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terça-feira, 22 de novembro de 2011

AIDS: De quem é a culpa pela transmissão?

Médicos e advogados divididos sobre a responsabilidade pelo contágio do HIV. Caso de cantora alemã reacende discussão

Uma recente batalha na Justiça reacende a polêmica sobre a transmissão do vírus HIV. No interior de São Paulo, um homem é acusado de contaminar duas ex-namoradas e de tentar infectar outra mulher, que só escapou porque se recusava a ter relações sexuais desprotegidas.

Segundo o advogado de defesa, o acusado achava que a doença só era transmitida por transfusão de sangue e não pelo sexo. Ele afirma não haver intenção de passar o vírus, por isso pede para que o caso seja julgado como transmissão de doença grave, crime sujeito a oito anos de reclusão.

Já a promotoria reivindica que o caso seja visto como tentativa de homicídio, situação que permite uma pena bem mais severa, de até 48 anos de prisão. Mas afinal, como julgar o portador que passa HIV para outra pessoa?

A pergunta divide especialistas e juristas. Até o Ministério da Saúde (MS) já se manifestou sobre o tema e adotou uma postura contra a criminalização do portador. Isso evitaria o aumento da discriminação.

Por outro lado, a pessoa que contraiu a doença do parceiro tem o direito de processá-lo. Mas para ter uma decisão em seu favor é preciso comprovar que o parceiro realmente tinha a intenção de passar o vírus adiante.

As dúvidas sobre o tema têm aumentado nos últimos meses e gerado uma demanda acentuada nos Grupos Pela Vidda Niterói e Rio de Janeiro, especializados no apoio a portadores do HIV. Por conta disso, a entidade organizou recentemente um seminário no Rio de Janeiro sobre o tema.

Acusação complexa
Uma das principais dificuldades em processos contra portadores de HIV é provar a intenção criminosa. “Como se faz isso? É uma questão muito subjetiva”, questiona Eduardo Barbosa, diretor-adjunto do departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do MS.

Ele explica que também é preciso verificar diversos aspectos técnicos, como o tipo do vírus e aguardar a janela imunológica, que chega a durar até seis meses, para que se possa comprovar a possibilidade de contaminação pelo parceiro.

“Muita gente transmite a doença porque nem sabe que está infectado. O ministério estima que 255 mil brasileiros tenham o vírus e não saibam disso”, ressalta Barbosa.

Emoção e razão
A base da discussão está justamente na oposição entre razão e emoção. Barbosa afirma que muitos portadores se deixam levar pela necessidade de aceitação ou pelo desejo por outra pessoa e acabam assumindo comportamentos de risco.

Jaci Carioca Sampaio, do Grupo Pela Vidda, acrescenta o peso da discriminação sobre a escolha da pessoa em omitir sua doença. “Ela tem medo de ser rejeitada. A AIDS tem muitos mitos, como ser associada à promiscuidade ou ser vista como coisa de gays”, diz.

Para ela, cabe à pessoa decidir se conta ou não ao seu parceiro ser portadora do HIV. “É uma decisão muito particular, que deve ser estudada caso a caso, considerando o momento mais adequado”, afirma.

O problema é que algumas pessoas, antes de revelar sua condição, acabam sendo pressionadas a ter relações sexuais sem proteção. É como se isso representasse uma aceitação e um elo de confiança maior. “A pessoa não deve esquecer da sua responsabilidade: quando ela se protege, ela protege o outro”, diz.

Responsabilidade compartilhada
O dever da proteção contra AIDS ou qualquer outra doença sexualmente transmissível (DST) é de todos, de acordo com Barbosa. Por conta disso, quando uma pessoa adquire o vírus HIV, parte da responsabilidade é dela.

Essa responsabilidade compartilhada tira o foco exclusivo do portador. “Em relações consensuais, entre dois adultos, fica incompreensível como alguém vai querer reclamar depois”, diz o professor de matemática Jorge Adrian Beloqui, diretor do GIV (Grupo de Incentivo à Vida) e soropositivo.

Ele argumenta que as pessoas sabem da importância da camisinha contra a AIDS, mesmo assim assumem comportamentos de risco. De acordo com a última Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas relacionada às DST e Aids (PCAP), divulgada em junho de 2009, “a população tem um elevado índice de conhecimento sobre as formas de infecção pelo HIV e de prevenção da AIDS.”

A pesquisa, do Ministério da Saúde, mostra que 96,6% da população com idade entre 15 e 64 anos sabe que o uso de preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV. E 93,6% sabe que não que existe cura para a AIDS.

Contudo, apenas 60,9% usaram preservativo na primeira relação sexual. O percentual é ainda menor no que se refere à última relação sexual com parceiros casuais: 58,8%.

Confiança no parceiro
Mas o fato da pessoa que se contaminou também ter responsabilidade sobre o contágio não reduziria a culpabilidade do portador. “Em relações estáveis, há confiança no parceiro e as relações sem camisinha acabam acontecendo. Se ele sabe que tem AIDS, mas não conta, não há como dizer que ele não tem culpa”, argumenta a advogada Margarida Pressburger, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB/RJ.

Ela ressalta que a doença “tem muitas peculiaridades” e por isso requer um cuidado maior. “Não há cura para AIDS. É possível processar uma pessoa por não ter contado, por não ter protegido o parceiro”, afirma a advogada.

Recentemente, as Nações Unidas publicaram um documento que censura fortemente todas as acusações de transmissão ou exposição ao HIV. Mesmo assim, existe uma exceção para os “casos de transmissão intencional, isto é, quando uma pessoa sabe o seu estatuto sorológico para o HIV e atua com a intenção de transmitir o vírus, e acaba por transmitir de fato.”

O documento foi criado devido à crescente incidência de processos mundo afora. Há registro de casos em muitos países: EUA, Canadá, Inglaterra, Suécia, Tailândia, Finlândia e Eslováquia.

Fonte Delas

Epidemia de Aids pode acabar em cinco anos, diz entidade da ONU

Trinta e quatro milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV no mundo, número recorde graças ao acesso a tratamentos

A UNAIDS, órgão das Nações Unidas, divulgou nesta segunda-feira (21) um novo relatório sobre a Aids em todo o mundo. Trinta e quatro milhões de pessoas eram portadoras do vírus HIV, o vírus da Aids, em 2010, um número recorde atribuído em grande medida à generalização de tratamentos que prolongam a vida dos soropositivos e estimulam a esperança de erradicar a pandemia.

"Nos encontramos na antessala de um importante marco na resposta à Aids", afirmou o diretor executivo do órgão, Michel Sidibe. "Há apenas alguns anos, parecia impossível falar sobre o fim da epidemia a curto prazo. No entanto, a ciência, o apoio político e as respostas comunitárias estão começando a dar frutos claros e tangíveis", completou.

"Atualmente mais pessoas vivem com o HIV, em grande parte devido ao maior acesso ao tratamento", destaca o relatório, que calcula em 34 milhões - 17% a mais que em 2001 - o número de soropositivos.

Hoje, metade dos portadores do vírus recebe algum tipo de tratamento. Em 2010, graças a esta situação foram evitadas 700.000 mortes relacionadas à Aids, afirma o documento de 52 páginas. "A epidemia de Aids ainda não terminou, mas o fim pode estar próximo se os países investirem de maneira inteligente", destaca a UNAIDS.

O relatório destaca a resposta completa e antecipada do Brasil ante a epidemia, que garantiu o "acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV para as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas".

O organismo propõe um objetivo ambicioso: "Nos próximos cinco anos, os investimentos inteligentes podem impulsionar a resposta à Aids até a visão de zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas". A região mais afetada pelo HIV/Aids continua sendo a África subsaariana (5% de prevalência entre a população adulta), seguida pelo Caribe (0,9%) e Rússia (0,9%). Na América Latina a evolução permanece estável desde o início dos anos 2000 (0,4% de prevalência).

Mortes e novos casos
Em 2010, o relatório apontou o surgimento de 2,7 milhões de novos casos (incluindo 390.000 crianças), 15% a menos que em 2001 e 21% a menos que em 1997, quando a propagação alcançou o auge histórico.

O número de mortes em decorrência da doença caiu para 1,8 milhão em 2010, contra 2,2 milhões em meados dos anos 2000. "Desde 1995, evitamos um total de 2,5 milhões de mortes em países com renda baixa e média por meio do tratamento com antirretrovirais", afirma o documento.

Fonte IG

Mulheres com silicone falham mais na amamentação

Crença de que a prática deixará os seios flácidos e caídos atrapalha as chances de sucesso, diz estudo

Mulheres com implantes mamários que pensam que o aleitamento muda o aspecto dos seios são menos propensas a amamentar seus bebês com sucesso, de acordo com um novo estudo.

Pesquisadores da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (SACP) apontou que o número de gestações uma mulher tem – e não se ela amamenta o bebê – é o que faz com que os seios fiquem mais flácidos e caídos ao longo do tempo.

“Se uma mulher acredita que o aleitamento poderá afetar negativamente a aparência da própria mama, ela diminui suas chances de sucesso da amamentação”, disse Norma Cruz, uma das autoras da pesquisa.

“Esta ideia equivocada é lamentável. É de vital importância informar às mulheres que o aleitamento materno não vai prejudicar a aparência de mama, e que a prática tem vantagens significativas para a saúde da mãe e do bebê”.

Os pesquisadores estudaram os hábitos de amamentação de 160 mães com implantes mamários. Eles descobriram que 86% das 97 mães que falharam em amamentar pensavam que a prática iria piorar o aspecto das mamas. Os pesquisadores observaram que este pensamento teve um impacto direto sobre o sucesso delas em amamentar seus bebês.

Por outro lado, de 63 mulheres estudadas que exclusivamente amamentaram seus bebês por duas semanas ou mais, apenas 13% acreditavam que isso prejudicaria o aspecto dos seios.

“Faz sentido que mulheres com implante de mama se preocupem com o efeito da amamentação sobre a aparência dos seios, afinal, elas investiram tempo e dinheiro neles”, disse Cruz, que também é cirurgiã e membro da SACP.

“No entanto, as evidências disponíveis nos dizem que, embora os seios ‘caiam’ mais com cada gravidez, a amamentação não parece agravar estes efeitos em mulheres com ou sem implantes de mama”.

Os resultados são preocupantes, dizem os pesquisadores. Segundo o Departamento de Saúde dos EUA voltado para a saúde feminina, a amamentação ajuda a fortalecer o vínculo entre mãe e filho e está ligada a uma série de benefícios à saúde para as mulheres, incluindo menor risco de diabetes do tipo 2, câncer de mama, câncer de ovário e depressão pós-parto. A agência acrescenta que o leite materno, para os bebês, ajuda a formar o sistema imunológico, responsável por combater doenças.

“Agora que conhecemos como as mulheres com implantes mamários vêem o impacto da amamentação no aspecto dos seios, é preciso informá-las e educá-las melhorar essa percepção e fortalecer a saúde da mãe e da criança", conclui Cruz.

O estudo deve ser apresentado esta semana na conferência anual da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, em Denver (EUA). Os pesquisadores alertam que os dados e conclusões do estudo devem ser vistos como preliminares até que ele seja publicado em uma publicação científica.

Fonte Delas

Os erros mais comuns da amamentação e como evitá-los

Especialistas apontam os 15 principais equívocos das mães na hora do aleitamento e sugerem maneiras de solucioná-los

Bom tanto para a mãe como para o bebê, o aleitamento reduz o risco de câncer de ovário e de mama e de osteoporose. Já a criança ganha reforços no desenvolvimento e fica mais protegida contra diabetes, infecções respiratórias e alergias, entre outros problemas. Mas muitas mães desistem de amamentar por conta de dores nos mamilos, insegurança ou falta de orientação adequada. Conversamos com especialistas para mostrar quais são os principais erros na hora do aleitamento – e como solucioná-los.

1. Falta de confiança em si própria
A tranquilidade da mãe na hora de amamentar já é um grande passo em direção a um momento prazeroso para ambas as partes. Se a mulher fica nervosa com as dificuldades comuns ao início, o processo de amamentação pode ser mais trabalhoso. Com tranquilidade, conforto e confiança, aos poucos mãe e filho vão aprendendo e se entrosando, sem motivos para desespero. “O leite é produzido no peito e na cabeça. A nutriz precisa confiar nela mesma. Toda mulher produz leite, até aquela que adota e não ficou grávida” (leia matéria sobre mães adotivas que dão o peito), diz o pediatra Marcus Renato de Carvalho, especialista em amamentação pelo International Board Lactation Consultant Examiners, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ e editor do site Aleitamento.

2. Dar de mamar com o bebê sonolento
O processo de amamentação flui melhor quando o bebê está desperto, porque ele consegue abrir a boca para fazer a pega correta (abocanhar o mamilo e a maior parte da aréola). Quando está sonolento, geralmente atinge só a pontinha do mamilo. Resultado: não mama direito e em pouco tempo precisará se “abastecer” de novo. “Para deixar o bebê mais desperto, a mãe pode manter o ambiente mais iluminado e deixar o bebê com menos roupa, para que se aconchegue e equilibre a temperatura no colo da mãe”, aconselha a enfermeira Bárbara Pauletti, do Centro de Amamentação da Maternidade Pró-Matre (SP).

3. Não prestar atenção ao bebê durante a amamentação
Como o tempo é curto, muitas mães aproveitam a hora da mamada para realizar outras tarefas: dormir, assistir à televisão e até resolver pendências por telefone. Mas é muito importante aproveitar o período do aleitamento para conversar com o bebê e fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Vale conversar, cantar, contar histórias. Qualquer coisa para ajudar a mantê-lo acordadinho e manter um bom ritmo de sucção.

4. Prender-se ao tempo de mamada
O bebê não é um reloginho. Ele funciona na hora que quer. Portanto, nada de se prender em conselhos de amigas e avós sobre a duração de cada mamada. “Não é de três em três horas ou de ‘tantos’ minutos em cada peito. Como o leite materno é de fácil digestão, alguns bebês mamam com muita frequência”, explica o pediatra Marcus Renato de Carvalho. Segundo ele, o importante mesmo é zelar pela livre demanda, ou seja, o bebê dita o ritmo: mama o tempo que quiser, no intervalo que necessitar. A mamada só termina quando ele solta espontaneamente o seio materno.

5. Amamentar com muita gente ao redor
Se a mãe se sente confortável em amamentar com outras pessoas ao redor, tudo bem. Mas se ficar incomodada ou preferir ter um momento mais íntimo com o bebê, especialmente no início, quando ambos estão se adaptando ao processo, não se acanhe em pedir licença e se “isolar” com a criança. O conforto e a tranquilidade da mãe são essenciais para uma boa amamentação.

6. Não se atentar para a pega correta do bebê
Muitas vezes, as fissuras nos seios acontecem por conta da pega incorreta do bebê no seio. “Quando pegam somente o mamilo, além de não extrair bem o leite, os bebês podem provocar rachaduras no peito da mãe”, explica Ana Paula Mikaro Hosoda, enfermeira do Ambulatório de Aleitamento Materno do Hospital Santa Catarina (SP). O certo é o bebê abocanhar toda a aréola, para ter uma melhor sucção e não ferir a mãe.

7. Deixar o bebê com a cabeça torta
A mãe deve observar se a cabeça e o corpo do bebê estão alinhados e apoiados, sempre com a cabeça voltada para a mama. Se a cabeça ficar torta, haverá incômodo na deglutição. A posição mais comum é o abdômen da mãe em contato com o do bebê (“barriga com barriga”). O bumbum dele fica apoiado na mão da mãe e a cabeça, na dobra do braço dela.

8. Pressionar a cabeça do bebê contra o peito
O bebê se adapta naturalmente à pegada no seio da mãe. Faça somente um apoio e ele naturalmente se achega para abocanhar o seio. Para ficar mais confortável, coloque um travesseiro em cima das suas pernas, dando mais firmeza para apoiar o braço e deixar o bebê na posição correta de maneira mais natural.

9. Achar que o leite é "fraco" ou insuficiente
As mamas são preparadas para produzir o leite já no período de gestação. Após o nascimento, o próprio bebê estimula a produção por meio da sucção correta. Portanto, quanto mais o bebê mama, mais leite se produz. Nos primeiros meses de vida, tudo o que o bebê precisa está no leite materno. Não dê a ele chá, água, suco ou outro tipo de leite sem orientação médica.

10. Ficar alternando os seios a toda hora
É melhor esvaziar completamente o primeiro seio para só então passar para o segundo. Muitas vezes, o esvaziamento total da mama exige duas ou três mamadas no mesmo peito. Quando as mães alternam os dois seios em cada mamada, acabam por produzir excesso de leite. “Com a hiperprodução, o bebê pode ficar irritado e ganhar menos peso, pois não consegue chegar ao ‘leite do fim’. Este leite final tem uma alta carga de gordura, dá a sensação de saciedade e prazer e engorda”, explica a pediatra e neonatologista Ana Júlia Colameo, membro da IBFAN (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar) e conselheira em amamentação da Organização Mundial da Saúde e Unicef.

11. Dar chupeta e mamadeira ao invés do peito
As chupetas ensinam o bebê a “mascar”. Durante a amamentação, ele pode machucar a mãe ou não conseguir retirar todo o leite que necessita, porque faz “confusão” ao abocanhar o mamilo. A mamadeira também o habitua a outra forma de se alimentar, causando a “confusão de bicos”. “Além disso, o leite artificial demora a ser digerido, diminuindo o número de mamadas e fazendo reduzir a produção de leite. Por isso é muito comum ver mulheres que, depois que introduziram mamadeira, perderam a amamentação porque o leite ‘secou’ ou o bebê não quis mais”, afirma a pediatra e neonatologista Ana Júlia Colameo.

12. Usar cremes e loções nos seios
Para manter o peito sadio, o melhor é fazer uma leve pressão para saída do leite e passar o próprio líquido ao redor da aréola. O uso de pomadas e cremes só deve ser feito com orientação médica. “Se a fissura for muito grande e dolorosa, suspende-se a amamentação na mama mais afetada por um período de 24 a 48 horas e coleta-se manualmente o leite até seu esgotamento, para evitar que o líquido empedre”, orienta Daniela Vieira de Lima, enfermeira obstetra do Hospital e Maternidade São Cristovão (SP).

13. Esquecer de se alimentar
Apesar de a alimentação não ter relações diretas com o aumento ou diminuição na produção de leite, é importante fazer um aporte extra de 500 calorias a mais por dia. Os alimentos mais indicados são peixes de água fria, como a sardinha, e gema de ovo. Evite leite de vaca e refrigerantes à base de cola.

14. Voltar ao cigarro
A nicotina presente no cigarro continua a fazer mal para o bebê mesmo após o parto, pois a substância passa para o leite materno, assim como o álcool e outras drogas. Com isso, pode haver alterações no sistema nervoso central do bebê, com prejuízos para o seu desenvolvimento.

15. Desistir na primeira dificuldade
Dificuldades na amamentação são muito comuns, especialmente nos primeiros dias. Procure ajuda sempre que sentir necessidade. Há diversos centros de apoio à amamentação em hospitais e clínicas médicas, nos quais profissionais de saúde informam e orientam as novas mães sobre o aleitamento. Muitas vezes, a dificuldade é causada apenas por um posicionamento incorreto ou pelo fato de o bebê estar sonolento, fatores que podem ser contornados facilmente, sem precisar desistir do processo.

Fonte Delas

Por que amamentar emagrece?

Perda de peso equivale a meia hora de corrida. Entenda como o organismo da mulher funciona e saiba quais exercícios ajudam

Sair da maternindade com uma barriga chapada, poucos dias após dar a luz, é cientificamente impossível. Emagrecer e recuperar a boa forma, entretanto, é totalmente viável.

O organismo da mulher trabalha a favor de perda de peso após a gravidez. E um dos grandes responsáveis pelo rápido retorno dos contornos exibidos antes do barrigão aparecer é a amamentação.

O reforço natural, claro, está diretamente relacionado à qualidade da alimentação durante a gestação e ao controle do peso da mãe ao longo dos nove meses, explica Carolina Ambrogini, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo a médica, a explicação é bastante lógica: o metabolismo da mulher fica mais acelerado para produzir o leite – alimento que deve ser bastante calórico para que o bebê ganhe peso e se desenvolva com saúde.

“Ao ser mãe, deixamos de apenas consumir alimentos, e passamos a produzi-lo. Esse processo requer energia e promove um gasto calórico acentuado”, diz. A produção diária de leite materno é tão intensa que gasta, em média, 400 calorias, o equivalente a meia hora de corrida moderada.

Efeito rebote
No processo, entretanto, é preciso dobrar o cuidado com a alimentação e com a prática de atividade física. Por exigir um aporte calórico para fabricar o leite, o organismo demanda uma grande reposição de energia. Nessa fase, é comum a mulher sentir mais fome, pois o apetite fica aguçado.

“Se não houver controle e orientação nutricional, o efeito da amamentação na perda de peso pode passar despercebido”, diz Marcelo Ferreira, nutricionista esportivo.

Embora não exista nenhuma contraindicação para o esporte durante a gestação – a não ser em condições específicas de gestação de risco (como hipertensão) – um levantamento feito pelo Centro de Estados do Labarotário de Aptidão Física (Celafisc), entidade ligada à Secretaria de Saúde de São Paulo, mostrou que as futuras mamães entram em estado de “hibernação” logo no primeiro trimestre de gravidez.

Após no nascimento do filho, o sedentarismo tende a ser mantido, lamenta Carolina. A médica alerta, porém, que durante a amamentação é melhor optar por atividades de baixo impacto.

“Pode fazer atividade física. É ótimo para a saúde da mãe, mas não aconselhamos que elas pratiquem modalidades que gastam muita caloria. O leite materno é composto por uma grande quantidade de água. Se a mulher transpira demais durante uma atividade intensa, prejudicará a qualidade e quantidade de leite para o bebê.”

A sugestão dos especialistas é optar por caminhadas diárias, duas ou três vezes por semana, de leve a moderada. “Jamais corra uma maratona nesse período, é loucura", alerta a obstetra da Unifesp.

Largada
Após o período de amamentação, porém, a corrida é o melhor substituto para manter a perda acentuada de peso e recuperar a forma física sem sofrimento ou cirurgia plástica.

“Atividade aeróbica também ajuda bastante, mas o efeito da corrida é muito maior, desde que tenha regularidade. É o melhor substituto da amamentação para as mães que desejam seguir emagrecendo depois de terminado o período de amamentação.”

Antes de gastar a sola do tênis, é fundamental não sobrecarregar o físico. Até para as mamães atletas é indicado cautela.

Fonte Delas