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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vença a prisão de ventre comendo!

Conheça dez alimentos que ajudam o intestino a funcionar como um relógio

Falta de disposição, queda de cabelos, unhas quebradiças, espinhas, gases e mau humor são os principais sintomas da constipação intestinal – um problema que não gera apenas desconforto momentâneo, mas pode afetar, e muito, a saúde do corpo.

Para a nutricionista paranaense Stefania Valenta da Silva, a explicação para os efeitos negativos fica por conta da incapacidade do organismo de absorver os nutrientes que são necessários para as demais funções de outros órgãos e de eliminar o que não serve mais.

“Somente uma alimentação equilibrada, rica em fibras e à base de muita água pode estimular de forma natural o funcionamento do intestino”, destaca a profissional.

Para reorganizar os ponteiros do relógio do intestino e evitar sofrimentos na hora de ir ao banheiro, ofomos atrás de dez alimentos que podem ajudar. Confira!

MamãoEle sempre esteve na lista de indicações da vovó como um dos principais alimentos para combater a prisão de ventre. É rico em fibras, sais minerais e tem alto teor de betacaroteno, um antioxidante responsável pela obtenção indireta da vitamina A. Além de dar aquela força para a saúde do intestino, o mamão tem propriedades calmantes e atua como ótimo amigo daqueles que têm um estômago sensível.

“É aconselhável ingerir mamão diariamente, pela manhã”, indica a nutricionista funcional Andrezza Botelho, de São Paulo.

Ameixa
De acordo com o médico cardiologista Edmar Santos, a ameixa seca tem efeito laxativo natural e, por conter um alto teor de fibras insolúveis, é capaz de absorver mais água do organismo e acelerar o trânsito intestinal. O resultado só será positivo se houver uma grande ingestão diária de água.
“Para quem sofre de prisão de ventre é necessário cerca de cinco unidades de ameixas secas por dia”, aconselha o profissional.

Linhaça
Nos últimos anos, ela se tornou um alimento indispensável no cardápio de quem deseja perder peso. Principalmente porque auxilia no funcionamento do intestino. Rica em fibras solúveis e insolúveis, a linhaça aumenta o volume do bolo fecal, aumentando o trânsito intestinal e ainda contribuindo para a limpeza eficaz da região.

“A linhaça ajuda a combater a prisão de ventre e diminui o risco de hemorróidas e diverticulite, que é a inflamação da parede do intestino”, ressalta o nutrólogo Euclésio Bragança.

Sugestão: consumir uma colher de sementes de linhaça trituradas acompanhadas com leite ou iogurte uma vez ao dia, de preferência no café da manhã ou na ceia.

Abóbora
Além de ser um bom alimento para diminuir a vontade por guloseimas, já que tem sabor levemente adocicado, a abóbora pode ser uma aliada na hora de colocar o intestino para funcionar. A fruta – que tem alto teor de fibras, zinco, potássio e ferro – ajuda no equilíbrio da flora intestinal se consumida, no mínimo, três vezes na semana. Dica: consuma a abóbora na salada, com arroz ou como acompanhamento na hora de preparar a carne de sua preferência.

Café
Se engana quem acha que ele só serve como aditivo milagroso para manter o corpo acordado e disposto por mais tempo. As propriedades químicas da bebida também são capazes de estimular a movimentação do bolo fecal. Entretanto, há ressalvas: “Não conte com o café constantemente como laxante, pois em algumas pessoas ele vicia. Com isso, os nervos do cólon podem ficar cada vez mais tolerantes ao efeito estimulante da bebida, o que deixa o intestino mais preguiçoso”, adverte a nutricionista funcional Andrezza Botelho. A dose certa e saudável de café é uma xícara logo pela manhã, diariamente.

Legumes e verduras
A ordem para esta categoria de alimentos é consumi-los sempre crus nas principais refeições do dia. Desta forma, é possível manter as propriedades benéficas, como as vitaminas e o alto teor de fibras. Alface, rúcula, agrião, couve e abobrinha têm o poder de aumentar o trânsito intestinal, sendo facilitadores da evacuação. Lembre-se: a ingestão de água é determinante no processo de reabilitação do intestino, pois o líquido une-se ao bolo fecal e é eliminado com mais facilidade.

Aveia
De acordo com o nutrólogo Euclésio Bragança, a aveia é rica em proteínas, vitaminas e sais minerais. Mas seu destaque é mesmo ter alto teor de um tipo de fibra solúvel, que, em contato com a água, transforma-se em uma goma capaz de facilitar o trânsito intestinal e impedir absorção de gorduras pelo organismo. A atuação da aveia também é ótima para quem tem problemas de colesterol.

Soja
Ela está entre os alimentos funcionais mais consumidos pelos brasileiros na última década. Tudo por causa dos benefícios mais do que comprovados à saúde. Rica em proteínas, vitaminas e minerais, a soja, segundo o médico ortomolecular Edmar Santos, é determinante no combate da prisão de ventre por ser fonte de glutamina, um aminoácido reparador do epitélio intestinal. O alimento também reduz o nível de glicose no sangue se transformando num aliado para quem tem diabetes.

Lentilha
De acordo com a nutricionista Joyce Rebouças Passos Mourão, do Hospital Oswaldo Cruz, de São Paulo, a lentilha contém fibras, proteína, zinco, fósforo, vitaminas do complexo B, magnésio, potássio e enxofre. A ingestão do grão facilita a redução de absorção de gorduras e aumenta o bolo fecal.

“Substitua pelo feijão na hora do almoço ou do jantar, preferencialmente, três vezes na semana”, indica a especialista.

Iogurte
O iogurte serve como agente de manutenção da saúde da flora intestinal. O produto é eficiente por conter em sua composição os famosos lactobacilos, responsáveis por estimular a proliferação de bactérias benignas ao intestino, mantendo seus ritmos e funções em ordem. Por ser prático, o alimento pode ser consumido nos intervalos das refeições como um lanche rápido e saudável. Cabe, neste caso, potencializar o efeito do iogurte adicionando uma colher de semente de linhaça.

Fonte IG

A picanha dos vegetarianos?

Consumo diário do amaranto, um tipo de grão, supre as necessidades nutricionais obtidas na carne, leite e ovos. Conheça

Ele é a evolução nutricional do feijão com arroz. Produzido nos Andes, o amaranto, um grão integral rico em fibras, aminoácidos essenciais e cálcio, tem valores nutricionais equivalentes a popular combinação brasileira, ao leite, ovos e à carne.

O simples pó (ou flocos) é considerado uma opção aos vegetarianos, pois contém alto valor biológico, revela Giovana Longo-Silva, nutricionista da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp).

Na tradução, a farinha incolor e sem gosto, ao ser consumida diariamente, pode suprir necessidades essenciais que uma dieta restritiva impõe. “É por isso que ele é comparado ao feijão com arroz”, acrescenta a especialista.

A comparação com a carne, porém, requer cuidados. Ambos são ótimos provedores de proteína. O amaranto, porém, não contém o ferro presente nas carnes. Em relação ao leite, o grão oferece cálcio biodisponível, ou seja, aquele que corpo consegue absorver em maior quantidade - uma característica rara nos vegetais, mas presente no leite e nos ovos, explica a nutricionista da Unifesp.

Versátil e quase imperceptível, o amaranto é facilmente combinado com qualquer outro alimento. Na relação simbiótica, ele pode ser consumido juntamente com frutas, vitaminas, e até como um falso tempero.

“Por ser quase sem gosto, esse grão convive bem com os outros alimentos. Prepará-lo com o arroz, carnes, ou misturas também é uma boa opção. Não mudará o sabor, apenas acrescentará valores nutricionais.”

O recomendado, segundo estudos realizados pela Universiade Estadual de Campinas (Unicamp), são duas colheres de sopa bem cheias - ou 30 gramas de amaranto por dia. Essa dosagem é a ideal para os múltiplos benefícios sejam absorvidos pelo organismo.

O grão atua também como coadjuvante das dietas e regimes. A fibra provoca a sensação de saciedade, o que reduz a fome e ajusta a ansiedade por comer, pontua Giovana. “Nesses casos, o único efeito colateral é a formação de gases. Para minimizar o incômodo, porém, basta ingerir bastante água.”

A fibra não é aliada apenas dos aspirantes a magros ou arma contra o intestino preguiçoso. Capaz de melhorar a resistência à insulina, tal propriedade faz do amaranto um alimento auxiliar dos diabéticos. “A fibra reduz a absorção do açúcar, ideal para quem sofre de diabetes.”

Fernanda Granja, nutricionista clínica, revela que o amaranto também é um regulador natural da tireóide e do colesterol. "Por ser rico em nutrientes e fibras solúveis, colabora na diminuição do colesterol. Composto por diversos minerais, como o selênio, ajuda a estabilizar a tireóide quando ela está em baixa."

Anonimato
O amaranto é um grão recente no Brasil, por isso pouco conhecido. Segundo Fernanda, há menos de 10 anos esse produto passou a ser comercializado nas principais capitais. Hoje, porém, já é fabricado no País, e encontrado em lojas de produtos naturais.

Apesar o acesso facilitado, ainda não ganhou a popularidade da soja. Apesar de ser considerado um super alimento, por ser um grão novo, algumas pessoas podem desenvolver pequenos reações alérgicas, alerta a especialista.

“Embora seja multiuso, está sendo incorporado ao cardápio dos brasileiros aos poucos. É preciso cuidado. Ele não provoca nenhuma reação exagerada, mas como não temos repertório desse tipo de alimento, pode provocar alergias ou intolerância.”

Fonte IG

Para queimar calorias e ganhar músculos

Quatro pesquisas dão pistas sobre como trocar gorduras por músculos mais rapidamente

Tomar leite desnatado com chocolate logo após os exercícios

E se os médicos garantissem que tomar um copo de leite desnatado com chocolate depois dos exercícios físicos pode ajudar a queimar calorias? Parece desculpa de quem quer furar a dieta, mas não é. Dois estudos divulgados pela American College of Sports Medicine concluíram que a mistura pode ser uma ótima pedida para o período pós-exercício. Em uma primeira pesquisa, foi descoberto que o leite com chocolate contribuiu para a síntese de proteína muscular e esquelética depois da corrida.

Oito corredoras em boa forma completaram duas corridas (45 minutos cada) em duas semanas de dieta balanceada. Depois de cada corrida, as participantes bebiam um copo de leite com chocolate ou uma bebida rica em carboidratos, as duas com quantidades calóricas semelhantes. Amostras colhidas durante as três horas de recuperação dos músculos mostraram que aquelas que beberam o leite tinham mais marcas de proteína reparadora muscular do que as demais.

O segundo estudo demonstrou que o leite desnatado com chocolate contribui para restituir as provisões de glicogênio nos músculos, uma fonte de combustível durante o exercício prolongado. Os níveis dessa substância foram testados 30 e 60 minutos depois da ingestão das duas bebidas. A quantidade de glicogênio muscular era melhor para as bebedoras de leite em todos os momentos.

Carboidrato na boca, força nos músculosPesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, provaram pela primeira vez que a simples presença do carboidrato na boca pode aumentar imediatamente a força muscular, antes mesmo dele ser engolido. Os resultados sugerem que uma série de reações químicas neurais antes desconhecidas são ativadas quando os receptores da boca detectam o carboidrato, estimulando partes do cérebro que controla as atividades musculares, produzindo e aumentando a força.

“Parece ter uma série de reações químicas no cérebro que diz aos nossos músculos que a energia está a caminho”, diz o coordenador da pesquisa, Nicholas Gant, do departamento de Ciência do Esporte e do Exercício. “O tamanho do efeito não está relacionado à quantidade de glicose no sangue ou ao cansaço.”

No primeiro experimento, 16 mulheres saudáveis tomaram uma solução de carboidratos enquanto faziam exercícios. A força do músculo foi medida antes e imediatamente depois, assim como a atividade cerebral.

Um segundo após engolir a bebida, as atividades neurológicas aumentaram 30% e a força muscular 2%. O efeito durou em média três minutos. E como esperado, 10 minutos depois, quando o carboidrato caiu na corrente sanguínea, houve um segundo aumento de força

Leite, leite, leiteDois copos de leite desnatado ao dia são o suficiente para fazer uma mulher perder mais peso e ganhar um corpo mais definido. Esse é o resultado de um estudo da Universidade de McMaster , do Canadá, que reforça a pesquisa realizada pelo American College of Sports Medicine. Como exercícios de força não são os preferidos das mulheres,

O estudo demonstrou que a ingestão de leite aumentou a massa muscular e a perda de gordura. “Nós esperávamos que o ganho de massa fosse maior, mas a quantidade de gordura perdida nos surpreendeu”, afirmou Stu Phillips, professor da universidade e coordenador do estudo. Agora os cientistas estudam se a combinação de proteína de alta-qualidade, cálcio e vitamina D é a responsável pelo resultado.

Caminhada antes de encarar a feijoada
Quanto maior a quantidade de lipídios no corpo, maior a propensão a criar tecido adiposo, os famosos pneuzinhos. Para diminuir a quantidade de lipídios, cientistas descobriram que exercitar-se até um dia antes de cair de boca naquela feijoada pode fazer com que o nível dessa substância no sangue seja até 30% menor.

Fonte IG

Elas cuidam o que comem, mas estão mais sedentárias

Pesquisa mostrou que só 11% das brasileiras fazem exercícios durante o lazer

As mulheres brasileiras estão mais preocupadas com a própria alimentação do que os homens. Elas comem mais verduras, frutas e hortaliças, dispensam carnes gordurosas e bebem menos refrigerante do que eles. No entanto, ainda precisam descobrir o prazer da atividade física.

As constatações foram reveladas em um estudo divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. Chamada de Perfil da Alimentação e Atividade Física da População Brasileira, a pesquisa foi feita com mais de 54 mil pessoas no ano passado.

Os dados mostram que 35,5% das mulheres brasileiras em idade adulta consomem frutas, verduras e hortaliças mais de cinco vezes por semana, enquanto 24,3% dos homens fazem mesma coisa. As frutas, os legumes e os vegetais fazem parte das refeições diárias de 22,4% da população feminina, enquanto o índice é de 14,8% entre os homens.

“As mulheres são muito mais cuidadosas com a própria alimentação do que os homens, padrão demonstrado ao longo dos quatro anos da pesquisa”, destaca a coordenadora geral de Doenças e Agravos não-transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta.

A diferença de comportamento entre homens e mulheres é ainda maior quando o assunto é a ingestão de carnes gordurosas. A pesquisa mostrou que 43,2% dos homens afirmaram comer carnes com gordura em excesso. Entre as mulheres, o consumo cai para 24,3%, e o número vem caindo ao longo dos anos. Quando o estudo começou a ser feito, em 2006, 28,9% das brasileiras comiam carnes gordurosas.

Os refrigerantes também vêm deixando de fazer parte da rotina alimentar feminina. Segundo o estudo, apenas 23,3% das mulheres em idade adulta admitem tomar refrigerantes regularmente. Marley Mendonça Alves, professor da Escola de Nutrição da Universidade Católica de Brasília (UCB), diz que a mulher é mais seletiva ao comer.

Apesar do bom sinal, Júlia Nogueira, professora da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB), alerta para um problema que fica escondido nesses números: as mulheres são também as maiores vítimas de distúrbios alimentares por causa da preocupação excessiva com o próprio corpo. Ela ressalta que muitas mulheres comem muito pouco e são mais vulneráveis a doenças como anorexia e bulimia.

“A mulher tem um comportamento diferente do homem em vários sentidos. Com isso, os problemas podem ser diferentes”, afirma.

Exercícios em casa
As mulheres se preocupam mais com hábitos alimentares saudáveis e, nas estatísticas, estão empatadas com os homens no quesito sedentarismo. Pior: a prática de esporte no universo feminino ainda não está aliada ao prazer. O estudo mostra que somente 11% das brasileiras fazem atividade física em momentos de lazer.

No critério lazer ou deslocamento (para o trabalho ou escola) 26,6% praticam atividade física e, do total entrevistado, 16,5% são sedentárias. Segundo Deborah, uma das coordenadoras da pesquisa, os resultados mostram que as mulheres acabam se exercitando mais dentro de casa, com as tarefas domésticas.

“O machismo se revela até nas atividades físicas”, pondera Deborah. “E quando a mulher tem tempo para o lazer, prefere o passivo. Elas são as que mais assistem televisão”, comenta. Na hora do descanso, 26,6% das brasileiras ficam em frente à TV por três horas ou mais, de acordo com os dados do Ministério da Saúde.

Júlia Nogueira explica que, com as tarefas domésticas, as mulheres movimentam o corpo, o que as ajuda a prevenir doenças crônicas. No entanto, ela destaca que essas atividades não são estruturadas e, o pior, não estão ligadas ao prazer.

Fonte IG

De grão em grão, contra a osteoporose

Nutricionistas indicam o amaranto e a soja para prevenção da doença inimiga da mulher

A fórmula contra a osteoporose acaba de ganhar mais ingredientes. Se antes para brigar contra a doença que enfraquece os ossos, as mulheres contavam com o leite, derivados e os exercícios físicos, agora as pesquisas científicas apontam dois outros aliados pequeninos mas poderosos na defesa da saúde feminina.

Os grãos de amaranto e soja despontaram recentemente como recursos protetores da doença óssea que, segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, atinge sete vezes mais mulheres do que homens (7,1% delas têm osteoporose contra 1,8% deles).

O amaranto
“Os especialistas começaram a suspeitar do efeito protetor do amaranto quando estudaram as mulheres do Peru, pois o grão é típico da região dos Andes e muito consumido pelos peruanos”, explica a nutricionista Jeanne Gamboa. “Foi constatado que as mulheres peruanas tinham índices baixíssimos de osteoporose, apesar de viverem em circunstâncias muito semelhantes as das outras populações latinas e femininas que sofrem de osteoporose. O amaranto foi investigado e a surpresa é que ele fornece cinco vezes mais cálcio (nutriente importante para os ossos) do que o leite.”

Além do cálcio, uma análise feita pelo Laboratório de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apontou outras vantagens protetoras do amaranto. Durante 48 dias, foi avaliado um grupo de ratos. Parte dos animais consumiu o grão e outra parte não. Os animais que tiveram uma dieta rica na substância apresentaram ao final do período melhores índices de colesterol e também maior quantidade de fibras no organismo. Outra conclusão é que o amaranto é muito rico em proteínas, uma boa opção para quem não come carne. Tanto que passou a ser conhecido como “a picanha dos vegetarianos” .

Tantas vantagens fizeram com que a indústria alimentícia focasse no amaranto. Em meio ao boom de alimentos funcionais uma série de produtos feitos com o grão foram lançados, como granola, pães de forma e até bebidas.

Soja
Também da família dos grãos, a soja é outra que pode entrar no ringue contra a osteoporose, segundo as últimas pesquisas. Uma das características da doença óssea é que ela torna-se mais comum nas mulheres que já passaram dos 50 anos. A explicação para a relação com a faixa-etária é que nesta idade as mulheres começam a perder a proteção hormonal, o que facilitaria a perda de massa dos ossos.

Por este motivo, no Ambulatório de Climatério do Hospital das Clínicas de São Paulo, os responsáveis já indicavam uma dieta rica em soja por constatarem que o alimento aliviava os desconfortos trazidos pela menopausa, como ondas de calor. Tudo graças a isoflavona, presente no grão e promotora de uma menopausa mais saudável.

Um trabalho conduzido pela Universidade de Illinois (nos Estados Unidos da América) acrescentou vantagens ao grão. No início dos anos 2000, eles constataram que as isoflavonas regulam a produção de estrogênio (o hormônio feminino que diminui com o passar dos anos) e estimulam a produção de cálcio, o que fortalece a saúde dos ossos. Mais um ponto contra a osteoporose.

A doença
É importante ressaltar que só reforçar a alimentação em amaranto e soja não basta para deixar afastado o risco de ter osteoporose. Uma pesquisa publicada na Revista de Saúde Pública investigou 54 mil pessoas para saber quais são os fatores relacionados à doença que poderiam explicar o aparecimento do problema de saúde, responsável por quedas e internações.

A obesidade, a inatividade física e o fato de já terem fumado em algum momento da vida foram as características mais associadas ao diagnóstico de osteoporose. Ficar longe destes hábitos também promove a saúde óssea.

Fonte IG