Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sete dicas para uma gravidez saudável

Equilíbrio emocional, cuidados médicos e uma boa alimentação fazem a diferença durante a gravidez

Para não ter problemas durante a gestação, é preciso planejar direitinho a gravidez. Pensar em ter um filho não envolve apenas o momento em que se deseja ser mãe, já que muitos imprevistos podem acontecer no caminho.

Então, para garantir a saúde da gestante e do bebê, comece a fazer um acompanhamento médico pelo menos três meses antes de engravidar. Confira alguns cuidados essenciais que as futuras mamães devem tomar:

Vacinas
Ir ao ginecologista uma vez por ano e fazer o exame Papanicolau é um cuidado que grande parte das mulheres observa. Mas tomar vacinas (principalmente contra rubéola e hepatite B) muito antes da gravidez é uma dica para evitar complicações durante a gestação.

Exames
O acompanhamento pré-natal é indispensável para evitar complicações com a mulher e o bebê. De acordo com Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, a probabilidade de uma criança nascer prematura sem o acompanhamento pré-natal é de 40% contra 5% quando as consultas são feitas. Há outros exames de rotina importantes que devem ser feitos a cada trimestre de gestação, como: ultrassom, análise de sangue e curva glicêmica, observa o médico.

Quilinhos a mais
Elas nunca devem desencanar da balança. Mesmo antes de engravidar, é bom ter um peso adequado para não gerar complicações pós-parto. As mulheres com excesso de gordura corporal devem ser encorajadas a emagrecer e as abaixo do peso também precisam aumentar sua massa seguindo uma dieta saudável e consciente, aconselha Zlotnik.

Claro que a barriguinha vai crescendo e os ponteiros da balança avançando, mas fique atenta: o ideal é engordar de 9 a 15 kg, em média, durante toda a gravidez. Depois que o bebê nasce fica mais difícil perder os quilos extras e a mãe também pode correr riscos de desenvolver problemas como o aumento da pressão sanguínea e sofrer de infecção pós-parto, alerta o médico.

Alimentação e suplementos alimentares
Não existem restrições alimentares para gestantes. Mas elas devem consumir mais proteínas, ferro e cálcio do que gordura, como em toda dieta balanceada. O ácido fólico (vitamina B9) também é indispensável, mesmo antes da gestação. Se a gestante já estiver consumindo meses antes de engravidar, diminuirá as chances de o feto ter problemas neurológicos, afirma o obstetra.

Já os suplementos vitamínicos adotado por muitas grávidas não são tão essenciais, segundo o Dr. Zlotnik: Quem tem uma dieta balanceada, dificilmente precisa deles. O ferro, o cálcio e o acido fólico são as substâncias que mais fazem falta para as grávidas, mas geralmente já estão presentes em alimentos como: verdura verde escura, cereais, leguminosas, ovo, carne vermelha, fígado e derivados do leite, diz ele. Não faltando os nutrientes essenciais, a gestação com certeza será mais tranquila. Mas nunca deixe de se informar melhor com um médico, adverte.

Atividade física
Quem já pratica algum tipo de atividade física, não deve parar por conta da gravidez. A não ser, é claro, que se trate de alguma atividade de impacto ou de competição. Os esportes aquáticos geralmente são mais recomendados, assim como a ioga. Além de ajudar a circulação sanguínea e a respiração, esses exercícios fazem bem para o estado emocional.

Cigarro, álcool e cafeína
Cigarro, nem pensar! Já o álcool é uma questão controversa, mas quanto mais for evitado, melhor. Embora um cálice de vinho ou dois chopes ocasionais não sejam considerados um abuso, não existe uma quantidade considerada segura. É bom pegar leve também com o café (no máximo, duas xícaras por dia), pois o excesso pode interferir no crescimento do feto e aumentar a possibilidade de aborto.

Amamentação
Mesmo depois do parto, as mães ainda precisam manter alguns cuidados, já que tudo o que elas consomem passa para o bebê durante a amamentação. Tome bastante água, cuide da alimentação e lembre-se: É Ideal que a criança receba amamentação exclusiva até pelo menos o sexto mês de vida, aconselha o médico.

Fonte IG

Mulher com diabetes não deve usar pílula

Recomendação foi definida pela OMS e vale quando a doença estiver descontrolada

As mulheres que sofrem de diabetes, e estão com a doença descontrolada, serão orientadas pelos médicos ginecologistas a não tomar pílula anticoncepcional até que os índices de glicemia voltem à normalidade.

A nova diretriz foi definida no final do ano passado por uma junta médica da Organização Mundial de Saúde (OMS). Pela primeira vez, todas as contraindicações da indicação da pílula foram reunidas em um manual. O guia será adotado pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), afirmou o presidente da entidade, Nilson Melo.

“A entrega do material aos profissionais brasileiros começa em maio”, informou. Segundo Melo, além das diabéticas em situação de descontrole da doença, as portadoras de lúpus também figuram no grupo de contraindicação para o uso da pílula. Não há nenhuma referência à idade e ao tempo de uso.“O uso prolongado (por mais de 10 anos da pílula) não traz prejuízo à fertilidade ou organismo”, diz ele.

O diabetes e a mulher
O diabetes é uma doença em ascensão no Brasil - ocupa o 10º lugar no ranking de mortalidade da população feminina em idade fértil (10 a 49 anos), de acordo com estudo divulgado ano passado pelo Ministério da Saúde. No País, 11% da população têm este problema de saúde.

Uma outra característica da doença é que o controle é difícil, o que reforça o alerta da contraindicação do uso do anticoncepcional. Um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 76% dos portadores não conseguem manter os níveis seguros de glicemia, o que aumenta o risco de complicações como cegueira, hipertensão e até amputação de membros em casos mais extremos.

Ruy Lyra, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que os anticoncepcionais orais são compostos de hormônios esteróides que podem piorar o controle da doença. Até então, afirma ele, não existia a diretriz de proibição de uso, trazida agora com o novo manual da Febrasgo. Ainda segundo Lyra, se forem feitos os ajustes necessários para o controle glicêmico, as pílulas podem ser usadas pelas mulheres com diabetes.

Enquanto a doença não estiver controlada, orientam os médicos, a indicação para a mulher evitar a gravidez são métodos como as camisinhas masculina e feminina, além do DIU.

Fonte IG

16% dizem que pílula prejudica o prazer

Pesquisa inédita mostra que algumas associam produto à desvantagem na vida sexual

A pílula anticoncepcional deu “alforria” às relações sexuais femininas e permitiu a opção pelo sexo sem foco na procriação. Quase 50 anos depois da condutora da revolução sexual das mulheres ter chegado ao mercado, os ginecologistas estão preocupados com um importante efeito colateral: para algumas o mesmo remédio pode atingir a libido e diminuir o prazer.

Pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira, dia 13, entrevistou 500 brasileiras usuárias de anticoncepcionais para avaliar o impacto do medicamento nas relações sexuais. Do total de entrevistadas (enquetes feitas em Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), 16% disseram que o uso das pílulas diminui o desejo sexual.

O número superou o grupo de que considera uma interferência positiva, que somou 11% (72% disseram não perceber influência e 2% não souberam responder).

“A parcela que diz influenciar negativamente não é uma porcentagem desprezível, muito pelo contrário”, afirmou Gérson Lopes, um dos autores da pesquisa e vice-presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

“A mensagem é que elas podem até estar protegidas de uma gravidez não desejada, mas acreditam que o prazer está comprometido. Isso é inaceitável”, diz ao completar que o impacto na libido não necessariamente é provocado pelo produto anticoncepcional. Pode ser por uma doença, problemas no relacionamento, cansaço, fadiga, uso de outros medicamentos.

Por estes motivos, acredita Lopes, o tema sexualidade e contracepção tem dominado o debate dos congressos nacionais e internacionais de ginecologia. A defesa de que o assunto prazer precisa “frequentar” as consultas clínicas como termômetro de saúde está nas definições da Organização Mundial de Saúde (OMS). Sexo prazeroso e seguro, diz a entidade respeitada globalmente, é um dos indicadores de qualidade de vida.

Hormônios
A explicação para a pílula afetar negativamente o prazer é hormonal. O uso de anticoncepcionais pode desequilibrar os hormônios femininos e, por consequência, a libido. Por causa disso, a lubrificação da vagina também pode diminuir e com ela aumentar a dor na relação sexual. “Outros efeitos colaterais creditados à pílula como engordar, dor de cabeça, dores nas mamas também podem diminuir o desejo sexual”, completa Gérson Lopes. A pesquisa da Febrasgo mostra que 83% das mulheres têm medo dos quilos extras trazidos pelos comprimidos de uso contínuo.

Ao mesmo tempo em que ocupa papel de vilã do prazer, a pílula também pode ser “heroína”. Os especialistas, inclusive, consideram que as vantagens na vida sexual trazidas pelos anticoncepcionais superam as desvantagens. Neste caso, as razões não são só hormonais.

“Existem os benefícios indiretos da pílula muito influentes na autoestima feminina, como melhora da oleosidade da pele, cabelo, acne, formas físicas. Isso tem efeito no sexualidade”, diz o coordenador do estudo.

A escolha da anticoncepcional
O efeito de melhora ou piora no prazer varia de pessoa para pessoa, não tem regra clara e nem teste prévio. O consenso é que a interferência do produto na vida sexual precisa ser critério na escolha do anticoncepcional, afirmam os especialistas. Na pesquisa divulgada hoje, 85% das entrevistadas disseram estar satisfeitas com a sua pílula, mas podem nunca ter atentado sobre a influência deste medicamento na sexualidade.

Hoje entra em vigor o novo código de ética médica (13/04/2010) e um dos artigos contempla a livre escolha da paciente pelo o método contraceptivo. Pelas novas regras, o médico deve respeitar e orientar a mulher na opção entre preservativos, medicamentos e o DIU, entre outros. A Febrasgo defende que sexualidade deve nortear as informações médicas e faz um apelo aos médicos e médicas: não dá para deixar o prazer de escanteio na hora de falar sobre contracepção. “Isso vale para quem começa a vida sexual, quem está grávida ou infértil”, diz o especialista.

Sexo e pílula
O comportamento do desejo sexual com o uso da pílula, em porcentagens, segundo as mulheres pesquisadas:
Fonte: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

Fonte IG

Estudos britânicos e do FDA apontam risco em contraceptivos

As notificações devem ser feitas pelo sistema Notivisa, disponível no sítio da Anvisa pelo endereço eletrônico. Esse acompanhamento mais atento se deve à publicação de estudos recentes no British Medical Journal e no sítio eletrônico da agência norte-americana para medicamentos e alimentos, o FDA (Food and Drugs Administration).

O estudo divulgado pelo FDA nesta quarta-feira (25/10) sugere um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos, de trombose venosa e tromboembolia pulmonar. Dois artigos publicados no British Medical Journal (BMJ) levantaram a mesma questão.

As pacientes em uso de anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona devem seguir todas as recomendações do médico que as acompanha. É importante comunicar imediatamente ao médico caso desenvolvam reações adversas durante o uso, mesmo que as reações constem da bula.

A Anvisa informa aos profissionais de saúde e pacientes que ainda não concluiu parecer definitivo sobre os medicamentos, mas permanece acompanhando o assunto. No momento a posição da Agência é favorável ao uso, desde que utilizados sob supervisão médica e de acordo com as orientações contidas na bula.

Estudos publicados anteriormente, em 2007 e 2009,  também abordaram o risco de coágulos sanguíneos em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais contendo drospirenona. Entretanto, esses estudos tiveram resultados conflitantes.


Fonte Anvisa

Anvisa faz alerta aos médicos sobre risco de pílula

Estudos internacionais mostram que anticoncepcionais com menos reações adversas triplicam incidência de trombose

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta segunda-feira (31) um alerta sobre os possíveis efeitos colaterais das pílulas anticoncepcionais combinadas (COCs), sendo as mais conhecidas no mercado a Yaz e a Yasmin.

A medida foi tomada após um novo estudo internacional reforçar que os anticoncepcionais que contêm o hormônio drospirenona aumentam em até três vezes o risco de trombose venosa entre as usuárias. Em nota, a fabricante destes medicamentos, o laboratório Bayer, informou que tem conhecimento da nova pesquisa, mas que ainda analisa os resultados para comentá-los.

Saiba mais sobre a trombose
A Bayer afirmou também que “os resultados de estudos de segurança realizados pós-comercialização de até 10 anos dão suporte à conclusão da Bayer de que os produtos são seguros e eficazes quando utilizados conforme indicação médica.”

Estas pílulas ganharam popularidade por provocarem menos reações adversas – comuns nos anticoncepcionais, como inchaço, ganho de peso, dores de cabeça e também diminuição da libido –, benefícios agregados justamente por serem produzidas com doses diferenciadas de hormônios que agora, tudo indica, mostram-se como responsáveis pelo o aumento da incidência dos coágulos.

Novos achados
O novo ensaio científico – que levou a Anvisa a emitir o alerta – foi publicado semana passada no periódico científico Britsh Medical Journal, uma das revistas médicas mais respeitadas no meio acadêmico. Nele, pesquisadores dinamarqueses revisaram os dados de todas as mulheres da Dinamarca que não ficaram grávidas no período entre 2001 e 2009.

Foi constatado o registro de 4.200 casos de trombose venosa. Na comparação entre usuárias de pílula tipo COC e usuárias de pílulas só com progesterona, o risco do problema que resulta em trombose foi duas vezes maior. Quando foram comparadas a mulheres que não usavam nenhum medicamento contraceptivo, a incidência nas usuárias das pílulas do tipo COC foi três vezes maior.

No mês passado, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana responsável por regular o mercado de alimentos e medicamentos nos EUA, já havia emitido um comunicado de advertência sobre estes efeitos colaterais no sistema venoso feminino.

A Anvisa agora segue a mesma linha e avalia que mesmo sem novos achados contundentes para a proibição do medicamento, vai reforçar aos médicos que fiquem atentos aos possíveis casos de trombose entre as usuárias. Na nota técnica, a agência brasileira orienta que os profissionais notifiquem qualquer efeito colateral apresentado por suas pacientes, mesmo que eles já estejam previstos na bula.

Benefícios e malefícios
O presidente da Comissão de Contracepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rogério Bonassi, ponderou que os novos resultados dinamarqueses ainda não são definitivos e que não há motivo para pânico ou alarde.

“A trombose, mesmo entre usuárias de pílulas Yaz e Yasmin, é um evento muito raro”, afirma.

“Entre usuárias de anticoncepcionais comuns, o risco de trombose é de cinco casos para cada 100 mil mulheres. A incidência, portanto, aumenta para 10 casos em 100 mil entre as consumidores de COCs, uma incidência ainda muito pequena”, avalia.

“Isso sem contar que a gravidez é um fator de risco muito maior para este problema venoso. Entre as grávidas a incidência é de 60 casos em cada 100 mil.”

Ainda de acordo com Bonassi, os benefícios destas pílulas são muitos, em especial na redução de sensações desagradáveis para as pacientes. Ele afirmou também que a trombose tem causa genética e não é muito influenciada por hábitos de vida (exceto obesidade). Por isso, defente o especialista, todos os métodos contraceptivos precisam ser discutidos entre o médico e paciente antes de iniciar o uso.

Fonte IG