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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Radiocirurgia: Aparelho disponível na rede pública trata câncer sem cortes

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) é o primeiro hospital público do Brasil a adotar uma técnica inédita de radiocirurgia. A terapia, mais curta, trata pacientes com câncer que não podem se submeter aos riscos de uma cirurgia convencional, por motivos clínicos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

O tratamento é indicado para tumores primários e metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que sejam isolados e tenham até 5 cm de diâmetro.

A tecnologia de ponta concentra uma grande dose de radiação em focos específicos, causando a morte das células cancerosas pela quebra do seu DNA, além de chance mínima de danos aos tecidos sadios.

Mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor provocada pela respiração, o equipamento ainda possibilita que apenas a área programada seja tratada. O aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação.

O procedimento dura cerca de uma hora e libera o paciente para voltar a sua rotina imediatamente, de acordo com o órgão.

Antes de começar o tratamento, uma equipe de médicos e físicos gera uma imagem do tumor pelo equipamento, para posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.

Por conta dessa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação em comparação ao tratamento de radioterapia convencional.

A secretaria ainda informou que, apesar de receberem uma dose elevada de radiação, os pacientes apresentam maior tolerância à nova técnica.

O período de tratamento também é mais curto, sendo necessárias de uma a cinco aplicações. O número sobe para cerca de 30 quando é aplicada a radioterapia comum.

Fonte Agência Brasil

HC abre duas salas cirúrgicas de alta tecnologia

Sala de cirurgia inaugurada na terça (25), com monitores que permitem acompanhar operações de anfiteatro anexo
Sala de cirurgia inaugurada na terça (25), com monitores que permitem acompanhar operações de anfiteatro

O HC da Faculdade de Medicina da USP inaugurou na terça-feira (25) duas salas cirúrgicas "inteligentes", com um sistema de comando único controlado por computadores, e uma nova unidade de internação para tratamentos urológicos.

As salas têm aparelhos de raio-X, microscópios cirúrgicos, radiofrequência para a destruição de tumores e equipamentos cirúrgicos pouco invasivos de alta tecnologia.

Mas a principal novidade está nos instrumentos, como bisturis, que poderão ser acionados por comando de voz durante as cirurgias. "Esses comandos são acionados apenas com a voz de algumas pessoas devidamente treinadas", diz o urologista da USP Miguel Srougi. Os procedimentos realizados em uma das salas poderão ser acompanhados pelos alunos da USP, através de uma parede de vidro, de um anfiteatro anexo. As atividades também serão visualizadas por monitores.

Outra novidade é a iluminação das salas, que terá controle remoto e sete tonalidades, para dar mais conforto. A expectativa do HC é que as salas ampliem em 40% o número de cirurgias urológicas feitas por mês, que passarão de 400 para 560.

Fonte Folhaonline

MPT pede bloqueio dos bens da família dona da tecelagem que importou lixo hospitalar dos EUA

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco ajuizou, na Justiça do Trabalho em Caruaru (PE), uma ação cautelar que pede o bloqueio dos bens do dono da empresa têxtil responsável por importar toneladas de lixo hospitalar dos Estados Unidos e de três pessoas da família dele.

Além de garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos 34 funcionários da companhia Na Intimidade, que opera com o nome fantasia Império do Forro de Bolso, a procuradora do Trabalho Ana Carolina Ribemboim, autora da ação, também exige que a empresa repare o dano moral causado à sociedade.

No total, a procuradora pede que a empresa seja condenada a pagar R$ 2,107 milhões, sendo pouco mais de R$ 126 mil como indenização aos trabalhadores e quase R$ 2 milhões para reparar o dano moral coletivo.

Além do dono da companhia, Altair Teixeira de Moura, a ação aponta para a corresponsabilidade da mulher do empresário, Maria Neide Vieira de Moura, e de dois filhos do casal, Axel Vieira de Moura e Átila Vieira de Moura. Segundo a procuradora, os três são sócios da tecelagem.

A ação foi movida após o MPT constatar que os funcionários da Império do Forro de Bolso não usavam equipamentos de proteção individual. Entre os funcionários, há um adolescente de 17 anos que trabalhava em condições insalubres, o que é proibido pela Constituição Federal. A procuradora também levou em consideração o fato de que os dois galpões e a loja da Império do Forro ficarão interditados por pelo menos 90 dias.

Para Ana Carolina, a indefinição quanto ao futuro da empresa cria um clima de temor entre os trabalhadores, que receiam não receber salários, verbas rescisórias e eventuais danos morais. Na ação, a procuradora também denuncia que os 34 funcionários e as famílias deles estão sendo discriminados na sociedade pela possibilidade de terem contraído alguma doença por manusear tecido hospitalar sujo, com manchas que o Instituto de Criminalística de Pernambuco ainda analisa se são de sangue.

“O impacto causado pela conduta lesiva dos réus é fato público e notório. Inúmeros trabalhadores foram expostos a agentes insalubres, vírus infectantes e encontram-se, no momento, sem saber se estão contaminados ou, se pior, contaminaram filhos e esposas”, argumenta Ana Carolina na ação.

Para a procuradora, “a plausibilidade do direito invocado se consubstancia na necessidade de garantia dos interesses dos trabalhadores e no resguardo da reparação pelo dano moral coletivo, principalmente diante da ausência de perspectivas dos funcionários das empresas de retorno ao trabalho, do não pagamento dos haveres trabalhistas e da impossibilidade de funcionamento das mesmas, causada pela interdição dos estabelecimentos, flagrante ilicitude da atividade”.

Fonte Agência Brasil

Anvisa suspende comércio de antirretroviral usado no tratamento da aids

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, como medida de interesse sanitário, a suspensão da distribuição, do comércio e do uso do medicamento Lamivudina 10 miligramas, solução oral.

A resolução foi publicada ontem (26) no Diário Oficial da União.

O produto fabricado por uma indústria goiana é um antirretroviral usado no tratamento de pacientes com aids. A medida foi adotada principalmente em função de notificações repassadas à Anvisa, relacionadas ao aspecto do medicamento.

Fonte Agência Brasil

Conselho de Enfermagem entra com ação civil pública contra gestão de hospital federal no Rio

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) entrou com ação civil pública no Ministério Público Federal (MPF) para verificar se há irregularidades no Hospital Federal Cardoso Fontes, que funciona em Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense.

A medida foi tomada após a paralisação de profissionais de saúde, ocorrida na última segunda-feira (24), em protesto contra a falta de enfermeiros, pediatras, anestesistas e técnicos de enfermagem na unidade.

Segundo o presidente do Coren-RJ, Pedro de Jesus da Silva, o pedido foi aceito pelo Ministério Público e, em breve, serão impostas as determinações. Para Silva, é “humanamente impossível” que o quantitativo atual de enfermeiros e auxiliares de enfermagem possa atender à demanda de pacientes por leitos.

“Tem que ter um quantitativo adequado de enfermeiros e técnicos para que seja dada assistência adequada à população, porque ela já paga por isso em seus impostos. No caso do Cardoso Fontes, há uma falta de 244 enfermeiros e 322 técnicos de enfermagem. É uma coisa muito gritante”, disse o presidente co conselho.

Silva ressaltou ainda que a carência de profissionais de saúde na unidade é decorrente de problemas na gestão do Ministério da Saúde. “A culpa é do gestor, porque ele tem que prover a quantidade de profissionais adequada”.

O Hospital Cardoso Fontes é referência em tratamento de câncer e doenças neurológicas, além de urologia e ginecologia. Na última semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que, dentro de duas semanas, 17 médicos anestesistas que passaram em concurso público iniciariam suas atividades. Ele disse ainda que já negocia com o Ministério do Planejamento novas contratações.

Fonte Agência Brasil