Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

No Brasil: BID aprova empréstimo de US$ 21,6 mi para a Saúde

Verba será destinada ao Programa de Modernização e Humanização da Atenção à Saúde e tem o objetivo de melhorar as condições de saúde em São Bernardo do Campo

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou um empréstimo de US$ 21,6 milhões ao Brasil para o Programa de Modernização e Humanização da Atenção à Saúde. O custo total do projeto é estimado em US$ 43,6 milhões, com fundos de contrapartida locais de US$ 21,6 milhões.

De acordo com a empresa, o projeto tem o objetivo de melhorar as condições de saúde em São Bernardo do Campo, um município do Estado de São Paulo. E fortalecer o sistema de saúde municipal pelo foco na expansão da atenção primária à saúde.

Além disso, o projeto tem o objetivo de apoiar a atenção básica à saúde do município com intervenções na comunidade para promover e detecção precoce de doenças crônicas e reduzir as taxas de hospitalização e morte prematura.

O projeto envolve uma combinação de unidades de atendimento de saúde tradicionais e unidades comunitárias de saúde da família constituídas de uma equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros, assistentes sociais e nutricionistas.

O modelo comunitário vem sendo implantado pelo governo brasileiro desde meados da década de 90 para complementar seu serviço nacional de saúde e reduzir a desigualdade na cobertura da atenção básica à saúde nos diferentes municípios.

De acordo com dados recentes, 95% dos 5.561 municípios brasileiros usam esse sistema de atenção básica à saúde e até 60% da população é atendida por aproximadamente 32.000 unidades de saúde da família e 246.100 agentes comunitários.

Acredita-se que com o apoio do BID, o projeto deve aumentar a cobertura das unidades das unidades de saúde da família dos atuais 19% para 50% e a cobertura dos agentes de saúde comunitários de 54% para 100% até 2014.

Fonte SaudeWeb

Opinião Médica na Rede Social

Definitivamente vivemos a era da informação. Trata-se de uma realidade que se manifesta em todos os campos da atividade humana e, cada vez mais, nos surpreendemos com a capacidade da internet e das redes sociais de potencializar a influência dos cidadãos em estados democráticos ou, em casos emblemáticos, mobilizar politicamente povos que vivem sob ditaduras longevas.

Claro que nem tudo o que cai na rede é informação confiável. Há muita tolice e opinião desprovida de credibilidade navegando neste mar digital. Cabe ao usuário distinguir o que há de veracidade da mera especulação descartável. De qualquer forma, é indiscutível que, hoje, as informações circulam com uma velocidade inimaginável, em comparação com dez anos atrás.

Também na medicina o fenômeno começa a produzir impactos. Positivos, na maioria das vezes. Antes da popularização da internet, o paciente ia ao consultório e, após os necessários exames, tinha um diagnóstico e o procedimento indicado para sanar seu problema. Em alguns casos, buscava uma segunda opinião de outro profissional.

Atualmente, não é raro recebermos pacientes que, pesquisando na internet, já chegam com uma terceira opinião, que eu chamaria de opinião digital. Trata-se, na verdade, de um novo desafio para o médico que tem de se atualizar com uma rapidez impensável há alguns anos.

Na Europa e nos Estados Unidos, onde o uso da internet está largamente disseminado, e as inovações tecnológicas e a pesquisa médica avançam rapidamente, não é difícil o médico receber em consultório pacientes mais informados do que ele próprio. Evidentemente, essa terceira opinião é confrontada com critérios rigorosos que, independentemente da rede digital, não só ainda são válidos como indispensáveis para separar o que já possui validação consensual nas sociedades médicas de evidências científicas comprovadas.

Este filtro é mais do que necessário. Por exemplo, recentemente uma prestigiosa publicação médica americana revelou um estudo, que logo foi parar na rede, no qual pesquisadores concluíram que a restrição do sal na alimentação – até então, um consenso na comunidade médica, sobretudo para indivíduos considerados de risco – aumentava as chances de infarto e derrames cerebrais.

Assim, de uma hora para outra o sal deixou seu papel de vilão para se transformar em substância de prevenção a moléstia graves. O que fazer com evidências científicas, acumuladas em décadas, comprovando que há um alto percentual de indivíduos, cuja capacidade de eliminação do sal pelos rins é precária, o que lhes ocasiona a importante doença conhecida como pressão alta?

A resposta engloba dois ângulos simultâneos: o aprofundamento da pesquisa e o princípio de que cada indivíduo é único, cabendo ao seu médico conhecer suas características peculiares. Isto significa que o médico, além de ter o desafio de se atualizar a cada dia, deve se aprofundar no conhecimento de seu paciente para indicar-lhe o melhor tratamento.

Significa também maior democratização da medicina. O diálogo entre o médico e o paciente que já formulou uma opinião digital pesquisando na internet ficará mais facilitado e fluído. Como resultado, todos ganham.

Apesar da possibilidade de se vislumbrarem avanços e conquistas, é preciso reconhecer que estamos longe disso no Brasil. Aqui, a maioria da população não tem acesso às informações sejam as que circulam nas redes sociais ou as mais elementares. Esta parcela é a que também dispõe das maiores limitações financeiras. Com isso, este segmento populacional fica restrito aos tratamentos oferecidos pelos órgãos de saúde pública.

Na cardiologia, por exemplo, a diferença entre os procedimentos para uma angioplastia, que é uma cirurgia para desobstruir artérias, é significativa. Na rede pública de saúde, os pacientes recebem stents (tubo que permite desobstruir a artéria) simples. Já para o paciente cuja condição permite-lhe arcar com um plano de saúde, o procedimento inclui stents mais avançados sob o ponto de vista tecnológico e que, portanto, asseguram maior eficácia.

Como se vê, a democratização da saúde no Brasil ainda esbarra em obstáculos consideráveis. No entanto, a disseminação das informações médicas via o sistema eletrônico constitui processo irreversível e mais um passo para que cada vez mais os cidadãos possam reivindicar o melhor tratamento às suas moléstias.


*Américo Tângari Junior é médico, especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira. Integra a equipe de cardiologia cirúrgica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Fonte SaudeWeb

Tecnologia: Laboratório Lacen implanta sistema de acesso a exames via web

Denominado de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL), o acesso a exames será via internet, que irá possibilitar a apresentação de resultados em tempo real

Com o objetivo de descentralizar os pedidos de exames, o Laboratório Central de Alagoas (Lacen) está implantando um sistema de laboratório aplicado a exames de média e alta complexidade em amostras de origem humana, animal e ambiental. Pelo novo sistema, denominado de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL), o acesso a exames será via internet, que irá possibilitar a apresentação de resultados em tempo real.

De acordo com a empresa, nesta sexta-feira, (7), técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) do setor de informática e também do Lacen irão apresentar o novo sistema aos municípios alagoanos. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Sesau para modernização dos laboratórios públicos e conveniados do Sistema Único de Saúde (SUS). A apresentação será realizada a partir das 8h30, na Faculdade Integrada Tiradentes (FITS), localizada em Cruz das Almas, em Maceió.

Com o Gerenciamento de Ambiente Laboratorial será possível acompanhar a evolução do exame laboratorial desde a solicitação a emissão do laudo definitivo. Segundo a diretora do Lacen/AL, Telma Pinheiro, para que isso aconteça e beneficie os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), será informatizada toda a rede de laboratórios públicos, conveniados e privados que realizam exames de interesse de Saúde Pública, segundo determina a portaria 2031 do Ministério da Saúde (MS).

O novo sistema irá possibilitar que os resultados em Alagoas sejam acessados pelo Ministério da Saúde (MS), identificando a cidade, o bairro e a rua em que ocorreu algum tipo de agravo. Ela ressalta que esta é uma iniciativa que visa disponibilizar dados laboratoriais para as Vigilâncias Epidemiológicas municipais, estadual e nacional em tempo real.

Fonte SaudeWeb

Arquitetura Hospitalar: Como expandir unidade sem correr riscos operacionais

Especialista ressalta a importência de prever espaços para ampliações futuras de “equipamentos embarcados”

Quanto à concepção arquitetônica de um edifício de saúde, os dirigentes envolvidos definem as unidades de produção como ambulatórios, emergência, centro cirúrgico, etc, – com suas capacidades de produzir os serviços médicos hospitalares que projetaram em um primeiro momento, a serem demandados por uma população de consumidores.

Ensaios simulando crescimento futuro nas demandas serão simulados e deverão ser considerados pelos Arquitetos, dado que requererão acréscimos de áreas.

Compete então sejam estudadas, já na implantação inicial do edifício, algumas alternativas que não desintegrem operacional e fisicamente os setores e que deverão ser indicadas como diretrizes para expansões futuras.

Temos apreciado algumas consequências resultantes desta omissão na previsão de áreas para ampliação de setores: como não havia como expandir o setor em operação, foi erguida uma área satélite distante do núcleo, resultando problemas operacionais com altos desperdícios na execução e gerenciamento dos processos.

Caso relevante a ser previsto e definido já no início da operação é prever espaços para ampliações futuras de “equipamentos embarcados”, que apresentam estreita vinculação com a edificação, como tomógrafos, ressonâncias, aceleradores e outros que requerem áreas específicas com blindagens e capacidades de carga física diferenciadas, exigindo suportes e espaços adequados para deslocamento, montagem e manutenção.

Pela complexidade das exigências prediais impostas por estes equipamentos, torna-se menos oneroso edificar de imediato o habitáculo para uma futura unidade a ser instalada, resultando positiva no futuro a integração necessária dos equipamentos em um único setor.

Esta propositura de “crescer por dentro” deverá ser executada pelos intervenientes nos projetos, e integrada ao projeto arquitetônico já na sua concepção inicial sob pena de caso seja omitida, trazer no futuro perdas, dispêndios ou soluções inviáveis.

Compete aos Arquitetos e Engenheiros de Projetos estimular e comandar estas decisões junto aos dirigentes para evitar no momento atual, situações constrangedoras e inviáveis no tempo futuro!

Fonte SaudeWeb

Philips lança programa para descarte de equipamentos médicos

A Philips lançou no Brasil o projeto Ação Verde, um programa de reciclagem da companhia que prevê, como maior objetivo, recolher todos os equipamentos que a empresa coloca no mercado, após entrarem em obsolescência.

Em sua primeira fase, o projeto encaminhará para reciclagem produtos da linha de Monitoramento de Paciente & Cuidados Terapêuticos (PM&TC) como monitores, oximetros e desfibriladores, das marcas Philips e Dixtal.

Além disso, serão oferecidas condições comerciais especiais para quem entregar os equipamentos antigos na atualização de sua base tecnológica. “O objetivo do projeto é proporcionar às unidades de saúde a possibilidade de atualização de sua base instalada com o descarte responsável e adequado dos equipamentos antigos”, afirmou, em comunicado, o diretor comercial para a linha de Monitoramento de Paciente & Cuidados Terapeuticos (PM&TC) da Philips do Brasil, Isaac Gregório.

Para participar do programa é necessário que os equipamentos encaminhados para o descarte sejam obsoletos ou estejam fora de linha, mas contendo todas as peças, mesmo que sem funcionamento.

Para ter acesso às condições especiais de compra, o produto descartado deve ser similar ao adquirido. Uma empresa homologada pela Philips retira os equipamentos antigos no endereço da unidade de saúde, supervisiona o processo de reciclagem e encaminha um certificado para a instituição garantindo o destino correto dessas peças. Depois, é entregue às instituições participantes do projeto um “Certificado Verde”.

Em dois meses de programa, foram recolhidos mais de 113 equipamentos, vindos de todas as regiões do País.

Fonte SaudeWeb