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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Anatomia dos Dentes

Os dentes anteriores são mais afiados e servem para cortar, enquanto os molares têm superfície plana e servem para triturar.


Quais são as diferentes partes do dente?
- Coroa— parte superior do dente, geralmente a única parte visível. O formato da coroa determina a função do dente. Por exemplo, os dentes anteriores são mais afiados, têm a forma de um cinzel e servem para cortar, enquanto os molares têm superfície plana e servem para triturar os alimentos.

- Linha de junção dos dentes e da gengiva— sem a escovação e uso adequado do fio dental, nesta área podem se formar a placa e o tártaro, causando gengivite e outros males.

- Raiz— parte do dente que está dentro do osso. A raiz, que mantém o dente inserido no osso, constitui mais ou menos dois terços do seu tamanho.

- Esmalte— a camada mais externa da superfície do dente. É o tecido mais duro e mineralizado de todo o corpo humano, mas pode ser danificado se os dentes não forem higienizados adequadamente.

- Dentina— camada dentária situada abaixo do esmalte. Se a cárie conseguir atravessar o esmalte, ela passa a atacar a dentina, onde há milhões de pequenos túbulos que vão diretamente à polpa do dente.

- Polpa— tecido mole situado no centro do dente, onde se encontram o nervo e os vasos sangüíneos. Quando a cárie atingir essa área, as pessoas geralmente sentem dor.
Quais são os nomes dos dentes?

Cada dente tem uma função ou tarefa específica (Consulte a ilustração do arco dental nesta seção e identifique cada tipo de dente):

- Incisivos— dentes frontais afiados em forma de cinzel (quatro superiores, quatro inferiores) para cortar os alimentos.

- Caninos— dentes com pontas agudas (cúspides) que rasgam os alimentos.

- Pré-molares— com duas pontas (cúspides) na superfície para esmagar e moer os alimentos.

- Molares— para triturar os alimentos, estes dentes possuem várias cúspides na superfície de mordida.



Foto: Colgate
Cada dente tem uma função específica na mastigação


Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2011 Colgate-Palmolive.
Todos os direitos reservados.


Fonte IG

O que são Dentes do Siso?

Dentes do siso que erupcionam apenas parcialmente ou nascem mal posicionados também podem causar apinhamento e outros problemas.

O que são dentes do siso?
Dentes do siso são os últimos molares de cada lado dos maxilares. São também os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade.

Como os dentes do siso são os últimos dentes permanentes a aparecer, geralmente não há espaço suficiente em sua boca para acomodá-los. Isto pode fazer com que os dentes do siso fiquem inclusos - dentes presos embaixo do tecido gengival por outros dentes ou osso. Se os dentes estão inclusos, pode ocorrer inchaço ou flacidez.

Os dentes do siso que erupcionam apenas parcialmente ou nascem mal posicionados também podem causar apinhamento e outros problemas. Como os dentes removidos antes dos 20 anos de idade têm raízes em menor estágio de desenvolvimento e causam menos complicações, recomenda-se que as pessoas entre 16 e 19 anos tenham seus dentes do siso examinados para verificar se precisam ser removidos.

Foto: Colgate
Inclusões horizontal, angular e vertical

Como são extraídos os dentes do siso?
A extração se faz de forma rotineira. Seu dentista pode recomendar anestesia geral ou local. Após a extração do dente (ou dentes), você precisará morder suavemente um pedaço de gaze durante 30 a 45 minutos após deixar o consultório, para estancar qualquer sangramento que possa ocorrer.

Você poderá sentir um pouco de dor ou inchaço, mas que passará naturalmente após alguns dias; no entanto, você deverá ligar para seu dentista se houver dor prolongada ou intensa, inchaço, sangramento ou febre.

A extração dos dentes do siso devido ao apinhamento ou fato de estarem inclusos no osso maxilar não afeta a sua mordida ou a sua saúde bucal no futuro. 

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2011 Colgate-Palmolive.
Todos os direitos reservados.

Fonte IG

Descobertas sobre imunidade ganham o Nobel de Medicina de 2011

O prêmio de US$ 1,5 milhão será dividido entre três cientistas: Bruce A. Beutler, Jules Hoffman e Ralph Steinman

Em uma cerimônia que se iniciou às 11h30 em Estocolmo (6h30 no horário de Brasília), a Fundação Nobel deu início ao anúncio de seus premiados em 2011 com o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia. O prêmio foi dividido entre o americano Bruce A. Beutler, Jules A. Hoffmann, de Luxemburgo, e Ralph M. Steinman, do Canadá.

De acordo com o comitê, os trabalhos de Beutler e Hoffman e de Steinman trouxeram novas compreensóes sobre o funcionamento do sistema imunológico humano, com descobertas importantes sobre como ele é ativado. Beutler e Hoffmann descobriram proteínas no corpo que reconhecem microorganismo invasores e ativam o sistema de defesa do corpo, enquanto Steinman descobriu as células dendríticas e sua capacidade única de ativar e regular as fases finais da resposta imunológica, quando o corpo “se livra” de seus invasores.

O Prêmio Nobel rende a seus vencedores, além de uma medalha de ouro e de um diploma, um valor em dinheiro de cerca de US$ 1,5 milhão, que será dividido entre os três laureados.

Nos próximos dias, a Fundação Nobel anunciará os vencedores das demais categorias, correspondentes a Física, Química, Literatura, da Paz e Economia.

Veja a lista dos premiados anteriores com o Nobel de Medicina e Fisiologia:

2010: Robert Edwards (Grã-Bretanha)
2009: Elizabeth Blackburn (Austrália-Estados Unidos), Carol Greider e Jack Szostak (Estados Unidos)
2008: Harald zur Hausen (Alemanha), Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier (França)
2007: Mario Capecchi (Estados Unidos), Oliver Smithies (Estados Unidos) e Martin Evans (Grã-Bretanha)
2006: Andrew Z. Fire (Estados Unidos) e Craig C. Mello (Estados Unidos)
2005: Barry J. Marshall (Austrália) e J. Robin Warren (Australia)
2004: Richard Axel (Estados Unidos) e Linda B. Buck (Estados Unidos)
2003: Paul C. Lauterbur (Estados Unidos) e Peter Mansfield (Grã-Bretanha)
2002: Sydney Brenner (Grã-Bretanha), John E. Sulston (Grã-Bretanha) e Robert Horvitz (Estados Unidos)
2001: Leland H. Hartwell (Estados Unidos), R. Timothy Hunt (Grã-Bretanha) e Paul M. Nurse (Grã-Bretanha)

Fonte IG

Câncer nem sempre impede a gestação

Descobrir um tumor durante a gravidez não significa abortar. Hoje é possível tratar a doença sem prejudicar o bebê

Um momento que deveria ser de alegria se transformou no pior pesadelo da professora Márcia Barros. Quando ela finalmente conseguiu engravidar do segundo filho, aos 37 anos, os exames pré-natais revelaram um tumor no seio direito.

Três médicos disseram que a gestação representava um risco muito alto de vida, por isso o melhor a fazer seria um aborto. “Já tinha passado por um aborto espontâneo e estava com medo de não conseguir engravidar outra vez. Não queria abrir mão do meu filho”, recorda.

Márcia enfrentava um verdadeiro dilema. Ela poderia postergar o tratamento para depois do parto, mas os mesmos hormônios necessários à gestação também alimentavam o tumor e faziam ele crescer mais rápido.

Por outro lado, ela poderia abortar para combater o câncer, mas havia o risco dela nunca mais conseguir engravidar. “Isso assustava os médicos. Ninguém queria cuidar de mim”, afirma.

Somente o quarto especialista que ela procurou, o obstetra e mastologista Waldemir Rezende, deu alguma esperança de sucesso para um tratamento combinado com a gestação. “Ele retirou meu seio doente no terceiro mês de gestação e depois começamos a quimioterapia”, lembra a professora.

O remédio certo
Quando recebeu a paciente, Rezende trabalhava no Hospital das Clínicas de São Paulo, onde surgiam cerca de dez novos casos de gestantes com câncer por mês. O médico conta que o tratamento destes pacientes não é simples, por isso muitos outros especialistas acabam recomendando o aborto. “Mas a maioria dos cânceres pode ser tratável”, afirma.

Os mais delicados são os tumores alimentados pelos hormônios femininos, caso do câncer de mama. “A solução é retirar o tumor”, aponta o médico, que hoje trabalha no Hospital Santa Catarina e escreve artigos para o site Atmosfera Feminina.

Já existem anestesias para a operação que podem ser usadas em pacientes grávidas. Contra a dor pós-operatória ou do próprio câncer, a mulher pode usar medicamentos opióides, como morfina e codeína.

Contudo, todo antiinflamatório deve ser evitado. “Eles podem atacar placenta, rins e coração do feto”, alerta Rezende. Também é preciso ter cuidado com os antibióticos. Devem ser evitados os aminoglicosídeos, pois eles representam risco de surdez para a criança. “Podem ser usados cefalosporina, ampicilina e penicilina”, afirma.

Quimio e radio
Após a cirurgia, como na maioria dos pacientes com câncer, é necessário quimioterapia. “Quase todo quimioterápico pode ser usado em gestantes. Basta esperar a 12ª semana de gravidez, quando os órgãos do feto se formam”, afirma.

O problema é a radioterapia. “Ela só deve ser usada em último caso, porque é difícil conter a radiação”, explica o mastologista. O bebê pode até nascer saudável, mas com sequelas que só vão se manifestar com o passar dos anos. "Existem problemas que só se manifestam depois de 20 ou 25 anos", conta o médico.

Particularidades
O grande desafio da medicina em gestantes com câncer é avaliar a situação da paciente e do tumor para adequar o tratamento da forma mais individualizada possível.

Márcia, a personagem no início da reportagem, passou por uma cirurgia radical, com a retirada total do seio direito e ainda foi submetida a um tratamento pesado com quimioterápicos. “Perdi todo o cabelo e tive que usar peruca”, recorda ela.

Mas a investida teve sucesso. Ela conseguiu ter o filho, hoje com dois anos e oito meses, mas precisou ter o ovário removido durante o parto. “O médico suspeitava que poderia haver metástase lá. E exames posteriores mostraram que realmente havia”, afirma.

O tumor de ovário é considerado mais complicado durante a gestação. Quando diagnosticado cedo, Rezende recomenda tirar parte do órgão durante a gravidez e, depois, o restante no parto.

Gravidez inesperada
O caso da professora Marileide Franzine, de 44 anos, surpreende por ser o inverso do que normalmente acontece. Enquanto as gestantes normalmente descobrem o câncer no pré-natal, Marileide descobriu a gravidez quando se preparava para a quimioterapia.

“Já tinha passado por duas cirurgias para retirar um tumor do seio direito e estava fazendo exames para começar a quimioterapia”, recorda ela.

Por mais que quisesse um filho, a professora não acreditava que a gestação fosse vingar. “Tinha passado por três abortos espontâneos até os 31 anos. Não achei que aos 40 anos e fazendo quimioterapia fosse conseguir levar a gestação até o final”, admite ela.

E o tratamento não foi fácil. Desde a primeira sessão de quimioterapia, Marileide começou a ter febre. “Era todo dia. De manhã, à tarde e à noite. Tive febre por um ano. Até minha mãe adoeceu de me ver tão mal”, conta.

Mas o desejo de ter um filho lhe dava forças. “Estava vendo meu filho evoluir bem e isso me dava esperança de poder tê-lo, da gravidez dar certo”, conta. Rezende, que também foi médico de Marileide, explica que a motivação da mãe tem efeito comprovado na recuperação e na evolução do tratamento contra o câncer.

Hoje, a professora se recuperou do câncer e voltou ao trabalho. Seu filho, Gabriel Vinícius, está com 3 anos. “E eu estou aqui, contando história”, comemora.

Outros desafios
Em outra paciente, conta o médico, havia risco dela sofrer uma anemia aguda após a cirurgia para remoção de um tumor ósseo na perna. “Isso poderia causar descolamento da placenta e sequelas no sistema nervoso central do bebê”, explica.

Por isso, o médico propôs à paciente fazer uma transfusão de sangue antes da cirurgia. E deu certo. Isso evitou a anemia e ainda permitiu um parto normal. "Ela estava cheia de pinos na perna, mas conseguiu fazer um parto normal”, recorda.

O câncer de tireóide, por exemplo, é um dos mais simples de ser tratado. Basta uma cirurgia para retirar a glândula e, depois, a paciente vai precisar dos hormônios artificiais, sem mais riscos para a gestação.

Diagnóstico prejudicado
Para o mastologista José Roberto Filassi, do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), a gravidez pode prejudicar o diagnóstico do câncer de mama. “Como a gestação pode causar um certo enrijecimento da mama, alguns tumores sensíveis ao toque passam despercebidos pelo médico, que acha que aquilo é normal”, alerta o especialista.

Ele conta que a maioria dos diagnósticos é feita entre o quarto e quinto mês da gestação. E isso em pacientes jovens. “Elas têm entre 32 e 34 anos, em média, mas já atendemos pacientes com 22 e 19 anos”, afirma. “Esse número está dentro da média mundial para países desenvolvidos”, acrescenta.

Uma solução para isso, recomenda o médico, é fazer exames para detectar câncer de mama sempre que houver qualquer suspeita de alterações nos seios. Se a paciente tiver histórico familiar ou outros fatores de risco, como menarca precoce, a atenção deve ser dobrada.

Fonte IG

Quimio na gravidez é seguro, diz estudo

Induzir o parto prematuro é mais arriscado para o bebê do que o tratamento quimioterápico em si

Tratar grávidas com câncer com drogas quimioterápicas fortes parece não fazer mal os bebês, mas antecipar o parto para evitar submetê-los à quimioterapia faz, de acordo com um estudo feito por especialistas em câncer.

Os cientistas que estudaram a saúde e o desenvolvimento mental de crianças nascidas de mães que fizeram tratamentos contra o câncer durante a gravidez constataram que eles não foram afetados pela quimioterapia, mas foram prejudicados se nasceram prematuros, seja naturalmente ou por indução.

“Os dados sugerem que as crianças sofrem mais com a prematuridade do que com a quimioterapia pré-natal”, disse Frederic Amant, oncologista ginecológico do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, que liderou a pesquisa e apresentou suas descobertas no Congresso Europeu Multidisciplinar de Câncer (EMCC), em Estocolmo, na Suécia.

Segundo ele, os resultados mostram que não há necessidade de grávidas com câncer se submeterem a abortos ou atrasarem o tratamento quimioterápico para após o primeiro trimestre de gestação, mas ressaltou que os médicos devem evitar induzir o nascimento precoce, se possível.

Estima-se que 2.500 a 5.000 mulheres grávidas na Europa são diagnosticadas com câncer a cada ano – um diagnóstico que é duplamente traumático, pois as futuras mães temem que tanto a doença quanto o tratamento possam prejudicar o bebê.

Amant disse que em sua experiência, muitas mulheres decidem interromper a gravidez porque não sabem dos riscos do tratamento de câncer para o feto, mas presumem que é prejudicial. Médicos, também, muitas vezes aconselham suas pacientes a adiar o tratamento de câncer ou induzir o parto mais cedo – geralmente em torno de 32 semanas de gestação, disse ele.

Mas, de acordo com as descobertas do especialista, o conselho é descabido se a quimioterapia é dada após as primeiras 12 a 14 semanas de gravidez. Apenas uma fração desses medicamentos atravessa a placenta e chega ao feto, Amant disse, e as drogas parecem não ter impactos no desenvolvimento dos bebês.

Entre as 70 crianças nascidas a partir de 68 gestações no estudo, cerca de dois terços foram entregues antes de 37 semanas de gestação. A equipe de Amant constatou que as taxas e tipos de defeitos congênitos entre os bebês foram semelhantes às da população em geral, assim como saúde, crescimento e desenvolvimento. Os pesquisadores também não encontraram anormalidades cardíacas.

O que o grupo descobriu foi: enquanto o desenvolvimento cognitivo – medido por escores como o quociente de inteligência (QI) e testes comportamentais – estava na faixa normal para a maioria das crianças, os que tinham QI abaixo do normal foram principalmente aqueles que nasceram prematuramente.

É já sabido que os bebês nascidos muito cedo têm um risco maior de desenvolver dificuldades de aprendizagem, e estudos recentes mostraram também que as crianças nascidas até 1 ou 2 semanas antes do período normal de gestação (40 semanas) também são mais propensos a desenvolver dificuldades de aprendizagem.

Amant ressaltou que porque o número de mulheres neste estudo foi pequeno e o tempo de acompanhamento foi relativamente curto – ele e a equipe planejam estudar um número maior de mulheres por mais tempo em pesquisas futuras.

"Neste estágio não sabemos exatamente as consequências a longo prazo da quimioterapia pré-natal, incluindo seu efeito sobre a fertilidade dessas crianças e probabilidade delas desenvolverem câncer quando forem mais velhas", disse o médico.

Fonte IG