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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pacientes do SUS jogam videogame para tratar lesões; ouça

Videogames modernos, como Xbox360, PS3 e Wii, estão sendo utilizados em atendimentos de fisioterapia do SUS (Sistema Único de Saúde), em Ribeirão Preto (313 km de SP). A técnica alia os exercícios comuns, executados pelo fisioterapeuta, com os jogos virtuais.

O aposentado Divino Rodrigues da Silva faz parte de um grupo de 12 pacientes da Unaerp "Universidade de Ribeirão Preto" que passa por um novo tratamento de reabilitação

Silva, que jogava o antigo Atari com os filhos, hoje usa a brincadeira para voltar a ter os movimentos do lado direito do corpo, perdidos após sofrer um derrame.



César Zanella, supervisor de estágios da clínica da Unaerp, é o responsável por implantar a terapia, que começou em março desse ano. Aliada a fisioterapia comum, os jogos do videogame obrigam os pacientes a se movimentar em uma prancha com o controle na mão.



O fisioterapeuta recomenda a técnica para reabilitar também pacientes com outras doenças.

Fonte Folhaonline

Por telefone, Prefeitura de SP envia mensagem de prevenção à dengue; ouça

Ligar para a população é mais uma das estratégias da Prefeitura de São Paulo no combate à dengue. A ação, que começou na última terça-feira (4), se estenderá até o dia 25 deste mês. Serão feitas quatro milhões de ligações para telefones fixos e celulares em todo a cidade.

Na mensagem de 30 segundos, a gravação orienta quem está do outro lado da linha a fazer sua parte, eliminando os criadouros do mosquito e não deixando acumular água parada em casa. Ouça a mensagem:


O trabalho de prevenção e controle da doença reúne 2.400 agentes de zoonoses e 6 mil agentes comunitários de saúde, segundo Bronislawa de Castro, coordenadora do Programa Municipal de Vigilância e Controle de Dengue.

"A população tem que ser a nossa parceira. O objeto é ensiná-la a eliminar os criadouros do mosquito", diz.


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apresentou, na última segunda-feira (3), novas estratégias para reforçar esse trabalho no verão. Entre as novidades está o "Treinamento Express" em 67 municípios considerados prioritários.

RISCO
Mapeamento realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São Paulo aponta que existe risco alto ou muito alto de transmissão de dengue para o próximo verão em 283 cidades.

A classificação do risco foi feita com base em indicadores como a série histórica de casos de dengue, índices de infestação predial e de densidade populacional, por exemplo.

De janeiro a agosto deste ano, foram registrados no Estado 81,2 mil casos de dengue, número 56% menor que o mesmo período de 2010, quando houve 188,2 mil casos.


Cidades com alto risco de transmissão de dengue em SP
AdamantinaIbitingaPindamonhangaba
AdolfoIcémPiracicaba
AguaíIgarapavaPirajuí
AgudosIguapePirangi
AlvinlândiaIlhabelaPirassununga
AmericanaIlha CompridaPiratininga
Américo BrasilienseIlha SolteiraPitangueiras
AndradinaIndaiatubaPlanalto
AparecidaIndiaporãPoloni
Aparecida d'OesteInúbia PaulistaPompéia
AraçatubaIperóPontal
AraminaIpiguáPopulina
AraraquaraIpuãPorto Feliz
ArarasIracemápolisPorto Ferreira
AriranhaIrapuãPotim
Artur NogueiraItajobiPotirendaba
AssisItanhaémPradópolis
AuriflamaItapeviPraia Grande
Bady BassittItapiraPresidente Bernardes
BálsamoItápolisPresidente Epitácio
BarbosaItapuraPresidente Prudente
BaririItaririPresidente Venceslau
Barra BonitaItuPromissão
BarretosItuveravaQuintana
BarrinhaJaboticabalRancharia
BarueriJaciRegistro
BastosJaguariúnaRibeirão Preto
BatataisJalesRifaina
BauruJandiraRincão
BebedouroJardinópolisRio Claro
BertiogaJaúRio das Pedras
BiriguiJosé BonifácioRiolândia
BorboremaJunqueirópolisRubinéia
BotucatuLavíniaSales
Bragança PaulistaLemeSales Oliveira
BraúnaLimeiraSalmourão
BrodósquiLinsSalto
BrotasLuiziâniaSanta Adélia
BuritamaMacaubalSanta Albertina
BuritizalMacedôniaSanta Bárbara d'Oeste
Cachoeira PaulistaMagdaSanta Clara d'Oeste
CajamarMaríliaSanta Fé do Sul
CajobiMatãoSanta Gertrudes
CajuruMendonçaSantana de Parnaíba
CampinasMiguelópolisSanta Rita d'Oeste
Cândido MotaMira EstrelaSanta Rita do Passa Quatro
CaraguatatubaMirandópolisSanto Anastácio
CarapicuíbaMirante do ParanapanemaSanto Antônio de Posse
CardosoMirassolSanto Antônio do Aracanguá
CastilhoMirassolândiaSantópolis do Aguapeí
CatanduvaMococaSantos
CatiguáMoji-GuaçuSão Bernardo do Campo
CedralMoji-MirimSão Caetano do Sul
ClementinaMonçõesSão Carlos
ColômbiaMongaguáSão João da Boa Vista
ConchalMonte AltoSão Joaquim da Barra
CordeirópolisMonte AprazívelSão José do Rio Pardo
CoroadosMonte Azul PaulistaSão José do Rio Preto
CosmópolisMonte MorSão José dos Campos
CosmoramaMorro AgudoSão Paulo
CotiaMotucaSão Roque
CravinhosMurutinga do SulSão Sebastião
CruzeiroNeves PaulistaSão Vicente
CubatãoNhandearaSerrana
DescalvadoNova AliançaSertãozinho
DiademaNova GranadaSorocaba
DolcinópolisNova IndependênciaSumaré
DracenaNovaisSuzanápolis
DumontNova LuzitâniaTabapuã
EmbuNova OdessaTaboão da Serra
Estrela d'OesteNovo HorizonteTaiaçu
FernandópolisOlímpiaTaiúva
FlorealOnda VerdeTanabi
FrancaOrindiúvaTaquaritinga
Francisco MoratoOrlândiaTatuí
GarçaOsascoTaubaté
Gastão VidigalOsvaldo CruzTeodoro Sampaio
Gavião PeixotoOurinhosTrês Fronteiras
General SalgadoOuroesteTupã
GlicérioOuro VerdeTupi Paulista
GuaiçaraPalestinaUbarana
GuaíraPanoramaUbatuba
GuaráParaguaçu PaulistaUchoa
GuaraciParaísoUrânia
GuararapesParanapuãValentim Gentil
GuaribaParapuãValinhos
GuarujáPariquera-AçuValparaíso
GuarulhosParisiVárzea Paulista
GuzolândiaPaulíniaVinhedo
HolambraPaulo de FariaViradouro
HortolândiaPedranópolisVista Alegre do Alto
IacangaPedro de ToledoVotorantim
IacriPenápolisVotuporanga
IbatéPereira Barreto
IbiráPeruíbe

 
Fonte Folhaonline

Habilidade de pedalar mostra diferença em diagnóstico de Parkinson

A habilidade para andar de bicicleta de pacientes ajudou pesquisadores japoneses a diferenciar o diagnóstico de Parkinson de outras doenças que se manifestam com características similares.

Pesquisadores do Departamento de Neurologia da Universidade de Medicina de Wakayama, no Japão, apresentaram seus resultados no último número de "Journal of Parkinson's Disease", publicado nesta sexta-feira.

Os médicos Hideto Miwa e Tomoyoshi Kondo assinalam em seu estudo que a bicicleta é um meio muito utilizado no Japão e, por isso, analisaram este fator para saber se ele poderia servir na hora de diagnosticar as doenças.

Segundo o estudo, os pacientes com parkinsonismo atípico perdem sua capacidade de andar de bicicleta nas primeiras fases da doença, enquanto os que sofrem de Parkinson a mantêm.

O Parkinson é um transtorno neurológico que afeta uma parte do cérebro que controla o movimento e incapacita o doente, afetando principalmente pessoas de idade avançada.

O parkinsonismo tem sintomas parecidos ao Parkinson, como uma diminuição na expressão facial, dificuldade para começar e controlar o movimento e tremor, mas é causado por um transtorno diferente do sistema nervoso ou por outra doença.

O estudo descobriu que 88,9% dos pacientes japoneses com parkinsonismo deixaram de andar de bicicleta durante os anos que precederam o começo da doença, contra 9,8% dos pacientes com Parkinson.

De fato, a prevalência do indicador que denominaram "sinal da bicicleta" pode ser muito maior no Japão que nos Países Baixos (51,5%), conhecido como um dos países que mais usa a bicicleta como elemento de transporte.

Os especialistas consideram que isto pode ser devido à orografia do Japão, um país onde as estradas são montanhosas e estreitas, frente às planícies da Holanda.

"Embora o uso da bicicleta possa diferir de país para país, é possível que o 'sinal da bicicleta' possa contribuir para um diagnóstico melhor e mais cedo do parkinsonismo durante as sessões de diagnóstico", disse Miwa.

Fonte Folhaonline

Terapia com célula-tronco regenera cartilagens

Uma lesão no quadril, diagnosticada no final do ano passado, quase interrompeu a carreira do bailarino Cleber Fantinatti, 28, integrante da Companhia Oficial de Balé da Cidade de São Paulo.

Graças a um tratamento, ainda experimental, com células-tronco, Fantinatti recuperou-se e conseguiu participar de um dos espetáculos mais almejados por ele: a reabertura do Teatro Municipal de São Paulo, em junho.

O procedimento foi feito pelo ortopedista carioca Carlos Bittencourt, 60, professor de ortopedia do curso de Medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense).

Ele faz testes há quase um ano com plaquetas associadas a células-tronco adultas expandidas, retiradas dos próprios pacientes.

Em estudo ainda inédito, o médico afirma que a aplicação da substância pode regenerar a cartilagem lesionada em cerca de seis meses.

Fantinatti não é o único bailarino a sofrer deste tipo de lesão. Por conta do esforço físico, problemas nas articulações principalmente dos quadris são comuns nessa categoria profissional.

Eduardo Knapp/Folhapress
Cleber Fantinatti conseguiu voltar a dançar no Municipal após terapia com células-tronco que regenerou cartilagem do quadril
Cleber Fantinatti conseguiu voltar a dançar no Municipal após terapia com células-tronco que regenerou cartilagem do quadril

Desde o início do ano, o ortopedista Bittencourt fez o mapeamento das articulações de 30 bailarinos profissionais do Rio e São Paulo, com foco principalmente na região dos quadris. O objetivo do estudo é diagnosticar precocemente a patologia por meio de exames de imagem e, assim, impedir que as lesões se tornem mais graves.

"Poderemos interromper essa degeneração da articulação, tão comum em bailarinos, fazendo uma simples infiltração", afirma. A intenção do médico é mapear pelo menos 300 bailarinos profissionais do país.

TRATAMENTO
Segundo o ortopedista, o tratamento com células-tronco e plaquetas pode ser feito de três maneiras, dependendo da gravidade da lesão.

A primeira é por meio de procedimento menos invasivo, com injeção intra-articular em casos de pequenas lesões, como o de Cleber.

Também pode ser realizado por meio de artroscopia (cirurgia feita com sistema ótico de visualização do interior de uma articulação), em casos de degeneração maior.

Uma terceira opção, para os casos mais graves, é uma cirurgia mais complexa, com a abertura da articulação.

As células-tronco são retiradas da medula óssea um mês antes da aplicação.

Em laboratório, o pesquisador inicia o processo de separação e expansão das células-tronco. Depois, aguarda para que as células se multipliquem até chegar à quantidade necessária para o tratamento do paciente.

No dia do tratamento, o sangue do paciente é coletado para a separação das plaquetas, que contêm fatores de crescimento.

O médico injeta as células-tronco e as plaquetas. O procedimento no quadril precisa ser guiado através de imagens de ultrassom ou radioscopia, por se tratar de uma infiltração mais profunda.

Hoje trinta pacientes estão em tratamento, a maioria com lesões no quadril, semelhantes a de Fantinatti.

Fonte Folhaonline

Médicos pedem fim de exame de sangue para câncer de próstata

Um dos métodos mais usados para a detecção do câncer de próstata, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), não deve mais ser usado em homens saudáveis.

A recomendação é do US Preventive Services Task Force, grupo cientistas e pesquisadores influentes ligado ao governo americano, e foi baseada em cinco testes clínicos bem controlados.

"O teste não consegue mostrar a diferença entre tumores que irão ou não afetar um homem durante sua vida. Nós precisamos encontrar um que o faça", disse Virginia Moyer, da Baylor College e líder do grupo.

O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida pela próstata e é um indicativo de câncer. O método, porém, é criticado por dar falsos-positivos.

Uma dosagem alta de PSA, no entanto, também pode ser sinal de uma infecção ou crescimento benigno exagerado da próstata.

Com a sua popularização, as consequências devastadoras das biópsias e dos tratamentos que geralmente lhe são subsequentes começaram a aparecer.

De 1986 a 2005, 1 milhão de homens foram tratados com cirurgia, radioterapia (ou ambos), o que não aconteceria sem o PSA.

Entre eles, dizem os pesquisadores, pelo menos 5.000 morreram logo após a cirurgia e entre 10 mil e 70 mil outros sofreram complicações sérias.

Pelo menos a metade apresentou frequentemente sangue no sêmen, além de muitos terem incontinência urinária ou impotência.

"Nós estamos desapontados. A questão é que esse melhor teste que nós temos, e a resposta não pode ser simplesmente 'não faça o exame'", diz Thomas Kirk, líder do Us Too, um dos maiores grupos de apoio à doença.

Para os pesquisadores, não saber o que está acontecendo na próstata pode ser o melhor caminho.

Estudos em autópsias indicaram que um terço dos homens entre 40 e 60 anos têm a doença. Uma proporção que sobe para três quartos na faixa acima de 85.

A recomendação é válida apenas para homens saudáveis e sem sintomas. Os pesquisadores se pronunciaram se o teste é apropriado para homens que têm sintomas suspeitos da doença ou que já foram tratados contra ela.


Arte


Fonte Folhaonline