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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Médicos de planos de saúde suspendem atendimento

Seis meses após a primeira paralisação, os médicos voltam a suspender hoje (21) o atendimento aos beneficiários de planos de saúde. Os profissionais deixarão de atender consultas de algumas operadoras em 23 estados e no Distrito Federal. A paralisação vai durar 24 horas e, nesse período, o atendimento às urgências e emergências será mantido. Os clientes afetados podem remarcar as consultas.

Em abril deste ano, os médicos fizeram o primeiro boicote às operadoras, quando interromperam por um dia o atendimento a clientes de todos os planos. Desta vez, os planos que não negociaram ou não apresentaram propostas suficientes para atender às reivindicações da categoria são o alvo do protesto.

Os médicos querem o aumento imediato dos honorários, reajuste fixo anual da remuneração e o fim da interferência das empresas em sua autonomia. As associações médicas defendem o valor de R$ 60 por consulta. De acordo com elas, os planos pagam, em média, R$ 40. Segundo a categoria, as mensalidades dos planos foram reajustadas em 150% nos últimos anos. No entanto, as operadoras destinam menos de 20% da arrecadação para a remuneração dos profissionais.

“O recurso da saúde suplementar que vai para o médico caiu quase pela metade”, disse o presidente eleito da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso.

Em relação à interferência no trabalho, as entidades alegam que as empresas recusam determinados exames e chegam a mudar procedimentos. “Tentam, por exemplo, reduzir a permanência do paciente na UTI [unidade de terapia intensiva]. Evidentemente, todas as vezes que isso acontece há um conflito enorme”, explicou Cid Carvalhaes, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Os profissionais cobram posicionamento e articulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por regular o setor, para solucionar as divergências entre a categoria e os planos. “O que está colocado em jogo é a assistência a 46 milhões de usuários. O governo tem responsabilidade. Estamos chamando a ANS para a responsabilidade”, disse Aloísio Tibiriça, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os médicos vão parar o atendimento a, pelo menos, 23 planos de saúde. A estimativa é que os planos afetados tenham de 25 milhões a 35 milhões de usuários, cerca de 76% do total de clientes em todo o país. As negociações com as operadoras foram feitas pelos representantes de cada estado. Por isso, cada unidade da Federação definiu sua própria lista com os planos que serão afetados.

Em nove estados, será suspenso o atendimento a todas as operadoras – no Ceará, Espírito Santo, Maranhão, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, no Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins. A lista dos planos que serão alvo da paralisação está disponível no site do CFM, no endereço eletrônico www.cfm.org.br.

O Amazonas, Roraima e o Rio Grande do Norte ficam fora do protesto porque as negociações com as operadoras estão mais avançadas.

As entidades médicas afirmam não haver impedimento judicial para fazer a paralisação por tempo determinado.

Diante do protesto dos médicos, a Federação Nacional da Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as 15 maiores operadoras do país, informou, em nota, ter formalizado à ANS uma nova proposta de remuneração. De acordo com a federação, os serviços ofertados pelos planos serão organizados em grupos, conforme a complexidade. Em cada grupo, será definido um valor que valerá para todos procedimentos, nivelado pelo mais alto. Ainda segundo as operadoras, o reajuste das consultas médicas, nos últimos dez anos, ficou acima da variação da inflação no período, que foi de aproximadamente 56%.

Entretanto, as entidades médicas dizem desconhecer a proposta da Fenasaúde. “Essa proposta facilita a conversa. Não tem relação com valores [honorários]”, explicou Jorge Curi, diretor da AMB.

Em nota, a ANS diz que considera legítimas as paralisação dos médicos, desde que não prejudiquem os usuários.

Fonte Agência Brasil

Maior banco de sêmen do mundo procura por homens de olhos castanhos

Com excesso de 'loiros', maior banco de sêmen, com sede na Dinamarca, quer diversidade

O excesso de doadores tipicamente escandinavos - loiros com olhos claros - está fazendo com que o maior banco de sêmen do mundo, na Dinamarca, precise buscar maior diversidade étnica, para atender às demandas de seus clientes. "Paramos de receber amostras de loiros de olhos claros, porque já temos uma lista de espera de 600 candidatos (a maioria com essas características)", disse à BBC Brasil Ole Schou, diretor do banco de esperma Cryos International.

E, no momento, é grande a demanda por traços étnicos diferentes, em especial de pessoas que tenham olhos castanhos. Esses tipos de doadores são os únicos aceitos no momento pela empresa. Isso porque casais heterossexuais com problemas de fertilidade - que respondem por 60% da clientela do Cryos - em geral buscam amostras de esperma de doadores com traços semelhantes ao homem infértil.

"O problema é que o típico caucasiano de olhos claros não reflete a demanda", explicou Schou, que tem uma importante parcela de sua clientela em países mediterrâneos, por exemplo. "Nossos doadores são simplesmente loiros demais." Esse tipo de doador escandinavo, em contrapartida, tem mais apelo perante outra clientela crescente do Cryos: o de mulheres solteiras que querem engravidar ou de casais de lésbicas que desejam ter filhos.

Doadores
O Cryos informa em seu site registrar dois tipos de doadores: um de perfil "estendido", em que são contidas informações como histórico (educação e relações familiares) e descrições feitas pela equipe do banco de sêmen. O segundo tipo contém apenas um "perfil básico", com raça, traços étnicos, cor de olhos e cabelos, altura, peso, tipo sanguíneo e educação e ocupação do doador.

Dependendo dos casos, a identidade do doador pode ou não ser revelada. Eles recebem, segundo Schou, entre 250 e 500 coroas dinamarquesas (entre R$ 79 e 158), após passar por testes que garantam a qualidade do esperma e a saúde do doador. "Doadores só podem fornecer amostras se viverem na Dinamarca ou perto de um de nossos escritórios (por exemplo, em Nova York ou Mumbai)", explicou o diretor. "Podem doar quantas vezes quiserem. Alguns doaram mais que 500 vezes." As amostras escolhidas pelos clientes do Cryos costumam ser enviadas para países do mundo todo, prosseguiu ele.

Schou, que criou o banco de sêmen em 1987, disse que busca atualmente parceiros na América do Sul, onde acredita que poderia obter a diversidade étnica que necessita para um mercado em expansão. "Precisamos de mais bancos de esperma no mundo", disse. "A infertilidade é um problema global."

Mas, ao se espalhar por diferentes países, o banco precisa se adequar a variadas legislações sobre reprodução assistida. No caso do Brasil, por exemplo, poderia revelar características físicas e de escolaridade do doador de sêmen, mas não poderia fornecer dinheiro pela doação. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que data de janeiro deste ano regula as práticas no setor, determinando, entre outros fatores, que "a doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial" e que "os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa".

Fonte IG

Mitos e verdades da pneumonia

Pesquisa revela: ainda existe muita confusão em torno da doença e isso pode atrapalhar o tratamento

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) revela que ainda existe muita confusão em torno da pneumonia. De modo geral, as pessoas confundem as causas da doença, os sintomas e as alternativas de tratamento.

Primeiro, é importante saber que a pneumonia é uma infecção das vias respiratórias, facilitada pelo enfraquecimento do sistema imunológico. A doença é a principal razão de internação hospitalar no SUS, excluídas questões relacionadas à gestação, totalizando 900 mil casos por ano, de acordo com a SBPT

Não é raro as bactérias causadoras da pneumonia chegarem à boca, mas as defesas naturais do organismo geralmente conseguem barrá-las ou eliminá-las sem grandes consequências.

“O problema se estabelece quando há alguma baixa no sistema imunológico, como no caso de diabéticos, portadores do vírus HIV e outras doenças crônicas”, afirma Igor Bastos Polonio, membro da SBPT.

“O principal fator responsável pelo agravamento da pneumonia é o atraso do início do tratamento. A demora em procurar o médico, a automedicação ou a realização de exames inadequados levam a quadros mais graves e até mesmo à morte”, alerta Jussara Fiterman, presidente da SBPT.

A pesquisa divulgada pela entidade revela que as pessoas não sabem identificar os principais sintomas da doença, muitas vezes parecidos com os sintomas da gripe. E isso acaba postergando o início do tratamento. Sem a medicação adequada quando a doença surge, a chance de complicações é maior.

Pneumonia é uma gripe mal curada.
Errado.
A gripe é causada pelo vírus Influenza e pode deixar as defesas do organismo fragilizadas, o que facilita a entrada de bactérias, vírus ou outros agentes perigosos no sistema respiratório. Pneumonia não é gripe mal curada, mas gripe e resfriados aumentam o risco de pneumonia.

Existe princípio de pneumonia.
Errado.
Pneumonia é uma infecção no sistema respiratório. A pessoa está infectada ou não. A expressão princípio de pneumonia é muito usada, mas dá a falsa ideia de um estágio da doença que não existe.

A pneumonia é mais grave em idosos.
Certo.
Cerca de 70% das mortes pela doença acontecem em pessoas com mais de 60 anos porque o organismo delas está mais fragilizado. Eles precisam de atenção especial para que o diagnóstico seja feito rapidamente e o tratamento tenha mais rigor.

Crianças são mais vulneráveis à pneumonia.
Certo.
A pneumonia bacteriana, a mais comum, é responsável por 20% a 40% das hospitalizações de menores de 5 anos nas Américas, sendo a segunda causa de morte neste grupo. Isso acontece porque as defesas do organismo ainda estão em formação nas crianças pequenas.

Os sintomas da pneumonia são parecidos com os da gripe.
Certo.
A doença pode se manifestar com dor de garganta, espirros e coriza. Mas ela geralmente evolui com mais rapidez e passa a causar tosse, febre alta, mal-estar generalizado e alteração da pressão arterial. Os sintomas devem ser devidamente avaliados por um médico, especialmente se os pacientes estiverem em grupos de risco como idosos, crianças e pessoas com imunidade reduzida.

Pneumonia pode ser adquirida pela poeira.
Errado.
Poeira e poluição, de modo geral, prejudicam e reduzem as defesas naturais do organismo, podendo facilitar a contaminação do sistema respiratório. Mas a poeira, por si, não é suficiente para contaminar uma pessoa.

Problemas do coração aumentam o risco de pneumonia.
Certo.
As doenças do coração, como a maioria das doenças crônicas, afetam o sistema imunológico e deixam o sistema respiratório mais vulnerável. O mesmo acontece com pacientes portadores do vírus HIV ou de diabetes.

Verão aumenta o risco de pneumonia.
Certo.
O início das manhãs tem mais poluentes no ar e isso favorece o contágio de pneumonia. Mas o inverno, quando muito seco, aumenta ainda mais o risco de contágio. Clima úmido é mais favorável às defesas do sistema respiratório.

Broncopneumonia é uma forma de pneumonia.
Certo.
O termo broncopneumonia é referente a um padrão radiológico, identificado em exames de Raio X, que indicam um determinado tipo de pneumonia. Tal padrão pode ajudar a identificar o agente infeccioso e dar mais informações ao médico na hora de definir a estratégia de tratamento.

Crianças devem receber vacina contra pneumonia.
Certo.
Existem vacinas contra diversos tipos de pneumococos e elas são recomendadas por médicos às crianças pequenas. Isso porque o risco de complicações em casos de pneumonia é maior, além dos pneumococos poderem causar doenças mais graves, como meningite.

Ar-condicionado pode favorecer a pneumonia.
Certo.
O processo de refrigeração torna o ar muito seco e isso favorece a penetração de germes causadores da pneumonia no aparelho respiratório. O controle da umidade no ambiente ajuda a evitar esse problema, além da ingestão regular de muita água, algo em torno de dois litros por dia. Ter uma boa hidratação protege os pulmões.

Ficar exposto ao vento frio pode causar pneumonia.
Certo.
Exposição ao frio é um fator de risco para gripe e resfriado, especialmente se a exposição representar uma mudança brusca de temperatura. Gripes e resfriados enfraquecem o sistema imunológico e isso aumenta o risco de pneumonia.

Fumar aumenta o risco de pneumonia.
Certo.
A fumaça do cigarro afeta as vias respiratórias e isso facilita a entrada de agentes maléficos aos pulmões. Os danos são causados nos cílios pulmonares, pequenos pelos que forram as vias aéreas e agem como barreira para obstruir a entrada de germes. O movimento destes cílios reduz por causa do efeito do fumo.

Fonte IG

OMS relata presença de pólio na China e alerta sobre disseminação

Nove casos foram confirmados e considera-se que a pólio tenha vindo do Paquistão, onde estaria disseminada

A pólio aparece na China pela primeira vez desde 1999 depois de ser trazida do Paquistão, e há um grande risco de que o vírus se propague ainda mais durante a peregrinação anual do Haj, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira.

Nove casos foram confirmados na China e considera-se que a pólio tenha se espalhado agora por todo o Paquistão, graças à insegurança que suspendeu as campanhas de vacinação em áreas que incluem a região tribal de Khyber, disse um porta-voz da OMS.

"A OMS taxa como "alto" o risco de propagação internacional do vírus da pólio a partir do Paquistão, principalmente por causa do esperado movimento em grande escala da população associado ao Umra e ao Haj... nos próximos meses", disse o organismo sediado em Genebra em um comunicado.

O Haj é a principal peregrinação anual muçulmana a Meca, na Arábia Saudita, que deve começar em novembro. O Umra se refere a outras peregrinações a Meca, que podem ocorrer em qualquer época do ano.

Fonte IG

Internação por coqueluche aumenta 21% em um ano

Total de casos em 2011 já supera todo ano passado e jovens estão no alvo da infecção

O ano de 2011 projeta um alerta para o ressurgimento da coqueluche, também chamada de tosse comprida, com um novo perfil de infectados. Se antes a doença era mais incidente na infância, agora são os adolescentes e jovens adultos que estão no alvo da infecção.

Entre janeiro e julho deste ano, foram registradas 546 internações por coqueluche no País, 21% a mais do que o total de casos notificados durante os 12 meses do ano passado. Em todo o mundo, segundo a vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Infectologia Pediátrica, Luiza Helena Arlant, há um aumento substancial de registros, com surtos já confirmados nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e parte da Europa.

Outro dado que compõe o aumento de casos brasileiros é a melhora da notificação e também o próprio comportamento da doença. “A cada quatro anos, temos picos de incidência. Como o último foi em 2008 e sabemos que a coqueluche tem maior contágio nos meses quentes, tudo indica que até o final de 2011 será um período com muito potencial nas infecções”, afirma a doutora em saúde pública e diretora de um laboratório fabricante de vacinas, Lúcia Bricks.

“No Brasil, este ano tivemos surtos na Bahia e no Alagoas e até agora foram confirmadas 16 mortes por coqueluche. Dos óbitos, 100% deles foram em crianças menores de um ano”, informa Luiza Helena que também faz parte do Centro de Controle de Doenças do Estado de São Paulo.

“Isso significa que as manifestações mais graves da doença continuam concentrada entre os mais novos, assim como era no passado, início dos anos 80. Mas já temos evidências contundentes de que os transmissores atuais são os jovens adultos, que muitas vezes nem ficam sabendo que estão doentes.”

O novo perfil
A coqueluche é transmitida por uma bactéria e tem como sintomas principais a tosse seca – que dura mais do que 14 dias – com falta de ar, vômito após o esforço para tossir e nem sempre é acompanhada de febre. Isso, de acordo com os especialistas, faz com que a busca por ajuda médica seja postergada, o que amplia a chance de infecção de outras pessoas.

Segundo explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), Renato Kfouri, há vacina disponível na rede pública contra a coqueluche mas só para crianças. A imunização que protege contra a doença é dada em conjunto contra a difteria e tétano, em três doses distribuídas em seis meses. “Como os mais novos são imunizados, a doença deixa de circular com mais força na primeira infância”, diz Kfouri.

“Mas a proteção da vacina tem duração média de 6 a 8 anos. Então, quando os vacinados chegam a adolescência, eles já estão desprotegidos e passam a ser contaminados. Hoje em dia, os reservatórios da bactéria transmissora são os jovens, ainda que manifestem sequelas mais brandas.”

É fator de risco para a coqueluche já ser portador de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e diabetes, e também frequentar lugares aglomerados, como casas noturnas, ônibus e estádios de futebol (todos ambientes muito frequentados pela população jovem).

Nova vacina
Em São Paulo, desde o ano passado, foi adotado um novo teste laboratorial para confirmar a presença da coqueluche. Antes, de todos os testados, 40% davam positivo. Agora, com a nova metodologia, 80% das testagens confirmam a coqueluche.

Segundo Lúcia Bricks, apesar da melhora da notificação, muitos ficam doentes e nem ficam sabendo. “Uma experiência nos Estados Unidos mostrou que dois em 10 adultos com tosse por mais de 14 dias, que foram acompanhados em um projeto piloto, tinham a doença”, completa a médica.

Nesta terça-feira, dia 20, a Sanofi-Pasteur lançou uma nova vacina contra a coqueluche, voltada em especial para adolescentes e jovens adultos. A mesma injeção, protege ainda contra difteria, tétano e também paralisia infantil. O novo medicamento segue a tendência de lançamento de imunizantes, que pretendem contemplar em uma só dose o maior número de doenças. Por enquanto, a vacina só estará disponível em clínicas privadas, por custo médio de R$ 100.

Fonte IG