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domingo, 6 de novembro de 2011

Para deixar de fumar

Drauzio Varella está próximo de sua maior conquista. Vem se empenhando em uma grande campanha de mobilização popular para que fumantes deixem o vício. Uma semana antes de Lula ser diagnosticado com tumor na laringe – do qual o tabagismo é fator de risco –, o médico recebeu a coluna para falar sobre seu novo quadro no Fantástico, Brasil sem Cigarro. A estreia, domingo, acompanhará alguns personagens que querem parar.

A coluna voltou a falar com Drauzio assim que o câncer do ex-presidente foi diagnosticado. Sua opinião? “Não comento casos de pacientes tratados por outros médicos. Acho antiético.”

Por que uma campanha dessas agora?
Já conseguimos muito no Brasil. Baixamos o índice de fumantes, que era de 60% dos adultos acima de 15 anos na década de 60, para 16%. Fuma-se menos aqui do que nos EUA e em muitos países da Europa. E até o fumante que jura que não quer parar, na realidade quer, sim. Ele sabe que precisa deixar o vício. Comigo foi assim durante 19 anos.

E como decidiu parar?
Um dia, pensei: “Não tem mais cabimento fumar”. Nunca mais coloquei um cigarro na boca.

E o álcool?
O problema do cigarro é pior. A droga fumada é compulsiva. Não existem 16% de adultos alcoólatras no Brasil. O problema é grave, tem custo social alto, mas quem bebe com controle não é alcoólatra. Na outra mão, todos os fumantes são, necessariamente, dependentes de nicotina.

E os que dizem “não fumo mais, é só um cigarrinho de vez em quando”?
Isso não existe, porque ninguém se cura da dependência química. Quando para de fumar, vira ex-fumante. Mas a vontade sempre existirá.

Ex-fumantes reclamam muito de sonhar que estão fumando.
É um sonho recorrente. O alcoólatra também sonha que está tomando uma cerveja, caipirinha. Eu já sonhei que estava fumando. E acordei assustado.

Como deixar o vício?
É essencial estabelecer uma data, porque todo ex-fumante se lembra de quando parou. Nós escolhemos o dia 13 de novembro. Também é importante ter um pouco de controle sobre o próprio corpo. Comece cortando o número de cigarros pela metade. Depois, atrase, em duas horas, o primeiro cigarro do dia. Assim, o fumante começa a perceber que pode mandar no cigarro. Se consegue ficar duas horas sem fumar de manhã, por que não tentar um dia inteiro?

Quais os medos do fumante?
Toda droga destrói o caráter do sujeito. Ele acha que não vai conseguir. Então, um grande medo é lidar com a ansiedade provocada pela crise de abstinência. Existe o medo de engordar, de perder a concentração. Ele quer parar de fumar e continuar feliz. Isso não existe. O organismo vai pedir o cigarro. A nicotina não vem sozinha, mas com quatro mil compostos diferentes. E a uma temperatura altíssima. Vai parar nos brônquios e alvéolos. E toda aquela fuligem não tem por onde sair.

Fonte Estadão

Água livre para todos!





Uma amiga minha me recomendou esse vídeo e eu achei sensacional, então repasso a recomendação a todos aqui no blog.

Água engarrafada é algo que sempre me incomodou. Eu cresci em São Paulo bebendo água da torneira filtrada em filtro de barro. E nunca tive qualquer problema com isso. Depois, entre os 16 e 23 anos, vivi nos Estados Unidos, bebendo água direto da torneira, tanto em casa quanto em restaurantes. Até que um dia, de lá para cá, de volta ao Brasil, me dei conta de que todo mundo, inclusive eu, meu pai e minha mãe, estava bebendo água mineral engarrafada, comprada no supermercado. Mesmo sem entender muito bem como isso aconteceu, felizmente eu acordei, comprei um filtro simples de parede e voltei a beber água da torneira. Mais uma vez, sem problema nenhum.

Água é um elemento absolutamente essencial à vida. Sem água você morre, ponto, muito mais rápido do que sem comida. A única coisa que mata mais rápido do que ficar sem água é ficar sem ar. E portanto, se há uma coisa que deveria ser garantida e gratuita para todo ser humano, é água. Se você acha que seria um absurdo pagar para respirar, pense bem … pagar para beber é tão absurdo quanto. Imagine só!

Não sei como as pessoas têm coragem de pagar R$ 3, R$4, até R$ 5 por uma garrafinha de água num restaurante. Se fosse uma garrafa de 1 litro, pelo menos, ainda vá lá. Mas as que servem hoje em dia mal dá para encher um copo de requeijão. A comparação que fazem no vídeo é ótima: você pagaria R$ 2 mil por um sanduíche? Claro que não! Seria um absurdo! … Pois então, R$ 4 pode parecer pouco no seu bolso, mas se você pensar que a água deveria ser de graça, R$ 4 é uma fortuna!

Pagar pela água da torneira faz mais sentido, pois nesse caso você está pagando pelo custo do tratamento e da infraestrutura que traz a água até você, e não pela substância em si (apesar de que, pelos princípios de sobrevivência citados acima, esse serviço deveria ser gratuito também). Mas pagar para beber um copo d´água num restaurante? Tô fora! Se dependesse de mim, todos os restaurantes seriam obrigados a oferecer água filtrada da torneira aos clientes (gratuitamente), como se faz nos EUA. Quero ver se algum prefeito, governador, vereador ou deputado tem coragem de peitar um projeto de lei desses …

Abraços a todos.

Fonte Estadão

Venda de remédio cresce mais no País que no exterior

Aumento da renda da população e gastos do governo com saúde fazem do Brasil um mercado cobiçado pela indústria farmacêutica

Os progressos na renda dos brasileiros e a decisão do governo de manter os gastos com a saúde fazem a festa das empresas farmacêuticas. Em entrevista ao Estado, o CEO da farmacêutica AstraZeneca e presidente da Federação Internacional da Indústria Farmacêutica, David Brennan, aponta que a taxa de crescimento das vendas de remédios no Brasil é hoje seis vezes superior ao desempenho dos mercados dos países ricos.

"No Brasil, estamos vendo uma expansão do mercado de remédios da ordem de 13% por ano. Nos países ricos, ela não chega a 2%", disse o executivo. Segundo ele, só as vendas na China batem as do Brasil.

Brennan tem duas explicações para o fenômeno. A primeira delas é a maior renda do brasileiro. "Conforme a população vai saindo da pobreza e acumulando um salário melhor, a primeira coisa que as famílias buscam é melhor saúde e melhor educação", explicou. Nesse cenário, ganha a venda de remédios no balcão.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% dos gastos no Brasil com remédios ainda vêm do bolso de cada cidadão.

Outra realidade é a manutenção dos gastos do governo com a saúde. Sem o problema da dívida, o governo brasileiro e os dos demais países emergentes continuam a gastar com saúde, o que também representa um amplo mercado para as farmacêuticas.

Se Brennan aponta para a expansão do mercado brasileiro, ele alerta que a disputa por patentes no Brasil o obrigou a cancelar investimentos para a instalação de uma fábrica no País.

Investimentos. Outros não sofrem com esse problema e investem no Brasil. Há poucas semanas, a Novartis revelou planos de gastar US$ 300 milhões para abrir uma fábrica que produzirá vacinas no Brasil e deverá criar cerca de cem postos de trabalho, no maior projeto de investimento da companhia até hoje no País.

Será o primeiro local de biotecnologia em escala industrial a ser construído no País pela empresa. A Novartis insiste que sua iniciativa que ficará pronta em 2014 ajudará o Brasil a reduzir sua dependência do fornecimento externo.

Mas dados de vendas mostram que levar a produção para locais próximos do consumo tem sido tendência entre várias empresas do setor. Na Roche, as vendas no Brasil e nos países dos Brics também vêm compensando a estagnação nos países ricos. Nos 11 primeiros meses do ano, a Roche registrou uma alta de vendas em dólares de apenas 6%.

Nos Estados Unidos, a expansão nesse período foi de apenas 1% e de 4% na Europa. No Japão, a empresa que produz o Tamiflu registrou uma contração de 2%. Nos países emergentes, a situação foi bem diferente. As vendas no Brasil aumentaram 16% e, na China, 28%.

A francesa Sanofi também destaca a expansão do mercado brasileiro. Os lucros líquidos da empresa no terceiro trimestre do ano registraram queda de 3%. Mas, nos países do Brics, a expansão foi de 20,2%. A divisão de diabete da empresa também tirou proveito dos países emergentes e dos novos problemas enfrentados por essas sociedades.

Fonte Estadão

São Paulo precisa de doadores de sangue do tipo O

Estoque está em patamar crítico no Estado; sangue O positivo é o mais frequente na população brasileira

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está convocando pessoas que tenham sangue do tipo O, positivo e negativo, para auxiliar a reforçar, por meio de doação, os estoques da Fundação Pró-Sangue, órgão da pasta responsável pelo abastecimento de 128 hospitais da capital e região metropolitana. O estoque de bolsas destes dois fatores está no patamar crítico.

O sangue O positivo é o mais frequente na população brasileira. Mas o O negativo é mais raro no país, sendo apenas encontrado em aproximadamente 6% dos doadores brasileiros. O sangue O negativo tem caráter universal, podendo ser doado para pessoas de todos os tipos sanguíneos. É muito utilizado em casos emergenciais, de pessoas que passam por cirurgia e precisam de transfusão.

Para doar basta estar em boas condições de saúde, alimentado, ter entre 16 e 67 anos, pesar no mínimo de 50 kg e trazer documento de identidade original. É recomendável evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e bebidas alcoólicas 12 horas antes.

"É muito importante que a população colabore e ajude a reforçar os estoques da Pró-Sangue, por meio de um gesto de solidariedade que pode salvar vidas", afirma Osvaldo Donini, coordenador da Hemorrede da Secretaria.

Para fazer a doação de sangue, as pessoas podem se dirigir aos postos listados abaixo. Mais informações podem ser obtidas pelo Alô Pró-Sangue 0800-55-0300 ou no site www.prosangue.sp.gov.br.

Fonte Estadão

Risco de desenvolver câncer é menor entre mulheres que amamentam

Pesquisa destaca a importância da amamentação para as mães - JF Diorio/AE
Pesquisa destaca a importância
da amamentação para as mães
De acordo com estudo, o risco de ter a doença diminui 4,3% para cada ano que uma mulher amamenta seus filhos

As mulheres que amamentam seus filhos por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver câncer de mama, segundo um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, divulgado nesta sexta-feira, 4.

A pesquisa, liderada pela pesquisadora do departamento de Enfermagem María José Aguilar Cordero, descobriu que a amamentação materna é um método eficaz para prevenir o câncer de mama. De acordo com o estudo, o risco de ter a doença diminui 4,3% para cada ano que uma mulher amamenta seus filhos.

O estudo revelou uma ligação significativa entre a idade de diagnóstico do câncer, o tempo de amamentação materna e a existência de históricos familiares e pessoais, e comprovou que não existe relação entre a idade média de diagnóstico do tumor e o fato de ter tido ou não filhos, ao contrário do que muitas pessoas pensavam.

Para realizar o estudo, os pesquisadores trabalharam com uma amostra de 504 mulheres entre 19 e 70 anos, diagnosticadas e tratadas de câncer de mama no Hospital San Cecilio de Granada, entre 2003 e 2008. A análise dos dados revela que apenas 135 não eram mães, enquanto 369 tiveram pelo menos um filho.

Sobre o fator de igualdade de risco, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a idade média de diagnóstico do câncer e o fato de ter tido ou não filhos.

Os pesquisadores destacaram que atualmente não existe consenso entre os cientistas sobre o papel protetor da gravidez e a amamentação em relação ao desenvolvimento do câncer de mama na mulher.

No entanto, para María José, "é evidente que ambos os processos influenciam positivamente na diferenciação do epitélio mamário e na redução dos níveis de certos hormônios, como o estrogênio, cujo efeito é relacionado ao câncer de mama".

Os autores desta pesquisa acreditam que com esses resultados e o que já foi descrito por outros pesquisadores, a incidência de câncer de mama nos países desenvolvidos poderia ser reduzida em mais de 50% entre as mulheres que amamentam seus filhos por mais tempo.

Fonte Estadão