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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Proqualis e VideoSaúde lançam material inédito no SUS

Produção é uma estratégia para minimizar os danos desnecessários durante procedimentos cirúrgicos

Foi lançado nesta segunda-feira, (31), o vídeo Cirurgia Segura, desenvolvido pelo Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente (Proqualis) e a VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, ambos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) é uma estratégia para minimizar os danos desnecessários durante procedimentos cirúrgicos.

Centrado no uso da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica, recomendada no âmbito da campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas (Safe Surgery Saves Lives) proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e destinado a médicos, equipes cirúrgicas e gestores de saúde, esse é o primeiro produto audiovisual gerado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sobre a temática.

A Lista de Verificação considera que existe um conjunto de aspectos organizacionais e humanos que devem ser observados para evitar a ocorrência de eventos adversos durante uma cirurgia. “É uma garantia formalizada e minuciosa de que todos os aspectos que são importantes para o sucesso de um determinado procedimento ou cuidado serão verificados e revistos, evitando erros”, explica o médico e
coordenador executivo do Proqualis, Victor Grabois.

Segundo ele, a Lista pode representar não apenas a diferença entre a vida e a morte, mas entre uma boa ou má recuperação do paciente, uma vez que prevê a verificação de procedimentos antes e depois da cirurgia. “Ela contribui para verificar se não falta nada para que a cirurgia ocorra da melhor maneira possível, se não foi deixado nada dentro do paciente, por exemplo”, explica ele.

Alguns aspectos, que parecem simples, são fundamentais como checar se o paciente na sala de cirurgia é aquele que deve ser operado, se ele utiliza medicamentos ou, em caso de previsão de uso de sangue durante a cirurgia, se o material está disponível e reservado. “Existem homônimos ou pessoas que têm nome parecido. Em uma situação de emergência certos aspectos podem ser deixados de ser verificados. A Lista confere elementos que vão ter impacto do ponto de vista do cuidado seguro porque não se fará nada que possa prejudicar o paciente”, enfatiza o médico.

Outra instituição pública participante da produção do vídeo “Cirurgia Segura” foi o Comando da Aeronáutica, do Ministério da Defesa, que, por meio de sua Diretoria de Saúde, colocou o Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) à disposição para a gravação do vídeo. O centro cirúrgico do HFAG foi a locação para a simulação dos momentos em que se realizam as checagens da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica.

O Proqualis tem como objetivo contribuir para o aperfeiçoamento das ações de saúde, principalmente por meio da difusão de conteúdos científicos e técnicos. A publicação do vídeo no portal Proqualis garante acesso aos interlocutores de língua portuguesa a uma demonstração do uso da Lista de Verificação em uma cirurgia realizada por atores liderados por um cirurgião (não ator) que atribui verossimilhança à narrativa.

“É o primeiro filme brasileiro que aborda a Lista respeitando as lógicas da cultura e práticas do país”, destaca Victor.

Fonte Agência Brasil

Juntas, Eco Sistemas e Allen Informática desenvolvem soluções de saúde

Para aumentar a qualidade do serviço desenvolvido e ampliar a atuação na esfera pública, as empresas uniram expertises e criaram uma solução tecnológica para a atenção básica

Fatores como boa gestão, inovações no setor de atuação e sólidas estratégias de crescimento são características importantes para que uma companhia se posicione no mercado. No entanto, com o alto nível da competitividade entre as empresas, é preciso pensar em alternativas sustentáveis para manter os negócios aquecidos e alçar novas esferas mercadológicas.

Tomando como principio de que união proporciona fortalecimento e trabalho em equipe pode gerar ideias consistentes e projetos de sucesso, as empresas Eco Sistemas e a Allen Informática, localizadas no Rio de Janeiro, firmaram uma aliança e juntas desenvolveram uma solução tecnológica que envolve ações de políticas públicas, prevenção de doenças e promoção da saúde em âmbito municipal: a Atenção Básica.

De acordo com a diretora de soluções governo da Allen, Maria Cristina Franca Melo, as duas empresas estão se complementando. “A Allen possui expressiva ramificação comercial e a Eco Sistemas tem muita expertise no ramo de tecnologia para a área da saúde”.

Maria Cristina conta que a esfera de governo é uma área mandante na Allen representando 80% do faturamento da empresa. No intuito de ampliar a atuação nesse ramo e expandir a qualidade dos negócios, as duas empresas decidiram consolidar seus trabalhos. “Estávamos em negociação desde novembro do ano passado e assinamos o contrato há quatro meses”.

A parceria veio em um bom momento. Segundo o ministério da saúde, o orçamento para a área de Atenção Primária subirá em R$769 milhões, totalizando R$10,3 bilhões. Pesquisas evidenciam que a atenção básica de qualidade pode solucionar até 80% dos problemas de saúde da população.

Software
Da mesma forma que investimentos para a área de atenção básica são realizados, um estudo do ministério mostra que o número de agentes comunitários em saúde envolvidos com a atenção básica no País ultrapassa 100 mil pessoas. Diante desse fato, o consultor de negócios da Eco Sistemas, Wendel Souza, explica que nos dias de hoje informatizar os processos de atendimento de saúde é uma tendência na área pública.

De acordo com Souza, o profissional de saúde usa o sistema para fazer o registro clínico do atendimento ao usuário. “Com o diagnóstico precoce da enfermidade, dificilmente será necessário atender o usuário da saúde em instituições de alta complexidade já que a Atenção Básica possui as ferramentas necessárias para acompanhar e prevenir os episódios de crise”.

Souza conta que além de auxiliar os agentes comunitários da saúde, o sistema também armazena e organiza o prontuário eletrônico alimentado pelos profissionais. De acordo com ele, o sistema possui uma estrutura de codificação baseada no CIAP-2 – Classificação Internacional da Atenção Primária – que possibilita a organização das demandas e problemas informados pelo usuário durante o atendimento.

Um prontuário eletrônico possibilita que os profissionais da saúde acessem o histórico de doenças do usuário e, todas as vezes que ele comparecer à unidade de saúde, um novo evento associado ao problema (seja ele novo ou atual) será gerado, permitindo assim a produção de indicadores assistenciais baseados em evidência.

O representante da Eco Sistemas conta também que com o projeto, o usuário da saúde é beneficiado com o acesso integrado às consultas, exames e internações ofertados pela rede pública. “Uma das premissas da Atenção Básica é estar sempre próximo ao cidadão, identificando suas demandas de saúde e agindo preventivamente”.

Ele completa que o lançamento da solução tecnológica ocorre em um momento em que o Ministério da Saúde foca suas ações de tecnologia em Atenção Básica. E enaltece que o objetivo é justamente estimular o acesso da população às novas tecnologias.

Fonte SaudeWeb

Mobilidade: Bayer lança aplicativo gratuito para profissionais da saúde

Dispositivo “Universo Médico Mobile" possibilita aos usuários o acesso a todas as bulas de medicamentos disponíveis no mercado brasileiro

A Bayer HealthCare Pharmaceuticals desenvolveu um aplicativo para celulares (iPhone e Android) e tablets (iPad) que possibilita aos usuários o acesso a todas as bulas de medicamentos disponíveis no mercado brasileiro.

O “Universo Médico Mobile” disponibiliza também informações científicas, artigos médicos, aulas, consulta ao código internacional de doenças, 18 calculadoras médicas e atlas do corpo humano.

A idealização do recurso foi feita pela área de e-Marketing e segundo a gerente da área de e-Marketing e Propaganda, Giovana Pieck, o laboratório decidiu investir neste tipo de ação com o objetivo de contribuir para facilitar o cotidiano dos médicos e profissionais de saúde.

As informações sobre os medicamentos comercializados no Brasil e o Atlas do Corpo Humano foram comercializadas da PR Vade-Mecum. E contou com apoio da área médica para desenvolver as 18 calculadoras médicas.

Além disso, utilizou as informações do Programa de Relacionamento para Profissionais de Saúde “Universo Médico” (atualizações e notícias diárias e informações científicas) da empresa.

Fonte SaudeWeb

Brasil: Índice de Mortalidade em 1907

mortalidade

O gráfico mostra os índices de mortalidade de algumas das principais cidades brasileiras em 1907. Aparecem os números de Belo Horizonte, Florianópolis, Niterói, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Quanto mais alto o esqueleto, maior era o índice. 

Fonte Estadão

Beber: A liberdade de decidir

Imagine que você esta sentado à mesa jantando. Na sua frente estão dois copos, um com água, outro com vinho. Durante a refeição você escolhe diversas vezes se deseja tomar um gole de vinho ou de água. Como ocorre cada decisão?

O que percebemos é que existem dois momentos. No primeiro você decide conscientemente o que quer tomar (água por exemplo). No segundo momento, tomada a decisão, seu cérebro direciona sua mão para o copo e você bebe um gole. Nos últimos anos diversos experimentos demonstraram que isso é uma ilusão.

O ato de escolher um copo na verdade ocorre em três tempos. No primeiro momento seu cérebro decide que bebida vai tomar. No segundo momento esta decisão aparece na sua consciência (e você pensa que está tomando a decisão - uma ilusão, porque ela já está tomada). E no terceiro momento sua mão se dirige para o copo. Em outras palavras, a decisão é tomada inconscientemente e somente depois aparece na nossa consciência.

A prova de que este primeiro momento existe, e é real, foi obtida em experimentos nos quais a atividade do cérebro foi medida antes, durante e depois do processo de decisão. Os experimentos colocam em xeque o próprio conceito de que nossa consciência é a responsável por nossos atos. Vale a pena entender como estes experimentos foram feitos.

O voluntário é colocado na frente de uma tela de computador onde aparece somente uma das letras do alfabeto, escolhida de maneira aleatória. A letra é trocada a cada meio segundo. O voluntário coloca a mão esquerda sobre um botão (o copo de água) e a mão direita sobre outro botão (o copo de vinho). A instrução é simples. O voluntário observa as letras por quanto tempo quiser até decidir apertar o botão esquerdo ou o direito. Mas quando ele decidir, deve apertar o botão imediatamente e memorizar a letra que estava na tela. Quando ele aperta o botão, a tela deixa de trocar as letras e as últimas três letras mostradas antes dele apertar o botão são apresentadas. Ele deve escolher a letra que estava na tela quando decidiu qual botão iria apertar. Como o tempo entre decidir e apertar o botão é de menos de meio segundo, a letra escolhida é quase sempre a mostrada meio segundo antes do botão ter sido apertado.

Mas tudo isto é feito com o voluntário dentro de uma máquina de ressonância magnética capaz de medir a atividade cerebral de cada milímetro cúbico do cérebro do voluntário a cada meio segundo. Desta maneira os cientistas conseguem saber o que está ocorrendo em cada pedaço do cérebro, a cada meio segundo, nos 10 segundos anteriores à pessoa decidir apertar um dos botões.

Analisando o padrão de atividade do cérebro nos 10 segundos anteriores à pessoa decidir apertar o botão, e comparando a atividade do cérebro, os cientistas descobriram áreas do cérebro em que a atividade era diferente dependendo de que botão a pessoa escolheria. Agora, analisando somente estas áreas nos segundos que antecediam a decisão, um computador é capaz de, antes da pessoa decidir que botão vai apertar, prever o botão que ela irá apertar.

Quase sete segundo antes da pessoa apertar um dos botões é possível saber com 60% de certeza qual botão ela vai escolher. Dois segundos antes é possível saber com 90% de segurança que botão vai ser escolhido. Isso demonstra que existe um intervalo de tempo em que o cérebro já decidiu, mas a decisão tomada ainda não surgiu no nosso pensamento consciente.

Pode parecer estranho, mas na realidade existe um número enorme de decisões que nosso cérebro toma e executa sem informar nossa consciência. Quando decidimos caminhar, a decisão de caminhar é consciente, mas logo em seguido nosso cérebro assume o controle e coordena a ação de dezenas de músculos nas pernas e braços que garantem que um passo seja seguido de outro. Quando lemos um texto não temos consciência de como o cérebro comanda o movimento dos olhos. Na verdade, a decisão de tomar água ou vinho também é tomada de forma inconsciente e somente depois surge na consciência, criando a ilusão de que estamos decidindo.

Atualmente ninguém duvida deste resultado empírico, mas filósofos e cientistas estão envolvidos em uma ferrenha discussão sobre o significado desta descoberta. Será que ela implica que a liberdade de decisão não existe? Ou será que decidimos livremente, mas de forma inconsciente, utilizando dados de nossa experiência? O mais interessante é que esta descoberta confirma uma das hipóteses mais queridas de Sigmund Freud, de que parte de nossas ações é controlada pelo inconsciente.

Fonte Estadão