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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SP: Acesso a medicamentos gratuitos cresce 204%

Em janeiro, 235.1 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em agosto, o número saltou para 715,5 mil

A ação “Saúde Não Tem Preço” – lançada este ano pelo governo federal – tem como objetivo beneficiar os brasileiros e ampliar o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Em São Paulo, a iniciativa do Ministério da Saúde, que oferece gratuitamente 11 medicamentos para hipertensão e diabetes, aumentou em 204% o acesso ao tratamento dessas doenças nas 4.203 farmácias e drogarias credenciadas.

Em janeiro, 235.1 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em agosto, o número saltou para 715,5 mil.

No país, a quantidade de pacientes beneficiados triplicou nos primeiros oito meses do ano. O total brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853 mil, em janeiro, para 2,7 milhões em agosto. Em todo o período, 5,4 milhões de pessoas foram beneficiadas. Destes, 1,3 milhão foram beneficiados em São Paulo.

Ação
O programa Saúde Não Tem Preço fornece medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão desde fevereiro. Antes, nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular, os produtos eram ofertados com até 90% de desconto.

Em São Paulo, a quantidade mensal de pessoas com diabetes beneficiadas pelo programa cresceu 165% – pulou de 96.525, em janeiro, para 255.563, em agosto.

No caso da hipertensão, o número aumentou 240% no mesmo período – passou de 168.239 para 572.473 beneficiados. “Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida da população, que são a diabetes e a hipertensão”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado.

Na capital São Paulo, o percentual de hipertensos é de 22,9% da população adulta, abrangendo 19,7% dos homens e 25,8% das mulheres.

Ainda pelo Vigitel, o diagnóstico de diabetes atinge 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres 7% do quem em homens, 5,4%. Especificamente em São Paulo (capital), 7,1% da população têm diabetes, 6,3% do sexo masculino e 7,8% do sexo feminino.

Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o Saúde Não Tem Preço oferece mais 14 tipos de medicamentos, com até 90% de desconto, utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma, gripe, e dislipedemia (para o tratamento a colesterol alto e outras disfunções sanguíneas), além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

No país, os medicamentos são oferecidos em mais de 19 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular e em mais de 500 unidades próprias do programa (administradas pelo governo federal).

Fonte SaudeWeb

Biolab quer firmar parcerias para desenvolvimento de medicamentos

Convênio prevê investimentos em três anos com foco em ensaios de eficácia, segurança preliminar e produção de potenciais novos fármacos

Em três meses, a Chamada Pública Biolab Farmacêutica/FAPESP recebeu 28 propostas de projetos de pesquisas destinados a estudos de valor pioneiro.

A Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo e o Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares estão entre as instituições públicas e privadas que enviaram projetos para a Chamada Pública Biolab Farmacêutica/FAPESP voltada à inovação em medicamentos para saúde humana. No total, foram recebidos 28 projetos, os quais serão avaliados por Biolab e FAPESP, com destaque para as área de oncologia, doenças degenerativas e doenças inflamatórias.

A expectativa sobre os projetos apresentados é que proponham investigação e caracterização de potenciais novos fármacos, desenvolvidos em parceria entre as proponentes, Biolab e FAPESP. O convênio prevê investimentos em três anos com foco em ensaios de eficácia, segurança preliminar e produção de potenciais novos fármacos. Em novembro será oficializada a seleção dos projetos para a parceria e que receberão financiamento.

Somados aos projetos recebidos pela Chamada Pública, outros 20 novos projetos estão sob avaliação para fazer parte do pipeline de inovação da Biolab. De acordo com o gerente de prospecção & desenvolvimento pré-clínico da Biolab Farmacêutica, os projetos resultam de um trabalho de prospecção internacional e do desempenho da companhia na Bio International Convention 2011, evento mundial de da indústria de biotecnologia.

Histórico
Em março de 2011, a Biolab Farmacêutica e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciaram parceria entre o setor farmacêutico e a instituição.

A Chamada Pública entre o laboratório e a FAPESP pretende reunir projetos voltados ao desenvolvimento de medicamentos inovadores e, assim, fomentar a pesquisa científica brasileira. Entre outros critérios, a seleção das propostas valoriza originalidade, ousadia e qualidade do projeto, viabilidade da execução e potencial para ampla disseminação e uso da inovação.

Fonte SaudeWeb

OMS elabora plano para conter tuberculose na Europa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou um plano para tentar conter casos de um tipo de tuberculose resistente a medicamentos em 53 países europeus. O problema é considerado “alarmante” pela instituição.

A infecção é maior no Leste da Europa. No Oeste do continente, Londres tem o maior índice de ocorrências da doença entre as capitais.

O plano pretende aumentar os diagnósticos e os acessos a tratamentos. Especialistas acreditam que ele tenha o potencial de economizar 120 mil vidas, além de vários bilhões de dólares, até 2015.

A OMS estima que há 81 mil casos do tipo resistente de tuberculose por ano na Europa, embora muitos países apresentem falhas nos diagnósticos.

A Rússia, a Ucrânia e o Azerbaijão estão entre os países com a maior incidência da doença. Os casos de tuberculose na Grã-Bretanha estão concentrados nas grandes cidades. Há 3.500 casos em Londres por ano.

A tuberculose é uma infecção contraída pelo ar que, embora tenha tratamento, ainda é fatal em cerca de 7% dos casos. Quase metade dos pacientes que contraem a forma resistente a medicamentos da doença acabam morrendo.

No Brasil, segundo dados do governo federal, a tuberculose é a terceira causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com Aids.

A OMS elogiou o serviço britânico para tratar da doença, que utiliza uma van com equipamento portátil de raio-X para examinar moradores de rua e dependentes de drogas.

"Todos nós podemos estar expostos [à tuberculose], e não apenas as populações vulneráveis, como os imigrantes e os prisioneiros", disse Ogtay Gozalov, do escritório europeu da OMS. "Se os Estados-membros não agirem agora, pode haver uma situação dramática no futuro."

Fonte Agência Brasil

Anvisa: 30% dos cruzeiros que chegaram ao país na temporada 2010/2011 tinham problemas sanitários

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou ontem (14) um relatório indicando que cerca de 30% dos navios de cruzeiros que chegaram no país na temporada 2010/2011 apresentaram problemas sanitários.

As principais irregularidades encontradas nas embarcações estão relacionadas ao controle da qualidade da água e ao armazenamento, ao preparo e à distribuição de alimentos, o que pode aumentar a contaminação pelo norovírus, principal causador de diarreia.

O levantamento aponta que 70% das embarcações que visitaram a costa brasileira nessa temporada apresentaram condições sanitárias satisfatórias para a maioria dos itens inspecionados. Para o diretor da Anvisa, Agenor Álvares, há dois motivos para esse índice.

“A primeira questão é um regulamento bastante claro que foi apresentado para as empresas que operam nesse setor, para que elas se adequassem e cumprissem rigorosamente aquelas regras. E, em segundo lugar, ter aumentado a fiscalização e ter profissionalizado a nossa fiscalização”, destacou.

Agenor Álvares disse também que a intenção da Anvisa e dos empresários do ramo é chegar ao mais alto nível de condições sanitárias nos navios. De acordo com o diretor, as operações de fiscalização serão permanentes.

Segundo os números da Anvisa, na temporada de cruzeiros marítimos 2009/2010, foram registrados 4.441 casos de doenças em passageiros e tripulantes. Na temporada 2010/2011, o número caiu para 792. Apesar da redução de 82%, o número ainda preocupa, disse Álvares.

O levantamento da Anvisa foi apresentado durante o Encontro Anual de Avaliação da Temporada de Navios de Cruzeiro 2010/2011, em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. O encontro também serviu para discutir o Guia Sanitário de Navios de Cruzeiro, que traz orientações para o monitoramento de casos suspeitos de doenças transmissíveis a bordo de navios e que padroniza os procedimentos de controle sanitário nesse tipo de embarcação. Na oportunidade também foi lançada uma página na internet com informações sanitárias para os viajantes.

Fonte Agência Brasil

Procon-SP fecha supermercado do Carrefour por vender produtos vencidos

A Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) suspendeu ontem (14), pelo prazo de 12 horas, o funcionamento do hipermercado Carrefour Tietê, localizado na Avenida Morvan Dias Figueiredo, no bairro Vila Guilherme, zona norte da capital paulista. Segundo o Procon-SP, a sanção foi aplicada por causa da exposição e venda de produtos vencidos aos consumidores.

“O Carrefour, assim como qualquer outro fornecedor reincidente em uma prática de maior gravidade - como é essa que compromete a saúde do consumidor pela venda de produto com prazo de validade vencida, está sujeito à aplicação de uma pena mais severa prevista em lei”, explicou Renan Bueno Ferraciolli, diretor de fiscalização do órgão.

Em entrevista à Agência Brasil, Ferraciolli disse que os técnicos do Procon-SP já tinham presenciado a comercialização de produtos vencidos por esta unidade do Carrefour em mais de uma oportunidade, aplicando multas ao hipermercado. Desta vez, pela reincidência, a unidade da Vila Guilherme teve que fechar suas portas entre as 8h e 20h de hoje e recebeu uma multa de R$ 87.680.

A suspensão temporária da atividade do hipermercado tem, segundo o órgão de defesa do consumidor, um caráter pedagógico para que os fornecedores passem a adotar medidas mais eficazes para garantir a qualidade dos produtos à venda. Caso o Carrefour continue a vender produtos vencidos, “essa sanção pode ser aplicada com mais tempo de fechamento”, declarou Ferraciolli.

Segundo ele, o consumidor que encontrar um estabelecimento com produtos com prazo de validade vencida deve, primeiramente, se dirigir ao responsável pelo próprio estabelecimento e informar o fato para que o produto seja imediatamente retirado da prateleira. O consumidor também pode fazer uma denúncia ao Procon-SP pessoalmente nos postos do Poupatempo Sé, Santo Amaro e Itaquera, por fax (11) 3824-0717, pelo telefone 151 ou procurar o órgão de defesa do consumidor instalado em seu município.

“O consumidor tem que ficar muito atento à validade porque ela é estabelecida pelo fabricante justamente para garantir que aquele produto, quando consumido, não provoque qualquer tipo de reação adversa”, ressaltou Ferraciolli.

Por meio de nota, o Carrefour confirmou que as atividades do hipermercado foram suspensas hoje e informou que “participa ativamente de um grupo técnico, promovido pelo órgão (Procon-SP), para desenvolvimento de ações que promovam a melhoria contínua dos serviços prestados em suas lojas”.

A partir do dia 1º de outubro, o Procon-SP vai fazer uma campanha com os supermercados de São Paulo filiados à Associação Paulista de Supermercados para educar o consumidor sobre a importância de se observar a data de validade dos produtos. “Por meio dessa campanha, toda vez que o consumidor encontrar um produto vencido na loja, ele ganhará outro, com validade, gratuitamente”, explicou o diretor do Procon.

Fonte Agência Brasil