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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

7 perguntas sobre HPV

Inimigo oculto da saúde, o vírus pode ficar anos sem se manifestar. Justamente aí mora o perigo: ao ser detectado, os estragos já são grandes demais. E sua ocorrência tem aumentado: a cada ano o Ministério da Saúde registra mais de 100 mil novos casos no país

O que é HPV?
É a sigla para designar o papiloma vírus humano, um grupo de mais de 100 vírus que infecta homens e mulheres em idade sexualmente ativa.

Como se transmite?
O HPV é considerado uma DST (doença sexualmente transmissível), resume a ginecologista Rosa Maria Neme, de São Paulo. Não é preciso haver penetração, basta um contato mais íntimo.

O contágio de mãe para filho durante o parto também ocorre. Já as chances de se contaminar de outro modo (como beijos e roupa íntima partilhadas com portadores do vírus) são mínimas, mas não impossíveis.

O HPV instala-se no organismo e se manifesta quando o sistema imunológico está enfraquecido, explica a terapeuta ortomolecular Nia Valezzi, de São Paulo. Em geral, o período de incubação vai de três semanas a oito meses, mas o HPV pode ficar latente por mais de 15 anos.

Como descobrir?
Nem sempre a pessoa apresenta sintomas, no máximo coceira e corrimento. Mas o sinal característico da presença do intruso são verrugas de cor esbranquiçada ou cinza, parecidas com uma couve-flor, que afetam órgãos genitais e ânus ¿ raramente acometem pés, mãos, laringe e outras regiões.

As lesões podem ser observadas por meio de exame ginecológico (Papanicolau, colposcopia e vulvoscopia) e urológico (peniscopia). E para saber com certeza qual é o tipo de vírus entram em cena exames sofisticados, como o Sistema de Captura Híbrida (HCS) e a Reação em Cadeia de Polimerase (PCR).

Qual é o tratamento?
Além do uso de medicamentos tópicos e orais, costuma-se indicar ácidos ou laser para cauterizar as verrugas. Dependendo da extensão, pode ser necessária a retirada cirúrgica da área afetada, esclarece o ginecologista Luiz Fernando Dale, do Rio de Janeiro.

Quais são as consequências?
As verrugas, quando visíveis, representam um estágio avançado da doença, afirma Luiz Fernando Dale. E este é o maior perigo. No caso dos tipos de alto risco, que agem de maneira silenciosa no organismo, o HPV pode causar o câncer de colo de útero a longo prazo, alerta Rosa Maria Neme.

No homem , as lesões podem provocar câncer de pênis e ânus, completa Luiz Fernando Dale.

Como é a prevenção?
Para evitar a contaminação, o uso da camisinha é fundamental. Consultas com ginecologista e exames anuais, como o papanicolaou, também são medidas preventivas.

Tomar vacina adianta?
A anti-HPV não previne contra todos os tipos do vírus, apenas os mais preocupantes. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. A principal atua contra HPV-16 e HPV-18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e contra HPV- 6 e HPV-11, que aparecem em 90% das verrugas, explica a ginecologista Rosa Maria Neme.

Indicada para imunizar principalmente homens e mulheres entre 12 e 29 anos, ela estimula a produção de anticorpos específicos para cada HPV. A proteção vai depender da quantidade de anticorpos fabricados pela pessoa vacinada, da presença deles no local da infecção e da sua persistência durante um longo período de tempo, conclui a médica, citando que o real impacto da vacinação só poderá ser observado daqui a algumas décadas.

Fonte IG

Sexo oral: o alerta do HPV

Estudo relaciona aumento de alguns tipos de câncer à pratica de sexo oral

Há um aumento preocupante dos casos de alguns tipos de câncer da cabeça e pescoço entre americanos jovens e de meia-idade e especialistas relacionam o fato à popularização do sexo oral nas últimas décadas.

Isso vem ocorrendo devido à presença do papiloma vírus humano, o HPV, uma das principais causas destes tipos de câncer, que pode ser transmitido por meio do sexo oral.

“Esta relação – de que um aumento de atividades sexuais, principalmente do sexo oral, está relacionado ao aumento de infecções pelo HPV– parece bastante plausível”, disse Greg Harting, professor de otorrinolaringologia cirúrgica da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.

Segundo William Lydiatt, professor e chefe do departamento de cirurgia otorrino-oncológica do Centro Médico da Universidade de Nebraska, a incidência geral de câncer da cabeça e pescoço está diminuindo, principalmente porque o número de fumante é atualmente menor (o cigarro e o álcool são os principais fatores de risco).

Ele diz, porém, que a incidência de câncer nas amígdalas e na base da língua vem aumentando nas últimas décadas. E estes são os tipos com maior probabilidade de revelar testes positivos para HPV.

“Chegamos ao ponto em que entre 60% e 70% dos casos de câncer de amígdalas nos Estados Unidos estão relacionados ao HPV”, disse Lydiatt.

Especialistas afirmam que, embora a ligação entre o HPV e estes tipos de câncer seja incontestável, a associação entre o sexo oral é forte, porém um pouco mais especulativa.

Um estudo publicado em 2007 no New England Journal of Medicine constatou que jovens com câncer da cabeça e pescoço HPV-positivos apresentaram maior probabilidade de ter tipo múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida.

No estudo, o sexo oral com mais de seis parceiros diferentes ao longo da vida foi relacionado ao risco 3,4 vezes maior de desenvolver um câncer orofaringeal – que se desenvolve na base da língua, garganta e amígdalas. Aqueles já tinham realizado sexo oral com mais de 26 parceiros diferentes tiveram seus riscos triplicados.

Os pesquisadores também relataram que a incidência de câncer de amígdalas e língua vem aumentando a cada ano desde 1973. Eles escreveram que “a difusão da prática de sexo oral entre os adolescentes pode ser um fator que contribui para este aumento”.

A conclusão do estudo é que o sexo oral está “fortemente associado” ao câncer orofaringeal, mas os pesquisadores observaram que a transmissão por meio do contato “boca a boca”, como no beijo, não poderia ser eliminada.

Segundo dados de órgãos federais americanos de saúde, em 90% dos casos de infecção por HPV, o sistema imunológico se livra do vírus naturalmente em cerca de dois anos. Mas, em alguns casos, determinados tipos de HPV podem levar ao câncer cervical ou a outros tipos malignos menos comuns – como o câncer orofaringeral.

Uma pesquisa sueca de 2010, de fato, apontou que o aumento do câncer orofaringeal em células escamosas em diversos países “é causado por uma lenta epidemia de cânceres induzidos por infecção através do HPV”.

O HPV costuma permanecer em um local específico, explicou Amesh A. Adalja, instrutor adjunto da divisão de doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh. Em outras palavras, o vírus costuma permanecer no primeiro local por onde entrou no organismo, seja na vagina (que em alguns casos pode levar ao câncer cervical), a boca ou a garganta.

Sendo assim, seria a maior incidência um indicativo de que as gerações recentes estão praticando mais sexo que seus avós?

“O consenso geral é que, como as práticas sexuais foram mudando com o passar do tempo, há um aumento destes tipos de câncer. Eu não sei por que hoje se pratica mais sexo oral, mas o conceito do sexo oral parece ser menos obscuro aos jovens de hoje do que era para seus pais e avós”, disse Hartig.

“A ideia é que a geração nascida nos anos 60 e início de 70 provavelmente teve mais liberdade nas relações sexuais em geral, inclusive com o sexo oral”, complementou Bert W. O’Malley Jr, chefe do departamento de otorrinolaringologia da Universidade da Pensilvânia.

E, pelo menos em termos de sexo oral, a hipótese parece verdadeira para as gerações anteriores. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informa que, em 2002, cerca de 90% dos homens e 88% das mulheres, entre os 25 e os 44 anos de idade, relataram já ter realizado sexo oral com um parceiro do sexo oposto. Dados comparativos de 1992 mostraram que aproximadamente 75% dos homens, entre os 20 e os 39 anos, e 70% das mulheres, entre os 18 e os 59 anos, nunca haviam realizado sexo oral.

O lado positivo das constatações é que os tipos de câncer da cabeça e pescoço relacionados ao HPV são muito mais tratáveis do que aqueles atribuídos ao cigarro e ao álcool, mesmo sendo geralmente diagnosticados em estágios mais avançados.

“É muito mais fácil tratar o câncer de cabeça e pescoço relacionado ao HPV. Pode-se usar radiação de intensidade mais baixa”, explicou D.J. Verret, professor assistente clínico da University of Texas Southwestern Medical School e cirurgião plástico do Texas.

Aproximadamente 85% dos não fumantes com tumores HPV-positivos sobrevivem. Tais números caem para 45% ou 50% entre os fumantes HPV-negativos, disse Lydiatt.

A ocorrência dos cânceres de amígdalas e língua continua relativamente rara nos Estados Unidos. A outra boa nova – pelo menos para os mais jovens – é que já existe uma nova vacina para a prevenção do HPV. Quem já foi infectado não vai se beneficiar da mesma, mas a vacina certamente pode ajudar quem ainda não foi infectado pelo vírus, disse Verret.

Lydiatt diz que, enquanto isso, devemos nos conscientizar de que o cigarro não é o único fator de risco do câncer de cabeça e pescoço. Se surgir um caroço em seu pescoço, mesmo se você só tenha 20 ou 30 anos de idade, “preste atenção nisso”, recomenda Lydiatt.

Fonte IG

Circuncisão pode ajudar a diminuir transmissão de HPV

Estudo relaciona circuncisão masculina à prevenção da transmissão do papillomavirus de homens para mulheres

Entretanto, a circuncisão oferece apenas proteção parcial, parceiros devem continuar a praticar sexo seguro, ressaltaram os pesquisadores.

O papillomavirus humano (HPV) é uma infecção transmitida sexualmente que coloca as mulheres em risco de câncer cervical. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que a circuncisão reduz o risco de infecção por HPV nos homens.

No novo estudo, foram analisados dados de dois testes clínicos realizados em Uganda que acompanharam homens e mulheres HIV-negativos entre os anos de 2003 e 2006. A incidência de novas infecções de alto risco de HPV foi 23% mais baixa em mulheres com parceiros circuncisados, constataram os pesquisadores.

“Juntamente como outros resultados de testes realizados em homens, tais descobertas indicam que a circuncisão masculina não deve ser aceita como uma intervenção eficaz para reduzir infecções por HPV de alto e baixo risco, em relações sexuais entre homens HIV-negativos e mulheres. Entretanto, nossos resultados indicam que a proteção é apenas parcial, a prática de sexo seguro também é importante”, concluiu os Drs. Aaron Tobian e Maria Wawer, da Universidade Johns Hopkins de Baltimore.

O estudo foi publicado na edição online de 6 de janeiro do The Lancet.

Em um comentário que acompanha o estudo, a Dra. Anna R. Giuliano, do H. Lee Moffitt Cancer Center de Tampa, escreveu: “Descobertas recentes adicionam importantes evidências para a promoção da circuncisão masculina em países carentes de programas bem estruturados de exames cervicais.

Intervenções adicionais para reduzir a infecção por HPV, como a provisão de vacinas, serão essenciais para reduzir o câncer cervical invasivo por todo o mundo. A circuncisão masculina está associada a pequenas reduções no risco do HPV, enquanto que vacinas licenciadas contra a doença protegem com alta eficácia contra somente um número limitado de tipos de HPV. Portanto, os dois tipos de intervenção provavelmente têm importantes efeitos sinergéticos”.

Fonte IG

Britânica que pensava estar na menopausa leva susto ao ter bebê na rua

Ela acreditava estar ganhando peso por ter parado de tomar um medicamento e não considerava a possibilidade de estar grávida

Uma mulher britânica de 44 anos que acreditava estar na menopausa se surpreendeu ao dar à luz no meio da rua após se sentir mal, sem saber que estava grávida.

Jane Eadie afirmou ter ficado abismada ao dar à luz ao seu terceiro filho - um menino batizado de James - em uma rua da cidade de Belper, no centro da Grã-Bretanha, no dia 24 de setembro.

Foto: BBC Brasil Ampliar
Jane com o bebê James: ela achava que estava na menopausa

Ela diz que acreditava estar ganhando peso por ter parado de tomar um medicamento e que não considerava a possibilidade de estar grávida por acreditar que estava na menopausa.

Eadie estava andando na rua fazendo compras quando se sentiu mal e se sentou em um banco. Ela disse ter pensado que fora algo que havia comido no dia anterior e que lhe fez mal, mas na realidade ela estava nos últimos estágios do trabalho de parto.

Sua filha Elizabeth Anderson, de 23 anos, estava com ela quando ela deu à luz em frente às lojas.

"Eu simplesmente não podia acreditar. Pensei que era um sonho até ver o bebê. Ele é maravilhoso", disse Elizabeth.

"Todo mundo na rua ficava vindo até a gente e dando os parabéns", conta.

Fonte IG

Como preparar uma marmita saudável

Nem toda comida caseira pode ser consumida no ambiente de trabalho. Saiba quais são os alimentos adequados e a melhor forma de armazená-los

Durante a crise econômica ou na necessidade de emagrecer, a marmita é sempre uma boa opção. Além de economizar o vale-refeição, garante uma alimentação de qualidade e impede os excessos (in)volutários dos restaurantes por quilo ou a la carte.

Antes de aposentar o ticket e garantir o almoço do dia seguinte com a sobra do jantar, é preciso seguir à risca as orientações dos nutricionistas. Nem toda comida pode ser transportada e sofrer oscilações de temperatura. Carnes e molhos pesados, feitos à base de creme de leite, por exemplo, devem permanecer na geladeira de casa, nunca do trabalho.

O microondas comunitário, embora garanta uma refeição quentinha, é um potencial foco de contaminação. Uma escolha equivocada pode resultar em infecção ou intoxicação alimentar.

Quais alimentos devem ser banidos de marmitas, ou seja, não são recomendados?
Os alimentos mais perecíveis. Os que requerem maiores cuidados com relação à temperatura de transporte e armazenamento são os menos recomendados: carne de porco, peixes, frituras, empanados, molhos cremosos ou gordurosos (com linguiça, paio, bacon), maionese (creme industrializado e salada), molho branco e feijoada.

“Caso utilize estas preparações em marmitas, tenha cuidado redobrado com relação à manutenção de temperatura de transporte, armazenamento e reaquecimento. O risco de contaminação é muito mais alto”, alerta Patricia Pertolucci.

Molhos à base de leite, creme de leite, maionese ou iogurte (molho branco, creme de milho, creme de espinafre) tendem a azedar mais facilmente com oscilações de temperatura.

As frituras também devem ser evitadas, explica Roseli Rossi. “Elas perdem a característica e o sabor ao serem requentadas, além de serem ricas em gorduras e substâncias prejudiciais a saúde. Por isso dê preferência a outros tipos de preparação como assados ou cozidos.”

Fechando a lista dos itens contraindicados está o tomate. A fruta não é uma boa opção, pois solta muita água e acaba umedecendo a comida toda.

Quais os alimentos mais indicados?
Carnes magras (frango, ovo, peixe). A carne bovina e de porco contêm bactérias muito resistentes, que permanecem vivas mesmo em altas temperaturas.

Tubérculos, hortaliças e legumes sem temperos. Grãos como o feijão, a ervilha a lentilha e o grão-de-bico também têm passe livre.

A proposta da marmita é favorecer uma alimentação saudável. Para isso, é importante escolher a combinação dos nutrientes equilibrando a quantidade de carboidratos (arroz integral, feijões, batata, massas), proteínas (carnes, peixes e frango – assados, cozidos ou refogados), legumes e verduras (brócolis, abobrinha, cenoura, chuchu, pepino, couve, escarola – refogados, crus ou cozidos no vapor), indica Patrícia.

Se a comida for aquecida no forno de microondas, também é aconselhado que as carnes não sejam somente grelhadas, para não ficarem secas. Elas podem ser cozidas ou podem ser acompanhadas de algum molho leve, como chutney de manga, molho de maracujá ou molho de alcaparras.

Como escolher os alimentos na hora de prepará-la?
Escolha alimentos de boa qualidade, respeite a sazonalidade, higienize adequadamente e opte por uma técnica de preparo que seja grelhada, assada ou cozida. Sempre submeta à temperatura e ao tempo que mantenha o total cozimento do alimento para garantir menor risco de contaminação. Evite ingredientes condimentados, que sejam acrescidos de bacon, linguiça e outros embutidos e com molhos cremosos.

Dê preferência aos alimentos mais frescos, para minimizar os riscos de contaminação. “Não recomendamos a utilização de produtos que foram preparados a mais de dois dias. O ideal é que as marmitas sejam montadas com alimentos feitos, no máximo, na noite anterior”, endossam as nutricionistas.

Na hora de montar a marmita, escolha um tipo de proteína (carne, frango, peixe ou ovo – omelete ou ovo mexido), um ou dois tipos de carboidrato (arroz integral e feijão, arroz com lentilha, batata ou mandioquinha, por exemplo) e um tipo de verdura cozida (cenoura, abobrinha, berinjela, chuchu). Em um recipiente à parte, monte uma salada com folhas cruas e legumes crus. E ainda leve uma fruta de sobremesa ou para ser consumida uma hora depois do almoço.

Quanto tempo a marmita pode ficar sem refrigeração?
Durante o inverno é permitido manter fora de refrigeração por no máximo duas horas. No verão, apenas 60 minutos. Segundo recomendações da ANVISA, não se deve deixar os alimentos cozidos expostos a temperatura ambiente (até 21ºC) por mais de duas horas. Em temperaturas mais elevadas o tempo de exposição deve ser ainda menor.

Como minimizar os possíveis danos para quem não tem geladeira no ambiente de trabalho?
Manter em bolsa térmica com géis de gelo. Neste caso, é possível congelar (o prato principal à base de proteínas) e refrigerar o restante até o momento de montar a marmita na bolsa térmica. Manter em local fresco até o momento de levar ao microondas e aquecê-la por mais tempo, em alta temperatura.

Para evitar grandes chances de multiplicação de bactérias recomenda-se a utilização de sacolas ou bolsas térmicas para conservação das marmitas. Elas podem ser congeladas e transportadas na bolsa térmica mantendo assim a temperatura inferior a 5ºC. Assim, é possível diminuir os riscos de desenvolvimento de microorganismos prejudiciais nos alimentos.

Se a marmita for congelada, melhor evitar também as seguintes preparações: maionese, vegetais crus, ovo cozido, batata cozida, preparações com creme de leite e tomate.

Alguma dica para que a salada não amoleça, fique opaca e sem sabor?
Pode-se colocar um pouco de água gelada nas folhas e escorrer antes de consumir. O ideal é levar o tempero à parte. O risco de contaminação cruzada entre os crus e cozidos é alto, além de ser prejudicial à aparência e qualidade da preparação.

Como compor a marmita em cada dia da semana, pensando em uma dieta balanceada?
O ideal é que sempre na composição tenha: vegetais (folhas, verduras e legumes), 1 carboidrato (arroz integral OU batata OU MILHO ou macarrão integral) + 1 proteína (frango OU carne OU peixe OU ovos) + 1 fruta. Recomenda-se o consumo de peixes 1 vez por semana e as carnes vermelhas 2 vezes na semana, frango 3 vezes e ovos 1 vez por semana.

O ideal é levar a salada com folhas e vegetais crus, alimentos que fornecem fibras e minerais necessários para o dia a dia. Como fonte de energia escolher de um ou dois carboidratos, de preferência aos de baixo índice glicêmico, como o arroz integral, arroz 7 cereais ou quinua, além das leguminosas como o feijão, grão-de-bico e lentilha. Estes alimentos fornecem energia ao corpo de forma mais lenta, não elevando a glicemia.

Ao escolher as proteínas, prefira as magras (frango sem pele, carne bovina sem gordura aparente, peixes que são ricos em ômega 3 – acido graxo essencial) e evite as frituras.

Como opções de guarnição, dê preferência aos legumes e verduras refogados, cozidos ou assados, temperados com açafrão ou ervas como tomilho, salsinha e alecrim. O mais importante é que haja uma variação nos tipos de alimentos consumidos durante a semana para que o organismo consiga equilibrar e utilizar todos os nutrientes que precisa.

A marmita é uma boa opção para quem deseja perder peso? Nesses casos, quais as recomendações?
O ideal é fazer a marmita sem se privar de nenhum alimento e equilibrar as quantidades e a qualidade dos alimentos levados. Por exemplo, se levar arroz e feijão exclua o purê de batata, pois o arroz e feijão já oferecem a porção de carboidratos necessária para o almoço.

“Planejar a alimentação com antecedência também ajuda a evitar os exageros que cometemos na hora da fome e com a oferta de alimentos pouco saudáveis nos restaurantes”, recomenda Patrícia.

Comer no trabalho aumenta a fome ao longo do dia? Como evitar que isso ocorra?
Não se recomenda comer no ambiente de trabalho, escritório, mesa de trabalho, em frente ao computador, pois não se presta atenção ao que se come. É fundamental que a refeição seja realizada no refeitório da empresa ou em algum ambiente que permita uma pausa no dia.

Como esquentar essa comida? Existe alguma forma mais adequada?
Para reaquecer a marmita, o correto é encher uma assadeira com água para que cubra até 2/3 do recipiente (há marmitas que já vêm com uma linha indicadora de até onde deve se encher de água). Deixe a água chegar a uns 70ºC a 75ºC e deixe cozinhar, dependendo do tipo de alimento leva um tempo. No microondas é só colocar o tempo que varia conforme o alimento.

Como armazenar e transportar frutas? Descascar antes ou somente na hora de ingerir o alimento?
As frutas devem ser descascadas somente na hora do consumo. Embrulhe com papel toalha, passe um filme plástico e, por fim, papel alumínio.

Fonte IG