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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mais filhos, não!


Tomas Beatie, de 37 anos, nasceu mulher, e manteve os órgãos reprodutivos ao mudar de sexo. Chocou o mundo em 2007 ao tornar-se o primeiro homem grávido... Nestes últimos quatro anos teve três filhos, mas agora, declarou, basta!

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Brincar na rua reduz risco de miopia nas crianças

Para grandes males, por vezes não são necessários grandes remédios. É que, revela um estudo científico, o tempo que as crianças passam em brincadeiras ao ar livre pode ajudar a prevenir problemas de visão, como a miopia.

 Foi um hábito que a modernidade quase condenou. Mas é o regresso a um passado onde a rua era o espaço de eleição para as brincadeiras das crianças que defendeu um grupo de especialistas na reunião anual da Academia Americana de Oftalmologia, que se realizou durante a semana passada, na Florida. É que, consideram os médicos, mais tempo passado fora de casa está associado a uma redução do risco de miopia nas crianças e adolescentes.

Uma análise de oito estudos oftalmológicos recentes, que associam o tempo passado fora de casa e a miopia, em que participaram 10 400 jovens, comprovou que uma maior exposição à luz natural e que o tempo despendido a olhar para objectos mais distantes são factores a ter em conta na manutenção da saúde visual. E sobretudo importantes para afastar o fantasma da miopia, uma doença que afecta cerca de dois milhões de portugueses, muitos dos quais crianças.

Segundo Justin Sherwin, da Universidade de Cambridge, líder do grupo que levou a cabo a investigação, por cada hora adicional que os mais novos passam fora de casa todas as semanas, o risco de miopia cai cerca de 2%.

Apesar de não serem claras as razões, tudo indica que, mais do que realizar uma tarefa específica, é o simples facto de estar fora de casa que pode fazer a diferença. «Aumentar o tempo que as crianças passam na rua pode ser uma medida simples e sem grandes custos, mas com benefícios importantes para a visão e para a saúde em geral», referiu Anthony Khawaja, investigador da mesma universidade, a quem esteve a cargo a apresentação do estudo.

É, no entanto, ressalvou o médico, necessário mais trabalhos e mais informações, «que ajudarão a determinar quais os factores mais importantes: se o aumento da visão ao longe, se o uso reduzido da visão ao perto, se a exposição à luz natural ou se é a actividade física desenvolvida».

Fonte Destak

Portugal: Mesmo pouco álcool aumenta risco de cancro da mama

O consumo de três a seis copos de vinho por semana aumenta em 15 por cento o risco de cancro da mama, segundo um estudo cujos resultados são hoje divulgados no Journal of the American Medical Association (JAMA).
 
As mulheres que bebem mais, por exemplo, de uma média de dois copos de vinho por dia, veem esse risco aumentar para 51 por cento, em relação àquelas que nunca ingerem álcool.

Os investigadores constataram igualmente que consumir álcool entre os 18 e os 40 anos aumenta o risco de cancro mamário. O risco persistirá mesmo que as mulheres reduzam o consumo de bebidas alcoólicas após os 40 anos.

Os casos de embriaguez, mesmo que sejam pouco frequentes, aumentam ainda mais o risco de cancro da mama, já tendo em conta a existência de um consumo regular de álcool.

Esta investigação foi realizada com 105.986 participantes que foram acompanhadas entre 1980 e 2008, precisam os autores do estudo publicado no JAMA com data de 02 de novembro.

O objetivo inicial da pesquisa era medir o risco de desenvolvimento de um cancro da mama com metástases.

Durante o período do estudo, 7690 casos desse tipo de cancro foram diagnosticados entre os participantes.

Apesar de o mecanismo exato desta correlação entre o consumo de álcool e o cancro da mama permanecer desconhecido, uma explicação possível poderá ser que se trata dos efeitos do álcool sobre o nível de estrogénio que circulam no sangue, salientam os autores do estudo.

Fonte Destak

Portugal: Médicos com Contrato Individual de Trabalho garantem que proposta de OE vai criar "mais divisões no sector"

Os médicos com Contrato Individual de Trabalho (CIT) que ameaçam deixar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) por causa da proposta do Orçamento de Estado garantem que, se a mesma avançar, vai fomentar “mais divisões no sector”.

Em causa está o artigo 27º da proposta do Orçamento do Estado para 2012, o qual prevê que os novos CIT sejam equiparados aos da Função Pública.

“Trata-se de uma medida discriminatória para um grupo delimitado de profissionais e que provoca a desqualificação implícita de especialistas com vários anos de experiência”, lê-se no documento saído de um primeiro encontro destes profissionais, realizado na passada sexta-feira.

Estes profissionais - que criaram um grupo denominado CITUnidos, que conta já com 1.800 seguidores numa rede social – defendem “uma carreira única”.

Fontes deste movimento disseram à Agência Lusa que, se a proposta avançar, além das disparidades entre os actuais CIT e a Função Pública, será criada uma outra, com os novos CIT que irão “ganhar o mesmo que um enfermeiro”.

“Os novos CIT vão ganhar o mesmo que um enfermeiro”, pois ganharão “o mesmo que os da Função Pública, mas sem progressão de carreira”, lê-se no documento.

Segundo estes clínicos, “trata-se de uma medida discriminatória para um grupo delimitado de profissionais e provoca a desqualificação implícita de especialistas com vários anos de experiência”.

Os CITUnidos defendem “a aplicação de uma carreira médica única baseada na progressão e no mérito profissional”.

“A integração nessa carreira deverá ser objecto de uma regulamentação que tenha em conta as competências já adquiridas”, afirmam.

O movimento está a elaborar cartas e vai solicitar audiências com os sindicatos dos médicos, bem como uma audiência à tutela.

Fonte Destak

Triagem de HIV para adolescentes sexualmente activos

Triagem de HIV para adolescentes sexualmente activos | © DR
Todos os adolescentes sexualmente activos devem fazer o rastreio de HIV, disse a Academia Americana de Pediatria nesta segunda-feira numa nova declaração que amplia recomendações anteriores.

E em zonas com maiores taxas de infecção, todos os adolescentes com mais de 16 devem ser testados, acrescentou o grupo no seu comunicado.

Mais de 1,1 milhões de americanos estão infectados com o HIV, e 55.000 deles têm entre 13 e 24 anos de idade.

"Quarenta e oito por cento dos jovens que estão infectados não sabem que estão", disse o Dr. Jaime Martinez, da Universidade de Illinois em Chicago, que ajudou a escrever o novo relatório, publicado na revista Pediatrics.

"É importante perceber que aqueles que não sabem que estão infectados alastram a epidemia", disse à Reuters Health.

O HIV geralmente passa a Sida, na ausência de tratamento, mas novas drogas podem evitar que isso aconteça por muitos anos. E sabendo que está infectado também pode ajudar a diminuir a transmissão da doença para outras pessoas - um benefício que não é visto com o rastreio do cancro, por exemplo.

Hoje, muitos médicos oferecem apenas testes para pacientes que considerem em situação de risco, como prostitutas, viciados em drogas e homossexuais. Mas desde 2006, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças pediu a todos com mais de 13 para obter um teste de HIV, independentemente de factores de risco em áreas com muitos casos não diagnosticados.

A nova declaração é um pouco mais conservadora, disse Martinez, já que para pediatras pode ser desconfortável ter de testar adolescentes mais jovens. Ele acrescentou que no 12 º ano, mais de 60 por cento dos adolescentes dizem que são sexualmente activos - e que muitas vezes eles estão fazendo sexo sob influência.

Um teste de HIV custa cerca de $14(cerca de 10€), de acordo com Martinez, e é fiável mais de 99 por cento das vezes. Regra geral, menos de um por cento dos testes são alarme falso.

Martinez reconheceu que algumas pessoas podem ser tratadas sem abrigar o vírus, mas acrescentou que, mesmo se o primeiro teste for positivo, ainda precisa ser confirmado por um segundo antes de um diagnóstico ser feito - assim a probabilidade de tratar alguém por engano é muito reduzida.

"Espero que os pediatras se sintam confortáveis ao oferecer este teste", disse ele.

Mas nem todos os especialistas estão convencidos de que fazer uma triagem geral é o caminho certo.

Na semana passada, um grande estudo de hospitais franceses mostrou que mais de 1.000 adultos precisam ser testadas para o HIV para encontrar apenas uma nova infecção, fazendo com que os pesquisadores questionem os exames de rotina (ver artigo de 24 de Outubro de 2011 da Reuters Saúde).

O governo apoiado pelos EUA Preventive Services Task Force não faz recomendações ao público em geral sobre o exame HIV, embora obrigue grupos de alto risco a serem testados.

Dr. Jason Haukoos do Denver Medical Center está entre os críticos dos programas de rastreio.

"Há evidências razoáveis para apoiar triagem, mas não é claro qual será a melhor abordagem ", disse à Reuters Health.

Por exemplo, disse ele, ainda há dúvidas sobre o consentimento e a divulgação quando se trata de crianças. E não é claro quem pagaria para a triagem extra.

"A grande questão aqui é, não sabemos se é rentável", disse Haukoos.

Fonte Destak