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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ingleses acreditam que antibióticos tratam tosse e gripe

Um estudo realizado com 1.700 ingleses indica que clínicos gerais e enfermeiras administram antibióticos de forma equivocada para o tratamento da tosse e da gripe.

As duas doenças são provocadas por vírus, para os quais os antibióticos não têm qualquer utilidade. Mas, de acordo com o levantamento feito pela HPA (sigla em inglês de Agência de Proteção da Saúde), mais da metade dos pacientes que procuraram atendimento médico esperava voltar para casa com esses medicamentos.

Do grupo que participou da enquete, 20% disseram que tinham visitado recentemente um médico para tratar infecções respiratórias como garganta inflamada e resfriados.

Desses, 53% afirmaram que gostariam de receber antibióticos e 25% acreditavam que os antibióticos funcionavam na maior parte dos casos de tosse e gripe.

Mais: uma em cada dez ingleses admitiu que guardou antibióticos vencidos em casa.

Em países da União Europeia, pelo menos 25 mil pessoas morrem de infecções causadas por bactérias que se tornaram resistentes a antibióticos, indica reportagem do jornal "Guardian".

Fonte Folhaonline

Entenda como é feita a cesárea

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país

No ano passado, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais no Brasil.

As cesáreas chegaram a 52% do total. Em 2009, os dois modos se igualavam. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), o recomendado é uma taxa em torno de 15%.

O grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que 80% dos partos são cirúrgicos desde 2004, informa reportagem de Antônio Gois e Denise Menchen, publicada na edição deste domingo da Folha.

 Como é marcada com antecedência, a cesariana pode ocorrer antes do tempo adequado e levar o bebê a apresentar problemas associados à prematuridade.

Editoria de Arte/Folhapess

Fonte Folhaonline

sábado, 19 de novembro de 2011

Estudo associa doença de pele a depressão

Pessoas com psoríase têm mais probabilidade de sofrer depressão, ansiedade e pensamentos suicidas quando comparadas às sem a doença de pele, concluiu um estudo conduzido em adultos na Grã-Bretanha.

Os autores constataram que uma em cada 10 pessoas com psoríase tinha sofrido de depressão leve em algum momento da vida, mais do dobro do relatado entre pessoas sem a doença. Em casos graves, essa proporção aumentou ainda mais.

"A psoríase tem um impacto importante sobre o bem-estar dos pacientes", disse o Dr. Joel Gelfand, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. "Há provavelmente milhares de casos a mais de depressão e pensamentos suicidas, devido à psoríase", acrescentou.

Segundo o especialista em psoríase Jerry Bagel, que não está envolvido no estudo, os resultados não foram surpreendentes. "As pessoas com psoríase vestem roupas com mangas compridas no verão. E uma adolescente de 17 anos com psoríase em 3% de seu corpo também vai se esconder", disse Bagel, do Centro de Tratamento da Psoríase em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A psoríase ocorre devido à hiperatividade das células do sistema imunológico, que atacam a pele saudável causando manchas vermelhas e gerando coceira e placas. Quase três quartos das pessoas dizem que a doença as afeta emocionalmente, de acordo com um estudo recente da Fundação Nacional de Psoríase.

Para o novo estudo, a equipe de Gelfand analisou um banco de dados nacional da população da Grã-Bretanha com registros médicos eletrônicos, entre 1987 e 2002. Foram analisados 146 mil pacientes com psoríase leve, 4.000 com psoríase severa e 767 mil sem psoríase. As pessoas com psoríase estavam entre as com maior risco para problemas psicológicos, especialmente as mais jovens.

"Antes, pensávamos que uma pessoa desenvolvia psoríase e, em seguida, tornava-se deprimida e começava a engordar. Mas parece que há um mecanismo subjacente que unifica todos esses sintomas", sugeriu Bagel.

As pessoas com psoríase, por exemplo, têm níveis mais elevados de substâncias químicas inflamatórias no sangue. Isso, em princípio, poderia ser uma explicação parcial de por que os afetados pela psoríase têm mais risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes.

Fonte IG

Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres

Segundo pesquisa, consumo da bebida aumenta o risco feminino de desenvolver psoríase

Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.

O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.

A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.

Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam. Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.

Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.

"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.

Glúten
O estudo, publicado na revista especializada Archives of Dermatology, sugere que a causa do aumento no risco de prsoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja. Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten. Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.

"As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja", concluem os autores.

A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.

A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.

Fonte IG