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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Qual o perfil dos gestores de TI na área de saúde?

Para atender as demandas de um hospital, gestores de tecnologia precisam ter bom relacionamento com as equipes assistenciais, e, acima de tudo, ter paixão pela saúde

A tecnologia virou commodity e deixa de ser fator de diferenciação dentro de uma instituição de saúde, por outro lado, ela permeia todos os processos dentro desta instituição, e exatamente por isso, precisa ser aderente a todos eles; eis o desafio de um CIO num hospital.

“A TI já não importa”, afirma o diretor acadêmico do Centro de Pós-Graduação da FIAP, Francisco Amaral, citando um famoso artigo publicado pela universidade norte-americana de Harvard. No artigo “IT Doesn’t Matter”, Nicholas Carr abre o resumo dizendo que à medida que crescem o poder e a presença da tecnologia da informação, sua importância estratégica diminui. Sim, a TI hoje é vista como commodity, e Amaral vê isso de forma positiva.

“Há um deslocamento do diferencial da tecnologia em si para as pessoas”, afirma o diretor. “O que existe de tecnologia hoje no mercado não é tão difícil de ser alcançado, mas a grande dificuldade é ajustar a tecnologia adequada para cada cenário. Um segundo desafio é a inovação dos processos e na forma de gestão de um hospital.”

Um gestor de TI – ou um CIO - de uma instituição de saúde tem que ser infalível no relacionamento e no conhecimento do negócio para poder lidar com estas variáveis. Os pontos críticos da operação de um hospital hoje deixaram de ser relativos somente à tecnologia e passaram para as pessoas. E o conhecimento do negócio é necessário, uma vez que o profissional de TI é quem vai alavancar os projetos de inovação dentro de um hospital.

Foi-se o tempo em que o profissional de TI ficava restrito ao departamento de Tecnologia. Segundo Amaral, este gestor hoje circula pela empresa e mapeia as áreas-chave do negócio a fim de estabelecer as alianças mais pertinentes. E este profissional que se comunica mais é o principal componente para impulsionar a maturidade da instituição de saúde em relação à tecnologia.

Ao passo que a TI perde o papel de diferencial, os profissionais têm um malabarismo a cumprir: manter a percepção de relevância da inovação e dos projetos da área. E este é o desafio do gestor quando a maturidade tecnológica da instituição ainda deixa a desejar.

“A instituição também precisa estar madura em relação à tecnologia para poder enxergar e perceber os benefícios que podem ser gerados”, alerta o professor. “Existem instituições que ainda pensam a informática como faturamento, controle de estoque e folha de pagamento.”

Equipe híbrida


Não basta um perfil técnico. O perfil de um gestor de tecnologia dentro do hospital tem que passar pelo conhecimento do negócio, segundo a superintendente de TI do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Margareth Ortiz. E a solução foi a mais direta possível: criar uma equipe mista, composta tanto por profissionais de tecnologia quanto da saúde.

Há dois anos trabalhando com o modelo, a CIO do hospital diz-se muito satisfeita com os resultados. O contato entre profissionais de ambas as áreas permitiu que tecnologia mapeasse os requisitos complexos que compõem os processos num ambiente hospitalar e construísse uma visão mais abrangente.

“A gente buscou conhecimento da área de saúde, ou seja, de normas e procedimentos, dentro da Sociedade Brasileira de Informática para Saúde, para trazer para nossos profissionais de tecnologia”, explica Margareth. “Além disso, buscamos o conhecimento de tecnologia e gestão de projetos para trazer para os nossos enfermeiros que compõem o nosso grupo.”

Os profissionais de saúde, agora com um upgrade em tecnologia, atuam no levantamento do processo, onde a linguagem é mais específica do negócio de saúde, e depois atuam na implantação do sistema já desenvolvido.

“Os principais impactos deste modelo são percebidos no controle de incidências”, explica Margareth. “Nós atendemos cerca de sete mil chamados por mês no nosso help desk. Então nós percebemos que houve uma diminuição nos chamados do help desk referentes a estes módulos assistenciais onde nós implantamos com o grupo de enfermeiros.”

A executiva aponta um fator fundamental que compõe o perfil de um gestor de tecnologia nesta área: paixão pela saúde. “Imagine a complexidade de nós testarmos a mobilidade de uma aplicação em um PDA que fica em um carrinho de anestesia, dentro de uma sala cirúrgica, durante uma craniotomia (procedimento de abertura do crânio do paciente)”, desafia Margareth. “Se o profissional não é apaixonado, ele pede demissão no dia seguinte.”


8 gotinhas

No hospital Sabará, em São Paulo, onde Milton Alves comanda a área de TI, os exemplos são menos traumáticos. Alves defende a ideia de que o profissional desta área deve dominar o “hospitalês” (vocabulário específico do hospital, no neologismo de Alves). Isso porque muitas vezes questões aparentemente simples abrigam a complexidade de calhamaços de procedimentos e normas.

“Às vezes o médico quer apenas das oito gotinhas de analgésico para uma criança, mas o que tem por trás dessas oito gotinhas não é de interesse dele”, explica Alves. “O processo começa na solicitação dessa medicação. Se é o médico quem solicita internamente, se a solicitação é em mililitros, se a farmácia só pode enviar o tubo inteiro para que a enfermagem retire o medicamento ou o que será feito com o restante do medicamento no tubo, não é problema do médico.”

Por trás das oito gotas de analgésico ainda mora uma outra questão que o gestor de TI precisa estar inteiramente à par: no caso de uma operação via convênio a cobrança precisa ser negociada, uma vez que o paciente usou apenas oito gotas, mas o tubo todo foi inutilizado por conta de normas de segurança.

Alves calcula por alto que 90% de seu tempo como gestor seja gasto com relacionamento, uma vez que dele depende desde os ajustes de procedimentos como o das oito gotinhas de analgésico, até a interface com a qual o médico vai trabalhar e o quanto ela é amigável e prática.
“Este é o motivo pelo qual é imprescindível que um profissional desta área conheça profundamente o negócio de saúde”, afirma Alves. “Por outro lado, pode ser também que um CIO que venha de um banco possa resolver algum problema em um hospital exatamente por ter um olhar de fora.”

O mercado de saúde ainda se consolida na maturidade do uso da tecnologia. E mesmo que haja um perfil muito homogêneo do que seja um profissional de TI à frente de um hospital, diversas soluções são apresentadas e elas dependem principalmente de investimento.

Esta talvez seja a principal questão que impeça soluções completas como a da implantação de equipes mistas, na análise do gerente de TI do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, Carlos Eiji Torigoe. Para o executivo, a questão salarial é determinante quando se trata de deslocar profissionais de suas áreas de atuação.

“É uma questão e gosto pessoal, porque a questão salarial é ainda um desafio no caso das equipes mistas”, afirma Torigoe. “Esta é uma tendência e seria uma das soluções para a falta de profissionais com esta qualificação no mercado.”

Fonte SaudeWeb

Expansão: Hospital Balbino inaugura uti pediátrica

Nos próximos meses mais 11 leitos serão construídos, com o objetivo de aumentar o número de atendimentos em 50%

O Hospital Balbin, do Rio de Janeiro, acaba de inaugurar a sua primeira Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Voltada para crianças e adolescentes em estado crítico, a UTI Pediátrica possui seis leitos, aparato tecnológico e uma equipe de 11 médicos intensivistas pediátricos. Além disso, conta com o suporte de profissionais das áreas de cardiologia pediátrica, cirurgia pediátrica, nefropediatra, neuropediatra e hematologia pediátrica.

Segundo a corrdenadora da unidade e médica intensivista Juliana Paiva, a UTI tem como foco o paciente de média e alta complexidade, sobretudo no pós-operatório em cirurgia cardíaca infantil.

Para a montagem da unidade, foram feitos investimentos em projeto arquitetônico, compra de equipamentos e mobiliários. De acordo com o diretor-médico do Hospital, José Roberto Murad, entre desfibriladores e incubadoras, a principal aquisição foi o aparelho de ventilação de alta frequência, responsável por evitar complicações pulmonares decorrentes da ventilação convencional.

Segundo Murad, o hospital também se preocupou em realizar um projeto que proporcionasse um ambiente mais humanizado. Pela proposta arquitetônica, que contempla todos os leitos com janelas, permitindo a entrada da luz natural, se percebe a preocupação em oferecer um atendimento diferenciado, ressalta

O diretor adianta, ainda, que nos próximos meses mais 11 leitos serão construídos, com o objetivo de aumentar o número de atendimentos em 50%. “A estimativa atual é de 20 atendimentos mensais. A intenção é chegar a trinta”, projeta Murad.

Fonte SaudeWeb

SUS amplia em 22% recursos para tratamento de câncer

Ministério deve fechar este ano com investimento de R$ 2,2 bilhões no setor – em 2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta segunda-feira (31) previsão de fechamento de investimento deste ano, de R$ 2,2 bilhões, para a assistência oncológica. O Sistema Único de Saúde (SUS) está ampliando em 22% os recursos para assistência oncológica no país. O Ministério da Saúde deve fechar este ano com investimento de R$ 2,2 bilhões no setor – em 2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão.

Esse aumento de investimento serviu para ampliar e qualificar a assistência aos pacientes em hospitais públicos e privados que compõem o SUS, especialmente para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. Em relação a 1999, quando foi definido o atual formato do atendimento oncológico no SUS, o valor quadruplica.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou a estimativa de investimento deste ano em entrevista nesta segunda-feira (31), em Brasília. A quantidade de procedimentos e de cirurgias oncológicas aumentou nos últimos anos. Em 2003, por exemplo, houve 19,7 milhões de procedimentos para o tratamento do câncer no SUS. A projeção para este ano é de 27,8 milhões de procedimentos – aumento de 41%. Já o número de cirurgias deve crescer 40% – foi de 67 mil em 2003 e deve chegar a 94 mil em 2011.

Na coletiva, indagado sobre o diagnóstico de câncer do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro ressaltou: “O presidente Lula, que já enfrentou tantos outros preconceitos, da forma como ele está lidando com o enfrentamento do tratamento, vai superar mais um preconceito, sobre o câncer. Às vezes, as pessoas têm até medo de falar o nome da doença. O câncer tem cura”, ressaltou o ministro. “Mais de 2,5 milhões procedimentos para o tratamento de câncer são feitos por mês no Sistema Único de Saúde. São quase 30 milhões de procedimentos por ano. Muitas pessoas estão se tratando de câncer no país e se curando”.

Ampliação do atendimento
Para ampliar o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde está criando 38 novos centros em todo o país, especialmente no interior do Brasil, e renovando 48 outros centros de radioterapia. A medida integra a Rede Câncer, uma das apostas do Ministério da Saúde para integrar e agilizar o atendimento aos usuários do SUS. O SUS dispõe hoje dispõe de 270 centros que realizam tratamento de radioterapia e quimioterapia.

“Combater o câncer é oferecer possibilidade de diagnóstico, de tratamento, mas também combater muitos fatores de risco do câncer. Precisamos aproveitar estes momentos para reduzir o preconceito sobre o câncer, mostrar que o câncer tem cura, que fazer o diagnóstico precoce ajuda a garantir essa cura, mas também mobilizar a sociedade para termos hábitos mais saudáveis e, com isso, reduzir o risco de câncer”, reforçou Padilha, chamando atenção para os fatores de aumento de risco, como o fumo.

Fonte SaudeWeb

No Brasil: Dell investe em centro de soluções e tablets para saúde

Laboratório de soluções será hosteado em São Paulo. Existe a possibilidade de seu lançamento ocorrer no início de 2012, apesar dos esforços da companhia para que isso ocorra ainda neste ano

Representando 3% das receitas mundiais da Dell, mas com forte perspectiva de crescimento, o Brasil receberá até o fim do ano um laboratório de soluções da empresa, além de tablets voltados especificamente os setores de educação e saúde. A afirmação foi feita pelo presidente da companhia no Brasil, Raymundo Peixoto, em entrevista exclusiva ao IT Web, durante o Dell World 2011, encontro com parceiros e clientes realizado pela empresa de Michael Dell em Austin (Texas, EUA) entre 12 e 14 de outubro.

As receitas brasileiras somam US$ 1,8 bilhão ao ano, dentro de um universo geral de US$ 61,5 bilhões. Durante apresentação no evento, Michael Dell mostrou que ao lado do País, China (US$ 4,3 bilhões) e Índia (US$ 1,4 bilhão) somam economias emergentes prioritárias para a empresa, com 12% de fatia de mercado.

“Quando você separa países principais para o negócio, você foca em trazer soluções mais rapidamente para essas localidades, como forma de suportar e potencializar o crescimento”, contextualizou Peixoto.

O laboratório de soluções será hosteado em São Paulo. Existe a possibilidade de seu lançamento ocorrer no início de 2012, apesar dos esforços da companhia para que isso ocorra ainda neste ano. “Vamos poder, neste laboratório, testar o ambiente do cliente em nossa própria casa, efetuando avaliações de compatibilidade e simulação de ambiente, por exemplo.”

Com a nova estratégia de consultoria anunciada pela Dell – mote que ditou o tom do encontro nos Estados Unidos – a companhia pretende aumentar sua participação em pequenas e médias empresas, já que se considera com boa penetração em grandes contas. “O mercado brasileiro para pequenas e médias empresas ainda é muito fragmentado. Temos um espaço grande para crescimento e a estratégia de serviços é fundamental”, garantiu.

E na tentativa de repetir, localmente, cenário de liderança em saúde e educação verificado na matriz norte-americana, a companhia lançará, ainda neste ano, tablets voltados exclusivamente para setores de saúde e educação. Peixoto explicou que o modelo não tem ligação com o Streak, dispositivo voltado para mercado consumidor, sem data para lançamento no Brasil.

“Temos um grupo forte para área de saúde e possuímos conhecimento local de educação”, afirmou.

Assim como na média mundial, 80% da receita da Dell, no Brasil, vê do mercado corporativo. Os 20% restantes ficam a cargo de pessoa física.

Fonte SaudeWeb

Bolsa auxílio: Com reajuste, médicos-residentes recebem R$ 2.384

Além da bolsa, os residente passam a ter direitos trabalhistas como diretiro de contribuir com a Previdência Social, licença paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias, entre outros

O Diário Oficial da União publicou nesta última segunda-feira (31) lei que aumenta o valor da bolsa-auxílio de médicos-residentes em todo país, de R$ 1.916,45 para R$ 2.384,82. A nova lei também concede aos residentes direito de contribuir com a Previdência Social (na modalidade contribuinte individual) e permite que a categoria tenha uma data-base anual.

Os residentes ainda passam a gozar de direitos como licenças paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias (podendo esta ser prorrogada por 60 dias) e poderão contribuir com conselhos classistas.

As instituições de saúde que mantêm programas de residência médica, por sua vez, deverão assegurar aos bolsistas moradia, alimentação e condições adequadas de higiene e descanso.

Segundo o secretário-geral da Associação Nacional dos Médicos-Residentes, Natãn Katz, a lei é fruto de um movimento grevista dos residentes que durou 40 dias, entre agosto e setembro do ano passado. Apesar de reclamar dos baixos valores pagos aos residentes, cerca de 20% menos que o salário de um médico em início de carreira, o secretário reconhece os avanços da lei. E destaca, entre eles, a isenção de Imposto de Renda sobre a bolsa. O benefício também vale para residentes de outras profissões ligadas à saúde, como enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

Fonte SaudeWeb