Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cafeína ajuda a aliviar sintomas da asma?

Revisão de diversos estudos esclarece como uma dose de café age nas vias aéreas dos asmáticos

A cafeína é conhecida mais como uma bebida estimulante do que um remédio caseiro, mas por anos os cientistas se perguntam se essa substância pode trazer benefícios para pessoas com asma.

A suspeita deriva em parte de sua estrutura química, que se parece com a da teofilina, um remédio comum para a asma que relaxa os músculos das vias aéreas e alivia a respiração ofegante, a falta de ar e outros problemas respiratórios. De fato, quando a cafeína é ingerida e decomposta pelo fígado, um dos derivados resultantes do processo são pequenas quantidades de teofilina.

Num estudo de 2007 publicado no “Cochrane Database of Systematic Reviews”, os pesquisadores coletaram e analisaram os resultados de meia dúzia de testes clínicos, observando os efeitos da cafeína sobre os asmáticos. Eles descobriram que a substância produzia pequenas melhoras na função das vias aéreas por até quatro horas, em comparação a um placebo, e que até mesmo uma pequena dose – menos que a quantidade presente numa xícara de café – poderia melhorar a função pulmonar por até duas horas. Em outras palavras, uma xícara de café ou chá forte pode oferecer algum alívio momentâneo.

Mas as melhorias são muito leves, como mostram estudos – certamente não suficientes para que a cafeína substitua a medicação. O outro problema é que, devido a suas similaridades químicas, consumir cafeína demais pode aumentar qualquer efeito colateral da teofilina. Como resultado, os médicos recomendam que as pessoas que tomam a medicação prestem atenção ao seu consumo de café, chá, chocolate e outros alimentos com cafeína.

Conclusão: os benefícios da cafeína para a asma são reais, porém mínimos.

Fonte IG

Pesquisa comprova: natação é remédio para asma

Crianças que praticam o esporte reduzem as crises da doença devido ao perfil da atividade

As braçadas em uma piscina ganharam "selo científico" de que fazem bem para a asma, mostra estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo os resultados publicados no Jornal da Sociedade Brasileira de Pediatria, a prática da natação diminui a hipersensibilidade dos brônquios das crianças asmáticas, diminuindo as crises e os ataques de falta de ar.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores acompanharam 30 pacientes entre 7 e 18 anos, todos em tratamento no Hospital das Clínicas de Campinas, e utilizaram um marcador bioquímico para a asma. No início do estudo, apenas 4 voluntários sabiam nadar mas todos fizeram aulas duas vezes por semana, por 50 minutos, durante três meses.

Ao final da análise, todos os participantes tiveram reduzidos os marcadores da asma e não apresentaram crises sérias no período. Ao jornal da Unicamp, as duas coordenadoras da pesquisa, a fisioterapeuta Ivonne Bernardo Wicher e a educadora física Flávia Ciello, afirmaram que algumas das crianças estavam tão surpresas com a melhora que acreditavam estar curadas da asma.

“A melhora foi visível, pois a maioria espaçou o intervalo das crises. Este fato os fazia pensar que estavam curados. Mas sempre explicávamos que a asma é uma doença crônica”, esclareceu Ivonne ao periódico da Universidade.

Segundo ela, a natação pode atuar como uma terapia auxiliar do tratamento medicamentoso. O resultado do estudo ao ser comparado ao grupo-controle, composto por 31 crianças que participaram dos testes mas não praticaram a natação – apenas receberam a terapêutica convencional – atestou melhor desempenho dos praticantes do esporte.

Uma das explicações para o efeito positivo é que a pressão da água, atrelada à alta umidade da água e do fato do exercício ser praticado na posição horizontal, ajuda na expiração do asmático.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, somente este ano, 21 pessoas foram internadas por dia por causa da asma, doença que quando não controlada pode ser fatal. Além dos esportes, outra pesquisa brasileira confirmou a dieta como preventiva das crises, em especial a que é composta por muitos peixes e frutas.

Fonte IG

Três vitaminas para dar energia ao treino

Saiba qual é a fruta certa para antes e depois da malhação

O fato das frutas serem alimentos naturais e saudáveis não significa que qualquer fruta em qualquer momento seja uma boa pedida. Se você for praticante regular de exercícios, deve ser ainda mais criterioso na seleção.

Há frutas que favorecem o treino, há frutas que prejudicam o treino. Há frutas para antes do exercício, e outras para depois da prática.

“O corpo precisa da frutose (açúcar da fruta) para treinar. É melhor optar por alimentos de rápida absorção antes de malhar”, recomenda o médico do esporte Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

Laranja com frutas vermelhas. Essa é a recomendação do médico, seja qual for a atividade física praticada. “É uma combinação interessante porque as frutas vermelhas são ricas em vitaminas do complexo B”, explica. Tais vitaminas beneficiam o sistema nervoso e são fontes de energia para exercícios de longa duração.

As frutas cítricas, de modo geral, têm a vantagem de serem ricas em vitamina C, que combate a ação dos radicais livres. “Isso evita a oxidação, processo acelerado pela atividade física”, esclarece o nutricionista Leonardo Rocha, especialista em nutrição esportiva. Ao ingerir frutas com vitamina C, a pessoa já prepara o organismo antes do treino para uma recuperação rápida.

Kiwi com tangerina. Combinação bastante cítrica, recomendada pelo nutricionista esportivo, as frutas são ricas sais eletrolíticos. “Eles são importantes para a hidratação em exercícios de longa duração”, afirma Rocha.

Praticantes de corrida, especialmente aqueles que treinam para maratonas, sofrem perdas acentuadas de sais minerais que prejudicam o desempenho em treinos e competições. “Kiwi e tangerina têm sódio e potássio”, aponta o nutricionista.

O potássio também desempenha papel importante no equilíbrio hídrico do organismo e favorece a transmissão de impulsos pelo sistema nervoso, necessários ao desempenho muscular no treino.

Abacate e açaí. Além das frutas não combinarem, elas jamais devem ser ingeridas no pré-treino, período composto por até uma hora antes da malhação. “Essas frutas têm alto teor de gordura, não caem bem”, avalia Guilherme da Matta, nutricionista esportivo.

Mesmo as frutas que fazem bem, elas não devem ser ingeridas em excesso. O ideal é consumi-las cerca de 30 minutos antes e não passar de 350 ml. “Para este fim elas devem ser ingeridas sem o bagaço que, embora saudável, ele torna mais lenta a absorção do alimento”, afirma Nahas.

Melancia e abacaxi. A combinação ajuda na recuperação do organismo após o treino, segundo Rocha. “São frutas de índice glicêmico alto e com bom potencial de hidratação”, explica.

Além da perda de líquidos, a atividade física promove uma perda acelerada de glicose. “Se a pessoa não restabelecer um nível bom de glicose rapidamente, ela corre o risco de sofrer perda muscular”, adverte.

Isso aconteceria porque, sem a glicose como fonte de energia, o corpo busca fontes alternativas para se recuperar. A primeira opção acaba sendo a massa muscular.

“As frutas de índice glicêmico alto revertem eventuais casos de hipoglicemia pós-treino. Isso é especialmente importante para quem faz musculação”, comenta.

Fonte IG

Aposte no valor nutricional das cascas

Consumir as cascas de algumas frutas e legumes enriquece a alimentação e reduz o desperdício

Pouca gente sabe que a casca de muitas frutas e legumes pode ser mais rica em nutrientes do que a polpa.

“A vitamina C e as fibras são os principais nutrientes encontrados nas cascas, mas isso vai depender de cada variedade”, afirma a nutricionista Larissa Martins, do SESI, que dirige um programa de aproveitamento alimentar.

É o caso abacaxi, por exemplo. A parte externa, quase sempre desprezada, tem duas vezes mais vitamina C e cálcio e o triplo de fibras.

“A cada 100g, por exemplo, 10mg são desses nutrientes estão contidos na polpa enquanto na casca são 17mg”, revela Larissa. Um valor 70% maior.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Bioquímica da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) estudou as principais frutas presentes na alimentação dos brasileiros e identificou variações consideráveis entre cascas e polpa.

A casca do mamão, por exemplo, tem 52 mg de vitamina C, 7mg acima do consumo diário recomendado pelos médicos (de 45 mg).

“A casca dessa fruta é rica em betacaroteno e na enzima papaína, que tem ação digestiva e anti-inflamatória”, afirma a nutróloga Tamara Mazarachi, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Na laranja, a cada 100g, os pesquisadores encontraram 365mg de cálcio e 107mg de vitamina C, volume quase seis vezes superior ao verificado na polpa (18 mg). A vitamina C é uma importante aliada da saúde porque favorece a formação dos ossos e auxilia o sistema imunológico. A carência pode levar ao escorbuto, que causa sangramento intenso das gengivas.

Ainda entre os cítricos, no limão a casca é rica em potássio (1,9mg) e proteína (3g ), maior volume entre todos os alimentos estudados, e também em fibras (6,7 g a cada 100 g). Limão e laranja têm em comum a presença de lipídios, importante reserva de nutrientes do organismo.

Vale ressaltar também o maracujá, cujo destaque está na quantidade de fibras solúveis presentes na casca. “Elas ajudam na função intestinal e no controle da glicemia”, afirma Mazarachi.

A indicação médica é de que sejam consumidas em torno de 30g de fibras por dia. Uma pesquisa norte-americana demonstrou que a cada 10 gramas de aumento na ingestão diária foi observada uma redução de 3,7% de gordura visceral.

Apesar do aspecto pouco convidativo, a casca do kiwi também é fonte de fibra insolúvel, além de conter “compostos fenólicos, bioflavanoides e vitamina C”, explica Tamara Mazarachi. A nutricionista aconselha utilizá-la no preparo de sucos.

Entre os legumes, a campeã de nutrientes é a abóbora. Sua parte externa tem fibras, potássio, betacaroteno, luteína e zeaxantina (importantes para a visão), vitaminas A e C (potentes antioxidantes). O mix pode ser utilizado no preparo de sopas, massas, panquecas e bolos.

Mais comum no gosto popular, a cenoura é muitas vezes consumida com a casca, que contém uma quantidade maior de betacaroteno e vitamina A do que a polpa. Já na batata, destaca-se a presença de minerais, vitamina C e fibras.

Conservação e higiene
Quando o alimento será consumido com a casca, os cuidados com armazenamento e limpeza devem ser redobrados. A parte externa está exposta aos agrotóxicos e, por isso, deve ser higienizada com atenção.

“Os venenos utilizados hoje se dissolvem em água. Portanto, é preciso lavar corretamente frutas e legumes, em água corrente e esfregando-os com uma escovinha, mas sem utilizar detergente”, alerta Larissa. A nutricionista aconselha: o processo deve ser feito antes do consumo.

“Se lavar e guardar, quando for consumi-lo, o alimento deve ser lavado novamente”, afirma.

Também há uma maneira adequada de mantê-los. Frutas ricas em água, como a melancia, têm de ser conservadas na geladeira, quando têm casca mais grossa, como a laranja, podem ser deixadas na fruteira.

Como consumir
A melhor forma de ingerir cascas menos palatáveis como as de abóbora, kiwi e abacaxi é utilizá-las em doces, sucos, tortas e afins. Desta forma, o gosto delas não é sentido, mas seus nutrientes não se perdem. No caso da batata, por exemplo, pode ser assada no forno e servida como petisco.

Consciência
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realizou um estudo sobre desperdício e constatou que cada brasileiro joga no lixo uma média de 37 quilos de alimentos de origem vegetal por ano.

É por números como esses que o Brasil figura entre os países que mais desperdiçam comida em todo o mundo. Utilizar as cascas dos alimentos é optar por uma alimentação mais consciente e socialmente responsável, alémde ajudar a reduzir esses índices.

Fonte IG

Gravidas obesas podem ter mais problemas para combater infecções

Diferenças nas taxas de células de defesa colocaria obesas em desvantagem em relação às gestantes de peso normal

Gestantes obesas podem ter mais dificuldades para lutar contra as infecções do que as de peso normal, é o que sugere uma nova pesquisa norte-americana.

Pesquisadores analisam amostras de sangue de 30 mulheres por volta do sexto mês de gravidez. A metade delas era obesa, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 antes do início da gravidez, enquanto que a outra metade apresentava IMC normal – entre 20 e 25.

A equipe de pesquisa constatou que as obesas tinham menor número de células do sistema imunológico, dentre elas os linfócitos T e as células NK (do inglês “natural killers”). As gestantes obesas também apresentaram uma deficiência na produção destes tipos de células.

Tal diferença poderia ameaçar a saúde de bebês de mulheres obesas, disse Sarbattama Sen, pesquisador do Tufts Medical Center and Floating Hospital for Children, de Boston, em um boletim da Academia Americana de Pediatria.

“Mulheres obesas antes de engravidarem apresentam diferenças críticas nas funções imunológicas em comparação às mulheres de peso normal, o que acarreta consequências negativas tanto para a mãe quanto para o bebê”, disse Sen.

O pesquisador complementou que a questão demanda certa urgência devido ao grande número de obesas em idade reprodutiva.

“A obesidade materna traz consequências tanto para a mãe quanto para o bebê, algo que estamos apenas começando a compreender”, disse ele.

O estudo foi apresentado em Denver, durante o encontro anual das Sociedades Acadêmicas de Pediatria dos Estados Unidos. Os dados e conclusões ainda devem ser considerados preliminares até sua publicação em um periódico científico revisado por outros profissionais da área.

Fonte IG