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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Posso treinar de ressaca?

Ir para a academia depois de uma noite de balada forte pode prejudicar a saúde

Quando uma pessoa está de ressaca, o maior prejuízo para o corpo é a desidratação – e isso é o que mais afeta a prática do exercício. Desidratado, o aluno pode até sofrer um desmaio. Se estiver se sentindo mal e não conseguir se alimentar, pior ainda, pois pode ficar sem energia. Em casos extremos, a falta de líquidos e de alimentos no corpo aliada a um esforço rigoroso leva à perda de minerais, carboidrato e glicose, podendo ocasionar até um acidente vascular cerebral (AVC).

Um dos exercícios mais perigosos nesse caso é a corrida, pois há uma grande eliminação de líquidos, o que pode agravar a situação de quem está de ressaca. Nesse momento, o corpo precisa de descanso para se recuperar. Não tem como dizermos qual é o tempo exato para isso acontecer, então o ideal é respeitar os próprios limites (em média, uma pessoa demora entre 12 e 36 horas para se restabelecer).

O mais aconselhável, durante a ressaca, é repor os líquidos e fazer uma ingestão saudável de glicose e carboidratos por meio de pratos leves e saudáveis. Se o aluno já estiver se sentindo bem, pode fazer, com moderação, uma caminhada, um passeio de bicicleta suave, um alongamento ou qualquer outro exercício leve com baixo gasto calórico.

Fonte IG

O único local que tenho para treinar é poluído. Devo continuar?

É melhor encontrar alternativas para fugir da poluição do que parar de se exercitar

João Paulo Póvoa é professor de educação física, diretor técnico da Run & Fun Assessoria Esportiva no Rio de Janeiro:

Sim, é melhor continuar com sua atividade física. Mas procure correr pela manhã quando os níveis de poluentes e calor são menores ou, ao menos, evite o horário de rush.

Caso as autoridades alertem para altos índices de poluição ou você perceba o ar mais carregado do que o normal, a sugestão é diminuir a intensidade do treino ou não treinar nesse dia.

Os benefícios da atividade física para a saúde são extremamente eficazes mesmo em pequenas quantidades.

Tendo em vista que já somos expostos a grandes quantidades de poluentes diariamente, mesmo considerando um aumento a essa exposição, sugiro que tome cuidados em relação a horário para treinar, intensidade e hidratação, e mantenha-se ativo.

Fonte IG

Humor: Bis

INCA: Exame de toque é mais preciso do que PSA

Diretor da entidade afirma que teste clínico é mais eficaz para detectar câncer de próstata do que o de sangue

Um grupo de trabalho formado por especialistas em saúde masculina dos Estados Unidos divulgou, no final da semana passada, uma nova recomendação para mapear o câncer de próstata.

Segundo o painel elaborado pelos técnicos do US Preventive Services Task Force (Força Tarefa de Saúde Preventiva que norteia o governo americano) com base nas análises de mais de um milhão de pacientes atendidos, os homens saudáveis com menos de 75 anos não precisam fazer o teste de sangue, conhecido como PSA, que sugere a presença da doença ao avaliar a quantidade de uma proteína no organismo.

De acordo com a publicação, o PSA não é eficaz para o diagnóstico precoce e ainda pode acarretar tratamentos e cirurgias em excesso já que “a maioria dos cânceres detectados não exigiria tratamento, mas ainda sim 90% dos homens com alterações são submetidos às técnicas invasivas.”

O iG Saúde entrevistou o diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca) do Brasil, Luiz Antonio Santini, para saber se as recomendações brasileiras serão alteradas com a nova publicação. Santini afirmou que os achados internacionais só reforçam as práticas já adotadas por aqui.

“PSA aumentado não é sinônimo de câncer de próstata”. Ainda conforme Santini, o “exame de toque retal é muito mais fidedigno e deve fazer parte das consultas clínicas de rotina para homens com mais de 50 anos" disse. Confira a entrevista.

iG: As novas recomendações norte-americanas sobre o PSA alteram a prática brasileira?
Santini: Elas só reforçam a nossa recomendação já em prática. O PSA não é específico para detectar o câncer de próstata. Ele simplesmente indica que a próstata está aumentada e isso pode ser por causa de uma lesão maligna ou benigna. Por isso, o teste não é uma boa ferramenta de rastreamento da doença. Um outro fator é que, mesmo quando o PSA detecta um câncer, na maioria das vezes, o homem vai ser rastreado aos 50 anos e morrer, de outra causa, muitos anos depois de detectado o tumor e não por causa deste câncer.

iG: Isto significa que o PSA é um exame obsoleto?
Santini: Não. Significa que o PSA deve ser uma recomendação particular e não universal. O homem precisa fazer consultas periódicas com o urologista e é o médico que pode avaliar, caso a caso, a necessidade do PSA com base no quadro clínico de cada paciente. Diferentemente do tumor de mama, que obrigatoriamente precisa ser tratado, o tumo de próstata nem sempre exige intervenção ou operação. Fazer disso uma recomendação universal pode acarretar um excesso de tratamentos, que trariam efeitos colaterais não necessários, como uma possível sequela de impotência ou incontinência urinária. A decisão pelo PSA cabe a cada médico e seu paciente.

iG: E com relação ao exame de toque retal, há alguma dúvida?
Santini: Não há discussão sobre o toque retal e nem dúvidas. Ele faz parte do exame físico que deve ser aplicado em homens com mais de 50 anos. O toque retal é muito mais específico do que o PSA, já que uma próstata endurecida apalpada é mais fidedigna para mostrar presença de doenças que vão além do câncer de próstata. É por meio do toque retal que são detectados quadros agudos, como uma apendicite, um tumor na porção baixa do intestino ou até câncer anal. Até mesmo as mulheres, em alguns casos, precisam passar pelo toque quando o exame vaginal não consegue mapear as doenças.

Fonte IG

Série de alongamentos

12 alongamentos básicos para fazer antes e depois do exercício



Fonte IG