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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Portugal: Médicos com Contrato Individual de Trabalho garantem que proposta de OE vai criar "mais divisões no sector"

Os médicos com Contrato Individual de Trabalho (CIT) que ameaçam deixar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) por causa da proposta do Orçamento de Estado garantem que, se a mesma avançar, vai fomentar “mais divisões no sector”.

Em causa está o artigo 27º da proposta do Orçamento do Estado para 2012, o qual prevê que os novos CIT sejam equiparados aos da Função Pública.

“Trata-se de uma medida discriminatória para um grupo delimitado de profissionais e que provoca a desqualificação implícita de especialistas com vários anos de experiência”, lê-se no documento saído de um primeiro encontro destes profissionais, realizado na passada sexta-feira.

Estes profissionais - que criaram um grupo denominado CITUnidos, que conta já com 1.800 seguidores numa rede social – defendem “uma carreira única”.

Fontes deste movimento disseram à Agência Lusa que, se a proposta avançar, além das disparidades entre os actuais CIT e a Função Pública, será criada uma outra, com os novos CIT que irão “ganhar o mesmo que um enfermeiro”.

“Os novos CIT vão ganhar o mesmo que um enfermeiro”, pois ganharão “o mesmo que os da Função Pública, mas sem progressão de carreira”, lê-se no documento.

Segundo estes clínicos, “trata-se de uma medida discriminatória para um grupo delimitado de profissionais e provoca a desqualificação implícita de especialistas com vários anos de experiência”.

Os CITUnidos defendem “a aplicação de uma carreira médica única baseada na progressão e no mérito profissional”.

“A integração nessa carreira deverá ser objecto de uma regulamentação que tenha em conta as competências já adquiridas”, afirmam.

O movimento está a elaborar cartas e vai solicitar audiências com os sindicatos dos médicos, bem como uma audiência à tutela.

Fonte Destak

Triagem de HIV para adolescentes sexualmente activos

Triagem de HIV para adolescentes sexualmente activos | © DR
Todos os adolescentes sexualmente activos devem fazer o rastreio de HIV, disse a Academia Americana de Pediatria nesta segunda-feira numa nova declaração que amplia recomendações anteriores.

E em zonas com maiores taxas de infecção, todos os adolescentes com mais de 16 devem ser testados, acrescentou o grupo no seu comunicado.

Mais de 1,1 milhões de americanos estão infectados com o HIV, e 55.000 deles têm entre 13 e 24 anos de idade.

"Quarenta e oito por cento dos jovens que estão infectados não sabem que estão", disse o Dr. Jaime Martinez, da Universidade de Illinois em Chicago, que ajudou a escrever o novo relatório, publicado na revista Pediatrics.

"É importante perceber que aqueles que não sabem que estão infectados alastram a epidemia", disse à Reuters Health.

O HIV geralmente passa a Sida, na ausência de tratamento, mas novas drogas podem evitar que isso aconteça por muitos anos. E sabendo que está infectado também pode ajudar a diminuir a transmissão da doença para outras pessoas - um benefício que não é visto com o rastreio do cancro, por exemplo.

Hoje, muitos médicos oferecem apenas testes para pacientes que considerem em situação de risco, como prostitutas, viciados em drogas e homossexuais. Mas desde 2006, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças pediu a todos com mais de 13 para obter um teste de HIV, independentemente de factores de risco em áreas com muitos casos não diagnosticados.

A nova declaração é um pouco mais conservadora, disse Martinez, já que para pediatras pode ser desconfortável ter de testar adolescentes mais jovens. Ele acrescentou que no 12 º ano, mais de 60 por cento dos adolescentes dizem que são sexualmente activos - e que muitas vezes eles estão fazendo sexo sob influência.

Um teste de HIV custa cerca de $14(cerca de 10€), de acordo com Martinez, e é fiável mais de 99 por cento das vezes. Regra geral, menos de um por cento dos testes são alarme falso.

Martinez reconheceu que algumas pessoas podem ser tratadas sem abrigar o vírus, mas acrescentou que, mesmo se o primeiro teste for positivo, ainda precisa ser confirmado por um segundo antes de um diagnóstico ser feito - assim a probabilidade de tratar alguém por engano é muito reduzida.

"Espero que os pediatras se sintam confortáveis ao oferecer este teste", disse ele.

Mas nem todos os especialistas estão convencidos de que fazer uma triagem geral é o caminho certo.

Na semana passada, um grande estudo de hospitais franceses mostrou que mais de 1.000 adultos precisam ser testadas para o HIV para encontrar apenas uma nova infecção, fazendo com que os pesquisadores questionem os exames de rotina (ver artigo de 24 de Outubro de 2011 da Reuters Saúde).

O governo apoiado pelos EUA Preventive Services Task Force não faz recomendações ao público em geral sobre o exame HIV, embora obrigue grupos de alto risco a serem testados.

Dr. Jason Haukoos do Denver Medical Center está entre os críticos dos programas de rastreio.

"Há evidências razoáveis para apoiar triagem, mas não é claro qual será a melhor abordagem ", disse à Reuters Health.

Por exemplo, disse ele, ainda há dúvidas sobre o consentimento e a divulgação quando se trata de crianças. E não é claro quem pagaria para a triagem extra.

"A grande questão aqui é, não sabemos se é rentável", disse Haukoos.

Fonte Destak

Portugueses poderão ser mais predispostos a ter Parkinson

Os portugueses têm caraterísticas genéticas que podem potenciar a doença de Parkinson, segundo um estudo epidemiológico da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson que estará hoje em debate no Congresso de Neurologia, em Lisboa.

O congresso, da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Neurologia, decorre até domingo e tem com o tema é “O cérebro e os sentidos”, uma vez que se tem registado em Portugal um aumento das doenças neurodegenerativas explicado pelo crescente envelhecimento da população.

De acordo com o comunicado da organização, em destaque durante os dias de trabalho vão estar doenças como a epilepsia, as demências e a doença de Parkinson, sendo que esta última estima-se que afete cerca de 20 mil portugueses.

Segundo a organização, há necessidade de conhecer mais sobre a forma como esta patologia afeta os doentes portugueses pelo que está em curso um estudo epidemiológico promovido pela Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, Direção-geral de Saúde e médicos de vários hospitais portugueses, que já revelou dados preocupantes.

“Para já sabe-se que os portugueses têm algumas caraterísticas genéticas que poderão potenciar a doença”, revela o estudo.

De acordo com o coordenador da comissão científica, Joaquim Ferreira, está em causa uma “mutação que é a mais frequente em qualquer doença degenerativa e que está muito presente em Portugal”.

O mesmo especialista explica que se for possível “identificar as pessoas em risco através da mutação, então estas poderão ser as primeiras a beneficiar de medicação ou a participar em ensaios clínicos de novos fármacos”.

Durante o congresso vai também ser apresentado um estudo sobre como a diminuição do olfato pode ser um sintoma da Parkinson ou de outras doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer.

No que diz respeito à epilepsia, a Sociedade Portuguesa de Neurologia diz-se preocupada com a possibilidade de alguns medicamentos antiepiléticos virem a ser substituídos por genéricos porque estes “têm uma variação do componente ativo que vai dos 80 aos 120 por cento, o que pode ser suficiente para descompensar um doente epolético”.

Para o encerramento do congresso está marcado um Curso de Demências dirigido aos internos da especialidade.

Fonte Destak

Portugal: 7 em cada 10 crianças usam mochilas escolares com excesso de peso

Um estudo realizado numa escola de Lisboa concluiu que quase sete em cada 10 crianças entre os seis e os 13 anos usam mochilas com excesso de peso, suportando uma carga acima de 12 por cento(%) do seu peso corporal.

A análise da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, que abrangeu 630 alunos do 1º e 2º ciclos de ensino da escola D. Filipa de Lencastre, mostra que são os alunos do 5º ano os que mais peso transportam às costas.

Neste nível de ensino, os alunos transportam em média mochilas que representam 13,5% do seu peso.

“Pode ser explicado por ser um ano de transição, em que as crianças são confrontadas pela primeira vez com várias disciplinas, o que obriga a uma gestão de material a que não estão habituadas”, admite o estudo, a que a Lusa teve acesso.

A nível mundial, os estudos indicam que a carga das mochilas é de 20% do peso do corpo dos estudantes.

Apesar de a relação entre o peso da mochila e o do aluno ser inferior nesta análise portuguesa, a prevalência de crianças que transportam peso em excesso é superior à de outros países.

“A prevalência global dos alunos com excesso de peso na mochila escolar foi de 68,4%. A média da relação peso da mochila/do aluno foi de 12,3%, tendo-se verificado em todos os anos escolares uma média superior a 10%, valor a partir do qual se considera excesso de peso”, resume a conclusão do estudo, elaborado por E. Andrade, V. Borges, G. Cardoso, A. Henriques, M. Mira, T. Yan e coordenado pelo professor e pediatra Mário Cordeiro.

Segundo estes dados, estas crianças de seis anos estão a transportar às costas cerca de 2,5 quilos, tendo em conta que pesarão em média 20 quilos. No caso dos mais velhos, aos 12 anos podem estar a carregar mais de quatro quilos diariamente.

Dizem os autores que o excesso de peso das mochilas é um problema que requer que se estabeleçam recomendações, programas de educação ou legislação, com o objetivo de “prevenir consequências negativas para a saúde e para o desenvolvimento das crianças”.

Além da pesagem individual, os investigadores também realizaram questionários às crianças e aferiram a perceção de cada uma sobre o peso que transportam. Assim, 38% afirmam que ficam cansadas e 27% relatam dores depois de as usarem.

Contudo, 38% dizem que a carga transportada é confortável e 27% referem mesmo que é leve.

A esmagadora maioria dos alunos analisados usa uma mochila de levar às costas e apenas 13% opta pelas de rodinhas (ou tróleis).

A justificação desta escolha, segundo as crianças, é que as mochilas com rodas não dão jeito para subir escadas, andar ou usar transportes públicos. No entanto, os autores admitem que estas mochilas possam ser consideradas infantis e existir uma influência do grupo a que as crianças pertencem para a sua rejeição.

É ainda sublinhado o facto de este grupo de 630 crianças pertencerem a um agrupamento escolar que já tem medidas para reduzir o peso das mochilas, como a possibilidade de alugar cacifos ou de deixar o material escolar nas salas de aula.

Os investigadores recomendam que, além de medidas tomadas por parte da escola, a diminuição do peso das mochilas escolares exige uma atitude suplementar por parte dos estudantes, pais e professores e, também, dos fabricantes de materiais e manuais escolares, nomeadamente através do fabrico de livros com material mais leve.

“Consideramos útil este assunto ser debatido entre os professores e os pais”, refere a análise, acrescentado que as escolas deem a conhecer aos alunos as consequências do transporte de excesso de peso.

As escolas deveriam ainda providenciar cacifos, armários ou secretárias com arrumação e incentivar o seu uso.

Um papel poderão também ter os profissionais de saúde, que nas consultas de vigilância ou nos atos de vacinação devem recordar o assunto, defendem.

Fonte Destak


Prefeitura Municipal e Câmara de São José do Rio Claro - MT

A Prefeitura Municipal e a Câmara de São José do Rio Claro, Mato Grosso, realizam concurso para provimento de vagas.

Inscrições:
Até 11 de novembro, no Procon - Rua São Francisco, nº 412, bairro Novo Horizonte, São José do Rio Claro.

Valor:
De R$ 40,00 a R$ 100,00.

Remuneração:
De R$ 580,97 a R$ 2.200,22.

Cargos:
Superior - Auditor de Controle Interno, Contador, Engenheiro Civil, Professor e Psicólogo.
Médio - Auxiliar Administrativo, Auxiliar Administrativo Educação, Auxiliar de Consultório Dentário, Auxiliar de Contabilidade, Auxiliar de Enfermagem, Recepcionista e Técnico Higiene Dental.
Fundamental - Cozinheiro, Mecânico, Mecânico de Máquinas Pesadas, Motorista de Veículos de Transporte Escolar, Operador de Máquina, Operador de Máquina (Trator Esteira), Pedreiro, Torneiro Mecânico, Auxiliar de Serviços Gerais, Motorista e Vigia.

Provas:
Provas objetivas: 11 de dezembro.
Haverá provas práticas para Mecânico, Mecânico de Máquinas Pesadas, Operador de Máquina, Operador de Máquina (Trator de Esteira), Pedreiro, Torneiro Mecânico, Motorista de Veiculo de Transporte Escolar CNH "D" e Motorista.