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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Seis dicas para emagrecer até o verão

Nutricionista recomenda dieta desintoxicante


A menos de dois meses do verão, a nutricionista Adriana Mikami garante que ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo para perder os quilos extras ganhos no inverno. Para chegar lá, nada de dietas radicais. A base é uma alimentação saudável e equilibrada, acompanhada de atividades físicas regulares.

De acordo com Adriana, o que pode ajudar a diminuir alguns quilos e enxugar medidas até o verão é apostar em um cardápio desintoxicante. Trata-se de uma dieta leve, que prioriza frutas, vegetais e líquidos, com o objetivo de eliminar as toxinas. No entanto, ela ressalta que a perda de peso varia de pessoa para pessoa, pois cada um tem um tipo de metabolismo.

— Alguns conseguem emagrecer com mais facilidade, já outros diminuem o peso de forma mais lenta. Por isso é importante fazer um acompanhamento nutricional, em que o profissional elabora um plano alimentar individualizado de acordo com o perfil de cada um, sem deixar de lado as suas preferências alimentares — reforça.

A nutricionista dá seis dicas para uma dieta desintoxicante, que deve ser feita por dois dias na semana. Confira:

1. Beba água
Como o verão está próximo e o calor tende a aumentar, é importante ficar atento quanto ao consumo de água. Tome no mínimo 1,5 litro de água pura, que ajuda a hidratar o organismo, eliminar inchaços (muito comuns no verão) e auxilia na eliminação de toxinas. Outros líquidos também são bem-vindos, como sucos de fruta, água de coco, chás (como chá verde, branco, hibisco, cavalinha, que são chás diuréticos e ajudam a combater a retenção de líquido). Mas é importante ressaltar que sucos e chás não substituem a água.

2. Invista em frutas e legumes
Inclua alimentos que ajudam na desintoxicação do organismo: melancia, melão, maçã, pera, abacaxi, kiwi, tomate, brócolis, arroz integral, couve, mel, gengibre, canela, berinjela, hortelã, salsão. Dê preferência às saladas de folhas frescas.

3. Evite industrializados
No dia que fizer a dieta desintoxicante, evite alimentos industrializados, carne vermelha, refrigerantes, café, frituras, embutidos, enlatados, doces e salgados de padaria, fast foods, bebidas alcoólicas, alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio.

4. Faça seis refeições
Faça de cinco a seis refeições, sendo que os lanches que intercalam as refeições principais devem ser leves, como frutas, gelatina, salada de fruta, castanhas, sucos. O importante é não ficar mais de três horas sem se alimentar.

5. Aposte em sucos
Prepare um suco desintoxicante batendo no liquidificador uma xícara de chá verde ou branco gelado, duas fatias de abacaxi, cinco folhas de hortelã e uma colher (sobremesa) de mel. Tome, de preferência, pela manhã, em jejum, ou no lanche.

6. Seja paciente
Tenha paciência e determinação. É melhor conquistar a boa forma gradualmente e conseguir mantê-la, do que emagrecer muito rápido e depois engordar tudo de novo.

Fonte Zero Hora

Portugal: Alunos com autismo sem terapias por "divergências financeiras"

Onze crianças com autismo, de uma escola de Leça da Palmeira, estão sem terapias desde Setembro, alegadamente devido a "divergências financeiras" entre Direcção Regional de Educação do Norte e Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

"O corte da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) entristece-me. Acho este caso escandaloso. Deram prioridade às actividades extracurriculares, como as artes plásticas, inglês, música e educação física, mas descuraram as terapias para as crianças autistas numa Unidade de Ensino Estruturado para alunos com Perturbação do Espectro do Autismo", declarou à Lusa Margarida Graça, mãe de uma menina de oito anos com autismo.

Margarida Graça lembra que as crianças com autismo praticamente "não falam" e "precisam ter terapia da fala e de ser ajudadas a atenuar os estereótipos".

A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) apoiou, durante um período de dois anos lectivos, crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo na Escola Básica da Viscondessa, em Santa Cruz do Bispo (Leça da Palmeira).

O trabalho desenvolvido foi "benéfico para ambas as partes" [alunos e associação], mas "divergências financeiras entre a APPDA e a DREN, levaram ao cancelamento das terapias da fala e ocupacional este ano lectivo", confirmou à Lusa a direcção da APPDA, acrescentando que o valor atribuído para o ano 2011/2012 era "incomportável para o bom funcionamento do projecto".

O director do agrupamento de escolas básicas de Leça da Palmeira, Jorge Sequeira, contou à Agência Lusa, por seu turno, que a anulação das terapias na Escola Básica da Viscondessa deve-se ao facto da APPDA ter "rescindido o contrato que tinha com a DREN no final de Setembro, princípio de Outubro".

Jorge Sequeira assegurou, todavia, que há esforços em curso para recolocar terapeutas naquela instituição escolar. "Neste momento, estão a decorrer as diligências necessárias por parte da DREN para se proceder à colocação dos terapeutas", acrescentou.

A Associação de Amigos do Autismo (AMA) informou também que os estudantes com autismo das Unidades de Ensino Estruturado do distrito de Viana do Castelo e Braga, designadamente em Barcelos e Esposende, não estão a ter o apoio de psicologia, terapia da fala e terapia ocupacional desde o início do ano lectivo.

"Este apoio deveria estar a ser dado pelos Centros de Recurso para a Inclusão (CRI), mas até à data este [apoio] ainda não iniciou", lê-se num comunicado enviado esta sexta-feira pela AMA à comunicação social. A Lusa contactou a DREN, mas não obteve qualquer resposta.

Fonte Correio da manhã

Portugal: INEM admite dificuldade em localizar alguns pedidos de socorro


Instituto reconhece que em algumas situações é "extremamente difícil" localizar as ocorrências

O Instituto Nacional de Emergência Médica estudou a dificuldade em localizar os pedidos de socorro e concluiu que, num mês, há mais de 600 telefonemas em que é difícil definir o local das ocorrências.

"Pela primeira vez na história do INEM foi criado um indicador de monitorização de desempenho e feito um estudo - realizado relativamente a Setembro deste ano - para procurar quantificar uma dificuldade desde sempre sentida pelos operadores", refere o instituto, numa nota enviada à agência Lusa.

Do levantamento feito em Setembro, o INEM diz que houve 643 casos, em mais de 90 mil chamadas, em que se sentiu necessidade de contactar o local para apurar dados mais detalhados para encaminhar os meios de socorro.

"Em causa estão 0,7% das chamadas recebidas", resume o INEM, mas assegurando que o socorro nunca foi posto em causa e que em todos os casos o meio necessário foi imediatamente accionado enquanto decorria a confirmação da morada.

O instituto reconhece que em algumas situações é "extremamente difícil" localizar as ocorrências e apela aos cidadãos para que facultem toda a informação solicitada pelos operadores e que indiquem a localização exacta, sempre que possível com indicação de pontos de referência.

Entre as causas para a dificuldade de localização está o facto de a chamada encaminhada pelo 112 não chegar ao INEM georreferenciada, o cidadão fornecer uma localização errada ou incompleta ou o operador do atendimento ter dificuldade em registar a informação.

Outro exemplo é a existência de freguesias ou localidades com o mesmo nome mas em concelhos diferentes.

Estes dados do INEM são apresentados depois de o Sindicato Nacional de Profissionais de Emergência Médica ter alertado para o que considera ser uma diminuição da qualidade do serviço prestado na sequência de modificações na forma de atendimento de chamadas do INEM.

O sindicato considerou também que os dados sobre a dificuldade de localização de chamadas são preocupantes e que decorrem dessa alteração, o que é negado pela direcção do instituto.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Tabaco mata mais mulheres

Todos os anos surgem quatro mil novos casos de cancro do pulmão, que mata cerca de 3500 pessoas por ano. Esta doença oncológica tem vindo a afectar cada vez mais mulheres porque há mais fumadoras, revela António Araújo, presidente da Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão (Pulmonale).

Segundo o médico, o consumo de tabaco está directamente relacionado com o cancro do pulmão. Por isso, defende o agravamento do preço do tabaco e a proibição total do consumo nos locais públicos.

O preço do tabaco e o medo do cancro do pulmão são, aliás, os principais motivos que levam as pessoas a deixar de fumar, segundo um estudo que envolveu 536 entrevistas, realizadas em Setembro e Outubro de 2010.

Um em cada três fumadores não está interessado em deixar de fumar e o número de pessoas que assumem querer continuar a fumar é maior no Alentejo e no Norte.

A Pulmonale vai, entretanto, criar consultas de cessação tabágica. A primeira será realizada ainda este mês no Instituto Português da Juventude, no Porto. Para alertar para os malefícios do tabaco e incidência do cancro do pulmão decorrem este mês acções de informação.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Anónimo paga mão de Tomás

Tomás, o menino de três anos, do Porto, que nasceu sem a mão esquerda, vai receber em breve uma prótese mioeléctrica oferecida por um anónimo. A campanha de tampinhas que estava a decorrer em nome do menino vai agora reverter para outras duas pessoas

"Apareceu alguém que vai pagar a mão ao Tomás. É uma pessoa que me contactou directamente, mas quer ficar no anonimato. A prótese será colocada em breve", contou ao CM Raquel Mendonça, mãe do Tomás.

O menino nasceu sem a mão esquerda e estava a ser acompanhado desde os seis meses na Clínica Padrão Ortopédico, em Matosinhos, onde colocava as próteses de plástico. Este ano foi lançada uma campanha de recolha de tampinhas para ajudar o menino a receber a mão mioeléctrica. "Custa cerca de 8 mil euros. Em Junho precisávamos de 20 toneladas de tampinhas. Com a mudança dos preços, em Agosto já eram precisas 46 toneladas. Eu já não sabia o que fazer, porque só tinha cinco toneladas", lembrou a mãe.

Com a prótese garantida, Raquel Mendonça decidiu ajudar Hélder, sete anos, de Santarém, e Mário Carneiro, 54 anos, de Santo Tirso, que precisam de cadeiras de rodas. "Tinha 3660 euros na conta corrente do Tomás. O Hélder precisa de 1600 euros e o Mário de 2000. Fica tudo resolvido", disse, feliz.

Fonte Correio da Manhã