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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma em cada seis pessoas terá um derrame

Confira cinco mudanças de hábitos que ajudam a diminuir a chance de um AVC, segundo a American Stroke Association

Uma em cada seis pessoas no mundo irá sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em algum momento da vida. Nos Estados Unidos, há um registro a cada 40 segundos, e um indivíduo morre a cada três ou quatro minutos. Na Europa, são mais de um milhão todos os anos. Os números fazem parte de um alerta da World Stroke Organization em função do dia mundial do AVC, que acontece neste sábado, 29.

Segundo especialistas, a maioria dos casos poderia ser evitada com simples mudanças de estilo de vida e sabendo reconhecer os sinais de alerta. De acordo com dados da organização, 85% das vítimas possuem fatores de risco que podem ser identificados, o que ajudaria a reduzir a chance de um evento.

O AVC acontece quando há uma obstrução em algum vaso sanguíneo do cérebro ou quando ele se rompe, causando uma hemorragia. Sem receber sangue rico em nutrientes, células do cérebro acabam morrendo. O atendimento imediato é essencial para reduzir a chance de sequelas.

Mudança de hábitos ajuda a diminuir a chance de um AVC, segundo a American Stroke Association

1. Conheça os fatores de risco, como pressão alta, diabetes, obesidade e altos níveis de colesterol no sangue _ e consulte o médico periodicamente para saber a quantas anda sua saúde.

2. Pratique atividade física

3. Mantenha uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais e pobre em gorduras

4. Reduza o consumo de álcool

5. Evite fumar

Segundo a instituição, é importante ficar atento a estes sinais de alerta: fraqueza nos braços, pernas ou rosto, especialmente quando é de um lado só do corpo; dificuldade repentina de enxergar com um ou com os dois olhos; dificuldade repentina de falar ou de compreender; perda de equilíbrio, tontura, dificuldade de caminhar

Fonte SaudeWeb

Gastos com saúde e higiene chegam a R$187 bi

Metade dessa fatia é puxada por medicamentos e a outra metade recai sobre despesas como como planos de saúde, consultas, tratamentos ambulatoriais, hospitalização, exames e cirurgias

Um estudo realizado pela IPC Marketing Editora constatou que gastos com saúde e higiene chegam a R$187 bilhões e representam 8% do consumo dos brasileiros em 2011. A pesquisa mostra que 74% desses gastos são destinados à saúde. E metade dessa fatia é puxada por medicamentos e a outra metade recai sobre despesas como como planos de saúde, consultas (médicas/dentárias), tratamentos ambulatoriais, hospitalização, exames, cirurgias etc.

Os dados mostram um cenário centralizador nos grandes centros de consumo do País, tanto em termos de produtos e serviços quanto no número de médicos. No Sudeste, por exemplo, apesar da carência de médicos (2,74 médicos/ mil habitantes), o potencial de consumo neste item representa 54,5% de todo o Brasil.

O estudo leva em conta a população urbana que ascende a 84% dos 192,4 milhões de brasileiros (51% mulheres e 49% homens), 81% alfabetizados, apontando uma taxa de crescimento de 0,85% ao ano, numa densidade demográfica da ordem de 22,63 habitantes por km².

Ao todo são 57,5 milhões de domicílios, sendo 49 milhões localizados em áreas urbanas. O consumo per capita brasileiro está estimado em R$ 14.337,68. A informação é do diretor daIPC Marketing Editora, Marcos Pazzini, ,

No âmbito nacional, observa-se que a distribuição da fatia dos gastos com saúde equivalentes a R$ 68,4 bilhões tem maior influência sobre planos de saúde (R$ 39,4 bilhões), consultas médicas (R$ 5,3 bilhões), consultas dentárias/tratamentos (R$ 6 bilhões), cirurgias (R$ 4,2 bilhões), exames (R$ 4,4 bilhões), tratamentos ambulatoriais (R$ 1,5 bilhão), hospitalizações (R$ 893,6 milhões), materiais para tratamentos (R$ 5,6 bilhões), e sucessivamente entre outros itens.

A correlação entre esses gastos por categoria econômica e o IPC (índice de Potencialidade de Consumo) indica que a classe B lidera esse universo, absorvendo praticamente a metade dos gastos, ao desembolsar valores da ordem de R$ 34,5 bilhões. A classe C registra dispêndios de R$ 14,4 bilhões, enquanto as classes de menor poder aquisitivo respondem por R$ 1,6 bilhão (classe D) e R$ 49,2 milhões (classe E). A classe A, no topo da pirâmide social e com menor fatia da população, participa com R$ 17,9 bilhões.

Concentração
O estudo indica haver uma distância muito grande entre as regiões brasileiras, apontando para a concentração de consumo de produtos e serviços de higiene e saúde.

No Sudeste, essa concentração é 30% superior a média nacional, e no Sul ultrapassa em 9%. Nas outras três regiões a concentração é inferior à média nacional: Norte apresenta 45% abaixo da média nacional, Nordeste está com 35% inferior, e a região Centro-Oeste indica 5% abaixo da média nacional.

Segundo Pazzini, ao se analisar a participação dos médicos regionalmente, por exemplo, em relação às populações locais, percebe-se a existência de um enorme vácuo desses profissionais no Norte e Nordeste, ante a maior oferta encontrada nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Retrato das profissões
O estudo destaca a oferta dos vários tipos de atividades do setor e o número correspondente de profissionais, abrangendo dos serviços de saúde até a fabricação e comércio de produtos (atacado e varejo). Para exemplificar, Pazzini cita que o País conta com 406.496 médicos das mais diferentes áreas da medicina, ainda que cerca de 200 mil deles sem o registro de especialidade. Entre outros profissionais da saúde estão 225.088 dentistas, 66.545 psicólogos e 84.410 veterinários.

Há múltiplas ofertas dos segmentos voltados à saúde humana, figurando desde hospitais, laboratórios, clínicas, aos mais diversos tipos de atividades disponíveis, com destaque a itens de atenção aos idosos (instituições, clínicas), centros de apoio a pacientes com câncer e AIDS, etc.

Fonte SaudeWeb

Aids: Rede de laboratórios enfrenta resistência aos medicamentos

Além das estratégias convencionais de genotipagem, os pesquisadores trabalham na incorporação de novas estratégias, desenvolvidas com tecnologia nacional

O vírus da Aids coloca um grande desafio: a resistência aos medicamentos disponíveis. Para realizar a vigilância desta resistência, uma rede de Laboratórios atua em diversos pontos do país. Além das estratégias convencionais de genotipagem, utilizadas atualmente para a análise e vigilância dos vírus que circulam no Brasil, novas estratégias, desenvolvidas com tecnologia nacional, estão prestes a ser incorporadas. Para padronizar estas novas metodologias e capacitar profissionais envolvidos na vigilância laboratorial sobre o tema, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) sediou, de 24 a 28 de outubro, o 2º curso de Capacitação dos Laboratórios em Genotipagem do HIV-1 para a Microrrede para Novos Alvos Terapêuticos, da Rede Nacional de Genotipagem (Renageno), ligada ao departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

A iniciativa da estruturação da Microrrede conta com a coordenação de pesquisadores do IOC e da UFRJ e com a participação de especialistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, incluindo Instituto Adolpho Lutz, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de São Paulo e Universidade Federal de São Paulo. Foto: Peter Ilicciev

“Pela primeira vez, estamos capacitando profissionais para incorporação na rede pública de métodos de genotipagem que foram desenvolvidos 100% baseados nas pesquisas nacionais. Mesmo que não sejam kits patenteados, são métodos que foram desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e que o Ministério, numa iniciativa muito positiva, decidiu incorporar na prática clínica”, ressalta Mariza Morgado, chefe do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC, que sedia o curso.

A microrrede de assistência, de acordo com Mariza, vai testar três alvos que não estão na rotina dos pacientes infectados pelo HIV. “O que está na rotina é a genotipagem da Protease e da Transcriptase Reversa. A Microrrede vai ser experimental para três novos alvos: a Integrase, a molécula Gp41, que está associada a inibidores de fusão, e a C2V3”, diz.

Para ela, o Brasil é capaz de produzir métodos próprios sem que haja a necessidade constante de compra de tecnologias no exterior. “Isso vai facilitar o acesso a essas metodologias que comercialmente são bem caras, até porque o número de pacientes que se beneficiam ainda é pequeno. A comunidade científica brasileira vem lutando para beneficiar a população”, diz a pesquisadora.

Estratégia premiadaA Fiocruz foi responsável por desenvolver a metodologia para um dos alvos (os inibidores de integrase), a partir da tese de mestrado em Biologia Parasitária da estudante Caroline Pereira Bittencourt Passaes, defendida em 2007. “Atualmente, nós aplicamos o método para protocolos clínicos e agora vem incorporado na rede. Para nós isso é muito positivo”, comemora a imunologista.

O trabalho de Caroline Passaes rendeu ao IOC, naquele ano, uma menção honrosa no Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS. O estudo, sob a orientação de Mariza Morgado, promoveu a caracterização da diversidade genética da enzima integrase do HIV-1, essencial para o ciclo de replicação do vírus, com o objetivo de identificar se a região permaneceria como um alvo íntegro para o tratamento, apresentando baixa taxa de mutação. Os resultados descrevem a integrase como uma proteína altamente conservada, que pode por isso ser considerada um alvo terapêutico promissor para o tratamento da AIDS e a produção de vacinas.

PioneirismoJosé Carlos Couto-Fernandez, membro do comitê assessor da Renageno e pesquisador do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do IOC, disse que a Microrrede, neste primeiro ano, está funcionando como projeto de pesquisa para que sejam avaliados os resultados ao longo de 2011 que será repassado para a Rede Nacional. “As metodologias de genotipagem do HIV ainda não são comercialmente disponíveis.

O que nós estamos fazendo, como medida pioneira e inovadora do Ministério da Saúde junto à Fiocruz e aos laboratórios produtores, é lançar estes testes como um produto que possa investigar a resistência adquirida nos pacientes em terapia a um baixo custo e com a perspectiva de uma avaliação nacional. Alguns laboratórios da Renageno foram selecionados para executar as metodologias”, afirma o imunologista que segundo ele, foram utilizados critérios de competência estabelecida para a seleção dos laboratórios envolvidos, levando-se em conta a infraestrutura e o suporte tecnológico.

“À medida em que a Fiocruz participa desde o começo da Renageno, e com a parceria da UFRJ em todo o processo de validação dos testes, temos a oportunidade de ter o conhecimento centralizado e padronizado. Temos a competência e a autoridade no sentido de coordenar esta microrrede utilizando todo o fluxo operacional da rede nacional. A unificação dos métodos de genotipagem do HIV-1 é justamente para se ter uma maior padronização no desenvolvimento dos diferentes métodos”, pontua o coordenador do evento.

A Rede Nacional de Genotipagem do HIV-1 (Renageno) foi estabelecida como política nacional em 1999 e seu funcionamento operacional foi iniciado em 2001. Atualmente, é composta de 23 laboratórios executores e um de resgate. O Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do IOC é um deles.
Implementação“A Microrrede vai efetivamente ser implantada em breve e será disponibilizada para a população brasileira que necessitar de um método de genotipagem especial. É um projeto importante do ponto de vista terapêutico”, afirma Rosangela Maria Magalhães Ribeiro, assessora técnica da Coordenação de Cuidado e Qualidade de Vida do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. “Terminando este módulo laboratorial, vamos passar para a etapa seguinte, que consistirá na divulgação de uma Nota Técnica a fim de descrever os critérios para solicitação do teste pelos médicos de referência em genotipagem”.

Fonte SaudeWeb

Exames: Eletrocardiograma

O que é
Exame que registra a atividade elétrica do coração, usualmente realizado em repouso. É um exame barato, de rotina, que faz parte do check-up cardiológico e oferece muitas informações ao cardiologista.

Para que serve
O eletrocardiograma é usado para avaliar o ritmo do coração e o número de batimentos por minuto, permitindo ao médico identificar arritmias cardíacas (alterações do ritmo do coração) e distúrbios na condução elétrica deste órgão.

Como é feito
O paciente recebe eletrodos em regiões predeterminadas no peito, nos braços e nas pernas. Cada batimento do coração é captado pelos eletrodos, enviado a uma máquina que registrada os sinais em um papel, com o auxílio de agulhas.


Preparo
Não existe preparo específico. Nos homens com muito pelo no tórax pode ser necessária a realização de tricotomia (corte de pelos) para fixação dos eletrodos

Valores de referência
O traçado do eletrocardiograma será analisado por cardiologista, que irá emitir um laudo a partir do traçado impresso pelas agulhas no papel.

Fonte IG

Voz rouca de Lula pode ter mascarado sintoma de câncer

Rouquidão persistente é característica da doença. Um simples exame clínico pode mostrar a presença do tumor

A vida de palanques e comícios, e a já rouca voz do ex-presidente Lula, podem ter camuflado um sintoma típico do câncer de laringe.

A rouquidão, isolada e prolongada, é alarmante e um dos grandes indicativos da doença, revela Ricardo Caponero, oncologista da Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo.

“Perder a voz por um dia por cantar muito durante um show de rock, ou por ter gritado demais em um jogo de futebol, é normal", diz o especialista.

"Mas quando esse sintoma é permanente, não passa após 24 horas, jamais deve ser negligenciado. É fundamental procurar ajuda médica. Esse é um alterta que deve ser bem divulgado.”

Possivelmente tratada como consequência dos compromissos políticos do antigo chefe da nação, a voz rouca pode ter atrasado o diagnóstico. O tumor foi encontrado após exames realizados no último sábado (29) já com três centímetros de tamanho. Esta informação foi divulgada pelos médicos do Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, onde Lula deu início, na tarde desta segunda-feira (31) a primeira sessão de quimioterapia. Em coletiva de imprensa, os médicos classificaram a gravidade do câncer como "intermediária".

Atenção
Reconhecer alterações na região da laringe é simples e indolor, endossa o Caponero. Isso é feito pelo otorrinolaringologista, médico especializado em cabeça e pescoço.

Durante um simples exame clínico, ele consegue, com a ajuda de um aparelho espelhado colocado no interior da boca, identificar inflamações e até mesmo a presença de um tumor.

“O exame é feito com espelho. O otorrino examina as cordas vocais e consegue enxergar o tumor. É fácil de fazer, só precisa sempre ser feito por um médico. Não tem justificativa para não procurar um especialista.”

Uma vez identificado o tumor, completa Caponero, é preciso encaminhar o paciente para a biópsia e iniciar o tratamento o quanto antes, seja o tumor maligno ou benigno.

Incidência
O câncer de laringe do presidente Lula responde por 25% de todas as neoplasias – este é um outro nome dado aos cânceres – que podem acontecer na região da cabeça e do pescoço. É também o segundo mais incidente, atrás apenas do tumor de boca, informa Armandio Soares, diretor da Oncomed de Belo Horizonte.

Cientificamente chamado de escamocelular, a doença é multifatorial. Sabe-se, porém, que álcool e tabagismo, associados, são os principais gatilhos desse tumor.

O especialista da Oncomed afirma que nove em cada 10 pacientes acometidos por essa doença são tabagistas e bebem de maneira crônica.

“Quem bebe e fuma de forma crônica, ou seja, mais da metade da semana, está no grupo de altíssimo risco, pois tem a chance de desenvolver a doença de 40 a 100 vezes maior”, complementa Fernando Maluf, oncologista especialista em câncer de laringe e diretor do Centro Avançado de Câncer do Hospital São José, em São Paulo.

Fonte IG