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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Exame de Ácido Úrico

O que é
Exame de sangue (ou de urina) para avaliar os níveis de ácido úrico no organismo.

Para que serve
Serve para detectar níveis elevados de ácido úrico e assim diagnosticar doenças como gota, artrite e cálculos renais.

Como é feito
É coletado sangue de uma veia do braço do paciente ou então uma amostra da urina (neste caso a coleta consiste em urinar uma pequena quantidade de urina dentro de um pote apropriado, fornecido pelo laboratório).

Preparo
Não é necessário preparo prévio ao exame.

Valores de referência
Exame de sangue


- Homens: 2,5 a 7,0 mg/dL = 149 a 416 mmol/L

- Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dL = 89 a 357 mmol/L

Exame de urina


- 250 a 750 mg/24 horas = 1,5 a 4,5 mmol/24 horas

Fonte IG

Eles estão há 40 anos na UTI



Ela sorri e diz que o filme mais bonito que já viu na vida foi Dirty Dancing, aquele com o Patrick Swayze, que no Brasil foi chamado de Ritmo Quente.

Quando o longa estreou, em 1987, Eliana Zagui, hoje com 37 de idade, tinha 13 anos e já estava internada em um leito de UTI há 12 anos. Ela devorou cada minuto da sessão de “cinema hospitalar”. De lá para cá, ainda hospitalizada, Eliana já reviu 18 vezes o mesmo filme.

Bem ao seu lado, está internado Paulo Henrique Machado, cinéfilo desde menino, que tem uma queda por animação e já recebeu visitas ilustres em seu leito, como a de Carlos Saldanha, produtor brasileiro que participou de a Era do Gelo.

“Eu ainda vou fazer meu próprio filme, em 3D, com bonecos de massinha, todos deficientes físicos”, conta ele com 43 anos, 42 passados dentro do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Eliana e Paulo são os pacientes mais antigos do maior complexo hospitalar da América Latina. Estão hospitalizados há quatro décadas, representando as últimas vítimas do surto de paralisia infantil que ocorreu no Brasil no início da década de 70.


São testemunhas vivas de um momento muito difícil da saúde do País e assistiram não apenas à erradicação desta doença em território nacional (graças à vacinação em massa), como o surgimento das primeiras unidades de terapia intensiva (UTI) para pacientes graves que, assim como eles, não podiam voltar para casa.

O vírus da poliomelite tirou os movimentos das pernas de Paulo e também comprometeu a sua capacidade de respirar sozinho. Eliana só consegue movimentar os olhos e a boca e, da mesma forma, para que o ar chegue aos pulmões, precisa da ajuda de um aparelho (pesado e caro).

Ele tinha 1 ano e três meses quando foi internado e ela quase dois anos. Foram encaminhados para o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do HC, em um prédio que só cuidava de crianças acometidas pela pólio. Alguns pacientes tiveram alta, outros não sobreviveram. Pouco a pouco, acidentados de carro, vítimas de queda de motocicletas e de violência começaram a dividir espaço naquele edifício feito originalmente para a paralisia infantil.

Paulo Henrique Machado, 43 anos, internado há 42 anos,
foi o primeiro paciente da UTI do Hospital das Clínicas

Éramos 7
Ainda que com pacientes mais variados, uma ala especial do “prédio da pólio” foi reservada para as sete crianças com poliomelite que ainda não tinham liberação médica para voltar para suas residências. Neste mesmo período, a especialidade médica chamada “intensivista” já havia nascido e aquele grupo de pequenos pacientes passou a receber cuidados permanentes de diversas especialidades médicas em um só local.

O tempo foi passando e a cada ano, uma das camas ficava vazia, pontuando a gravidade da pólio e a necessidade de aperfeiçoar os cuidados da UTI. “Éramos sete. Ficaram apenas eu e o Paulo. O que mais sinto saudade é da época das festas juninas, quando todos nós vestíamos roupas de caipira, fazíamos tranças e só dávamos risadas com as bandeirolas e cantigas típicas que montavam para gente.”

Descobertas
Na posição horizontal, Eliana e Paulo Henrique descobriram um mundo cheio de possibilidades. Ele lembra de ver pela televisão, em branco e preto, a chegada do homem na lua. Eliana precisou usar óculos por causa da miopia e deixou os cabelos encaracolados crescerem até a altura dos ombros.

Quase no mesmo compasso dos avanços médicos, a tecnologia voltada para a comunicação também foi melhorando a vida deles. Os respiradores mais leves permitiam deslocamento para outras áreas do hospital. O walkman trouxe a possibilidade de escutar as próprias músicas sem precisar “incomodar” mais ninguém. Os monitores cardíacos ficaram mais precisos e possibilitavam prolongar os banhos de sol. O computador e a internet trouxeram para perto dos dois os cursos on-line. Eliana, com a boca, aprendeu a pintar quadros lindos. Paulo Henrique descobriu tudo sobre programas de edição e design, o primeiro passo para os trabalhos que desenvolve hoje.

Os dois terminaram o Ensino Médio e o ano passado prestaram o Enem. O sonho de Eliana é fazer faculdade de psicologia, vontade que ficou ainda mais aflorada no início do ano passado. “Graças a um respirador novo, eu consegui pela primeira vez dormir fora do HC. Fui à formatura de uma grande amiga, que tornou-se psicóloga. Acompanhar a colação de grau, ver aquela festa e ainda dormir em outro ambiente foi simplesmente demais”, conta.

Já Paulo Henrique quer fazer mesmo é curso superior de cinema. E alimentou este sonho nas cinco vezes em que ficou fora do Instituto por três horas e deu uma passadinha rápida no Shopping Santa Cruz para uma sessão.

“Dormir fora eu não tenho vontade, acho que tenho receio. Quando a gente vai para o mundo, percebe que as coisas são maiores do que estamos acostumados a ver. Não sei se estou pronto para encarar isso”, diz ele.

"Não sou robô"
Eliana, ao contrário, é uma entusiasta da tecnologia e com uma ansiedade por vezes travestida de mau-humor, espera que a chegada de novos aparelhos médicos a possibilitem deixar o hospital. Ela prepara o “ponto final” de seu livro que, em uma referência à aparelhagem que contribuiu para que chegasse aos 37 anos de vida, vai chamar de “Pulmão de Aço”, uma referência ao respirador artificial que a acompanha desde menina.

Ao longo do tempo em que esteve que na posição de paciente Eliana viu o amadurecimento da UTI brasileira e entendeu perfeitamente que a medicina hi-tech foi um dos avanços mais importantes da saúde do País.

“Mas o contato humano e a relação pessoal ainda precisam ser mais trabalhados nestes espaços", diz. As pessoas esquecem que por trás das máquinas existem seres humanos.

Fonte IG

Eliana Zagui tem 37 anos e está internada desde
o primeiro ano de vida por causa da paralisia infantil
Paulo Machado e Eliana Zagui são os pacientes mais antigos do maior hospital do País. “Eu ainda quero sair daqui", diz ela

A vida antes e depois da UTI

A história da terapia intensiva contada por médicos fundadores e por dois pacientes que estão internados há 4 décadas

Quando Paulo Henrique Machado foi hospitalizado com 1 ano e três meses de vida, os médicos tinham quase certeza de que ele não apagaria as velas do segundo aniversário.

Na mesma época, a médica clínica geral Mariza D’Agostinho Dias também assistia inconformada aos baixíssimos índices de sobrevivência dos doentes graves que, assim como Machado, precisavam de acompanhamento constante de várias áreas médicas.

Em uma coincidência temporal, os dois marcam o início da história das unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil, nos anos 70. Ele como paciente. Ela como médica.

Quatro décadas mais tarde, Paulo Henrique Machado permanece internado em um dos leitos de atenção permanente no Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele está vivo (muito vivo), tem o diploma do Ensino Médio e quer fazer faculdade de cinema. Três conquistas improváveis para quem leu os prontuários clínicos que descreviam a sua paralisia infantil e provavelmente impossíveis caso o conceito de UTI não tivesse nascido pouco depois do nascimento e da hospitalização de Paulo.

Mariza Dias também permanece na ativa como médica intensivista, no Hospital 9 de Julho, onde aplica a experiência que adquiriu junto com um grupo de médicos que implantou as primeiras UTIs brasileiras nos hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, São Luis e Clínicas, de São Paulo.

“Só neste último mês, atendi cinco pacientes que tenho convicção de que não sobreviveriam não fossem os métodos e os equipamentos que usamos na terapia intensiva”, diz.

“Esta especialidade da medicina é a uma das grandes responsáveis pelo aumento da expectativa de vida do brasileiro. UTI já foi encarada como corredor da morte. Hoje, sabemos, ela é um corredor da vida.”

O conceito
O espaço que reúne conhecimentos de ortopedia, cardiologia, pneumologia e cirurgia foi idealizado nos Estados Unidos, em 1969, para cuidar não só dos pacientes, mas da saúde e da sanidade dos próprios médicos. Até então, os especialistas ficavam espalhados pelo hospital e o paciente submetido a uma operação de grande porte, por exemplo, exigia empenho e dedicação total só do cirurgião responsável pelo procedimento.

Sendo assim, após 12 horas coordenando os bisturis, o especialista ainda tinha de monitorar batimentos cardíacos, oxigenação e qualquer outra sequela do paciente, sozinho, sem o apoio dos outros setores hospitalares. Caso surgisse uma complicação, o tempo gasto para acionar um outro especialista era crucial. E, muitas vezes, os sinais que indicavam problemas só eram percebidos tarde demais para uma intervenção precoce.

“Ficou nítido que precisávamos de integração. Nasceu em 1971 no País o conceito do departamento de cuidado intensivo, com profissionais que conheciam clínica médica, anestesia e aparelhagem. Tudo ficou ao alcance de um clique”, lembra Elias Knobel, um dos médicos que trouxe a UTI para o Albert Einstein.

Simultaneamente, lembra Marcos Knibel – um dos primeiros cirurgiões especializados em medicina intensiva da Santa Casa do Rio de Janeiro – a tecnologia médica evoluía. Aparelhos que substituíam as funções vitais dos pacientes, como respiradores artificiais, máquinas de hemodiálise (que fazem às vezes dos rins) e monitores cardíacos também permitiram mais possibilidades aos doentes graves, aos médicos e às novas chances de sobrevivência.

“Foi uma avalanche de novidades tecnológicas, menos invasivas e mais seguras. As pessoas que antes morriam, passaram a não morrer mais”, conta Renato Terzi, responsável pela implantação da UTI do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp).

Hoje, segundo levantamento da Associação Brasileira de Medicina Intensiva (Amib), de cada 10 pacientes que entram na UTI, nove saem com vida. Há 40 anos, a mortalidade era de 30% – três vezes maior.

Prevenção e não reação
Esta concentração de aparelhos de última geração tornou a UTI um espaço onde a vida vale muito. São os “santuários” mais caros dos serviços hospitalares. Quanto mais complicações o paciente tem, mais oneroso é custear todas as intervenções necessárias.

Esta constatação – que só surgiu com o passar do tempo – fez com que a UTI deixasse de ser só a última opção e assumisse também um caráter preventivo. Profissionais de outras especialidades, como nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos foram inseridos no quadro de funcionários que praticam os cuidados intensivos.

“Em uma mudança de paradigma, a prevenção passou a ser prioridade da medicina intensiva. A UTI não é, e não pode ser, a última alternativa. Muitas vezes, é nela que o paciente será monitorado mesmo que seu quadro não seja tão grave.”

Esta transformação do caminho até a UTI é o que preconizam os especialistas mas não é uma realidade nacional. Segundo os médicos ouvidos pelo iG, a quantidade insuficiente de leitos impede, em especial nos serviços públicos de saúde, que o caráter preventivo seja a regra.

O último censo feito pela AMIB, que cruzou as informações de número de habitantes por leitos disponíveis constatou que 14 Estados brasileiros (53,8% do total) estão com médias abaixo do preconizado que é de 1 leito de UTI por 10 mil habitantes.

Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Piauí, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima figuram entre os mais defasados, o que implica, muitas vezes, que os pacientes precisem viajar quilômetros para ter acesso aos cuidados intensivos.

Próximos passos
Ampliar as UTIs nacionais para todos os Estados e continuar investindo em tecnologia formam a espinha dorsal dos novos passos que a UTI precisa dar. Mas para Renato Terzi da Unicamp, outro avanço importante foi o conceito de humanização que chegou anos depois aos leitos intensivos e ainda precisa ser ampliado.

“Depois do encantamento com os aparelhos, a comunidade médica percebeu (e ainda precisa perceber mais) que, atrás das máquinas, existiam seres humanos.”

Não por coincidência, as histórias mais marcantes que os médicos fundadores de UTI carregam na memória são aquelas que pontuam as verdadeiras mágicas feitas por um carinho, uma televisão ou um dia de beleza na terapia intensiva. Eliana Zargui, a mulher que está há mais tempo em um leito de UTI do HC (ela está hospitalizada há 36 anos), afirma de boca cheia que não sente falta de quase nenhuma tecnologia.

“Estas eu tenho acesso a quase todas”, diz imobilizada por causa da poliomelite e com capacidade de mexer só os olhos e a boca. Mas o que nem todos sabem - mas saberiam caso olhassem seus sorrisos, sonhos e opiniões - é que por trás dos fios e maquinários, bate um coração de verdade. “Isso, ainda precisa mudar.”

Fonte IG

Concurso Prefeitura de Santo Antônio de Lisboa – PI 2011

O município de Santo Antônio de Lisboa, cidade do Estado do Piauí, publicou edital de concurso público com o objetivo de preencher 36 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os profissionais serão lotados para atuarem na Secretaria de Saúde.

O concurso de Santo Antônio de Lisboa oferece várias vagas com salário variado de R$ 545,00 a R$ 4.028,79, por carga horária de 12 a 40h semanais. Do total de vagas, 5% são reservadas a portadores de deficiência.

Para cargos de nível fundamental as vagas são de Auxiliar de Serviços Diversos (03), Cozinheiro (02), Vigia (03) e Motorista (03).

Quem tem nível médio os cargos são para Auxiliar Administrativo (03), Auxiliar de Consultório Odontológico (03), Técnico em Computação (01) e Técnico em Enfermagem (03).

Candidatos que já concluíram o ensino superior podem disputar as vagas de Dentista (01), Enfermeiro (07), Fisioterapeuta (02) e Médico (05).

Os interessados poderão efetuar suas inscrições no período entre 30 de agosto a 25 de setembro de 2011, no site http://www.ivin.com.br/.

As taxas de inscrições são de:
Nível Fundamental: 35,00;
Nível Médio: 50,00; e
Nível Superior: 80,00.

As provas objetivas será aplicada no dia 30 de outubro de 2011, em local e horário a serem divulgados após o dia 24 de outubro de 2011, no site da Organizadora: http://www.ivin.com.br/, no Portal do Candidato, na sede da Organizadora, na sede do Município de Santo Antônio de Lisboa.

O gabarito será divulgado no dia 31 de outubro de 2011, no site da Organizadora: http://www.ivin.com.br/ na sede do IVIN, bem como em mural na Prefeitura Municipal e Secretaria de Saúde de Santo Antônio de Lisboa.

A validade do concurso será de 02 anos, contados da data da homologação de seu resultado, prorrogável por até 02 anos, a critério da Secretaria Municipal de Saúde de Santo Antônio de Lisboa, Estado do Piauí.

Fonte: Concurso Prefeitura de Santo Antônio de Lisboa – PI 2011 | Concursos no Brasil

Vagas na área de educação em Fernando de Noronha (PE) 2011

O Governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, autorizou no último dia 09 de setembro, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado, a realização de Processo Seletivo Simplificado para o Distrito Estadual de Fernando de Noronha (DEFN). A medida visa atender ao interesse público, uma vez que o próprio governo reconhece que “a não contratação imediata de profissionais inviabilizará a prestação de serviços essenciais à Educação do DEFN”.

Quantidade de vagas e Cargos oferecidos

Serão oferecidas 164 vagas, distribuídas em cargos de nível Fundamental, Médio, Técnico e Superior, com vencimentos iniciais que vão de R$ 1.000,00 (Agente de Serviços Gerais) a R$ 4.000,00 (Professor). Do total de vagas, 3% serão reservadas às pessoas portadoras de deficiências.

Professor, Coordenador Pedagógico, Assistente de Biblioteca, Técnico Administrativo, Agente de Administração Escolar, Técnico Educacional, Técnico de Apoio Logístico, Educador de Disciplina, Condutor de Veículos, Agente de Administração, Instrutor de Línguas, Agente de Apoio Nutricional, Agente Patrimonial, Agente de Serviços Gerais, Agente de Portaria, Psicopedagogo, Assistente de Educação Infantil, Bibliotecário, Técnico em Biblioteconomia, Assistente de Tecnologia da Informação, Instrutor de Turismo, Instrutor Vocacional, Instrutor Contábil, Arte Educador e Agente de Manutenção.

Inscrição
As inscrições serão realizadas presencialmente, ou por procuração, na Sala de Videoconferência do Palácio São Miguel, que fica no Arquipélago de Fernando de Noronha – Vila dos Remédios – Distrito Estadual de Fernando de Noronha-PE, no horário das 09h00 às 14h00, até o dia 21 de setembro de 2011. Não é necessário pagar taxa de inscrição.

Prova
A seleção dos candidatos será realizada por meio de avaliação curricular, que possui caráter eliminatório e classificatório.

O resultado preliminar será divulgado provavelmente no dia 23 de setembro de 2011 no site http://www.noronha.pe.gov.br/.

Validade
O prazo de validade da seleção será de 02 anos, a contar da data de homologação do resultado final na imprensa oficial, podendo ser renovado por igual período, a critério do DEFN.

Fonte: Concurso Educação Fernando de Noronha (PE) 2011 | Concursos no Brasil