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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Niterói registra 11 casos de dengue tipo 4 ao longo de 2011

Vírus não era visto no país há 28 anos e preocupa autoridades da saúde

Onze casos de dengue tipo 4 foram registrados no município de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo informou nesta segunda-feira (31) a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói.

Cinco casos ocorreram no bairro Cafubá, três em São Domingos, dois em São Francisco e um no Engenho do Mato. Os primeiros contaminados foram detectados no começo de 2011, quando duas irmãs, de 21 e 22 anos, apresentaram os primeiros sintomas no dia seis de março.

Na ocasião, como nenhuma das duas pacientes viajou recentemente, a investigação preliminar dos casos apontou para possível transmissão autóctone (de origem na cidade).

No entanto, a Secretaria Municipal de Niterói informou que a investigação realizada até o momento não permite afirmar que exista relação entre os casos ou que os mesmos sejam autóctones.

A dengue tipo 4 não era registrada no Brasil há 28 anos, mas voltou a circular em agosto de 2010, primeiramente na região Amazônica. Isso serviu de alerta para as autoridades de saúde, pois boa parte da população brasileira, em especial crianças e jovens, não tem imunidade contra esse vírus.

Outro vírus que retornou ao Estado foi o tipo 1, que não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu em 2010 em diversas regiões do Estado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.

Há menos de um mês, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a circulação no Brasil do subtipo 4 do vírus da dengue e o retorno do subtipo 1 podem aumentar o número de casos graves da doença neste verão, período que historicamente o Brasil (e principalmente o Rio de Janeiro) registra a maior quantidade de casos.

A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 e do tipo 4 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.
O Rio de Janeiro está entre os 16 estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.
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Médicos-residentes passam a ter direitos trabalhistas e reajuste do valor das bolsas

Nova lei também concede aos residentes direito de contribuir com a Previdência Social

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (31) lei que aumenta o valor da bolsa-auxílio de médicos-residentes em todo país, de R$ 1.916,45 para R$ 2.384,82.

A nova lei também concede aos residentes direito de contribuir com a Previdência Social (na modalidade contribuinte individual) e permite que a categoria tenha uma data-base anual.

Os residentes ainda passam a ter direitos extras como licenças paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias (podendo ser prorrogada por 60 dias) e poderão contribuir com conselhos classistas.

As instituição de saúde que mantêm programas de residência médica, por sua vez, deverão assegurar aos bolsistas moradia, alimentação e condições adequadas de higiene e descanso.

Segundo o secretário-geral da Associação Nacional dos Médicos-Residentes, Natãn Katz, a lei é fruto de um movimento grevista dos residentes que durou 40 dias, entre agosto e setembro do ano passado.

Apesar de reclamar dos baixos valores pagos aos residentes, cerca de 20% menos que o salário de um médico em início de carreira, o secretário reconhece os avanços da lei. E destaca, entre eles, a isenção de Imposto de Renda sobre a bolsa.

O benefício também vale para residentes de outras profissões ligadas à saúde, como enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

Fonte R7

Cefaleia em salvas atinge mais os homens e deixa indivíduo inquieto

A cefaleia em salvas é uma forma de cefaleia primária que carrega algumas características clínicas muito particulares. É uma dor que tem este nome porque, em geral, as crises de dor se distribuem em um período de tempo (como uma salva de tiros, por exemplo).

Em outras palavras, o paciente pode apresentar inúmeras crises de dor durante dois ou três meses do ano e depois ficar meses ou anos sem ter nada, voltando a ter sintomas no futuro, novamente com dores restritas a um período do ano.

Nesse período em que o paciente pode apresentar dores (a chamada salva), ele experimenta crises de dor unilateral, em geral periorbitária, muito intensa, como se o olho estivesse sendo furado com um ferro em brasa. As dores são intensas a ponto de serem chamadas de cefaleias do suicídio.

As dores duram de 15 minutos a 3 horas e cessam espontaneamente, podendo recorrer em dias alternados até oito vezes ao dia. Durante o período da salva, é muito típico o paciente relatar dores desencadeadas por uso de álcool.

Outro aspecto interessante é que acompanham as dores sintomas de ativação do sistema nervoso autônomo do lado da dor, e o paciente pode ter durante uma crise queda da pálpebra, constrição da pupila, entupimento ou coriza nasal, edema palpebral e vermelhidão na fronte.

Também é típico que o paciente fique extremamente inquieto durante uma crise, ao contrário do paciente com enxaqueca, que prefere ficar parado, longe de luz e som.

A cefaleia em salvas é mais comum em homens, ao contrário da enxaqueca. Atualmente, a diferença é de três homens para cada mulher, mas deve-se ressaltar que há algum tempo a prevalência era de mais de dez homens para cada mulher.

Esse aumento relativo do número de mulheres com cefaleia em salvas provavelmente se deve às mudanças do estilo de vida das mulheres, mais vulneráveis a estresse, jornadas de trabalho e com aumento de tabagismo entre elas.

O tratamento é voltado a aliviar as dores na hora da crise (com medicamentos ou com inalação de oxigênio a 100%) e usar medicamentos preventivos durante a salva. É necessário que um médico acompanhe o tratamento, naturalmente.

Fonte oqueeutenho.com.br

Ingestão de complexos vitamínicos pode ser exagerada?

Apesar das propagandas alardearem que tomar compostos de vitaminas todos os dias faz você ter mais disposição no dia a dia ou complementar uma alimentação ruim, não se deixe enganar. Reflita bastante sobre a questão de você realmente precisar tomar pílulas diárias de vitamínicos antes de ir à farmácia mais próxima e comprar um tubo desses produtos.

Para ficar com as vitaminas em dia, uma boa alimentação já é o suficiente. E se você se sente mais fraco – e tem certeza de que não está doente – a melhor coisa a fazer é se concentrar em uma alimentação balanceada, que todos sabem como é: muitos legumes, frutas, verduras, proteína animal com baixa gordura e alimentos integrais.

“Qualquer ser humano com uma alimentação minimamente adequada e diversificada, ou seja, que ingira mais de um tipo de fruta e legume, coma verduras variadas, tenha uma boa fonte de proteína – as mais comuns são as carnes, mas há outras opções também –, com alimentos tradicionais no almoço do brasileiro – como arroz e feijão – estará bem alimentada e dificilmente precisará de uma suplementação vitamínica”, defende Alfredo Salim Helito, clínico geral do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. “E se precisar, é porque está doente ou não come de forma adequada”, completa.

Outra exceção, lembra o médico, é no caso de esportistas profissionais. Nesses casos, o uso além do normal das funções orgânicas, como o exigido em treinos de longa duração ou de grande esforço, pode gerar um déficit vitamínico.

Superdosagem também pode ocorrer

“Hoje em dia há um exagero em torno do consumo de vitaminas. Esse hábito pode até gerar uma superdosagem e, ao contrário do que se espera, comprometer a saúde”, alerta Helito. O principal problema é com relação às vitaminas chamadas lipossolúveis

De acordo com Helito, há dois tipos de grupos de vitaminas. As chamadas hidrossolúveis – como aquelas do complexo B e C – e que, como o nome diz, se diluem em água. O excesso dessas vitaminas vai ser descartado pelo organismo, na urina, por exemplo. O outro grupo são as famílias de vitaminas – como a A e a D –, entretanto, são solúveis em gordura e ficam mais tempo no corpo, se acumulando na gordura presente no organismo.

Acúmulo e intoxicação

“Os suplementos dessas vitaminas são indicados para pessoas mais velhas, com problemas de osteoporose já instalados. Há pouca literatura científica que defenda que a ingestão preventiva de vitaminas possa trazer real qualidade de vida para esses indivíduos. E o que pode acontecer, caso as pessoas comam mal e resolvam suplementar suas vitaminas com esses produtos vendidos em farmácia, é haver um quadro similar à intoxicação”, diz o médico.

Por isso, diz Helito, é bom estar atento ao próprio prato e à qualidade do que se ingere. Comer mal e achar que o problema pode ser resolvido de maneira prática e rápida com produtos farmacêuticos é um erro que não contribui em nada para o hábito de manter uma boa saúde física.

Fonte oqueeutenho.com.br

Bolo sem glúten: pesquisa brasileira facilita alimentação de portadores de doença celíaca

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Além de a pessoa ser celíaca, existe uma associação de doenças, como a intolerância à lactose, diabetes e também a diminuição de absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), uma vez que o comprometimento é intestinal e a absorção destas vitaminas se dá no intestino.

Considerando todas estas restrições, a nutricionista Angélica Aparecida Maurício desenvolveu para a sua tese de doutorado um bolo de cenoura sem glúten e sacarose, com aparência e sabor semelhantes ao do alimento convencional. O trabalho foi apontado em meados de 2010 como o melhor na área de Marketing e Tecnologia pelo Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran). “Associando todos estes fatores, procurei atender esta parcela e elaborar um produto que conseguisse atender aos vários critérios de exclusão da dieta”, explica.

Receita pode ser feita em casa, mas objetivo é conquistar prateleiras dos supermercados
Angélica conta que optou pelo bolo de cenoura por se tratar de um alimento que não leva leite na sua preparação (é isento de lactose) e que conta com maior concentração de vitamina A, proporcionada pela cenoura. Conforme a pesquisadora, os celíacos costumam apresentar deficiência de vitaminas lipossolúveis, como é o caso da vitamina A. Para chegar a um resultado que ficasse próximo ao do bolo comum, a autora teve de promover vários testes até chegar a uma formulação que oferecesse as características desejadas por ela. “Eu substituí a sacarose pela sucralose. Também desenvolvi um mix de farinhas que pudesse proporcionar a consistência e a maciez próximas das do bolo de cenoura convencional. Usei basicamente farinha de arroz, fécula de batata, amido de milho e fubá, em diferentes proporções. Foram inicialmente 45 preparações. A partir dos melhores resultados de cada ingrediente, cheguei à formulação final”, explica.

Os bolos produzidos a partir dessa receita foram submetidos a testes sensoriais, dos quais participaram tanto potenciais consumidores quanto equipes treinadas para testes como o de Análise Descritiva Quantitativa (ADQ). “A avaliação foi muito positiva, principalmente quanto à maciez, doçura e aparência. As pessoas destacaram que eles ficaram muito parecidos com o bolo convencional”, diz.

A receita foi elaborada com o objetivo de ser reproduzida em casa, mas a intenção é desenvolver um mix para a indústria. “Para isso, serão necessários alguns aperfeiçoamentos e ajustes. Precisamos testar inicialmente em escala piloto, antes que o produto possa ser fabricado em escala industrial. Eu mesmo tenho interesse em continuar trabalhando no aprimoramento da tecnologia”, adianta ela, que atualmente é professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Para indústria, 1 milhão não constitui mercado que justifique variedade de produtos sem glúten
De acordo com Angélica, a disponibilidade de alimentos industrializados sem a presença de glúten ainda é muito pequena no País, ao contrário do que ocorre no exterior, onde a diversidade é muito maior. Aqui, se um celíaco quiser elaborar um cardápio para o almoço e jantar e tiver de comprar tudo no supermercado, por exemplo, ele certamente encontrará muitas dificuldades. “Ou então, terá de passar por um quadro de repetição de alimentos”, afirma a autora. Isso acontece, segundo ela, porque a indústria entende que o número de portadores de doença celíaca não constitui um mercado que justifique o lançamento de uma grande variedade de produtos.

O problema, explica a nutricionista, é que mesmo os produtos que constam como livres de glúten, na verdade, não atendem aos celíacos. “Este ‘não contém glúten’ é extremamente duvidoso, pois na composição do produto geralmente há algum tempero ou ingrediente alérgico aos celíacos”. O ideal seria que, nos supermercados, os produtos destinados a este público se localizassem em uma gôndola específica – o que no Paraná já é determinado por lei.

Outra dificuldade é nos restaurantes. “Você não vê nenhum cardápio exclusivo para os celíacos. Isso faz que as pessoas não tenham uma sociabilização adequada. Acho que aí falta uma conscientização dos empresários do ramo alimentício. Se eles conseguirem cativar esse público, é uma boa conquista”, aponta.

Fonte oqueeutenho.com.br