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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

RJ: Prefeitura e Phillips firmam parceria para realizar mamografias

Nesta sexta-feira, (07), a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro/SMSDC, a Philips e o Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde), anunciaram parceria para a realização de exames de mamografia na cidade durante todo o mês de outubro.

A iniciativa se refere ao mês mundial de conscientização sobre o câncer de mama. De acordo com a publicação, a expectativa é realizar cerca de dois mil exames no caminhão do CIES.

Segundo a empresa, a Philips ficará encarregada pela estrutura e atendimento da unidade móvel, fornecendo material educativo e de conscientização.
A unidade móvel que realizará os exames pertence ao Projeto CIES e é conhecida como a maior carreta da saúde do mundo. O projeto completou três anos de atuação em junho de 2011 e leva atendimento em 10 especialidades diferentes para a população carente do País. O automóvel possui 15 metros de comprimento, possui sistema que permite a abertura das laterais e ocupa uma área de aproximadamente 100m².

Para a campanha da Philips em sensibilização ao Outubro Rosa, a carreta foi adaptada para as mamografias e para os cuidados com a saúde da mulher, com dois equipamentos de mamografia Philips e um equipamento de ultrassonografia, que realizará os estudos complementares de mamas e punções nas pacientes que tiverem indicação após a realização dos exames.

Segundo o vice presidente de Healthcare da Philips para América Latina, Victor Rocha, a empresa se empenha em oferecer iniciativas de relevância nos países que atua. Ele conta que a companhia está realizando uma campanha em comemoração ao Outubro Rosa pelo segundo ano consecutivo no Brasil.

Os exames serão realizados durante 20 dias, de 6 a 26 de outubro, das segundas-feiras aos sábados, das 7h às 17h em uma unidade móvel de saúde disponibilizada pela Philips para atender pacientes da rede municipal e que percorrerá três comunidades: Complexo do Alemão, Bangu e Santa Cruz.

Fonte SaudeWeb

Crime: Brasileiros são acusados de vender rins em esquema ilegal

Órgãos teriam sido comercializados por cerca de R$10 mil e transplantados para pacientes israelenses, em hospital da África do Sul

Cirurgiões do hospital St Augustine, de Durban, África do Sul, foram acusados de realizar transplantes ilegais de rins. As denúncias se referem a 109 operações feitas no hospital, entre 2001 e 2003, em que pessoas de baixa renda – principalmente brasileiros – eram pagos para doar seus rins a pacientes israelenses.
Segundo o jornal local The Mercury, pelo menos duas mulheres morreram após as cirurgias. O grupo Netcare, dono do hospital, teria faturado mais de 22 milhões de Randes, que equivale a cerca de R$ 5 milhões, diz o periódico.

Documentos que atestavam a relação de parentesco entre doadores e receptores, requisito na lei sul-africana, teriam sido fraudados, informa a imprensa local.

Segundo testemunhas, os receptores pagavam um valor superior a R$ 330 mil por rim, e os doadores brasileiros recebiam R$ 10 mil, enquanto os israelenses ganhavam mais de R$ 34 mil por órgão.

“Era um segredo aberto”, informou uma fonte ao The Mercury. “Os hispânicos tinham um tradutor de espanhol e assistiam televisão em espanhol, enquanto os israelenses falavam em hebraico e também tinham seu tradutor. Nenhum envolvido pode dizer que ignorava o esquema de ‘rins por dinheiro”.”

O Netcare enfrenta 11 acusações, incluindo falsificação, lesão corporal grave e formação de quadrilha. A primeira audiência do caso está marcada para novembro, com participação de testemunhas do Brasil e de Israel.

Dependendo do resultado do julgamento, o caso deve ser levado também à Cidade do Cabo e a Johannesburgo, onde transplantes similares também teriam ocorrido.

O Esquema
A Promotoria afirma que o CEO da Netcare, Richard Friedland, sabia dos transplantes ilegais, mas permitiu que eles continuassem.

A denúncia é de que a então coordenadora de transplantes da Netcare, Belinda Rossi, teria viajado a Israel em 2001 para sondar a possibilidade de realizar transplantes em israelenses nos hospitais do grupo.

Os doadores de rins teriam sido primeiramente recrutados de Israel, mas posteriormente, romenos e brasileiros foram convidados a fazer doações por um preço mais baixo. Tanto doadores quanto recipientes teriam assinado documentos falsos declarando ser parentes.

Outro Lado
A Netcare divulgou nota em que afirma ter auxiliado a Justiça em todas as fases da investigação, mas que nem o grupo nem Friedland são culpados das acusações.

A nota diz ainda que o Conselho da empresa “está confiante de que tanto a Netcare quanto o Dr Friedland vão conseguir derrotar as acusações que foram feitas contra eles e que Dr. Friedland continuará a desempenhar suas funções como CEO da Netcare com o mesmo empenho, distinção e dignidade pelos quais ele é bem conhecido”.

Fonte SaudeWeb

Estudo analisa efetividade de transplantes no Brasil

Pesquisa feita com base em dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), apontou que as maiores taxas de atendimentos de transplantes são encontradas nas regiões Centro-oeste, Sul e Sudeste

Em artigo publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada avaliaram indicadores de efetividade, produtividade e capacidade de realização de transplantes nos estados brasileiros.

A pesquisa, feita com base em dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), apontou que as maiores taxas de atendimentos de transplantes são encontradas nas regiões Centro-oeste, Sul e Sudeste (com exceção do Rio de Janeiro) do Brasil. O estado de São Paulo foi o que apresentou os melhores indicadores e o da Bahia, os piores.

Segundo os pesquisadores, estudos sobre o tema descrevem um quadro de acesso aos transplantes bastante desigual nos estados do país.Eles ressaltam que tal cenário resulta de diversos fatores, destacando-se desigualdades na capacidade operacional das Centrais Estaduais, distribuição heterogênea das equipes transplantadoras no território nacional, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, e dificuldades de se fazer os exames pré-transplantes pelo SUS, gerando problemas de acessibilidade a esses tratamentos para população de baixa renda, residente distante dos centros transplantadores.

Os resultados também indicaram que, embora os estados da região Nordeste tenham exibido desempenhos relativamente inferires, os estados do Ceará e de Pernambuco também merecem destaque positivo. Por outro lado, os pesquisadores, dizem que o estado do Rio de Janeiro parece estar em situação inferior ao potencial sanitário, humano e econômico que tem à disposição

No que se refere a Bahia, eles explicam que uma das razões para o desempenho deficiente mostrado seria a baixa taxa de doação de órgãos na localidade. Essas baixas taxas de doação podem ocorrer por falta de informações sobre transplantes, por desconhecimento do conceito de morte cerebral, por medo da morte e outros mitos, e pela falta de credibilidade no sistema de saúde. Além disso, a falta de treinamento médico para identificação e manejo clínico do potencial doador, a relutância das equipes em entrevistar as famílias enlutadas e a falta de equipamentos para diagnosticar morte encefálica pode prejudicar também o processo de doação.

E contam que acreditam que o presente estudo, no que se refere à avaliação das desigualdades das atividades de transplantes de órgãos e de tecidos entre os estados brasileiros, não encontra similaridades no Brasil”, afirmam os pesquisadores.

Fonte SaudeWeb

Irregularidade: Vigilância Sanitária suspende cirurgias no Hospital do Fundão

Foi lavrado termo de visita determinando a suspensão das atividades do centro cirúrgico geral, até que a estrutura seja adequada

A equipe da Vigilância Sanitária estadual vistoriou, nesta quinta-feira (6), o Centro Cirúrgico e a Central de Material de Esterilização do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, no Rio, e constatou que há risco sanitário nessas áreas. Foi lavrado termo de visita determinando a suspensão das atividades do centro cirúrgico geral, até que a estrutura seja adequada. Segundo a Vigilância Sanitária, as cirurgias só poderão ser retomadas após nova vistoria. As informações são do site G1.

Segundo a publicação, as atividades no centro cirúrgico ficarão suspensas até o término da obra de correção da estrutura física da sala. A direção do hospital está empenhada em iniciar as obras e garante que todas as medidas solicitadas pela Vigilância Sanitária, para manter o hospital dentro das normas exigidas, serão cumpridas o mais breve possível.

O hospital manteve sua rotina nesta quinta-feira, com o atendimento aos pacientes feito normalmente. Foram realizados 29 procedimentos cirúrgicos. O hospital, segundo a assessoria, tem 207 pacientes internados e realizou 1.069 atendimentos ambulatoriais. As 22 cirurgias adiadas na terça-feira (4), que não são emergenciais, estão sendo remarcadas.

Ao longo da semana, a Defesa Civil, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia (Crea) e os engenheiros do Programa de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe/UFRJ), concluíram que não existe risco de abalo estrutural.

Monitoramento
A Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil informou, nesta quinta-feira (6), que os relatórios enviados pela empresa contratada para fazer o monitoramento do Hospital do Fundão não constatou nenhuma alteração no prédio.

De acordo com a divulgação, serão feitas vistorias periódicas à construção. No entanto, o monitoramento através de sensores que captam informações de topógrafos é permanente e será realizado por tempo indeterminado.

Fonte SaudeWeb

Política:

Indicador, que abrangerá inicialmente 20% da rede, vai avaliar parâmetros como a satisfação dos pacientes atendidos

O coordenador da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, Jorge Gerdau, estimou, nesta sexta-feira, (7), que estará em funcionamento, até o final deste ano, um indicador para medir a eficiência do sistema público de saúde. O indicador, que abrangerá inicialmente 20% da rede, vai avaliar parâmetros como a satisfação dos pacientes atendidos.

O município que tiver um bom índice de avaliação e for atingindo as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde terá aumento no repasse das verbas do governo federal. A ideia é que o ministério trabalhe com auditores e visitas aos postos de saúde auxiliando a avaliação. “A intenção é levar ao sistema, gradativamente, um grau de eficiência cada vez maior. É uma tarefa enorme porque se trabalha com as responsabilidades descentralizadas entre governo, estados e municípios”, disse Gerdau.

Ao tomar posse no Ministério da Saúde, em janeiro deste ano, o ministro Alexandre Padilha falou sobre a intenção de criar um indicador para apontar a qualidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, Padilha explicou que o objetivo era melhorar a gestão do atendimento, a pactuação entre os entes federativos e estabelecer metas de crescimento.

O assunto foi discutido hoje, na reunião da Câmara de Gestão Desempenho e Competitividade, que teve a participação de Padilha e das ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Planejamento, Miriam Belchior

Fonte SaudeWeb