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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mau hálito tem solução

Odor ruim é causado por inúmeros fatores, entre eles doenças graves como câncer e diabetes

O mau hálito é como a febre, um sintoma que pode representar centenas de problemas, alguns inofensivos e outros bem graves.

“O cheiro ruim pode ser da cebola que a pessoa comeu ou de um câncer que ela tem na boca e ainda não sabe”, exemplifica o dentista Celso Senna, consultor da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

As causas do odor desagradável são classificadas como fisiológicas ou patológicas. “Diabetes é uma delas”, aponta o dentista Celso Augusto Lemos Júnior, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Ele explica que a doença provoca liberação de substâncias voláteis no organismo, capazes de provocar fortes odores. “Quando a glicose (açúcar) diminui, o corpo começa a usar fontes alternativas de energia. No processo, acontece a liberação de cetona (derivado da queima de gordura)”, explica Lemos Jr.

Essa substância causa odor desagradável quando o diabetes está descontrolado, algo comum quando a doença ainda não foi diagnosticada.

“O câncer de boca é outro problema que pode ser diagnosticado pelo mau hálito”, aponta o professor da USP.

Os tumores orais demoram a causar dor e outros sintomas, mas logo provocam halitose. “E é um odor mais forte, desses que a pessoa entra na sala e você percebe”, detalha o dentista. Contudo, a grande maioria das causas patológicas de mau hálito estão ligadas à doenças simples de tratar.

“Cerca de 95% dos problemas no hálito estão na boca”, conta Lemos Jr.

Gengivite, doença peritonial, placa bacteriana, amídalas (hoje chamadas de tonsilas) inflamadas, tudo pode colaborar para o mau hálito. “A maioria dos problemas orais requer a mesma solução: boa higiene oral e visitas constantes ao dentista”, resume Lemos Jr.

Além das doenças, a própria anatomia da região oral pode jogar contra o bom hálito. As tonsilas, por exemplo, causam insônia e deixam a garganta sensível quando são grandes demais para a estrutura do pescoço. Volumosas e repletas de sulcos, elas podem acumular resíduos de alimentos e favorecer o hálito ruim.

“A solução é beber muita água e fazer gargarejo com enxaguatório bucal uma vez ao dia”, recomenda Senna.

A língua também tem sido foco dos dentistas para combate à halitose. Se ela tiver fissuras, for uma língua rachada, pode haver acúmulo de resíduos da alimentação. Eles favorecem a proliferação de bactérias e, assim, tornam o mau hálito mais recorrente.

Não há uma solução definitiva, a pessoa terá sempre que dar mais atenção à língua na hora da escovação. “Além da escova, a pessoa pode usar um raspador de língua. Não há contraindicação”. Afirma Senna.

O papel da saliva
Muitas situações de mau hálito estão diretamente ligadas à salivação. “Ela pode reduzir com uso de medicamentos”, aponta Senna. Ele cita os remédios com adstringentes, usados para alergias e contra coriza, que reduzem a produção de saliva. Lemos Jr. acrescenta os anti-hipertensivos e calmantes à lista.

Sem haver a renovação normal da saliva, o ambiente oral torna-se favorável para a proliferação de bactérias. “Uma boca saudável tem até 20% de placa bacteriana”, explica Senna. É por isso que qualquer pessoa está sujeita a acordar com mau hálito.

As bactérias se proliferam durante o sono, quando a salivação também reduz. “Mas basta acordar e fazer um bochecho com água que tudo se revolve”, garante o dentista.

A saliva também pode representar um vetor para a transmissão de bactérias e, consequentemente, para a transmissão de doenças orais.

“É por isso que pedimos aos pais que não provem a comida dos filhos pequenos na mesma colher”, explica Senna. Seguindo a mesma lógica, beijos também são perigosos.

Entre as soluções caseiras contra mau hálito, o dentista recomenda o uso de chicletes sem açúcar. “Eles estimulam a salivação, que renova o ambiente oral e pode evitar o mau hálito”, afirma. Existem até alimentos, como nozes e castanhas, que favorecem a saúde dos dentes.

Entretanto, o dentista recomenda evitar o consumo de balas. “O pH da boca leva cerca de 50 minutos para voltar ao normal. E esse ácido vai desmineralizando os dentes”, explica. Para evitar isso, a pessoa deve beber água ou escovar os dentes depois de chupar uma bala.

A melhor prevenção do mau hálito, segundo os dentistas, é com boa higiene oral e boa hidratação, além das visitas semestrais ao consultório odontológico. Se o sintoma persistir por mais de uma semana, a pessoa pode procurar um dentista para uma avaliação mais detalhada dos hábitos e, se necessário, para investigar a relação com outras doenças.

Fonte IG

Os cuidados após extrair um dente

Medidas simples podem aliviar a dor e ainda acelerar a cicatrização

Cuidar da boca e evitar certos fatores de risco após a extração de um dente podem garantir alívio da dor e ainda acelerar a cicatrização

A Assoicação Americana de Saúde Bucal (American Dental Association) oferece as seguintes sugestões:

1) Não fume

2) Lave a boca com cuidado, evitando movimentos bruscos

3) Não utilize canudos para beber

4) Em caso de dor, use bolsas de gelo ou panos úmidos na parte externa

5) Escove bem os dentes e utiliza fio dental, com cuidado para não lesar a parte em que o dente foi extraído

Fonte IG

Limpeza dental ajuda a reduzir risco de infarto, diz estudo

Limpeza frequente reduz a inflamação provocada pela proliferação de bactérias, protegendo de doenças cardiovasculares

Limpar os dentes regularmente não só garante um sorriso brilhante, mas também ajuda a reduzir os riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), revelou estudo publicado este domingo durante encontro anual da American Heart Association em Orlando (EUA).

Os cientistas descobriram que as pessoas cujos dentes foram limpos por dentista ou profissional tinham 24% menos riscos de sofrer um ataque do coração e 13% menos de sofrer um AVC do que aqueles que nunca fizeram limpeza dental em um dentista.

Para o estudo, realizado no hospital geral de veteranos de Taipé, em Taiwan, foram coletadas amostras de 100.000 pessoas, que foram acompanhadas por sete anos.

Os cientistas consideraram a limpeza dental frequente aquela que ocorria pelo menos duas vezes a cada dois anos ou mais, e ocasional a que ocorria uma ou menos de uma vez a cada dois anos.

A limpeza profissional dos dentes parece reduzir a inflamação provocada pela proliferação de bactérias, que pode provocar infartos e AVCs, explicou a doutora Emily (Zu-Yin) Chen, cardiologista do hospital de veteranos.

Fonte IG

Queijo é melhor que manteiga, diz pesquisa

Produto seria menos nocivo para quem precisa controlar os níveis de colesterol

Os médicos e nutricionistas recomendam há muito tempo que as pessoas evitem a gordura de origem animal para reduzir o colesterol. Mas pesquisadores dinamarqueses dizem que o queijo não é tão ruim, e que provavelmente não deveria ser colocado no mesmo lugar que a manteiga.

Segundo o estudo, publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition, pessoas que comeram porções diárias de queijo durante intervalo de seis semanas apresentaram menor colesterol LDL, o colesterol "ruim", que aquelas que consumiram quantidades semelhantes de manteiga pelo mesmo período. O grupo liderado por Julie Hjerpsted, da Universidade de Copenhague, realizou a pesquisa com 50 pessoas.

A cada uma foi dada uma dieta controlada e se somou a ela uma quantidade de queijo ou manteiga diariamente. Cada participante foi comparado com ele mesmo, para ser possível acompanhar as mudanças no corpo causadas pelo consumo de alimentos.

Há vários motivos possíveis para a diferença observada. O queijo possui muito cálcio, e se demonstrou que ele aumenta a quantidade de gordura excretada pelo aparelho digestivo. Outra possível explicação é a grande quantidade de proteína no queijo e seu processo de fermentação, duas coisas que poderiam afetar a forma de digestão, comparada à manteiga.

Para Elizabeth Jackson, que é da Universidade de Michigan e não participou do estudo, a pesquisa foi bem feita, mas não muda o que os cardiologistas recomendam. "Queremos que as pessoas tenham uma dieta centrada em grãos integrais e legumes e moderada em gordura - o que inclui o queijo."

Fonte Estadão

Einstein realiza primeira cirurgia de ponte de safena por meio de um robô


A distância, cirurgião manipula braços do robô por meio de joysticks - Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE
A distância, cirurgião manipula braços do robô por meio de joysticks



Com apenas quatro pequenas incisões, cai o risco complicações e o tempo de recuperação

Médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, realizaram ontem a primeira cirurgia da América Latina de revascularização do miocárdio - popularmente chamada de "ponte de safena" - totalmente por meio de um robô.

Há pouco mais de um ano, a mesma equipe de cirurgiões fez a primeira troca de válvula cardíaca também totalmente robotizada - cirurgia menos complexa do que a revascularização.

O paciente operado é Alvacir Percival Silveira, de 49 anos, de Joinville (SC). Silveira sofreu um enfarte em novembro e não se recuperou com medicamentos. Passou a apresentar insuficiência coronariana - cansaço aos mínimos esforços - já que estava com uma das artérias quase totalmente comprometida. Por isso, tinha indicação cirúrgica.

A operação - que evitou um corte de 25 cm no peito do paciente - foi comandada "a distância" pelo cirurgião Robinson Poffo, que manipulou os braços do robô em um console longe do paciente, por meio de joysticks.

Também foi acompanhada pelos cirurgiões de apoio Alisson Toschi, Renato Pope e Alex Cellulare - a eles coube a missão de acompanhar o procedimento ao lado do paciente para cuidar da circulação sanguínea, monitorar as imagens e fazer a troca de pinças e fios usados pelo robô.

A cirurgia durou pouco mais de cinco horas e Silveira recebeu uma ponte de mamária - artéria que fica próxima ao coração e que foi ressecada durante o procedimento.

"Primeiro incorporamos o robô para cirurgia de troca de válvula, que é mais simples. Agora subimos mais um degrau e fomos para a revascularização. É um avanço grande", diz Poffo.

Segundo Poffo, uma das vantagens da cirurgia robótica é evitar abrir o peito do paciente, como acontece nas cirurgias tradicionais - o que aumenta o risco de infecções e torna a recuperação bem mais lenta: são dois dias na UTI, dez dias no hospital e até 60 dias para retomar as atividades.

Na cirurgia robótica, são feitas quatro pequenas incisões de 1 cm cada ao lado esquerdo do peito, por onde passam uma microcâmera, afastadores, pinças e outros instrumentos.

Sem o campo aberto, o risco de infecções cai significativamente. Além disso, há menos sangramento e complicações - já que o robô filtra possíveis tremores do cirurgião e as pinças permitem movimentos mais precisos e delicados. O paciente permanece apenas um dia na UTI, fica três dias internados e em dez dias pode retomar as atividades normalmente.

O custo de uma cirurgia robótica é cerca de 30% mais alto do que uma de peito aberto, mas, segundo Poffo, esses gastos acabam sendo minimizados, já que o paciente fica menos tempo em UTI e tem alta mais rápido.

"O custo da incorporação de novas técnicas é alto e o treinamento é longo e complexo, exige muito mais habilidade do cirurgião. Mas com o domínio da técnica, a tendência é reduzir esses valores", avalia Poffo.

Bernardo Tura, coordenador de ensino e pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia, vinculado ao Ministério da Saúde, diz que essa é uma tecnologia que ainda deve demorar para ser usada em saúde pública.

"Os potenciais benefícios da técnica são grandes. Mas isso exige um profissional mais preparado, um aparelho especial. Uma coisa é fazer em casos selecionados, outra é fazer de forma generalizada", pondera.

O cirurgião Januário Manuel de Souza, do Hospital Beneficência Portuguesa, tem a mesma opinião. "É uma técnica espetacular, mas ainda está muito longe de ser usada rotineiramente. Além do preço do robô ser um limitador, isso dependeria de uma equipe muito especializada. Talvez, à medida que ela for sendo feita, mais equipes se especializem e o preço caia", diz.

Hoje a mesma equipe fará mais uma revascularização por meio do robô. Desta vez, será um homem de 73 anos, de Curitiba.

Fonte Estadão