Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hipertensão leva à doença renal

A hipertensão é a principal causa da insuficiência renal crônica no Brasil. Dos 92.091 pacientes que fazem diálise no País, 35,2% desenvolveram a doença nos rins em decorrência da pressão arterial elevada. A diabete está em segundo lugar no ranking, com 27,5% dos casos terminais de insuficiência renal crônica.

Estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) indicam que 10 milhões de pessoas têm algum grau de lesão renal no País, mas a minoria é diagnosticada. Censo de Diálise realizado pela entidade no ano passado mostra que, em 2010, 16,5 mil pessoas morreram em decorrência de problemas renais. O número de mortes cresceu 38% nos últimos 10 anos, segundo a SBN.

De acordo com o presidente da entidade, Daniel Rinaldi dos Santos, a insuficiência renal crônica só traz sintomas – fraqueza, mal-estar, inchaço, palidez e anemia – nos estágios mais avançados e muitos pacientes acabam morrendo de outras complicações cardiovasculares sem que o problema renal seja identificado.

Daí a importância da realização periódica de exames simples capazes de detectar a insuficiência renal nos grupos de risco: hipertensos, diabéticos, pessoas com histórico familiar de doenças renais, idosos e grávidas.

O nefrologista Edson Raddi, da Faculdade de Medicina do ABC, alerta que, quando a doença chega ao estágio mais avançado, os danos aos rins são irreversíveis. “É uma doença silenciosa. A função do rim vai diminuindo, vai acumulando sujeira no sangue, o organismo vai se adaptando, mas chega um ponto em que o órgão para de funcionar.”

O médico observa que essa diminuição da função renal ocorre de maneira natural com o envelhecimento, mas é acelerada por doenças como hipertensão e diabete.

Na opinião do diretor de Ações Sociais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado, a hipertensão dificilmente instala-se sozinha no paciente. “A maioria dos hipertensos também tem diabete e colesterol aumentado. Assim, eles têm chance muito maior de desenvolver insuficiência renal também”, diz.

É o caso do bancário aposentado Arnobio Aureliano Filho, de 59 anos, que convive com a pressão alta há 26 anos. Ao longo do tempo, ele desenvolveu diabete e, como agravante, também teve um episódio de cálculo renal que resultou na atrofia de um dos rins.

Há cerca de três anos, exames de sangue detectaram que seus rins só tinham 10% de capacidade. “A pressão alta não provoca nenhum sintoma, mas vai complicando os outros órgãos”, diz ele.

O aposentado faz hemodiálise três vezes por semana e diz ter uma vida razoável apesar dos efeitos colaterais do procedimento, que tem duração de quatro horas. “A pressão cai, a gente fica fraco. Também surgem problemas de falta de vitamina, anemia”, relata.

A pressão arterial alta desencadeia problemas renais porque o rim é formado por pequenos vasos responsáveis pela filtragem do sangue.

Quando o sangue chega ao rim com mais pressão, essas arteríolas são danificadas e perdem a capacidade de filtrar. “Quando a pressão alterada estoura esse mecanismo, o rim começa a eliminar coisas que deveriam ser absorvidas e segurar outras que deveriam ser eliminadas”, explica Machado.

Fonte Estadão

Sem vaga, HC manda para casa mulher com 26 quilos em SP

Sofrendo há 11 anos de anorexia nervosa e bulimia, Maria Cleneilda Fernandes de Oliveira, 27, não conseguiu ser internada no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, onde ela se trata desde novembro de 2007. As dez vagas do serviço especializado em transtornos alimentares já estavam cheias na terça-feira (27).

Cleneilda chegou ao extremo: seu corpo, 1,55 metro de altura, pesa apenas 26,4 kg --menos do que a massa de uma criança de nove anos. Para alcançar seu normal, a jovem teria de pesar, no mínimo, 44,4 kg.

Carlos Cecconello/Folhapress
Maria Cleneilda Fernandes de Oliveira, 27, na sala de espera do Hospital Municipal de Santo André
Maria Cleneilda Fernandes de Oliveira, 27, na sala de espera do Hospital Municipal de Santo André (Grande SP)

"Eu queria mais uma chance no Hospital das Clínicas", disse, na sala de espera do Hospital Municipal de Santo André.

Ela já ficou internada no HC em três períodos, mas sempre que saiu voltou a perder peso. "Os médicos do hospital já disseram que não aceitam mais a minha irmã lá. Mas ela não faz isso porque quer. Ela é doente. Será que sou eu quem deve explicar isso aos médicos?", disse o irmão Raimundo Cleilton Fernandes, 34.

A Secretaria de Estado da Saúde não soube informar quantos leitos existem para tratar anoréxicos e bulímicos em estado grave.

Fonte Folhaonline

Risco de dengue é alto em 44% das cidades de SP

Mapeamento realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São Paulo aponta que existe risco alto ou muito alto de transmissão de dengue para o próximo verão em 283 cidades.

A classificação do risco foi feita com base em indicadores como a série histórica de casos de dengue, índices de infestação predial e de densidade populacional, por exemplo.

Representantes destes municípios, que representam 44% das 645 cidades paulistas, foram convidados para um encontro na segunda-feira (3) para tratar do assunto.

No evento será apresentado o novo Plano Estadual de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Dengue para o período 2011-2012. O governo promete novidades em relação ao combate realizado nos anos anteriores.

"A entrada em circulação do subtipo 4 do vírus da dengue no Estado aumenta o número de pessoas suscetíveis à doença, ampliando o risco de casos graves e óbitos. Por isso esta mobilização é fundamental para que os municípios estejam preparados tanto do ponto de vista de controle do vetor quanto na adequada assistência médica aos pacientes", afirma o secretário Giovanni Guido Cerri.

De janeiro a agosto deste ano, foram registrados no Estado 81,2 mil casos de dengue, número 56% menor que o mesmo período de 2010, quando houve 188,2 mil casos.


Cidades com alto risco de transmissão de dengue em SP
AdamantinaIbitingaPindamonhangaba
AdolfoIcémPiracicaba
AguaíIgarapava Pirajuí
AgudosIguapePirangi
AlvinlândiaIlhabelaPirassununga
AmericanaIlha CompridaPiratininga
Américo BrasilienseIlha SolteiraPitangueiras
AndradinaIndaiatubaPlanalto
AparecidaIndiaporãPoloni
Aparecida d'OesteInúbia Paulista Pompéia
AraçatubaIperó Pontal
AraminaIpiguá Populina
Araraquara IpuãPorto Feliz
Araras IracemápolisPorto Ferreira
Ariranha IrapuãPotim
Artur Nogueira ItajobiPotirendaba
Assis Itanhaém Pradópolis
Auriflama Itapevi Praia Grande
Bady Bassitt ItapiraPresidente Bernardes
Bálsamo ItápolisPresidente Epitácio
BarbosaItapuraPresidente Prudente
Bariri ItaririPresidente Venceslau
Barra Bonita Itu Promissão
BarretosItuverava Quintana
BarrinhaJaboticabalRancharia
BarueriJaciRegistro
BastosJaguariúnaRibeirão Preto
BatataisJales Rifaina
BauruJandiraRincão
BebedouroJardinópolisRio Claro
Bertioga JaúRio das Pedras
Birigui José Bonifácio Riolândia
BorboremaJunqueirópolisRubinéia
BotucatuLavínia Sales
Bragança Paulista LemeSales Oliveira
Braúna LimeiraSalmourão
Brodósqui LinsSalto
Brotas LuiziâniaSanta Adélia
BuritamaMacaubalSanta Albertina
Buritizal MacedôniaSanta Bárbara d'Oeste
Cachoeira PaulistaMagdaSanta Clara d'Oeste
Cajamar MaríliaSanta Fé do Sul
CajobiMatãoSanta Gertrudes
CajuruMendonçaSantana de Parnaíba
Campinas MiguelópolisSanta Rita d'Oeste
Cândido Mota Mira EstrelaSanta Rita do Passa Quatro
CaraguatatubaMirandópolisSanto Anastácio
Carapicuíba Mirante do ParanapanemaSanto Antônio de Posse
Cardoso MirassolSanto Antônio do Aracanguá
Castilho MirassolândiaSantópolis do Aguapeí
CatanduvaMococaSantos
CatiguáMoji-GuaçuSão Bernardo do Campo
CedralMoji-MirimSão Caetano do Sul
ClementinaMonçõesSão Carlos
ColômbiaMongaguáSão João da Boa Vista
ConchalMonte AltoSão Joaquim da Barra
CordeirópolisMonte AprazívelSão José do Rio Pardo
CoroadosMonte Azul PaulistaSão José do Rio Preto
CosmópolisMonte MorSão José dos Campos
CosmoramaMorro AgudoSão Paulo
CotiaMotucaSão Roque
CravinhosMurutinga do Sul São Sebastião
CruzeiroNeves PaulistaSão Vicente
CubatãoNhandearaSerrana
DescalvadoNova AliançaSertãozinho
Diadema Nova GranadaSorocaba
Dolcinópolis Nova IndependênciaSumaré
DracenaNovaisSuzanápolis
DumontNova LuzitâniaTabapuã
EmbuNova OdessaTaboão da Serra
Estrela d'Oeste Novo Horizonte Taiaçu
FernandópolisOlímpiaTaiúva
FlorealOnda VerdeTanabi
Franca OrindiúvaTaquaritinga
Francisco Morato OrlândiaTatuí
GarçaOsascoTaubaté
Gastão Vidigal Osvaldo CruzTeodoro Sampaio
Gavião PeixotoOurinhosTrês Fronteiras
General SalgadoOuroesteTupã
GlicérioOuro VerdeTupi Paulista
GuaiçaraPalestinaUbarana
GuaíraPanoramaUbatuba
Guará Paraguaçu PaulistaUchoa
GuaraciParaísoUrânia
GuararapesParanapuãValentim Gentil
GuaribaParapuãValinhos
Guarujá Pariquera-AçuValparaíso
GuarulhosParisiVárzea Paulista
GuzolândiaPaulíniaVinhedo
HolambraPaulo de FariaViradouro
HortolândiaPedranópolisVista Alegre do Alto
IacangaPedro de ToledoVotorantim
IacriPenápolisVotuporanga
IbatéPereira Barreto
IbiráPeruíbe


Fonte Folhaonline

Internet: Interpol apreende 2,4 milhões de doses de medicamentos falsos

As polícias e alfândegas de 81 países apreenderam 2,4 milhões de medicamentos falsos vendidos pela internet no valor de US$ 6,3 milhões (cerca de R$ 11,6 milhões) durante uma operação realizada em uma semana, anunciou a Interpol na quinta-feira.

Dentro dessa operação mundial batizada "Pangeia 4", foram detidas 55 pessoas entre 20 e 27 de setembro, afirmou a Interpol.

A organização dise que, na França, foram apreendidos 109.700 medicamentos falsos --90.000 deles no aeroporto parisiense de Roissy-- e que a metade dos remédios apreendidos na França são receitados para problemas de ereção.

O objetivo desse operação, realizada pelo quarto ano consecutivo, é chamar a atenção da opinião pública sobre os riscos para a saúde ao se comprar medicamentos pela internet.

Fonte Folhaonline

Decisão da Anvisa sobre inibidores de apetite pode sair na terça

A decisão final da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre a proibição ou não do comércio de medicamentos emagrecedores pode sair na próxima terça-feira.

Esta é a terceira vez que os diretores da agência se encontram para se posicionar sobre os inibidores de apetite.

A reunião marcada para semana que vem será pública como havia anunciado antes o diretor presidente do órgão, Dirceu Barbano. A intenção é mostrar transparência no processo de tomada de decisão e deixar acessível o relatório com cerca de 700 páginas.

A entrada do público na sala onde os diretores da Anvisa vão se reunir será liberada, mas haverá um limite no número de presentes.

As ponderações para decidir se os remédios inibidores de apetite sibutramina anfepramona, femproporex e mazindol devem ou não ser retirados do mercado serão transmitidas pela TV Folha e para o auditório da Anvisa, com 250 lugares.

Em entrevista ao programa "Brasil em Pauta", no começo deste mês, Barbano afirmou que a Anvisa compreende a posição dos médicos que são contr o veto às drogas, mas adicionou que a agência tem o dever de assegurar que os produtos à venda possam ser usados com segurança pelos pacientes.

Segundo Barbano, os consultores da Cateme (Câmara Técnica de Medicamentos) e os técnicos da Anvisa estão de acordo a respeito do veto aos remédios derivados de anfetamina (anfepramona, femproporex e mazindol).

"Não há proposição para manter esses produtos no mercado", afirmou. Essa posição se deve à falta de estudos que comprovem a eficácia das drogas e aos seus efeitos colaterais, disse o diretor.

Já sobre a sibutramina, há divergências. A Cateme recomenda que a droga seja tirada do mercado, e a equipe técnica do órgão sugere manter o produto à venda com maiores restrições.

Fonte Folhaonline