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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Portugal: Infarmed diz que há hospitais públicos a receber remédios gratuitamente de forma ilegal

Infarmed diz que há hospitais públicos a receber remédios gratuitamente de forma ilegal | © Luis Aniceto
Há hospitais públicos que estão a receber dos laboratórios remédios de forma gratuita, uma prática considerada ilegal, avisa a autoridade do medicamento (Infarmed), que detetou as situações no âmbito de pedidos de autorização de utilização especial de fármacos.

Segundo uma circular informativa hoje colocada no seu site, o Infarmed avisa os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de que, quando precisam de medicamentos que não estão comercializados ou se encontram ainda em fase de avaliação, podem sempre fazer esse pedido à autoridade.

Estes pedidos de utilização especial são feitos em caso de tratamento imprescindível e clinicamente justificado.

Foi no âmbito de pedidos destes que o Infarmed diz ter sido “confrontado” com situações de fornecimento gratuito de medicamentos por parte indústria.

“Os programas de fornecimento gratuito de medicamentos não têm enquadramento jurídico em Portugal, salvo em casos excecionais por razões humanitárias devidamente aprovadas”, refere a nota.

Aliás a indústria está proibida de doar medicamentos em Portugal, mesmo em instituições de âmbito social, porque tal pode ser encarado como publicidade.

O Infarmed recorda que só as amostras gratuitas têm enquadramento legal, mas sempre a título excecional e dadas a profissionais de saúde. Mas estas amostras, frisa a nota, “não servem para tratamento de doentes e não devem ser aceites pelos hospitais do SNS para esta finalidade”.

Contactada pela Lusa, a Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma) disse não ter conhecimento dos casos a que o Infarmed se refere na circular.

A Lusa tentou obter mais esclarecimentos do Infarmed, nomeadamente em que situações concretas ocorre o fornecimento gratuito de medicamentos, mas a autoridade escusou-se a adiantar mais informações e remeteu todas as informações para a circular divulgada.

Fonte Destak

Portugal: Depressão é a principal causa de aposentação precoce em Portugal

A depressão é a principal causa de aposentação precoce nas mulheres e a terceira nos homens, segundo dados da Caixa Geral de Aposentações relativos a 2010, que apontam para um aumento da contribuição dos episódios depressivos.

Os números, revelados à agência Lusa pelo psiquiatra Luís Câmara Pestana, indicam que, nos homens, a depressão passou de sétima causa de incapacidade permanente para terceira causa em apenas um ano.

No caso das mulheres, de 2009 para 2010, o número de aposentações precoces por depressão aumentou 10 por cento, de 160 para 169 casos. Nos homens, em números absolutos, passou-se de 25 para 45 aposentações.

Câmara Pestana, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria Psicológica, lembra também que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a depressão é das principais causas de incapacidade para o trabalho.

O especialista frisa ainda que o stress, a depressão e a ansiedade são apontados por um estudo europeu recente como a segunda causa mais relevante de problemas ligados ao trabalho, logo a seguir às doenças reumáticas e de esforço muscular.

Em vésperas do Dia Europeu da Depressão, que se assinala no sábado, os especialistas vão desenvolver várias iniciativos pelos diferentes países, com o objetivo de sensibilizar para a importância do diagnóstico da depressão, diminuir o estigma provocado pela doença e facilitar o acesso a consultas.

Estima-se que a depressão afete 124 milhões de pessoas em todo o mundo. Na Europa serão 50 milhões, ou seja, 11 por cento, que já sofreram de pelo menos um episódio depressivo no ano anterior.

Em Portugal, um estudo epidemiológico de 2010 aponta para mais de 20 por cento da população afetada por uma perturbação psiquiátrica. A ansiedade é a mais dominante, seguida das perturbações depressivas.

Tal como a OMS já assumiu, a crise económica e financeira traz um aumento do risco de prevalência das perturbações psiquiátricas, o que deverá ocorrer igualmente em Portugal, avisa Câmara Pestana.

Por isso, o médico alerta as autoridades para a necessidade de rever as políticas de saúde mental em função do aumento do risco.

“Devem ser promovidos programas de maior facilidade de acesso às consultas e ao tratamento”, defende em entrevista à Lusa, recordando que apenas um em cada três portugueses tem acesso a cuidados médicos, a diagnóstico e tratamento.

“Há pessoas que não a ser tratadas. Duas em cada três não estarão a ser tratadas. Ou por se sentirem estigmatizadas ou por não terem acesso a cuidados médicos. Mas a doença não tratada é um estigma muito maior do que o tratamento”, sublinha Câmara Pestana.

Fonte Destak

Curiosidade: Ouvir rock durante cirurgia ajuda médicos



Você deixaria seu médico ouvir um álbum do Black Sabbath na mesa de operação? Se sua resposta foi não, pense de novo. Em um estudo da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo, cirurgiões que ouviam música escolhida por eles próprios (no caso, rock) conseguiram raciocionar mais rápido do que aqueles que ouviam clássicos do compositor alemão Johann Pachelbel, informou o jornal britânico The Guardian.

Mas vale dizer: mesmo os que foram de clássicos encontraram benefícios. Segundo os pesquisadores, é melhor para os cirurgiões ouvir alguma música na hora da operação do que não ouvir nada. Eles ficam menos estressados e o trabalho melhora.

E o que os médicos curtem? Uma pesquisa do Reino Unido aponta que 90% deles colocam alguma música para tocar no centro cirúrgico. Quase metade escolhe rocks agitados, enquanto 17% preferem pop e apenas 11% ficam com música clássica.

O urologista londrino Ben Challacombe, de 38 anos, disse ao Guardian: “Gostamos de algo

Fonte Estadão

Erros motivam investigação em hospital do RJ

Entre os problemas observados nos últimos dias no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes está o de uma paciente que teve morte decretada por engano

A Secretaria de Saúde do Rio instalou um gabinete de crise no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, a maior unidade de atendimento de emergência de traumas do Estado, e determinou auditoria para revisar prontuários médicos e procedimentos da unidade.

A medida foi tomada após uma série de erros médicos - um deles é o caso de uma mulher dada como morta e encontrada viva na câmara frigorífica no necrotério do hospital, no sábado. Ela está internada em estado grave.

O secretário Sérgio Côrtes esteve na unidade, em Saracuruna, na Baixada Fluminense, para acompanhar a instalação do gabinete de crise - 17 servidores foram desviados da secretaria para trabalhar ali. Ele negou que a medida seja uma intervenção no hospital, em processo de acreditação (avaliação e certificação da qualidade dos serviços).

"Não faço intervenção em unidade própria. Eu troco o diretor. Houve erros e estamos apurando se foram individuais ou se são falhas de processo. Meu objetivo não é só punir os envolvidos, mas assegurar que os erros não voltem a acontecer", afirmou.

Os problemas no Adão Pereira Nunes - que faz 600 atendimentos diários, entre grandes emergências e pronto-atendimento, e tem mil pacientes internados - começaram a ficar evidentes na semana passada, quando Gabriel Santos de Sales, de 21 anos, caiu da laje de sua casa.

Levado para o hospital, ele não foi atendido porque o tomógrafo estava em manutenção. Com traumatismo craniano, precisou percorrer 88 km de ambulância, durante 7 horas, até chegar ao Hospital Municipal Salgado Filho, na zona norte do Rio.

No sábado, Rosa Maria Celestino de Assis, de 60 anos, internada com pneumonia, teve a morte decretada por um médico do hospital. Foi deixada por duas horas em um saco plástico no frigorífico do necrotério, até ser encontrada com vida. O médico não havia preenchido o prontuário da paciente, o que dificulta a investigação do episódio. Ele pediu demissão e o caso foi encaminhado para o Conselho Regional de Medicina (CRM).

Anteontem, Calistrano Martins, de 87 anos, morreu dentro do carro, em frente ao hospital. A família disse que ele esperou 20 minutos pelo atendimento. A secretaria informou que o circuito interno de câmeras registra apenas 3 minutos de intervalo entre a chegada do paciente e o atendimento por enfermeiro. Mas ressaltou que o caso está sendo investigado pela polícia.

Segundo o diretor Manoel Moreira, o hospital está sobrecarregado por conta do fechamento de outras unidades na Baixada Fluminense.

Fonte Estadão

SP prepara médicos para a Copa

Enquanto as obras para a construção do estádio Itaquerão seguem em pleno vapor para a Copa do Mundo de 2014, São Paulo começa a preparar também sua estrutura de saúde para receber jogadores e torcedores e já iniciou a capacitação de profissionais para atendimento de emergências, sobretudo às relacionadas ao coração.

Com base em estudos realizados em Mundiais anteriores, a Secretaria de Estado da Saúde prevê que o fato de a sede dos jogos ser no País, os torcedores brasileiros vão se emocionar ainda mais. “Existe uma expectativa de que situações como dor no peito, pressão alta e até enfarte sejam mais numerosas em dias de jogo” diz o médico da secretaria, Benedito Acácio Borges Neto. “As pessoas ficam mais emotivas e os corações ficam mais vulneráveis.”

No ano passado, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) realizou um estudo para analisar os atendimentos feitos em nove hospitais brasileiros durante a Copa do Mundo da África do Sul. Os dados coletados pelo Estudo Copa – O coração do torcedor ainda estão sendo trabalhados para uma futura publicação, mas de acordo com o presidente do Grupo de Estudos em Cardiologia do Esporte da SBC Nabil Ghorayeb, um dos coordenadores do levantamento, houve um aumento bastante expressivo de eventos cardiovasculares no período dos jogos, que compreendiam desde anginas até arritmias e pressão alta.

“Chegamos à conclusão de que nas partidas mais importantes houve realmente uma tendência maior de esses problemas ocorrerem. Principalmente quando o Brasil perdeu da Holanda”, diz o especialista, acrescentando que o nervosismo e a pressão para que o Brasil vença na própria casa atingirão os brasileiros de forma ainda mais intensa em 2014. Segundo Ghorayeb, outro estudo, realizado na Copa do Mundo de 2006 pela Universidade de Munique, constatou que o risco cardiovascular entre os alemães triplicou durante o evento esportivo.

O treinamento para os profissionais da saúde de São Paulo inclui orientações para atuação em estádios, arquibancadas e dentro de hospitais. No dia 14 deste mês, por exemplo, a Federação Internacional de Futebol (Fifa), promoveu um curso prático para 45 médicos do Hospital das Clínicas (leia mais abaixo).

Profissionais de outros hospitais estão recebendo aulas de aprimoramento de interpretação e traçado de eletrocardiograma. Também serão ampliadas as redes de tele-eletrocardiograma, em que os exames realizados em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são transmitidos para centros de referência em cardiologia. Em poucos minutos, especialistas interpretam o exame e enviam o resultado de volta para os socorristas.

A ampliação do serviço de emergência é essencial, de acordo com Ghorayeb. “O governo também vai ter de capacitar médicos de plantão para atender parada cardíaca e enfarte agudo do miocárdio”, diz ele. “O que temos visto são recém formados trabalhando sem ter o curso do suporte básico da vida.”

O cardiologista acrescenta que outro risco que aumenta durante os jogos são os de acidente vascular cerebral (AVC) e lembra o caso recente envolvendo o treinador do Vasco, Ricardo Gomes. No dia 28 de agosto, durante o clássico entre Vasco e Flamengo, Gomes sofreu um AVC hemorrágico e teve de passar por uma cirurgia.

Fifa e Hospital das Clínicas treinam 45 profissionais
Quarenta e cinco médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo passaram, no dia 14 de setembro, pelo primeiro ‘treino’ da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para trabalhar dentro dos estádios na Copa de 2014. Por enquanto, o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do hospital é o único centro credenciado pela Fifa para a Copa.

A aula prática foi realizada no Parque São Jorge (sede social do Corinthians), na zona leste da cidade, e ministrada pelo médico sul-africano Efraim Kramer, o mesmo que comandou o departamento médico de Johannesburgo, no Mundial do ano passado.

Orientados para lidar com situações de emergências cardíacas em campo e nas arquibancadas, o grupo de profissionais do Hospital das Clínicas também recebeu instruções sobre os equipamentos médicos necessários em cada estádio e sobre como deve agir em caso de tumultos envolvendo torcedores.

“Essa parceria entre o Hospital das Clínicas e a Fifa é fundamental para garantirmos o melhor atendimento possível nos nossos estádios durante a Copa de 2014, seja para os jogadores, dentro do campo, seja para os torcedores na arquibancada”, afirma o médico do HC André Pedrinelli, um dos responsáveis pela coordenação do curso para médicos.

Fonte Estadão