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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Aprovado aplicativo móvel para diabetes

O DiabetesManager, da WellDoc, baixou o nível de glicose de sangue em recentes experimentos aleatórios, mas não afetou sintomas clínicos

Um sistema de orientação, baseado em telefone celular, pode ajudar diabéticos a alcançarem uma significativa redução no nível de glicose no sangue, de acordo com um estudo publicado recentemente. No entanto, o assistente não ajudou a apresentar melhorias em outras medições ou sintomas.

Em um estudo realizado durante um ano, pesquisadores do departamento de epidemiologia e saúde pública da faculdade de medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, concluiu que pacientes que tiveram acesso ao sistema móvel para orientação de tratamento e comportamento foram capazes de reduzir a hemoglobina glicosilada (A1c) – medida do controle de glicose no sangue em longo prazo – com mais eficiência do que os pacientes que têm acompanhamento médico esporádico ou que se cuidam sozinhos. Os resultados foram independentes do nível de A1c no inicio do estudo.

A equipe de pesquisadores, com o apoio da WellDoc, desenvolvedora de aplicativos para gerenciamento de doenças; da CareFirst BlueCross BlueShield, seguradora de saúde de Maryland; da LifeScan, fabricante de aparelhos médicos; e da Sprint, empresa de telecomunicações, relatou as descobertas em um artigo publicado na edição de Setembro do jornal Diabetes Care.

“Pelo o que sabemos, esse foi o primeiro estudo de grupo aleatório para a intervenção de orientação móvel para tratamento de diabetes, conduzido em uma comunidade por mais de um ano. Poucos estudos anteriores de intervenções para tratamento de diabetes com comunicação eletrônica ou móvel foram aleatórios, incluíram um grupo controlado ou duraram um ano”, escreveu um epidemiologista de Maryland.

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Os pesquisadores acompanharam 163 pacientes com diabetes tipo 2, em 26 clínicas de Maryland, durante um ano. Todos com planos de saúde comerciais. Os pacientes foram divididos em quatro grupos: um grupo de controle com tratamento tradicional, em consultório; um grupo com o assistente da WellDoc e acesso a um portal seguro na web por onde poderiam se comunicar com os médicos; um grupo com o sistema da WellDoc em que os médicos poderiam acessar os dados enviados pelo paciente; e um grupo em que o médicos tinham suporte para decisões clínicas que ligavam dados aos padrões de cuidados e diretrizes de cuidados baseadas em evidências.

Todos os pacientes receberam o medidor de glicose One Touch Ultra 2, da LifeScan. Pacientes de três grupos receberam, também, telefones celulares com plano de dados e o software móvel de gerenciamento de diabetes da WellDoc, que entregou mais 1.000 mensagens de auto-gerenciamento, conforme especificado por um algoritmo que considera fatores como nível de glicose no sangue, medicamentos e consumo de carboidratos. O portal na web incluía registro pessoal de saúde pra relatar informações relacionadas ao tratamento de diabetes, como resultados de exames.
Os pacientes podiam se comunicar, por telefone ou via portal, com especialistas em diabetes, que atuaram como “gerente de caso virtual”, mas foram encorajados a optar por mensagens eletrônicas. Os pacientes receberam um “plano de ação”, pelo portal, a cada dois meses e meio, que os ajudavam no autogerenciamento e serviam como resumos clínicos antes das visitas ao médico.

Os pesquisadores concluíram que grupo em que os médicos tinham acesso ao suporte de decisões clínicas viu o nível de A1c cair 1.9 pontos percentuais, enquanto pacientes no grupo de controle tiveram redução mediana, de apenas 0.7 pontos. De acordo com o estudo, o grupo de controle só teve alguma melhora porque tinha a educação apropriada. A equipe de Maryland citou pesquisas anteriores que mostraram que 55% das pessoas com diabetes tipo 2 recebem orientação e educação sobre a doença, e que apenas 16% seguem as recomendações médicas de regimes auto-gerenciados.

No entanto, não houver qualquer mudança “convincente” em outros indicadores de controle de diabetes, incluindo visão embaçada, dores, depressão e pressão arterial preocupante. Os pesquisadores recomendam que estudos de acompanhamento analisem como tecnologias móveis podem afetar comportamento relacionado à aderência aos medicamentos, atividades físicas e comunicação entre médico e paciente.

“Podem ser mecanismos importantes para explicar as mudanças na hemoglobina glicosilada, mas não foram analises primárias ou secundárias planejadas nesse estudo. Estudos futuros para saúde móvel devem considerar a caracterização mais específica do comportamento de pacientes e prestadores de serviços para suportar as mudanças nos parâmetros clínicos”, alega o artigo.

Fonte SaudeWeb

Parecer: ANS extrapola ao definir atributos de qualificação dos médicos, diz Fenam

O comunicado da Fenam refere-se à resolução RN 267, que determina a inclusão obrigatória por parte das operadoras dos atributos de qualificação de cada prestador de serviços

De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) extrapola as suas funções ao definir que são “atributos de qualificação” dos médicos, título de especialista, participação em programa de certificação e de atualização, pós-graduação, residência médica, entre outros. O comunicado da Fenam refere-se à resolução RN 267, de 24 de agosto de 2011, da ANS -, que determina a inclusão obrigatória por parte das operadoras dos atributos de qualificação de cada prestador de serviços em seu material de divulgação de rede assistencial.

Segundo nota de esclarecimento oriunda do CFM, “os Conselhos de Medicina incentivam a titulação, a especialização, a formação acadêmica e a educação continuada dos médicos, mas advertem que a qualificação profissional vai muito além desses indicadores. Além disso, para o exercício legal da Medicina, impõe-se não a qualificação especializada, mas a inscrição no CRM.

“A ANS tenta transferir para os médicos a responsabilidade pela qualidade dos planos de saúde, mas não garante a valorização dos profissionais pelas operadoras nem o atendimento adequado à população. A ANS sequer fiscaliza suas próprias normas, como a RN nº 71-2004, que determina a obrigatoriedade de constar nos contratos os critérios de reajuste dos honorários médicos, o que é descumprido pelas empresas.

A medida imposta pela ANS apenas discriminará parte dos prestadores, o que em nada contribui para a melhoria da assistência médica suplementar. Por isso, o Pleno Nacional – composto pelos conselheiros federais e pelos presidentes de CRMs -, defende a anulação e revogação da RN nº 267-2011. A Fenam compartilha com as posições acima definidas e compreende ser imprescindível e imediata a revogação dessa resolução”.

Fonte: Fenam

Por SaudeWeb

Parceria: GE Healthcare patrocina educação médica em radiologia

Em parceria com a editora de literatura médica Elsevier, a GE desenvolve portal Radiologia e Contraste com o objetivo de melhorar o conhecimento médico e a prática clínica

A editora de literatura médica Elsevier e a GE Healthcare se uniram para desenvolver o portal Radiologia e Contraste, dedicado à classe médica e profissionais prescritores com o objetivo de promover a divulgação científica e melhorar o conhecimento médico e a prática clínica na área de radiologia.

“Acreditamos na importância de esclarecer sobre o tema de radiologia e meios de contraste. Médicos bem formados e conhecendo o uso correto dos meios de diagnóstico são fundamentais para garantir a segurança e o conforto do paciente“, diz, em comunicado, o gerente geral de MDx da GE Healthcare para a América Latina, Flávio Sobral.

O lançamento do portal será no dia 04 de outubro. Os editores do programa educacional são os Drs. Aldemir Humberto Soares (secretário-geral da AMB), Henrique Carrete Jr. (secretário-geral da Sociedade Paulista de Radiologia) e o próprio Dr. Luiz Antonio Nunes de Oliveira. O acesso ao portal será gratuito a médicos e profissionais prescritores. O profissional que participar do programa educacional de Meios de Contraste e Segurança poderá receber créditos de Educação Médica Continuada concedidos pelo CNA (Conselho Nacional de Acreditação).

Segundo Sobral, uma das vantagens do portal é que, por ser on-line, permite o acesso de médicos de todo o Brasil, proporcionando seminários gravados (webinars) de grande valor para o conhecimento clínico. Os primeiros módulos do portal tratarão de conceitos e utilização de meios de contraste e segurança na utilização dos mesmos.

Fonte SaudeWeb

Educação: Fapesp lança Código de Boas Práticas Científicas

Documento estabelece diretrizes éticas para as atividades científicas dos pesquisadores que recebem Bolsas e Auxílios da Fapesp, aplicáveis também às instituições-sede das pesquisas e aos periódicos que contem com apoio da Fundação para publicação

A Fapesp lançou na terça-feira (27) o Código de Boas Práticas Científicas, com o objetivo reforçar na comunidade científica paulista uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa mediante um conjunto de estratégias em três pilares: educação; prevenção; e investigação e sanção justas e rigorosas.

O documento estabelece diretrizes éticas para as atividades científicas dos pesquisadores que recebem Bolsas e Auxílios da Fapesp, aplicáveis também às instituições-sede das pesquisas e aos periódicos que contem com apoio da Fundação para publicação.

“Desde a sua fundação, há quase 50 anos, a Fapesp norteia sua atuação pelo critério da idoneidade e qualidade dos projetos e dos pesquisadores. No decorrer dos anos, o número de projetos e pesquisadores cresceu muito e tornou-se necessário explicitar esses critérios para orientação da conduta nas atividades científicas”, disse Celso Lafer, presidente da Fapesp.

O código, segundo Lafer, não trata de questões como a bioética, que passam por outro processo de avaliação. Nos casos que envolvem bioética, a FAPESP só aprova projetos que tenham passado pelas comissões de ética das respectivas instituições de pesquisa, que possuem regulamentação própria para esse tema.

“A pesquisa científica não se limita à descoberta de novos conhecimentos, mas também envolve a ideia de que é preciso preservar, no campo da pesquisa, por meio das boas práticas, os valores do conhecimento e da qualidade científica dos resultados. É importante oferecer um referencial concreto para distinguir esses valores de práticas não aceitáveis como a fabricação de resultados e os plágios”, disse.

Lafer lembrou que o código é coerente com o esforço de internacionalização da Fapesp. “As boas práticas científicas são uma preocupação que encontramos em outros países e instituições parceiras”, disse.

O projeto de construção do código teve início há um ano, a partir da preocupação da Diretoria Científica da FAPESP e do interesse do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação no tema. “Depois das primeiras discussões, foi realizado um estudo sobre como a questão é tratada por diversos países com grande tradição científica”, disse.

O levantamento foi feito pelo membro da coordenação adjunta da Diretoria Científica da Fapesp Luiz Henrique Lopes dos Santos, professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O estudo resultou no artigo Sobre a integridade ética da pesquisa, concluído em abril, que foi o embrião do código de boas práticas.

“O código foi avaliado também em conjunto com outras instâncias da comunidade científica nacional, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências”, disse Lafer.

Tripé da ética
Segundo Brito Cruz, a análise das experiências estrangeiras proporcionou um aprendizado que foi consolidado no novo código. O aspecto principal desse aprendizado é que a estratégia para o desenvolvimento de uma cultura de boas práticas científicas se sustenta sobre três pilares: a educação; a prevenção; e a investigação e sanção justas e rigorosas.

“Muitas vezes a discussão só surge quando se chega ao momento da investigação e das sanções relacionadas aos deslizes éticos. Mas é preciso dar atenção à educação da comunidade científica – em especial aos jovens – nessas boas práticas e à prevenção caracterizada pela orientação do pesquisador toda vez que houver dúvidas sobre o assunto”, afirmou.

No campo da educação, segundo Brito Cruz, as instituições científicas que recebem financiamento da Fapesp serão incentivadas a organizar periodicamente treinamentos e cursos que abordem a questão das boas práticas.

“Da mesma forma, no campo da prevenção a Fapesp deseja que as instituições organizem serviços internos – de acordo com sua cultura e suas tradições – com a função de oferecer orientação aos pesquisadores sobre esse tema. Com isso, eles saberão quem consultar quando houver dúvidas e preocupações relacionadas ao assunto”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a Fapesp estabelece no código os procedimentos adequados para quando um caso relacionado à má conduta na pesquisa chegar ao ponto de levar a uma investigação. O procedimento terá uma primeira fase interna e sigilosa, a fim de verificar as eventuais alegações e preservar, ao mesmo tempo, os envolvidos que venham a ser inocentes.

Brito Cruz afirmou que uma das expectativas da Fapesp é que o código ajude as instituições financiadas pela Fundação a debater o tema das boas práticas com sua comunidade de forma mais intensa. Segundo ele, é importante que o assunto esteja presente de forma constante, em discussões que envolvam tanto os pesquisadores experientes como os jovens pós-graduandos.

“Para facilitar o acesso da comunidade científica ao código, além da sua publicação impressa, criamos um site no portal da FAPESP que reúne o código, o artigo que foi seu ponto de partida e uma série de links para diversas experiências internacionais, como manuais, análises e referências gerais que tratam do tema”, disse Brito Cruz.

Os links incluem a versão on-line do livro On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research Third Edition (2009), um documento sobre ciência responsável elaborado pela Academia de Ciências dos Estados Unidos.

“A FAPESP está traduzindo essa obra, que será disponibilizada em português. Uma versão impressa será enviada, junto com o código de boas práticas, a todos os pesquisadores e bolsistas que assinarem contrato com a Fapesp”, disse.

Fonte SaudeWeb

Mobilidade: 4 melhores aplicativos para uso em hospitais

Apps revolucionam o modo de diagnosticar, como enfermeiras interagem e o recebimento de tratamentos. Veja indicações

A tecnologia de ponta que pode melhorar significativamente o cuidado da saúde pode não vir na forma de um sistema de computação multimilionário. Pesquisas recentes provaram que aplicativos (apps) de smartphones podem ser usados em formas mais úteis do que o jogo Angry Birds. De fato, eles estão revolucionando a maneira que os médicos realizam diagnósticos, enfermeiras interagem e pacientes recebem tratamentos.

Christina Thielst, autora, administradora de saúde e fundadora do blog Christina’s Considerations, disse que a medicina está indo em direção a um ambiente mais móvel. “A recente proposta de guia em Mobile Health Apps emitida pela FDA pode resultar em novos aplicativos e adesões. Então, podemos esperar ver mais e mais apps para smartphones e tablets aprovados – e um aumento no número de médicos que querem aplicá-los em suas rotinas”.

Com o grande número de apps disponíveis para profissionais de saúde, Thielst sugere os quatro melhores tipos:

1.1. Aqueles que liberam os profissionais de Saúde do escritório ou locais de trabalho: De acordo com Thielst, os aplicativos mais benéficos para médicos e enfermeiras são aqueles que os mantêm com mobilidade. “Os apps que serão úteis para fornecedores de saúde serão aqueles com acesso ao registro eletrônico de saúde. Já existem hospitais que estão criando seus apps com acesso a registros específicos, e alguns fornecedores de EHR procuram incorporar apps (em seus produtos) assim seus clientes podem acessar seus registros”. App de registro eletrônico de saúde com acesso remoto para iPhone incluem Epic System, cujo app Haiku oferece aos usuários autorizados e EHR da Epic acesso seguro aos horários da clínica, lista de pacientes do hospital, etc; app Remote da Allscripts, que também disponibiliza para usuários Android e Blackberry e Quest Care360 Mobile da MedPlus, que é um aplicativo de acordo com as normas da HIPAA, desenvolvido especificamente para o iPhone.

2.2. Aqueles que oferecem acesso a exames de laboratório e de imagem: “Acesso a exames de laboratórios, EEG e ECG também serão importantes”. Em fevereiro desse ano, o FDA liberou a Mobile MIM, o primeiro app de diagnóstico de radiologia. De acordo com o FDA, o app tem transparência de 510 (k) e permite aos usuários não apenas visualizar imagens, mas também realizar diagnósticos médicos baseados em Tomografia Computadorizada, ressonância magnética, e tecnologia de medicina nuclear, como a tomografia por emissão de pósitrons (PET). Os apps que permitem que profissionais leiam os resultados de exames incluem o Normal Lab Values, que mostra avaliações normais de laboratório e é compatível com iPhones, iPod Touch e iPad e o Pocket Lab Values, que fornece acesso a mais de 320 resultados de exames rotineiros ou mais complicados, informações clínicas e resultados críticos de exames.

3.3. Aqueles que transformam smartphones em dispositivos médicos: De acordo com Thielst: “apps que permitem aos médicos fornecer algum tipo de avaliação” estão se tornando extremamente populares. “Por exemplo, um app que transforme um smartphone em uma máquina de ECG para detectar ritmo anormal do coração ou determinar se um paciente está tendo um ataque cardíaco”. Além disso, pesquisas mostraram que apps que realizam diagnóstico de enfarte não são apenas convenientes, têm taxa de precisão de 94 a 100% e são particularmente úteis em zonas rurais. Outros apps estão sendo desenvolvidos para diagnosticar câncer, entre outros, como o Kid Care, que foi projetado para consumidores e ajuda no autodiagnostico.

4.4. Aqueles que oferecem gerenciamento de clínicas: Apps para codificação, contas, refis de receitas, etc, estão otimizando o fluxo de trabalho e facilitando o processo para médicos e outros especialistas. Por exemplo, o popular app Hospital Rounds foi projetado para ajudar os profissionais em suas rondas, finalizar os apontamentos, documentar informações de cobrança, transmitir informações de cobrança para os escritórios, etc. O app E/M Code Check, criado para documentação e codificação médica, ajuda a aumentar a receita apresentando as exigências de documentação médica para apoiar um nível específico de codificação de uma forma clara.

Fonte: InformationWeek EUA

Fonte SaudeWeb