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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lucro do Fleury cai 46%, com pressão de custos

Já a receita líquida da empresa cresceu 38% no trimestre, para R$ 348 milhões, refletindo sobretudo a aquisição de novas unidades de atendimento

Em comparação a 2010, o Grupo Fleury obteve queda de 46,4% em seu lucro líquido no terceiro trimestre, o equivalente a R$ 23, 8 milhões. Apesar do aumento de 38% no faturamento, o decréscimo se deu pelo aumento de custos.

A receita líquida da empresa cresceu 38%, para R$ 348 milhões, refletindo sobretudo a aquisição de novas unidades de atendimento. A receita avançou 65,8%. Apenas no terceiro trimestre, a empresa passou a contar com cinco novas unidades de atendimento.

O custo com serviços prestados totalizou R$ 200 milhões, 41,8% acima do mesmo período do ano passado, em critério ajustado, representando 62% da receita líquida.

Como motivos para a alta nos custos, a empresa aponta maiores gastos com pessoal, remuneração médica, materiais e equipamentos. As despesas com pessoal e médicos avançaram de R$ 69,3 milhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 102,9 milhões neste ano.

Já o custo com materiais e serviços terceirizados avançou 32%, para R$ 35,3 milhões. Com isso, a geração de caixa potencial, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), caiu 21,5%, para R$ 47,1 milhões.

Fonte SaudeWeb

Lucro da SulAmérica recua 19,6% no terceiro trimestre

Empresa alcançou lucro líquido de R$ 98 milhões

A SulAmérica divulgou nesta quinta-feira (3) lucro líquido de R$ 98 milhões, uma queda de 19,6% em relação ao terceiro trimestre de 2010.

O índice de rentabilidade do patrimônio foi de 14,4%, com redução de 5,3 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de
2010.

Os prêmios de seguros totalizaram R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre do ano, com crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O índice de sinistralidade (percentual usado para pagar sinistros-acidentes) total foi de 76,2% no terceiro trimestre, aumento de 5,7 pontos percentuais sobre igual período de 2010.

A SulAmérica registrou aumento de 2% no volume de ativos administrados em comparação ao saldo observado no terceiro trimestre de 2010 e encerrou o período totalizando R$ 18,9 bilhões sob gestão, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Fonte SaudeWeb

Governo e Boehringer desenvolvem remédio contra mal de Parkinson

Em 2017, toda a produção do medicamento consumido pelos brasileiros será nacional. A nacionalização da tecnologia do medicamento significa economia e maior controle sobre a demanda

O Brasil estará produzindo, dentro de cinco anos, toda a quantidade do medicamento pramipexol necessária para o tratamento do mal de Parkinson no país. A produção nacional do remédio, apontado como a primeira escolha no tratamento da doença, será feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Acordo assinado hoje (3), no Rio de Janeiro, deu início à transferência da tecnologia para a produção do remédio que será repassada pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim a técnicos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos).

O Farmanguinhos é a unidade técnico-científica da Fiocruz considerada o maior laboratório farmacêutico oficial vinculado ao Ministério da Saúde. A partir de 2015, a Fiocruz passa a responder por 50% do pramipexol produzido e consumido no país. “[O pramipexol] é, hoje, o principal tratamento [para o mal de Parkison] e, para nós, do ponto de vista da produção, tem ainda uma atração tecnológica: com nosso aprendizado, essa tecnologia vai permitir que Farmanguinhos incorpore outros medicamentos relacionados aos males do sistema nervoso central no futuro”, explicou o diretor do Instituto Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva

Em 2017, toda a produção do medicamento consumido pelos brasileiros será nacional. A nacionalização da tecnologia do medicamento significa economia e maior controle sobre a demanda. Anualmente, são gastos cerca de R$ 40 milhões na aquisição desse remédio no mercado internacional para a distribuição em toda a rede pública de saúde brasileira.

“Tem o lado da soberania do país, enquanto fornecedor de um medicamento importante. E também possibilita a ampliação de acesso porque você reduz custo. A parceria permitirá uma redução de aproximadamente 5% do valor dispendido hoje pelo Ministério da Saúde, que poderá ampliar o acesso”, acrescentou Silva.

O pramipexol é um dos medicamentos mais usados no tratamento do mal de Parkinson, doença que afeta quase 200 mil brasileiros com mais de 60 anos, segundo estimativas da Associação Brasil Parkinson. O medicamento age como a dopamina (neurotransmissor cuja produção decai no doente de Parkinson pela morte dos neurônios que o produzem) e vem apresentando bons resultados, segundo especialistas, tanto na fase avançada, associado a outras substâncias, quanto na fase inicial do tratamento, protegendo o cérebro contra algumas complicações tardias do tratamento com levodopa ou retardando o aparecimento dessas bcomplicações.

O mal de Parkison é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que atinge, principalmente, a população idosa, provocando tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e afetando o equilíbrio físico do doente. A doença também pode provocar problemas de sono, depressão e dificuldades da fala.

Fonte SaudeWeb

P&G anuncia joint venture com farmacêutica Teva

Comercialização de medicamentos isentos de prescrição é foco da união. Segundo as empresas, o potencial estimado de vendas é de $4 bilhões anuais no final da década

A Procter & Gamble Company e Teva Pharmaceutical anunciaram nesta quinta-feira (03) joint-venture (JV) na área da saúde do consumidor. A JV, que será chamada de “PGT Healthcare”, terá sua sede em Genebra, na Suíça, e o foco dos negócios serão na comercialização de medicamentos isentos de prescrição de marca.

A JV irá reunir as capacidades complementares e os medicamentos existentes isentos de prescrição (OTC) de cada empresa. Como resultado, a PGT Healthcare espera acelerar o crescimento para suas empresas controladoras e disputar a liderança no setor de saúde do consumidor de rápido crescimento avaliado em $ 200 bilhões. A parceria terá início a partir de uma base sólida de aproximadamente 1,3 bilhão de vendas anuais, com potencial para aumentar para $4 bilhões em vendas anuais no final da década.

“Esta parceria única e transformacional cria um dos portfólios de produtos isentos de prescrição mais amplos e mais profundos e pegadas geográficas no setor”, disse o presidente e diretor-presidente da Teva, Shlomo Yanai, em comunicado.

Entrada em outros mercados
Para começar a aceleração do crescimento e alcançar o potencial de 4 bilhões de faturamento anual no final da década, as empresas planejam:

•Otimizar o negócio base de aproximadamente 1,3 bilhão em vendas. A Teva entrará com o expertise de vendas em farmácia, capacidades regulatórias, e novas tecnologias para as principais marcas da P&G, que incluem Vicks, Metamucil e Pepto-Bismol.

•Expandir o portfólio de produtos e marcas dos negócios atuais de cada empresa para outros países. Entre os maiores mercados isentos de prescrição de mais rápido crescimento do mundo, a P&G tem uma presença forte nos EUA, Canadá, Brasil, México, Índia, Indonésia, Austrália, Itália, França e Reino Unido. A Teva é forte na Rússia, Polônia, Ucrânia, Alemanha, Japão, países escandinavos, Venezuela, Chile, Peru e Israel. A PGT aproveitará as capacidades combinadas para se expandir para mercados como a China.

•Expandir para novas categorias isentas de prescrição (OTC). Hoje, a P&G tem uma forte presença de categoria em tosse/febre, bem-estar digestivo e diagnóstico de mulheres. O portfólio da Teva inclui várias tecnologias e marcas líderes em outras categorias principais isentas de prescrição, tais como vitaminas, minerais e suplementos, analgésicos, pele medicada e potenciais trocas de medicamentos que necessitam de prescrição para medicamentos isentos de prescrição. Diversas das marcas existentes da Teva são líderes locais e oferecem potencial de expansão global ou regional. Além disso, algumas das tecnologias da Teva podem ser usadas quase que imediatamente para expandir o portfólio da P&G para novas subcategorias em todo o mundo, inclusive nos EUA. Por exemplo, a tecnologia da Teva inclui a maioria dos principais compostos para alergia do mundo. Isso poderia permitir a expansão do Vicks no tratamento de alergia.

•Direcionar o dimensionamento e sinergias de custo ao aproveitar as principais eficiências operacionais e de dimensão da indústria de cada empresa. Por exemplo, a P&G trará sinergias de compras da mídia para o empreendimento, considerando a sua posição como principal anunciante do mundo. A Teva trará dimensionamento e eficiência para a fabricação e desenvolvimento de produtos, capitalizando sobre sua posição como fornecedora líder de medicamentos em todo o mundo.

A PGT Healthcare será dirigida por uma equipe de gerenciamento composta por altos dirigentes experientes de ambas as empresas, incluindo o Diretor-Presidente Brian de Buitleir, da P&G, e o Diretor Operacional Eli Shano, da Teva Pharmaceutical Industries. Um Conselho de Supervisão, representando ambas as empresas controladoras, irá governar o empreendimento. Tom Finn, Presidente de Saúde Global da P&G, será o presidente deste conselho de supervisão.

Com relação à formação desta JV, a P&G vendeu suas fábricas de medicamentos isentos de prescrição em Greensboro, Carolina do Norte (produção de Vicks) e Phoenix, Arizona (produção do Metamucil) e transferiu os funcionários de ambas as fábricas para a Teva. Como parte da parceria, a Teva será a fabricante e fornecedora para o negócio PGT Healthcare e negócio norte-americano de medicamentos isentos de prescrição da P&G.

Fonte SaudeWeb

Paciente com câncer espera até 4 meses para se tratar no SUS

Dados integram uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) com base em dados oficiais da rede pública de atendimento e entrevistas com mais de 200 médicos e associações de apoio aos pacientes

Após receber o diagnóstico da doença, um paciente com câncer espera, em média, quase quatro meses para conseguir uma sessão de radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No caso de uma cirurgia, o tempo médio de espera cai para três meses e, para quimioterapia, dois meses e meio. Os dados integram uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) com base em dados oficiais da rede pública de atendimento e entrevistas com mais de 200 médicos e associações de apoio aos pacientes.

O parâmetro internacional de excelência, segundo o TCU, prevê o início do tratamento de câncer em, no máximo, 30 dias após o diagnóstico. No entanto, os auditores detectaram que somente 16% dos pacientes com indicação de radioterapia e 35% de quimioterapia iniciaram o tratamento no prazo. No Reino Unido, por exemplo, 99% dos doentes começam o tratamento em menos de um mês.

Depois de seis meses de trabalho, a equipe identificou um déficit de 135 equipamentos de radioterapia, 44 de cirurgia e 39 de quimioterapia. Em relação à radioterapia, se fossem contabilizados os aparelhos existentes na rede privada, ainda faltariam 57 unidades.

Morador do Distrito Federal, o motorista Raimundo Santos, 63 anos, relata a angústia pela espera por uma sessão de radioterapia na rede pública. Diagnosticado em dezembro do ano passado com câncer de próstata, ele iniciou o tratamento somente seis meses depois. Não conseguiu sequer fazer metade das 30 sessões recomendadas pelo médico, já que foi obrigado a interromper o tratamento porque
o aparelho quebrou. “Me sinto uma peça descartável. Não estou bem. Eu preciso de tratamento e ele não vem”, lamentou.

Outro dado do TCU mostra que menos da metade dos pacientes diagnosticados com câncer conseguiram ter acesso ao tratamento pelo SUS em 2010.

As falhas nos serviços, conforme os auditores, estão relacionadas à carência de investimentos, despreparo dos profissionais para operar equipamentos, ausência de mecanismos para acompanhar a qualidade do serviço prestado, demora na inclusão de novos tratamentos e baixos valores pago aos hospitais, o que desestimula a oferta dos serviços.

“Apesar do gasto do governo federal estar crescendo nessa área, identificamos muitas carências para serem sanadas”, disse o secretário de Avaliação de Programas de Governo do TCU, Carlos Alberto Sampaio. “Temos indicadores semelhantes aos do Reino Unido na década de 90. Eles [os britânicos] fizeram planos com metas e, hoje, têm bons indicadores. Se o Brasil seguir a mesma linha, daqui a dez anos vamos ter indicadores comparados aos do Reino Unido”.

O TCU recomenda que o governo federal faça uma revisão do número de pacientes com necessidade de tratamento pelo SUS, crie indicadores de desempenho e capacite profissionais da atenção básica.

Segundo o Ministério da Saúde, os gastos federais com assistência oncológica triplicaram nos últimos 12 anos. Em 2011, a pasta vai fechar com R$ 2,2 bilhões de recursos aplicados na área. A quantidade de cirurgias oncológicas cresceu 40%, passando de 67 mil (2003) para 94 mil (na estimativa de 2011). No último ano, dos 155 procedimentos de radioterapia e quimioterapia oferecidos pelo SUS, 66 tiveram reajuste do valo pago. “Com isso, garantimos maior acesso aos serviços oncológicos para 300 mil pacientes que são atendidos no SUS”, informou o
ministério por meio de nota.

Fonte SaudeWeb