hospital “verde” voltado para procedimentos de média e alta complexidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em 2012. Segundo o gerente de engenharia da unidade de empreendimentos do grupo Rudiner Panisset Junior, a fase inicial do planejamento, ponto-chave neste tipo de construção, envolveu a escolha de materiais sustentáveis como tintas, vidros e equipamentos.
O uso de recursos é determinante no processo. “Há redução de substâncias, como mercúrio em lâmpadas, cádmio, chumbo e cobre”, ressalta Paola Figueiredo. Os pisos também devem ter baixa toxidade e o mobiliário deve ser isento de metais pesados.

A unidade tem um orçamento de R$ 180 milhões, cerca de 10% mais caro. “O investimento imediato é um pouco maior, mas os ganhos são certos em médio prazo”, diz Rudnir sobre o hospital, que terá 225 leitos, sendo 70 voltados à terapia intensiva e semi-intensiva e 11 salas cirúrgicas em 30 mil metros quadrados de área construída.

Depois de obter a certificação Leed na categoria prata – há ainda o básico, ouro e platina -, o hospital precisará mantê-la, mas no meio do processo nasceu a versão específica, a Healthcare. “Já solicitei que avaliem o empreendimento segundo os novos critérios, mais restritivos”, assegura o executivo.

Em 2008, também o Fleury Medicina e Saúde construiu sua unidade Morumbi, em São Paulo, de forma sustentável como parte da percepção de redução de custos. Daniel Marques Périgo, gerente corporativo de sustentabilidade lembra a experiência como grande laboratório. “Durante o processo, percebemos de que maneira é possível otimizar, inclusive, os recursos aplicados na construção.”

Eficácia
Muitos edifícios públicos já trabalham com práticas sustentáveis. Em janeiro, foi entregue o Hospital e Maternidade Municipal Doutor Odelmo Leão Carneiro, em Uberlândia (MG). O conforto do paciente é apontado com uma das grandes vantagens do prédio. “Com o controle de temperatura e luz, temos um ambiente confortável”, afirma a superintendente da Rede Afiliada da SPDM, Nacime Salomão Mansur.

Para atender a falta de leitos em Divinópolis (MG), uma das regiões mais críticas do Estado, será entregue em 2012 o hospital regional de Divinópolis, inicialmente com 134 leitos, mas com perspectiva para 500. Além do uso racional da água e energia o planejamento do prédio facilita a manutenção. “O porão técnico permitirá a circulação para manutenção hidráulica ou elétrica”, diz o secretário de saúde adjunto de Divinópolis, Gilmar Santos.

Uma das características importantes dos edifícios é a flexibilidade de espaços internos. O ambulatório de Especialidades Médicas do município de Suzano (SP) é um prédio interessante. Durante a obra, uma das preocupações era com o desperdício de material. Com o uso de tecnologias, reduziram em 15% essa perda. Usaram mais vedação drywall de gesso que permitiu maior velocidade e flexibilidade. “Se precisar ampliá-lo, é mais fácil”, enfatiza Elvis José Vieira.

Segundo Paola Figueiredo, é importante decidir-se pela sustentabilidade já nas fases preliminares do planejamento, para que a construção seja projetada já com esta visão.

Fonte SaudeWeb

TI dos hospitais é vulnerável ao fenômeno da consumerização

Enquanto a legislação de crimes digitais não é clara no País, a gestão de TI no cenário hospitalar reflete o mesmo despreparo do governo com a invasão de hackers em seus sites

A ideia de que o trabalho seria a segunda casa das pessoas vai além de uma referência ao tempo do colaborador no ambiente da empresa. O movimento que aponta para que os funcionários usem seus dispositivos móveis pessoais no trabalho – smartphones, tablets e laptops – já ganhou nome: consumerização e cresce na velocidade em que a chamada Geração Y toma seus postos nas corporações. Pesquisa recente encomendada pela Unicys à consultoria IDC aponta que 92% dos brasileiros levam tecnologia pessoal para o trabalho, dos quais, 65% usam celulares, 55% laptops, 30% smartphones, 25% PDA e 16% iPhones.

No hospital, a extensão da gravidade de uma invasão também por ação de hackers a sistemas como RIS e ERP passa das consequências morais de dados médicos expostos e pode chegar a casos graves, até mesmo de homicídio.

Em 2006, na Califórnia, um jovem de 20 anos foi acusado de invadir o sistema de um hospital e causar a paralisação dos equipamentos da UTI e dos pagers dos médicos. Nenhum paciente morreu, mas ficou evidente a vulnerabilidade dos sistemas de informação era uma questão prioritária.

A situação repetiu-se em novembro passado no Seacoast Radiology, em New Hampshire, Estados Unidos. O servidor do hospital foi invadido por hackers que acessaram nomes, endereços e informações pessoais dos pacientes. Porém, o ataque, rastreado pelas autoridades americanas, veio de um endereço de IP na Escandinávia e serviu para hospedar uma partida do jogo Call of Duty: Black Ops.

Nem todos os ataques são inofensivos. Em março, o Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, na Paraíba, teve o layout de seu website desfigurado, pelo mesmo grupo que invadiu a página da Prefeitura da cidade.

O tema não era, até então, a maior preocupação das organizações e da sociedade, como se comprovou em junho deste ano, quando mais uma vez, hackers expuseram a fragilidade da segurança de sites do governo brasileiro, alterando as páginas do Ibope e da Presidência da República. “As empresas se preocupam, sim, com ameaças externas, mas hoje nós sabemos que a principal ameaça vem de dentro das próprias empresas”, afirma José Antonio Milagre, perito especialista em crimes digitais. “Hoje nós temos desde negligência de profissionais da saúde até colaboradores insatisfeitos, que acabam sendo uma das principais vulnerabilidades dos dados das empresas.”

O especialista afirma que mesmo as mais avançadas ferramentas de segurança que previnem ataques externos não são mais eficazes exatamente pelo fato de que são, na maioria dos casos, funcionários que têm credenciais e acessos a dados sigilosos que realizam os ataques. Segundo ele, a área de saúde carece de cuidados redobrados em função da relevância e da possibilidade de golpes e fraudes.

A demanda por segurança e por regulamentação do direito digital cresce com esse tipo de alerta, uma vez que a interface entre os dados pessoais e profissionais já não é tão clara e cabe às áreas de TI das empresas definir políticas e normas de conduta e de requisitos técnicos.

Por outro lado, a internet no Brasil ainda remonta à Era do Rádio no que diz respeito à legislação. Exceto pela jurisprudência que, em alguns casos, já se estabeleceu a respeito de algumas questões do direito digital, o País segue o código criado na década de 1940. Mas as atualizações das leis específicas para crimes digitais ainda patina bastante aquém de um consenso no Congresso Nacional.

O cenário nos hospitais é um reflexo disso. O ambiente composto por diversos profissionais em diversos regimes de contratação, desempenhando funções que dependem muitas vezes de informações sensíveis, monta a rede de cuidados com os quais as áreas de TI devem se cercar para evitar situações desagradáveis ou até desastrosas.

“É importante que as políticas de tecnologia da informação das empresas abordem os diversos casos, de funcionários contratados e terceirizados, que têm acesso a dados confidenciais do paciente”, afirma Milagre. “Principalmente na área da saúde, que já trabalha com prontuário eletrônico, e onde já existem inclusive resoluções do Conselho Superior de Medicina que se preocupam com essa área de segurança da informação.”

Como em situações de crimes comuns, em crimes digitais, a exemplo de casos de vazamento de informações sigilosas, há a parcela culposa de participação dos funcionários, que envolve imprudência, imperícia ou negligência no uso inadvertido dos recursos de TI de uma empresa. Por definição, o funcionário, que embora não tenha tido a intenção de vazar informações ou praticar concorrência desleal, não considerou uma possível orientação de segurança e expôs ao risco o sistema de informação da empresa.

“Por outro lado, há também a ação intencional do funcionário, que muitas vezes pode usar algum dispositivo de armazenamento para retirar informações de um paciente e pode causar danos reputacionais irreparáveis”, afirma o especialista Milagre. “É possível bloquear vários perímetros como pen drives, acesso físico e acesso a sites, mas não há bloqueio quando alguém tem credenciais para isso.”
Este é, segundo Milagre, o motivo pelo qual os hospitais devem ter uma atuação preventiva e não reativa em relação à segurança da informação, através de políticas e normas de conduta.

Políticas
A prevenção neste caso são previstas nas políticas de tecnologia da informação ou nos termos de uso dos serviços de informática, meios que servem de garantia e ao mesmo tempo de diretriz para a prática da segurança de uma instituição.
A burocracia não se posicionaria contra o avanço tecnológico, portanto as políticas se adaptam e abrangem as novidades do mercado tecnológico, segundo Márcio Lago, gerente de TI do Hospital Novo Atibaia, no interior de São Paulo.

Segundo o executivo, apesar de algumas normas serem exigidas em função da segurança do ambiente de TI do hospital, há um esforço em criar diversas condições para que a aceitabilidade seja a mais ampla possível. “O equipamento pode ser pessoal, mas precisa estar sujeito à política de segurança da empresa”, afirma Lago. “O principal ponto é que mantemos três tipos de redes para os três tipos de público que utilizam o acesso dentro do ambiente do hospital: a rede para os funcionários, a rede para os funcionários terceirizados e a rede para o público em geral, que não compromete as aplicações da instituição.”

Segundo Lago, os casos de profissionais que usam equipamentos pessoais no hospital ainda não são expressivos. Ele afirma que os funcionários que aderem à política da empresa nesta modalidade não chegam a 20% do total.

Mas a segurança não é um fator que reduza a disponibilidade de acesso. Mesmo para dispositivos que não tenham perfil para acessarem a rede do hospital, a área de TI disponibiliza um ambiente virtual separado para permitir que o profissional trabalhe, mas os dados do equipamento não entram em contato com a rede do hospital. “Para uma pessoa que está na empresa e precisa acessar uma aplicação, nós criamos uma sessão na máquina desta pessoa para que ela use os serviços da rede , sem comprometer a segurança ou usar algo da própria máquina”, explica Lago. “É como se fosse a virtualização de um desktop para que o uso da rede a partir daquele dispositivo não gere riscos.”

Crime digital
Depois dos ataques aos sites do Governo Federal, um projeto que tramita no Congresso desde 1999 pode enfim virar lei. O documento criminaliza 12 ações na internet com penas de um mês a seis anos de prisão para destruição de dados eletrônicos alheios, acesso a sistemas, obtenção de informações sem autorização e estelionato eletrônico.A pena é branda para padrões internacionais. Nos EUA, um hacker que instalou um vírus em um hospital foi condenado, a pagar multa e a três anos de liberdade assistida.

Fonte SaudeWeb

Arquitetura é ativo de valor nos hospitais, dizem especialistas

Ciência e tecnologia médica, de informação e a da movimentação orientam processos e soluções de acordo com a operação e perfil do paciente

A visão empresarial voltada à excelência e às acreditações aumentam a lista de hospitais brasileiros atentos aos fluxos e especialidades influenciadoras do funcionamento das empresas como a reserva de caminhos distintos para o transporte de macas e ambientes flexíveis às novas tecnologias médicas como tomógrafo e ressonância magnética. E isso reflete em mudanças na arquitetura hospitalar, inclusive comportamentais. “A ambientação faz parte do processo de cura e bem-estar dos usuários” afirma a arquiteta Bela Gebara que, ao lado das sócias Patrícia Sinisgalli e Gisele Conde, assinou projetos da UTI pediátrica dos hospitais Sírio Libanês e Nossa Senhora de Lourdes e ganhou prêmio pelo esforço que implicou em viagens aos Estados Unidos em busca de referências.

Este ano, o Hospital Vitória, do grupo Amilpar, em São Paulo, venceu o VIII Prêmio de Arquitetura Corporativa, na categoria Obras Realizadas no segmento Saúde. Inaugurado em dezembro de 2010, o prédio custou R$ 120 milhões, tem jardins e fontes internas, uma clarabóia no átrium central, além de uma fachada envidraçada que utiliza a luminosidade natural e reduz o consumo de energia em 20%.

Diretor médico do Vitória, Dr. Luiz Cervone afirma que a evolução no atendimento em medicina e tecnologia trouxe a necessidade de investir. “O projeto é adequado ao atendimento e o break even será alcançado em sete meses”.

Planos
Os conceitos arquitetônicos sustentáveis são requisitos das acreditações e norteiam planos diretores dos hospitais ao incorporar nos espaços funcionalidades condizentes aos processos e recursos de tecnologia médica, de informação e a da movimentação da instituição.

A visão reúne num mesmo grupo o gaúcho Ijuí, os mineiros Uberlândia, Metropolitano, Divinópolis, Contagem, os paulistanos Albert Eistein, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Samaritano, São Camilo, Mater Dei, Vitória, Unimeds, entre outros.

“O movimento expande o horizonte dos gestores hospitalares além das atividades fim para que se não deixe de lado as atividades meio, já que o conceito de organização dos espaços evita o desperdício de tempo, esforço físico e riscos ao paciente, a despeito do custo da obra”, defende o arquiteto Domingos Fiorentini.

Fluxos dentro do prédio que demandam a arquitetura voltada à segurança e bem estar de pacientes e acompanhantes, e com escolhas certas dos materiais contempla a sustentabilidade financeira da instituição, outro ponto das acreditações.

E a compreensão do espaço físico passa pelo entendimento das dinâmicas e processos por quem nele opera, esclarece João Carlos Bross, arquiteto responsável por grandes obras nessa linha.

Flexível
Para melhorar o atendimento, o hospital Samaritano, reacreditado pela Joint Commission International (JCI) esse ano, inaugurou em abril um novo edifício que centraliza numa torre o fluxo de acompanhantes e na outra a parte social. O investimento de R$ 180 milhões será recuperado entre 8 a 10 anos, “mas o foco é atender a demanda, aumentar as vagas de carros, a capacidade de estocagem de água, leitos e centro de diagnóstico”, como afirma o superintendente geral Sergio Bento.

A distribuição interna projetada pela Botti Rubin Arquitetos é através de Dry Wall que permite a mudança de layout diante da troca de tecnologia. As duas salas do centro cirúrgico têm placas metálicas Variop, de intervenção limpa. “Trabalhamos com a Vigilância Sanitária e o serviço de infecção do hospital para esse sistema alemão ao País”, conta a coordenadora de arquitetura do Samaritano, Alina Barros.

O prédio diminuiu a manutenção com uso de papel vinílico nas paredes, em meia altura, e a iluminação indireta não afeta mais os olhos dos pacientes que circulam em macas.

Transformações
Como o cliente, tecnologia e conhecimento mudam, de acordo com o arquiteto Bross, as alterações e espaços flexíveis precisam ser admitidas e previstas já na edificação.

Nesse contexto, as tendências da ciência e da tecnologia médica transformam procedimentos diagnósticos em terapêuticos e mudam demandas no prédio, que são reorganizadas pela arquitetura, evitando espaços sub ou sobreutilizados, congestionamentos em filas e salas de espera.

Normas
O apelo sustentável na arquitetura hospitalar já é exigido pelo Ministério da Saúde e Anvisa que estipularam normas sobre o espaço físico, como a RDC 50, a mais emblemática, embora defasada em alguns aspectos, de acordo com o arquiteto Fiorentini.

Acreditações
Ter uma farmácia central e pequenas satélites em áreas críticas do hospital, como centro cirúrgico, unidades intensivas e emergência, ou áreas de expurgo, de materiais de limpeza e rotas de fuga são exigências arquitetônicas das acreditações da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e da Joint Commission International (JCI).

No hospital Vitória, da Amilpar, além dos quatro elevadores para pacientes e acompanhantes, há dois para colaboradores, um exclusivo dos nutricionistas e um pressurizado para emergências.

A sustentabilidade também é considerada nas certificações, para hospitais econômicos que não impactam o meio ambiente, com redução de uso de água potável e produção de esgoto, e uso de energia elétrica com geradores próprios.

Fonte SaudeWeb