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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bulimia e anorexia podem ser detectadas no dentista

Os próprios pais, observando os dentes, podem encontrar algo que indique o distúrbio alimentar

Entre 90% e 95% das vítimas de anorexia são mulheres. Não é à toa: bombardeadas pela mídia, as mentes femininas são alvo da imposição de um padrão de beleza muitas vezes cruel. A idade em que elas estão mais suscetíveis é a adolescência – e os pais devem saber que os distúrbios alimentares podem ser detectados em uma simples visita ao dentista.

Os transtornos alimentares podem ser difíceis de ser notados. Pela própria natureza da doença, a vítima não é capaz de reconhecer estar doente. Por isso, em caso de suspeita, levar sua filha ao dentista é uma boa recomendação.

Segundo Lauro Delgado, especialista em estética e reabilitação oral da clínica Odonto Integrada Delgado, estes problemas afetam diretamente a saúde bucal, sendo notório para um especialista. Erosão ácida acelerada, doença periodontal, sangramentos e perdas ósseas são algumas das consequências do problema.

Para um dentista é fácil detectá-las. Mas os pais também podem perceber, em casa, uma ou outra indicação da bulimia ou anorexia. “A gengiva inflamada pode ser um sintoma e é detectada com mais facilidade. Ainda, se o jovem reclama constantemente de dor por choque térmico, também não é algo normal”, diz o especialista, que enfatiza que não é apenas o comportamento isolado que deve ser levado em consideração.

Lauro lembra que, pela constante provocação de vômitos – que possuem um teor corrosivo – a boca fica mais sensível a estes problemas. Um tratamento odontológico pode resolver as consequências da doença para os dentes, mas é preciso estar alerta para não deixar que a bulimia ou a anorexia alcancem seu ápice.

Sinais de alerta
A psicóloga Walnei Arenque lista uma série de características que podem ser levadas em consideração na observação de alguém com distúrbio alimentar:

- Grande perda de peso em período relativamente curto;

- Obsessão com o peso e constantes reclamações de que está gordo, embora esteja na média ou abaixo do normal;

- No caso de ser fora do normal, vestir roupas largas em busca de esconder o corpo ou a perda de peso;

- Obsessão com calorias e quantidade de gorduras;

- Obsessão com exercício físico;

- Constantes idas ao banheiro após as refeições, para que possa ocasionar vômitos;

- Restrição visível a vários tipos de alimentos e longos períodos sem comer;
- Compulsão alimentar e/ou purgação visíveis;

- Uso de medicamentos como moderadores de apetite e laxantes, que podem ser utilizados secretamente;

- Recusa em alimentar-se na frente de outras pessoas;

- Esconder comida em locais estranhos como armários, malas, debaixo da cama. Nos casos de anorexia, isso acontece para evitar comê-las ou, nos casos de bulimia, comê-las mais tarde;

- Sentimento de fracasso e culpa depois de comer;

- Oscilação de humor, depressão e fadiga.

Fonte Delas

Anorexia: dicas para abordar o assunto

Falar sobre o problema não é fácil, mas é importante tentar. Veja como

Se suspeita de que alguém próximo a você sofre de anorexia nervosa, é importante tentar ao menos conversar sobre o assunto.

O site do governo americano especializado em saúde da mulher oferece as seguintes sugestões para abordar o tema com uma anoréxica próximo a você:

1. Escolha um momento para ter uma conversa privada, quando nenhuma das duas esteja distraída

2. Expresse sua preocupação sobre os hábitos alimentares dela

3. Sugira que ela converse com um profissional de saúde sobre seus hábitos alimentares

4. Não seja incisiva demais em suas recomendações, por outro lado, concentre-se em demonstrar a sua preocupação com ela

5. Se ela tem noção de que está comendo muito pouco, explique que o tratamento é mais complicado do que simplesmente começar a comer regularmente novamente e estimule-a a procurar ajuda

6. Assegure a ela que você vai sempre estar presente para escutá-la ou apoiá-la

Fonte Delas

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Anvisa proíbe alimentos e bebidas à base de Aloe vera

Planta era encontrada em produtos com função de emagrecimento. Não há comprovação da segurança do uso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, fabricação e importação de alimentos e bebidas à base de Aloe vera. De acordo com o órgão, não há comprovação da segurança do uso do componente e nem registro para esse fim. A restrição foi publicada nesta segunda-feira (14) no Diário Oficial da União.

A Aloe vera é uma planta conhecida popularmente como babosa. É usada principalmente em produtos para o cabelo, mas recentemente também era encontrada em bebidas e alimentos, inclusive com função de emagrecimento. Por se encaixar na categoria de “novos alimentos”, a planta precisa se submeter ao registro da Anvisa para poder ser comercializada com esse fim.

De acordo com a resolução, o uso da Aloe vera é regulamentado apenas como aditivo na função de aromatizantes de alimentos e bebidas, o que continua sendo permitido.

Fonte IG

Hospital de Barretos (SP) vai à Europa atrás de oncologistas

Uma das alternativas para a falta de médicos especialistas é buscar profissionais na Europa, afirma Henrique Prata, diretor do Hospital de Câncer de Barretos.

De acordo com ele, mesmo que novas faculdades de medicina sejam aprovadas no Brasil em curto prazo, o problema só será resolvido em praticamente uma década --tempo necessário para a formação de um especialista.

Prata já esteve em Portugal e Espanha atrás de profissionais estrangeiros.

A crise econômica enfrentada por países da zona do Euro amplia essa possibilidade.

O salário de um médico especialista de alguns países europeus vem sendo reduzido de 15% a 20% ao ano, diz o diretor.

Segundo ele, há médicos europeus interessados em trabalhar no Brasil até para "ganhar menos" que profissionais brasileiros.

Eles precisam antes validar seus diplomas de nível superior para atuação no país. Já estão trabalhando em Barretos dois cientistas europeus.

Fonte Folhaonline

Santa Casa de SP receberá aporte de R$ 3,6 mi

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou ontem um convênio com a Santa Casa de São Paulo que prevê a liberação de R$ 3,6 milhões (em parcelas de R$ 300 mil por mês) para serem investidos no pronto-socorro.

Em maio deste ano, conforme o Estado antecipou, a Santa Casa ameaçou fechar as portas do pronto-socorro central caso não recebesse aporte financeiro dos governos municipal, estadual e federal para sanar uma dívida acumulada que girava em torno de R$ 120 milhões. Após negociações, conseguiu o apoio e manteve o funcionamento da unidade.

O convênio assinado ontem integra o SOS Emergências - programa do governo federal que tem como objetivo qualificar a gestão e o atendimento nas emergências de grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Santa Casa atende exclusivamente pacientes do SUS - cerca de mil pessoas por dia só no PS. Na primeira fase do programa, 11 hospitais serão beneficiados. Em São Paulo, além da Santa Casa, o Hospital Santa Marcelina também receberá recursos. A ideia do Ministério da Saúde é atingir 40 hospitais de todo o País até o fim de 2014. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte Estadão