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sábado, 5 de novembro de 2011

10 dicas para afastar a gordura trans em sua dieta

Nutricionistas listam medidas simples, como evitar frituras e escolher bem os congelados. Elas protegem o coração

As gorduras trans (GT) - um tipo específico de gordura formado pelo processo de hidrogenação natural ou industrial - estão presentes em alimentos, como carne e leite, além de alguns produtos industrializados.

Não é possível excluí-las totalmente da alimentação – embora em alimentos industrializados elas possam ser substituídas - porém nem sempre com um resultado satisfatório em relação à textura e ao sabor.

O consumo excessivo contribui para o aumento do colesterol total e do LDL (o colesterol ruim) e ainda promove a redução dos níveis de HDL (o colesterol bom), trazendo riscos para o coração e a saúde de forma geral.

Devido aos prejuízos que pode causar, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a redução de trans nos alimentos. Pelas orientações, não se deve consumir mais do que 2 gramas por dia.

“Elas foram substituídas por outros tipos de gorduras, mas nem sempre elas são mais saudáveis. A substituição pode ser feita, por exemplo, por uma gordura que tenha um nível alto de saturação e que pode ser tão prejudicial ao organismo quanto a GT, quando consumida em excesso”, alerta Maria Fernanda Elias, nutricionista, mestre em Saúde Pública e doutoranda em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP).

Alimentos com menos de 0,2 gramas de GT por porção podem ser rotulados como “livre de gordura trans”. “Eles ainda contém traços de GT, mas é uma quantidade que a Anvisa classifica como ‘não significativa’”, diz Maria Fernanda.

Para tornar mais fácil manter uma dieta saudável para o coração em casa, há anos, a Food and Drug Administration nos EUA exige que alimentos e bebidas listem as gorduras trans no rótulo de informação nutricional.

"É importante ler as informações nutricionais, bem como a lista de ingredientes. Fique atento a nomes como gordura hidrogenada, gordura parcialmente hidrogenada, gordura saturada e banha, consumindo com moderação estes tipos de alimentos”, diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora do Grupo Equilibrium, de São Paulo.

Aqui estão 10 sugestões para afastar os riscos da gordura trans de sua dieta.

1. Evite alimentos fritos

Frango, pastéis, salgadinhos e outras frituras carregam gordura trans e colesterol. Em vez de fritar, uma opção é usar a frigideira para “saltear” o alimento - método que pode ser considerado uma fritura com pouca gordura. Não se esqueça de usar óleos líquidos, como azeite ou óleo de canola e em quantidade adequada para manter as calorias sob controle.

2. Modere no fast food
As redes fast food têm fama de cardápios ricos em colesterol, mas muitas cadeias de restaurantes já oferecem opções saudáveis para o coração. Dica: procure alimentos frescos e evite frituras e molhos com muito queijo e condimentos. Opte por saladas, peixe ou frango grelhado, batata cozida. Além disso, pule as sobremesas fritas, biscoitos e tortas recheadas. “Evite os molhos muito calóricos, mas não precisa ter fobia de molhos. Um a base de azeite ou do tipo rose dão gosto às saladas, sem comprometer a saúde”, diz Cynthia.

3. Reduza o consumo de preparos de sobremesa
Misturas para bolos e doces podem ser convenientes, mas muitas têm quantidades de gorduras trans. Experimente fazer um bolo da forma tradicional, incorporando gorduras saudáveis e polvilhe açúcar de confeiteiro por cima em vez de glacê. “Use leite desnatado, óleos vegetais ao invés de manteiga. Outra dica é o iogurte natural desnatado ao invés de chantilly. Nas tortas doces, troque a ‘massa podre’ (que requer grandes quantidades de gordura) por massa feita com biscoitos ou cereais integrais”, sugere a nutricionista Maria Fernanda.

4. Atenção ao consumo de macarrão instantâneo e sopa em copo
São coringas em uma dieta de quem não tem muito tempo. Mas a grande quantidade de gorduras trans deve fazer você diminuí-los de seu dia a dia. A alternativa pode ser essa: faça uma panela grande de sopa no fim de semana, divida-a em porções individuais, congele e tenha várias refeições deliciosas e nutritivas.

5. Escolha cuidadosamente os congelados
Você não tem que evitar o corredor de comida congelada do supermercado. Só precisa fazer escolhas nutritivas. Por isso, leia os rótulos e escolha os alimentos mais próximos à sua forma natural e evite os que tenham gordura saturada, trans e colesterol. Faça um estoque de vegetais e frutas congeladas sem molhos para adicionar a cozidos, sopas, ensopados e smoothies. E procure fontes de proteína magra: escolha peixes que não sejam à milanesa.

6. Evite os doces recheados
Quando se trata de recheios pastosos – com ingredientes de origem animal (como leite, ovos) –, a melhor maneira de reduzir as gorduras é evitar esses alimentos. Boas opções são doces com grãos integrais, muffins de farelo de trigo ou frutas e iogurtes.

7. Reduza a quantidade de margarina
Durante anos, as pessoas acreditaram que a margarina era melhor do que a manteiga, que é rica em colesterol. Descobriram, então, gordura trans nas margarinas. Mas hoje o problema foi corrigido e você pode mantê-la em sua dieta – ou usar um creme vegetal. Fique atento apenas a quantidade a ser consumida.

“Ainda existe muita controvérsia a respeito dessas substituições. A margarina não contém colesterol, mas contém gorduras saturadas que também promovem o aumento do colesterol. Ou seja, o melhor é optar por aquele alimento que mais agrada em termos sensoriais e usá-lo em pouca quantidade para passar no pão (o mínimo possível). Costumamos recomendar ‘uma ponta de faca”, diz Maria Fernanda.

8. Não abuse de alimentos pré-prontos
Eles parecem tão fáceis de preparar... Mas aqueles pacotes de pães de queijo, pizza, massa, biscotinhos, tortinhas congeladas podem estar carregados de gorduras trans. Vá para as prateleiras de alimentos de grãos integrais. Ou, como no caso dos bolos, faça seu próprio alimento. “Quando preparamos os alimentos em casa, sempre é possível usar menor quantidade de gordura, optar pelos óleos vegetais e preferir ingredientes mais saudáveis, como farinhas integrais, leite desnatado, queijo branco, frutas e pouco açúcar”, reforça Maria Fernanda.

9. Atenção à pipoca de microondas
Pipoca pode fazer parte de uma dieta saudável para o coração, mas não quando é carregada de sal, colesterol alto, manteiga. “O excesso de sal na alimentação está diretamente associado a risco de hipertensão”, lembra Maria Fernanda. Prefira a pipoca “neutra” e adicione você mesmo o sal (pouco) ou outros temperos. Para pipoca doce, acrescente uma pequena quantidade de mel e canela.

10. Prefira café sem chantilly
É gostoso um creminho por sobre o café. Mas as gorduras estão ali boiando e podem contribuir para níveis elevados de colesterol. Se quiser dar uma suavizada no café, tente um pouquinho de leite desnatado ou apenas aquela espuminha de leite.

Fonte IG

"Ser Papai Noel é o melhor remédio", diz aposentado

Para a saúde não entrar em colapso, os Papais Noéis são orientados a malhar e a comer direito


Silvio perde 6kg, controla a pressão e gasta 500 calorias por dia como Papai Noel. Veja o treino (e os cuidados) para se tornar um

O início do mês de novembro coincide com o período em que Silvio Furtado, 66 anos, fica em dia com a saúde. Há 11 anos e sempre nesta época, o aposentado do Rio de Janeiro perde 6 quilos, em média, até o Natal, num treinamento que faz com que ele elimine 500 calorias diárias e, de quebra, controle a pressão alta.

Tudo isso porque ele deixa o sedentarismo que o acompanha ao longo de todo ano para fazer exercícios físicos, em uma jornada que começa às 10h e só termina às 22h. A tradicional dupla bermuda e camiseta é substituída pela pesada roupa de 15 quilos, confeccionada em veludo vermelho e branco, que compõe o personagem desempenhado nos shoppings e ruas fluminenses.

“Ser Papai Noel é o meu melhor remédio”, define Silvio Furtado. “Alcanço minha melhor forma física e tenho tanta satisfação pessoal que acabo ficando com a melhor saúde possível”, completa.

Alertas
Mas os hábitos de Furtado perpetuados pelos 12 meses entre o Ano Novo e as festas natalinas – são 120 quilos em 1,83 m de altura – não são “perdoados” por seu organismo só porque ele vira "o bom velhinho".

Assim como este papai noel, a maior parte dos candidatos ao posto já passou da casa dos 50 anos, tem um perfil rechonchudo e uma dieta desfavorável para a maratona de atividades físicas exigidas no período natalino. Isso pode fazer do posto, em vez de remédio, um veneno para o coração.

O caso do papai Noel de primeira viagem, Levy Celso de Araújo Pol é um exemplo. Ele poderia até prejudicar a própria saúde se continuasse com seu plano traçado sem nenhuma orientação especializada.

“Adoro a minha barriga, cultivada com muito doce, rodízio de pizza, churrasco e nada de exercício”, confessa.

“E para ser papai Noel, eu penso em reforçar as calorias para ficar ainda mais redondo. Arranco também os únicos quatro fios pretos que insistem em crescer na minha barba natural de 15 centímetros.“

Felizmente para ele, uma empresa especializada em treinamento de papai noel, já pensou em tudo.

"Tivemos alguns casos de desmaios e também problemas cardíacos entre os papais noéis. Pensando nisso, há dois anos, incluímos em nossa preparação de candidatos as aulas de ginástica e dicas de nutrição, que são atreladas ao curso de interpretação e dicção”, afirma o diretor da Escola Nacional de Papai Noel, Limachem Cherem, que desde 1993, já formou 400 papais noeis, “exportados” para os shoppings, lojas e ruas de todo o País.

Segundo Cherem, os candidatos que chegam à escola, em geral, estão obesos e sem preparo para aguentar a jornada puxada de receber crianças, fazer interpretações, subir e descer escadas e ficar muito tempo em pé “tudo isso com os termômetros na casa dos 40 graus, típicos dos meses de dezembro e janeiro”.

Esse conjunto de fatores pode fazer com que os participantes entrem em colapso. O perigo também é estendido aos homens de mesma faixa etária, perfil físico e rotina alimentar que tentam, em um curto espaço de tempo, entrar em forma para o verão.

“Por isso, o ideal é que eles percam peso, tenham uma alimentação leve, com muita salada e legume, sem esquecer da hidratação contínua. A garrafinha de água precisa ser uma companheira”, complementa o diretor.

Os ensinamentos dados durante a “malhação natalina” até mudaram – levemente – os pensamentos do glutão Levy Pol, de 54 anos.

Depois de malhar na academia com outros colegas que também vão receber cartinhas e pedidos de crianças, ele disparou:

“Este ano, pela primeira vez, eu vou usar as roupas pesadas de papai Noel, porque antes eu fazia as minhas, com cetim mesmo. Por isso estou mais atento. Não quero perder o Natal e preciso ficar em dia com a saúde”, diz ele em cima dos seus 108 quilos, distribuídos em 1,68 de altura.

Espelho
Para este Natal, 40 homens com mais de 50 anos – além de Furtado e Pol – estão matriculados na Escola de Papai Noel e reúnem algumas características que são espelho deste recorte populacional brasileiro.

De acordo com o levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em entrevistas com 57 mil pessoas acima dos 50 anos, 63% têm o peso em desacordo com a altura, 78% consomem frutas e verduras em quantidades inferiores ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 15,9% bebem refrigerante cinco ou mais dias por semana e três em 10 são fumantes. Além disso, 53% são hipertensos e 22,7 têm diabetes.

Este retrato impulsiona os cardiologistas a recomendarem parcimônia antes de começar uma jornada de atividades físicas tão puxada como é a de um papai Noel (mesma cautela vale para quem vai começar qualquer outro exercício, como um futebol na praia).

A orientação é primeiro consultar o médico para que seja investigado se não há nenhuma condição de saúde desconhecida que pode culminar em infarto ou qualquer outra pane cardíaca. Reavaliar hábitos alimentares também é necessário, com prioridade para as comidas mais leves.

Fonte IG

Preconceito sexual atrapalha luta contra o câncer de mama

Mulher ignora a vida sexual e deixa de ir ao ginecologista bem quando mais precisa

A luta contra o câncer de mama está sendo prejudicada por um preconceito sexual. Conforme as mulheres vão envelhecendo, elas vão trocando as consultas com ginecologistas pelo atendimento dos clínico-gerais. E isso pode comprometer o diagnóstico precoce de tumores.

“É um preconceito porque a mulher se julga incapaz de exercitar sua sexualidade ao ficar mais velha”, afirma Nilcéa Freire, ministra de estado chefe da secretaria de Políticas para Mulheres.

Entre os 16 e 24 anos, quando a vida sexual está começando, cerca de 70% delas consultam o ginecologista ao menos uma vez por ano. O índice fica ainda mais alto (85%) em mulheres entre 25 e 34 anos, mas despenca para 56% a partir dos 60 anos.

“É justamente neste momento que elas mais precisam, porque o risco de câncer de mama aumenta com a idade”, afirma a mastologista Rita Dardes, diretora-médica do Instituto Avon.

Os números acima fazem parte de uma pesquisa conjunta entre Instituto Avon e o instituto de pesquisas Ipsos sobre as percepções femininas em relação ao câncer de mama, realizada com mil mulheres de 70 cidades brasileiras, entre 30 de julho e 11 de agosto deste ano.

Junto com a divulgação da pesquisa foi inaugurada uma exposição de fotos de pacientes, familiares e especialistas envolvidos na doença. A exposição ficará à mostra no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073) até 8 de outubro.

Por que ir ao médico?
Apesar de ser responsabilidade de qualquer médico, o ginecologista costuma estar mais preparado para diagnosticar o câncer de mama. Ele deve manter em dia o controle por mamografia, exame mais indicado para o diagnóstico precoce.

A mamografia deve ser feita a cada dois anos, a partir dos 40 anos. Mas a pesquisa revela que apenas 40% deste grupo faz o exame com regularidade. “As chances de cura são de 95% para quem detecta o tumor no início. E a mamografia consegue identificar o câncer com até 0,3cm, por isso é o padrão-ouro, o mais indicado e importante exame”, afirma Rita.

Exame clínico x autoexame
Outra opção é o exame clínico, realizado por médicos e profissionais de saúde treinados para notar pequenas anomalias no seio. “No autoexame, a mulher só detecta tumores de 2,5cm, mas no exame clínico são diagnosticados cânceres menores, com 1cm”, compara a mastologista.

A pesquisa revela que 79% das mulheres com planos de saúde recebem o exame clínico, enquanto o número cai para 63% no caso de pacientes do SUS.

E a prevenção
A luta contra o câncer de mama costuma estar focada no diagnóstico rápido e precoce porque a prevenção é mais difícil de ser garantida. “Basta ser mulher para poder vir a ter câncer de mama”, explica Rita.

Até existem atitudes que favorecem a prevenção, como evitar tabagismo e sedentarismo, não exagerar nas bebidas alcoólicas e ingerir poucos alimentos gordurosos. Mas outros fatores não podem ser modificados. São eles: menarca precoce, não ter filhos, ter a mama densa e repleta de glândulas, histórico familiar e menopausa tardia.

Mas esses fatores podem levar as mulheres a uma conclusão equivocada sobre a doença. “Em cerca de 70% dos casos não há nenhum fator de risco”, diz Rita. Contudo, muitas acreditam estar, de certa forma, imunes à doença porque não possuem histórico familiar.

“Essa é a crença de 22% das entrevistas, mas é uma crença errada. Em 90% dos casos não há histórico familiar”, destaca a mastologista.

Medo da doença
A pesquisa revela ainda que 60% das entrevistadas consideram o câncer como a pior doença que alguém possa ter e 54% já sabem que os tumores de mama são os que mais matam mulheres no País.

Apesar disso, em 80% dos casos, elas acreditam que a doença tenha cura. Algo difícil de acontecer quando o tumor é diagnosticado tardiamente – como ocorre em 60% dos casos. “Por isso que 11 mil mulheres morrem por ano da doença”, ressalta Rita.

Saúde no topo da lista
Saúde foi considerada a principal preocupação para 53% das mulheres. Quando colocadas todas as preocupações, e não apenas a principal, a saúde foi citada por 97% das entrevistadas.

Em seguida, aparecem educação (93%), segurança (92%) e desigualdade social (76%). A grande maioria das mulheres (80%) se considera saudável e, para isso, a maioria (85%) diz adotar uma alimentação saudável. Não fumar (83%) e beber apenas socialmente (29%) são outras

Fonte IG

A menopausa, o medo e o câncer de mama

Em pacientes mais velhas, a proteção hormonal pode ser anulada pela procura tardia por tratamento

O diagnóstico precoce, de qualquer doença, sempre é considerado um ponto positivo pelos médicos, pois aproxima as chances de cura e aumenta as opções de tratamento. Esta importante ferramenta da medicina é ameaçada por uma filosofia partilhada pelas mulheres que seguem a linha do “quem procura acha”.

Para a população feminina que já passou dos 65 anos, este jeito de encarar o autocuidado pode fazer com que a classificação “amena”, recorrentemente dada ao câncer de mama nesta faixa-etária, dê lugar ao rótulo perigoso para o tumor maligno na região.

“Quanto mais idade tiver a paciente, menores são os índices totais de câncer agressivos, até por influências dos hormônios, fase típica da menopausa”, explica o mastologista do Hospital Albert Einstein, Sérgio Simon, que é presidente do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama. Mas esta vantagem etária é anulada caso a procura pelo tratamento especializado seja tardia.

Esta ainda é uma realidade brasileira, pois apesar da maioria dos casos deste tipo de câncer estar concentrada na faixa etária acima dos 50 anos, mais da metade dos 50 mil diagnósticos anuais da doença é feita em fase avançada. O índice de mortalidade da doença, de acordo com Federação Nacional das Associações de Câncer de Mama (Femama) é de 25%, dez pontos a mais do que a taxa de óbitos norte-americana.

Os especialistas afirmam que, além das senhoras se preocuparem menos com a região das mamas – até por mudanças na vida sexual – as pacientes temem fazer os exames preventivos justamente por medo dos resultados.

Outro fator que ameaça os índices de cura para as mulheres mais velhas com câncer de mama é a obesidade, em ascensão no universo feminino . Segundo o mastologista da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Roberto Gomes, é a menor dosagem de estrogênio, típica nesta faixa-etária, que faz com que as neoplasias nas mamas sejam menos agressivas em pacientes com mais de 65 anos. “O problema é que a mulher obesa, não importa a idade, apresenta maior concentração deste hormônio.”

Um levantamento feito pelo Instituto Nacional do câncer (Inca) mostra que só o controle do peso já evitaria 28% dos casos de câncer de mama.

Fonte IG

Câncer de mama: tratamento deve começar até 3 meses após diagnóstico

Além do tratamento mais ágil, Inca quer que a mulher com câncer seja tratada por equipe com psicólogo e nutricionista

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou sete novas recomendações para o controle do câncer de mama no país. Uma delas é que o início do tratamento ocorra em três meses e que os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia, comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia deve ser feita em 120 dias.

As orientações complementam as lançadas no ano passado, que eram focadas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao tratamento de mulheres que já tenham tumores.

“Essas recomendações são importantes porque podem ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.

Ele lembrou, durante o lançamento, que o câncer de mama é o tumor que mais mata a população feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12 mil mulheres a cada ano.

O técnico do Inca acrescentou que a lista também traz recomendações sobre o acolhimento das pacientes. O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta; e que receba cuidados em um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.

“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas mulheres”, ressaltou. Ele lembrou que as recomendações não têm força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado pela sociedade.

A lista com todas as recomendações está disponível no site do Inca. O documento impresso também será encaminhado às secretarias de Saúde dos estados e municípios.

Para ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde vai investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões.

Os recursos serão usados, entre outras iniciativas, na implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia e na implantação de 32 serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.

Fonte IG