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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Estudo afirma que crianças querem mais atenção dos médicos

As crianças se sentem pouco escutadas pelos médicos e querem participar e entender melhor as decisões que afetam sua saúde, aponta um estudo europeu apresentado nesta quinta-feira em Lisboa.

A 9ª Conferência de Ministros da Saúde do Conselho da Europa analisa nesta quinta e sexta-feira o documento como parte de um debate sobre políticas sanitárias para a infância, uma iniciativa lançada em 2009 pela Espanha quando esteve na presidência deste Comitê de Ministros.

A pesquisa revela que 80% das crianças gostariam de saber mais sobre os tratamentos que recebem e 67% consideram que os médicos deveriam esclarecer suas dúvidas.

O trabalho, baseado em entrevistas com 2.257 crianças de 22 países europeus, conclui que “as crianças raramente são consultadas ou questionadas sobre assuntos importantes” sobre sua saúde.

Durante as duas sessões de trabalho da Conferência, as autoridades sanitárias europeias pretendem adotar princípios básicos que definam como os sistemas de saúde e seus profissionais podem envolver o paciente nos processos médicos.

Para isso, políticos, especialistas e profissionais de saúde abordam em Lisboa, além das questões sobre a infância em geral, casos particulares como a situação de crianças em risco de exclusão social, os menores de etnia cigana e as vítimas de abusos sexuais.

José Díaz Huertas, presidente da Sociedade de Pediatras Sociais espanhola, revela a Agência Efe que a necessidade de ouvir as crianças se estende aos demais pacientes.

Carmen Moya, diretora-geral da Agência de Qualidade do Sistema Nacional de Saúde, declara que a Espanha é “uma referência” na Europa no atendimento médico à infância.

“Reconhecemos os direitos dos pacientes menores de 16 anos e estamos avançados na Europa neste assunto”, garante.

A vice-secretária-geral do Conselho da Europa, Maud de Boer-Buquicchio, lembra que o objetivo do debate é garantir às crianças “o direito ao acesso a saúde de alta qualidade”. “Este direito deve ser protegido apesar da crise econômica. Fazer cortes em áreas como os serviços de saúde é um enfoque limitado e não um investimento de futuro”, defende.

Outros assuntos debatidos na conferência de Lisboa são a igualdade e acessibilidade à assistência médica das crianças, a participação delas no sistema de saúde e boas práticas para uma melhor saúde dos menores.

Fonte EFE

Possibilidade de fisioterapeutas prescreverem medicamentos é discutida nos EUA

De acordo com a proposta, fisioterapeutas poderiam prescrever medicamentos para doenças respiratórias e neurológicas

Está em discussão nos Estados Unidos a possibilidade de que fisioterapeutas sejam habilitados a prescrever medicamentos sem a necessidade de autorização médica por escrito. Até o próximo dia 8 de dezembro acontece no país uma consulta pública que irá definir as próximas etapas da discussão. Uma revisão completa do governo seguirá a consulta e se o suporte suficiente for disponibilizado a mudança exigirá alterações na Lei de Medicamentos de 1968 e o Abuso de Drogas Regulamentos de 2001.

Se tal regulamentação for aprovada a classe irá desfrutar dos mesmos direitos de outros profissionais não-médicos da área da saúde, como enfermeiros e farmacêuticos.

A proposta foi bem recebida pela Chartered Society of Physiotherapy (CSP). A entidade afirma que, se aprovada, a regulamentação irá proporcionar um atendimento mais conveniente ao paciente, permitindo que as pessoas recebem o tratamento que precisam, em um só lugar e sem precisar repetir visitas a diferentes profissionais de saúde.

O CSP também defende que a medida contribuirá para o aperfeiçoamento no atendimento aos pacientes, oferecendo acesso mais rápido e mais direto ao tratamento de que necessitam, sem demoras desnecessárias.

De acordo com a proposta, fisioterapeutas seriam capazes de prescrever uma série de medicamentos para condições como doenças respiratórias como a asma, doenças neurológicas, tais como os efeitos de acidente vascular cerebral.

Ainda segundo a proposta, a prescrição de medicamentos dependeria de uma qualificação. Os fisioterapeutas teriam que concluir um curso que só será aberto a profissionais especializados ou com experiência suficiente.

“A consulta pública sobre prescrições feitas por fisioterapeutas é uma notícia muito boa, pois representa um grande passo em direção ao objetivo de melhorar o atendimento ao paciente”, opina a presidente da Sociedade de Revisores Oficiais de Fisioterapia, Ann Green. Segundo ela, outra vantagem da proposta é que os novos direitos irão aliviar a sobrecarga de responabilidade a que os médicos são submetidos. “Embora a alteração proposta signifique maiores responsabilidades e formação complementar aos fisioterapeutas, eles serão ‘prescritores complementares”. Isto os permitirá prescrever se tiverem um plano de gestão assinado por um médico. Os novos direitos significam a remoção de uma complexidade desnecessária para os pacientes”, conclui Ann.

Fonte ISaúde

Reino Unido proíbe a exposição de maços de cigarro nas lojas

O Reino Unido redobra seus esforços para reduzir o consumo do tabaco a partir deste sábado proibindo a exposição dos maços de cigarro nas lojas bem como a venda em máquinas automáticas semelhantes às de refrigerante, como é comum no país. Espera-se que a nova medida diminua a taxa de fumantes dos atuais 21,2% da população para 18,5% até 2015.

O governo britânico já havia anunciado em março que iria traçar estratégias de controle ao tabagismo, principalmente para evitar o vício em adolescentes e em grávidas. Na Inglaterra, desde julho de 2007, está proibido fumar em locais públicos fechados e no trabalho, uma lei que foi implantada na Irlanda em março de 2004, na Escócia em março de 2006 e em Gales em abril de 2007.

Para dissuadir o cidadão de fumar, os cigarros e outros produtos relacionados deverão ser recolhidos a partir de sábado das prateleiras das grandes lojas permanecendo apenas atrás dos balcões e, a partir de 2013, também dos quiosques das lojas pequenas.

Serão proibidas também as máquinas automáticas de venda de cigarros, por permitirem o acesso de menores de idade ao fumo. Segundo uma pesquisa divulgada pela BBC, 10% dos fumantes com idades entre 11 e 15 anos compram seus cigarros nas máquinas, frente a 1% dos demais fumantes.

Enquanto na Inglaterra os pubs, clubes, discotecas e restaurantes adeptos a esse tipos de venda serão multados em 2.875 euros, o País de Gales adiou a proibição até fevereiro de 2012. Contudo, o Governo galês confirmou seu compromisso com a nova lei, alegando dificuldades logísticas para justificar o atraso na implementação.

Nesta guerra ao consumo tabagista, serão vetadas ainda as exibições de anúncios e imagens desse produto nas máquinas vendedoras de varejo em geral. Tudo para tentar dissuadir o fumante, que gasta atualmente em torno de 8 euros por maço de 20 cigarros, preço que varia de acordo com a região e com o local de venda.

Apesar do elevado custo em comparação aos outros países (na Espanha, por exemplo, o mesmo maço custa 3,5 euros), que se explica pelos impostos, o Reino Unido conta com 10 milhões de fumantes, conforme os dados mais recentes da organização londrina World Cancer Research Fund.

Os impostos sobre o tabaco subiram em março de 2% acima do Índice de Preços do Varejo (RPI), até 7%. Uma polêmica consulta está nos planos do Governo questionando a possibilidade da obrigatoriedade dos fabricantes de empacotar os cigarros em maços sem rótulo.

Caso essa pratica seja adotada, o Reino Unido será o primeiro país a ter essa lei. A ideia de proibir a exposição de maços de cigarros ao público partiu do Governo anterior trabalhista. O projeto foi revisado pelo atual governo, sendo muito bem recebido pelo setor de saúde.

Para a diretora de comunicação da British Heart Foundation, Betty McBride, “as políticas efetivas que protegem as pessoas desse perigoso hábito podem, e já o fazem, salvar vidas” disse para a revista especializada The Lancet.

“Os fumantes têm quase o dobro de probabilidades de sofrer um ataque ao coração do que aqueles que nunca tocaram em um cigarro”, lembrou Betty. Curiosamente, uma recente pesquisa do YouGov revela que 47% dos britânicos fumantes apoiam a nova norma, contra 38% que se opõe.

Fonte EFE

Alucinógeno presente no cogumelo pode causar alteração duradoura de personalidade

Uma única dose do alucinógeno psilocibina, o princípio ativo dos chamados “cogumelos mágicos”, pode provocar uma mudança de personalidade permanente. A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Os pesquisadores descobriram que os usuários ficaram com o que as pessoas chamam de “mente mais aberta” após o uso da substância. A característica envolve aspectos como imaginação, senso estético, sentimentos e ideias abstratas. A mudança foi detectada em 60% dos 51 indivíduos que participaram do estudo.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Psychopharmacology.

Os participantes do estudo passaram por duas a cinco experiências com a substância, separadas por um intervalo de ao menos três semanas. Em cada sessão, os voluntários se deitavam em um sofá e usavam fones de ouvido e máscara nos olhos, a fim de evitar distrações.

A personalidade dos voluntários foi analisada por meio de questionários aplicados um ou dois meses após acada sessão e cerca de 14 meses após a última experiência. Griffiths acredita que a mudança na personalidade dos usuários deve ser permanente, já que foi observada após tanto tempo.

Griffiths ressalta que alguns dos voluntários declararam ter experimentado forte sensação de medo ou ansiedade em parte das sessões (o efeito alucinógeno chega a durar oito horas). Mas nenhum deles teve sintomas graves. De qualquer forma, ele avisa que esse efeito negativo pode ser mais intenso quando o alucinógeno é usado sem supervisão.

Outra questão apontada pelo pesquisador é que a mudança de personalidade foi verificada especialmente nos voluntários que relataram experiências místicas, ou seja, uma sensação de conexão com o todo, durante o uso da substância. Praticamente todos os participantes se consideravam espiritualmente ativos, mais da metade tinham diplomas de pós-graduação e todos podiam ser considerados psicologicamente saudáveis.

Griffiths acredita que a psilocibina pode ter utilidade terapêutica. Ele atualmente estuda a possibilidade de usar o alucinógeno para ajudar pacientes com câncer a lidar com a ansiedade e a depressão após o diagnóstico e fumantes a largar o vício.

Fonte UOL

Alimentos com zinco ajudam corpo a combater infecções

Mineral também é importante para os hormônios sexuais

Incluir o zinco na alimentação é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico (que combate infecções no nosso corpo). O mineral é importante para o crescimento e também na produção dos hormônios sexuais, aumentando a libido.

Segundo estudos recentes, o zinco tem o mesmo grau de importância que o ferro e o cobre, uma vez que mais de 300 enzimas do nosso organismo dependem dele. Pessoas que ficam constantemente resfriadas podem estar com baixa quantidade de zinco no sangue.

O ideal, segundo os pesquisadores, é ter de 70 e 110 microgramas por decilitro. Uma pessoa com carência do mineral tem no sangue entre 60 e 80 microgramas de zinco. A ingestão diária recomendada é de 12 mg para mulheres e 15 mg para homens. Já as grávidas e lactantes precisam de uma quantidade maior, de 19 mg por dia.

A carência é sentida no corpo por meio de manchas brancas nas unhas, perda de apetite e alterações de olfato. A falta do mineral também compromete o crescimento, o desenvolvimento sexual, a cicatrização e a imunidade.

O zinco é encontrado na carne vermelha, cereais integrais, castanha do Pará, castanha do caju, nozes, amêndoas, feijão, grão de bico, ervilha e frutos do mar.

Fonte Agência Estado