segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Exames pré-nupciais devem ser realizados antes do casamento
Mesmo aqueles que têm vida sexual ativa devem consultar o médico
Hoje em dia a maioria dos casais já tem vida sexual ativa antes do casamento, mas nem por isso os exames antes do matrimonio saíram de moda, porque o casamento é um projeto de vida e com ele vem o sonho de filhos e de uma longa vida juntos. Então é importante saber se você e seu companheiro estão bem de saúde para que isso não se torne um problema no futuro.
A avaliação inclui não apenas exames de sangue, urina e imagem, mas também orientações para esclarecer dúvidas que os noivos possam ter. Assim, fica mais seguro começar essa nova etapa da vida de maneira saudável e tranquila.
Mas é importante salientar que toda essa avaliação deve ser individualizada e muitas vezes os exames irão variar de pessoa para pessoa, de casal para casal, de acordo com o histórico pessoal e familiar de cada um. É exatamente por isso que o mais importante é passar em consulta médica.
Exames para o casal
Tanto o homem como a mulher deve colher exames de sangue para avaliar doenças infecciosas sexualmente transmissíveis, como hepatite B e C, sífilis, AIDS, e outras doenças como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus que podem ser prejudiciais se contraídas durante a gestação para o bebê.
Além disso, é preciso fazer o exame de tipagem sanguínea, dosagem do açúcar no sangue para detecção de diabetes, hemograma completo para ver uma possível anemia, colesterol e dosagens hormonais para avaliar a função ovariana e a ovulação em alguns casos podem ser indicadas.
Os casais que não pretendem engravidar imediatamente devem discutir o uso do preservativo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Essa questão lida com aspectos relacionados à confiança e respeito mútuo do casal e deverá ser discutido por cada casal. Mas é função da médica ginecologista sugerir o uso e alertar sobre os riscos das DST.
O chamado aconselhamento genético, que é um acompanhamento pelo geneticista com uma equipe multidisciplinar é importantíssimo para casais principalmente se a mulher tem mais de 35 anos e/ ou se na família há história de familiares que nasceram com síndrome de Down, defeitos de tubo neural entre outras. Se o casamento é entre primos, se existem familiares com deficiências intelectuais, defeitos congênitos, entre outras situações, o aconselhamento genético pode ser indicado.
Mulheres
A avaliação pré-nupcial inclui uma consulta com sua ginecologista e, quem sabe, futura obstetra. Ela fará uma avaliação através da história clínica da noiva, buscando prováveis fatores de risco para uma gestação como hipertensão arterial, diabetes, problemas de tireoide. Além disso, uma ginecologista pode encontrar outros problemas de saúde e, se achar necessário, encaminhar para outro especialista.
Também nesse momento, aproveitamos para discutir quando e se o casal pretende engravidar. Esse aspecto é importante para fornecer orientação sobre métodos anticoncepcionais ou orientações pré-natais, como o uso de ácido fólico para prevenir má formação do tubo neural do bebê e o esclarecimento sobre os fatores de risco na gravidez (tabagismo e histórico de trombose).
No caso, principalmente de mulheres virgens, é importante tirar dúvidas sobre a relação sexual em si, para que ela possa aproveitar o máximo possível a noite de núpcias.
Além disso, orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis devem ser dadas. Explicação sobre que cada uma delas pode causar, como é feita a prevenção e quais os sintomas podem ser um sinal de alerta são importantes para quem ainda não teve relações sexuais.
A prevenção do câncer de colo do útero através do exame de Papanicolau deverá ser realizada nas pacientes que não são virgens, além de uma ultrassonografia transvaginal. Para as virgens pode ser realizada a ultrassonografia pélvica por via abdominal. Esse exame é capaz de avaliar o útero e os ovários, mostrando informações sobre possíveis cistos nos ovários ou miomas que podem atrapalhar uma futura gravidez. As pacientes virgens devem, depois de iniciada a vida sexual, retornar ao ginecologista para realizar o exame Papanicolau.
Os testes de fertilidade podem ser realizados em mulheres com mais de 35 anos, porque com a idade a fertilidade da mulher diminui. Deve também ser realizado naquelas que já sabem que tem doenças que podem causar infertilidade como a endometriose por exemplo.
Homens
No caso do homem, os exames de sangue são os mesmos da mulher, acrescidos de um espermograma. Esse exame é muito importante, já que é por meio dele que é possível saber se o homem é fértil ou não.
Essa avaliação é fundamental para cuidar precocemente de problemas que possam atrapalhar o relacionamento do casal e as chances de se obter gravidez de uma maneira tranquila, saudável e planejada.
Em resumo, quando se está planejamento o casamento, deve fazer parte da programação uma visita à médica. E eu também costumo orientar minhas pacientes, futuras esposas, que também procurem um dentista para uma avaliação pré-nupcial.
Fonte Minha Vida
Alzheimer leva cuidador de paciente e deixar emprego
Pesquisa mostra que até 30% dos familiares de quem tem a doença param de trabalhar
Muitos familiares de pacientes com Alzheimer dividem suas vidas em antes e depois do diagnóstico. Além de assistir à pessoa querida perder aos poucos sua identidade, é preciso aprender a conviver com os sintomas e assumir, progressivamente, as funções antes desempenhadas pelo doente. A sobrecarga, não raro, afeta a saúde e as relações profissionais e afetivas dos cuidadores.
Pesquisa realizada pelo instituto TNS Research International, a pedido da farmacêutica Novartis, mostrou que 78% dos cuidadores familiares tiveram de reduzir a carga de trabalho, sendo que 30% precisaram parar de trabalhar. Em média, os 300 cuidadores não profissionais entrevistados disseram dedicar mais de 8 horas diárias ao doente.
O psicólogo Denny Malouf, de 34 anos, tinha acabado de se formar quando descobriu que a mãe tinha Alzheimer, em 2003.
- Meus irmãos moravam fora e meu pai ficou doente em seguida. Adiei planos profissionais e de casamento para cuidar dela.
Malouf assumiu a organização da casa, o controle das finanças e dos cuidados médicos. Hoje, embora conte com a ajuda da família e de uma cuidadora, ainda reserva dois dias da semana só para resolver os assuntos da mãe.
Estudos mostram uma relação direta entre o tempo dedicado ao portador de demência e a incidência de um transtorno batizado de estresse do cuidador. A única forma de preservar a saúde, portanto, é criar uma rede de apoio que permita a divisão de tarefas.
Em países como Inglaterra, Canadá e Alemanha, esse suporte já é bem estruturado, conta a professora de gerontologia Ursula Karsch, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
Há, por exemplo, lavanderias e cozinhas comunitárias para aliviar as tarefas domésticas. Existe também uma espécie de hospital-dia, com transporte custeado pelo governo, onde o paciente pode passar algumas horas fazendo atividades, enquanto o cuidador aproveita o tempo livre.
- No Brasil ainda não se leva a sério esse problema, que tende a se tornar cada vez maior por causa do envelhecimento da população.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte R7
Decisão: Para STJ, chefe de equipe não responde solidariamente por erro de anestesista
Responsabilização de chefe só acontecerá quando causador de dano for subordinado a ele
A 2ª Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o chefe de equipe médica não responde solidariamente por erro médico cometido pelo anestesista que participou do procedimento cirúrgico. Entretanto, os ministros consideraram que a clínica médica, de propriedade do cirurgião-chefe, responde de forma objetiva e solidária pelos danos decorrentes do defeito no serviço prestado.
Segundo a decisão, tomada por maioria de votos, somente caberá a responsabilização solidária do chefe da equipe médica quando o causador do dano atuar na condição de subordinado, sob seu comando.
Um casal entrou com ação de reparação de danos materiais e compensação de danos morais contra o médico Roberto Debs Bicudo e a Clínica de Cirurgia Plástica Debs Ltda., informando que a esposa se submeteu a uma cirurgia estética na clínica, que conduziu o procedimento. Durante a cirurgia, a paciente sofreu parada cardiorespiratória que deu causa a graves danos cerebrais.
O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por maioria, manteve a sentença. "A responsabilidade civil do médico, na qualidade de profissional liberal, será apurada mediante verificação de culpa. Não se configurando defeito no serviço prestado pela clínica, não surge para esta o dever de indenizar. A ausência do nexo de causalidade afasta a responsabilização solidária", decidiu o TJ.
No STJ, a defesa do casal sustentou haver a responsabilidade solidária do chefe da equipe cirúrgica e da clínica pelo dano causado pelo anestesista. A 4ª Turma do Tribunal, por maioria, acolheu o entendimento. "Restou incontroverso que o anestesista, escolhido pelo chefe da equipe, agiu com culpa, gerando danos irreversíveis à autora, motivo pelo qual não há como afastar a responsabilidade solidária do cirurgião chefe, a quem estava o anestesista diretamente subordinado", afirmou a decisão.
Os réus recorreram pedindo o não reconhecimento da existência de solidariedade entre o anestesista e o cirurgião chefe da equipe e entre o anestesista e a clínica, com a qual não mantinha vínculo trabalhista.
Em seu voto apresentado na 2ª Seção, a relatora, ministra Nancy Andrighi, reconheceu que a clínica e o chefe da equipe podem vir a responder, solidariamente, pelo erro médico cometido pelo anestesista que participou da cirurgia.
Segundo a ministra, uma vez caracterizado o trabalho de equipe, deve ser reconhecida a subordinação dos profissionais de saúde que participam do procedimento cirúrgico em si, em relação ao qual a anestesia é indispensável, configurando-se verdadeira cadeia de fornecimento do serviço, nos termos do artigo 34, c/c artigo 14, ambos do Código de Defesa do Consumidor.
"Esta Corte Superior, analisando hipótese de prestação de assistência médica por meio de profissionais indicados, reconheceu a existência de uma cadeia de fornecimento entre o plano de saúde e o médico credenciado, afastando qualquer exceção ao sistema de solidariedade", disse a ministra em seu voto.
Os ministros Massami Uyeda, Luis Felipe Salomão e Paulo de Tarso Sanseverino votaram com a relatora. Entretanto, os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti, Antônio Carlos Ferreira, Villas Boas Cueva e Marco Buzzi divergiram parcialmente da relatora.
O ministro Raul Araújo, relator para acórdão, entendeu que deve prevalecer a tese de que, se o dano decorre exclusivamente de ato praticado por profissional que, embora participante da equipe médica, atua autonomamente em relação aos demais membros, sua responsabilidade deve ser apurada de forma individualizada, excluindo-se aí a responsabilidade do cirurgião-chefe.
"Em razão da moderna ciência médica, a operação cirúrgica não pode ser concebida apenas em seu aspecto unitário, mormente porque há múltiplas especialidades na medicina. Nesse contexto, considero que somente caberá a responsabilização solidária do chefe da equipe médica quando o causador do dano atuar na condição de subordinado, sob seu comando. Se este, por outro lado, atuar como profissional autônomo, no âmbito de sua especialidade médica, deverá ser responsabilizado individualmente pelo evento que deu causa", afirmou o ministro Raul Araújo.
Fonte R7
Da caminhada à corrida: saiba como potencializar o exercício e evoluir no seu treino diário
Para evoluir com segurança, vale lembrar que é preciso estar com os exames médicos em dia e procurar um profissional de educação física
Para quem quer fugir do sedentarismo, não importando a idade, o melhor é caminhar. Além de ser uma excelente forma de exercitar o corpo todo, basta um bom tênis e disposição. Se você pretende correr, mais um motivo para iniciar com este exercício, respeitando sempre seus limites. O ideal é aumentar a quilometragem e a velocidade gradualmente. Uma caminhada vigorosa oferece mais vantagens se comparada com uma corrida muito lenta. Para evoluir com segurança, vale lembrar que é preciso estar com os exames médicos em dia e procurar um profissional de educação física.
1) Força!
Para manter o ritmo, é preciso estar fazendo força o tempo todo. Nada que faça lembrar o estilo passeio no shopping". Uma caminhada com intensidade moderada a intensa é considerada ideal para quem quer emagrecer, ganhar fôlego e afastar o risco de doenças como diabetes, hipertensão e vários tipos de câncer. Especialistas recomendam manter um ritmo variável entre 6,5 e 7,2 km/h para estimular um maior gasto calórico e fortalecer o sistema cardiorrespiratório. Para se ter uma ideia, em uma hora, uma pessoa de 68 kg pode queimar 300 calorias.
Há duas formas de perceber esse esforço mais intenso: pela conversação e pelo suor. Em um ritmo leve, conversamos normalmente e o suor fica restrito ao rosto e à cabeça. No moderado, precisamos tomar ar para completar uma frase e o suor começa a surgir no tronco. Em ritmo forte, apenas conseguimos soltar uma ou outra palavra, e o suor passa a aparecer também nas pernas.
Outra vantagem de apertar o passo é desenvolver sua noção espacial e coordenação motora, além da agilidade e reflexo. Desviar de buracos, carros, pessoas e outros obstáculos deixa você alerta e com o raciocínio rápido. Pode não parecer, mas a caminhada também exercita seu cérebro.
2) Vá com calma
O estágio da caminhada é fundamental para a adaptação e o fortalecimento muscular, com menor risco de lesões, em função das diferenças biomecânicas da passada e do menor impacto, como explica o educador físico Marcos Paulo Reis. Segundo ele, na caminhada, não há a fase de voo: a passada é mais curta, o pé mantém contato com o solo maior e mais frequente do que na corrida, além de flexionarmos mais o tornozelo. Embora o impacto seja menor, o tempo de contração muscular é maior, além de a musculatura da perna ser mais solicitada, principalmente o tibial anterior, na canela. O tempo de adaptação na planilha dependerá das características e do nível de condicionamento.
3) Evolua sempre
Se você pensa em obter os melhores resultados da caminhada e evoluir até o estágio da corrida naturalmente, tenha em mente que é preciso estabelecer metas: no mínimo, o exercício deve ser feito três vezes por semana, durante uma hora, conforme determinação do American College of Sports Medicine. Segundo o especialista em fisiologia do esporte Alexandre Solano, traçar objetivos é fundamental.
— A caminhada pode ser considerada uma preparação para a corrida. Aos poucos, com uma programação, é possível sair do sedentarismo. A regularidade evolução constante fazem toda a diferença — ressalta Solano.
Da caminhada à corrida em 12 semanas:
1ª semana: caminhe por 30 minutos.
2ª semana: caminhe de 30 a 40 minutos.
3ª semana: caminhe de 40 a 45 minutos.
4ª semana: caminhe de 50 a 60 minutos.
5ª semana: caminhe 10 minutos e trote dois minutos alternadamente até completar 36 minutos.
6ª semana: caminhe 10 minutos e trote quatro minutos alternadamente até completar 42 minutos.
7ª semana: caminhe 10 minutos e trote seis minutos alternadamente até completar 48 minutos.
8ª semana: caminhe 10 minutos e trote oito minutos alternadamente até completar 54 minutos.
9ª semana: caminhe sete minutos e trote cinco minutos alternadamente até completar 36 minutos.
10ª semana: caminhe sete minutos e trote sete minutos alternadamente até completar 42 minutos.
11ª semana: caminhe cinco minutos e trote oito minutos alternadamente até completar 52 minutos.
12ª Semana: caminhe cinco minutos e trote seis minutos alternadamente até completar 60 minutos.
Dica para evoluir
Caminhe 1.600 metros o mais rápido possível e marque o tempo e a frequência cardíaca em 15 segundos, e multiplique o valor por quatro. Repita o teste uma vez por mês. O tempo e a frequência cardíaca deverão ser menores se houver evolução.
Fonte Zero Hora
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